segunda-feira, 12 de maio de 2014

SÉCULO 21: SOCIEDADE É O AGENTE DE MUDANÇA

Na semana passada, eu trabalhei no 5º Encontro Nacional de Comunicação e Relacionamento dos Fundos de Pensão e devo ficar por muito tempo sob o impacto de tanta informação. Porque - a cada dia - o chamado do mundo em modo beta é mais claro.

 As Entidades Fechadas de Previdência Complementar têm que lidar com muitas realidades: a expansão da base de participantes - cada vez mais jovens; a especialização dos profissionais das equipes - também muito jovens - para fazer a conexão com participantes (jovens) e assistidos (maduros, porém muito ativos e integrados). Relações intergeracionais!


E NÃO TEM RECEITA! Tem algumas soluções com propósitos diferentes, investimentos diferentes, fôlegos diferentes, envolvimentos diferentes, resultados diferentes. Laura Jane Batista de Lima - da Fachesf - mostrou que é possível utilizar um mix de recursos para fazer um trabalho interativo e reconhecido como a Revista CONEXÃO que, inclusive, foi premiada.

Também adorei saber um outro tipo de estratégia que a CBS Previdência usou para criar o mote do Relatório Anual 2013, sobre o qual eu já escrevi aqui antes. Maísa Rozendo, profissional da casa, explicou que o mix foi partir das informações das redes sociais - a história da participante que estava publicada no Facebook - para compor o storytelling e a arte impressa do relatório offline.

APP é tendência

Não é sem motivo! Em suas políticas de comunicação, a maioria das Entidades Fechadas de Previdência Complementar acompanha as diretrizes da Patrocinadora e ainda não oferece acesso às redes sociais. A estratégia, então, para garantir presença digital junto aos Participantes e Assistidos é utilizar a tecnologia mobile. Daí os APP são muito funcionais.

E tem APP com foco em atendimento e relacionamento, tem APP com foco em simulação, tem APP com outras funções. Os fornecedores de serviços estão se diversificando para responder às demandas, de uma forma personalizada.

Aliás, vale lembrar! Em Previdência Complementar, a Comunicação é cada vez mais dirigida e personalizada. A democratização, a troca e a mediação são as grandes tendências do mercado. As empresas deixarão de ser o único provedor de informação, para ser o mediador de diálogos em espaço virtual institucional.

 As empresas serão menos diretivas e passarão a criar oportunidades de interação e conexão para que as PESSOAS expressem seus interesses mais livre e espontaneamente. Há riscos, especialmente para a reputação! Mas há, da mesma forma, um movimento natural a favor da ética, que favorece a autorregulação dos ambientes virtuais.

Sem ingenuidade

O controle estratégico também é uma questão curiosa. Empresas avançadas nos ambientes digitais estão cada vez mais agressivas no monitoramento de reputação e utilizando dados estatísticos - baseados em palavras-chave e conceitos - para gerar conexões e conteúdos relevantes. Massa crítica é o próximo passo!

E aí voltamos às lições preciosas do professor Gil Giardelli (ESPM/ECA): haverá um amadurecimento natural da presença digital. E as empresas - a reboque ou na vanguarda - terão de atuar produzindo ou reagindo à pressão da sociedade.

Por isso, o preparo técnico aumenta e muda permanentemente! Não dá para ignorar isso. Mundo modo beta é essa transformação, essa metamorfose ambulante. É o que é e o que será. Vamos ter que gerar e compartilhar valor e novos comportamentos se quisermos fazer com que o negócio transcenda no espaço e no tempo.

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