terça-feira, 5 de setembro de 2017

QUEM TEM SOLUÇÕES PARA O TRABALHO SEM CLT?

Presta atenção! Em novembro as novas regras trazidas pela Reforma Trabalhista entram em vigor. Na prática, essas regras devem significar - para o bem e para o mal - muitas possibilidades de relações do mercado de trabalho. Terceirização, pejotização, inserção do segmento 50+, trabalho sob demanda.

As perguntas que me inquietam agora são: as políticas de gestão de pessoas estão preparadas para atrair e reter mão de obra qualificada nas empresas? Nós, da Previdência Complementar Fechada, temos produtos para dar proteção previdenciária a trabalhadores com esse perfil?

Explico! Desde 2009, sou profissional liberal. Minha passagem pela Fundação CESP, entre 1991 e 2009. Sem a contrapartida do patrocinador, meus rendimentos só permitiram que eu eu mantivesse o plano via o instituto de Benefício Proporcional Diferido (BPD). Isso significa que, até eu cumprir todas as carências e adquirir o direito à complementação de aposentadoria, esse patrimônio fica imobilizado. Mas eu tenho maturidade e cultura previdenciária suficiente para entender a regra do jogo e sustentar a MINHA decisão.


Penso que - até para facilitar a Comunicação com a sociedade, que vai precisar de acesso a produtos de natureza previdenciária, é importante que os motes da Reforma Trabalhista e da Reforma Previdenciária sejam convertidos em diálogo.

O Santander - com muita habilidade - está fazendo esse movimento no mercado. A campanha a tecnologia financeira para facilitar a vida do empreendedor é matadora! Mostra a nova realidade do trabalhador - sem a proteção social da CLT - e apresenta uma ferramenta adaptada para esse mundo de novos negócios de todos os tamanhos.




O 38º Congresso da Previdência Complementar Fechada vem aí. Em outubro, esse debate ganha o mundo presencial, com o mote Previdência Complementar para Todos. Quem encara? Quem propõe soluções? Quem tem ferramentas? Quem tem sugestões? Estou muito ansiosa para descobrir as respostas.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

50+ TONS DA COMUNICAÇÃO EM PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

Trabalho com Comunicação com foco em Previdência Complementar desde 1991. Faz tempo! E vejo esse tempo como uma vantagem extraordinária. Porque permitiu que eu acompanhasse muitos movimentos que a Previdência Complementar fez para se adaptar a estatizações - e portanto aos modelos de plano CD e adesão facultativa. Planos Instituídos. Planos com Perfis de Investimento. 
Estava lendo a entrevista - O abandono da ótica do Medo - de Renato Meirelles à Revista da Previdência Complementar. Para quem não sabe, Renato Meirelles é uma autoridade. Um trecho da matéria explica:


"[...]presidente do Instituto Locomotiva, que apresentou o estudo Brasil Maduro no último Encontro Nacional de Comunicação e Relacionamento com o Participante realizado pela ABRAPP. Fundador e presidente do Data Favela e do Data Popular, onde conduziu diversos estudos sobre o comportamento do consumidor emergente brasileiro, Renato fez parte da comissão que estudou a Nova Classe Média Brasileira, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República". 
Eu não vou repetir a entrevista aqui, mas quero comentar um aspecto. Renato Meirelles chama a atenção para a geração 50+, que ele chama de Gray Power, e a inabilidade dos comunicadores para lidar com ela. 50+ significa: pessoas acima de 50 anos, escolarizadas, e que deverá movimentar R$ 1,5 trilhão na economia.


Mais do que o uso inadequado de estereótipos, a crítica de Renato Meirelles evidencia o uso do medo como estratégia de abordagem das PESSOAS, para que ela faça a adesão a um plano previdenciário.

A técnica foi realmente muito comum. E ainda é usada, mostrando a relação risco/desamparo, causa/consequência do adiamento da decisão. Lembrou aí, Cara Pálida, dessa prática? Bom, mas não é só isso. A geração de comunicadores pós 2008 - muito em razão dos programas de Educação Previdenciára -  substituiu a ameaça e passou a encontrar formas atraentes para oferecer um futuro mais sorridente a participantes potenciais. 
Mas concordo com a crítica! Em geral, a Comunicação Previdenciária tem um salto, um hiato de representação entre 30+ e 60+, curiosamente a faixa etária que me representa e também a muitos profissionais da minha geração e que estão na ativa, trabalhando para fazer mais e melhor.
"Estamos falando de um Brasil onde nascem cada vez menos pessoas e as pessoas vivem mais e que, portanto, registra mudança da faixa da parcela da população brasileira de 60 anos. Ela vai dobrar em uma geração. E isso coloca para o país um conjunto de desafios: que país os jovens de hoje querem viver no futuro? Estamos conseguindo ou não construir um país que seja aberto à população mais envelhecida e que vai viver mais tempo?" Renato Meirelles
A resposta parcial que eu tenho para esse questionamento tão objetivo é: ainda não. Porque os desafios sobre os quais eu penso são maiores até do que a Previdência Complementar. Incluem políticas públicas de respeito e assistência à saúde, inclusão social, acesso ao mercado de trabalho, acesso a cultura e educação, transporte público e trânsito mais humano [na cidade e nas estradas]. Porque, Cara Pálida, a "melhor idade" já é! E uma experiência em massa. Oi? É.

"Olha, eu acho que muitas vezes a comunicação é muito técnica e baseada no pavor, no medo. O que você vai fazer quando envelhecer? O que você vai fazer se não tiver mais trabalho? E talvez fosse mais adequada uma abordagem com viés mais positivo, algo como 'se preocupe em viver' [...]Mostrar o quanto ter segurança financeira abre portas, em vez do princípio lógico do medo, pode ser um caminho interessante de abordagem". Renato Meirelles

Sobre essa perspectiva, vou um pouco mais longe. Acho que parte desse medo também revela rejeição à idade. Tem gente que rejeita a idade, como se pudesse ficar imune ao envelhecimento. Bom, acho que isso é mais uma forma de preconceito que tem nome - etarismo. E como todo o preconceito, precisa ser superado. Depois, é uma forma de rejeitar o trabalho que as soluções exigem. E tem muito trabalho pela frente!

E se tem alguma coisa nova no horizonte é esse olhar atento do mercado para criar expressões além da fragilidade (velho desamparado) e do forever young (velho com piercing e tatuagem). A gente pode fazer melhor, porque diversidade é uma busca permanente de expressões que representem com propriedade a multiplicidade de possibilidades das PESSOAS. 

E comunicador encara esses desafios por modinha?
Claro que não! Comunicador encara esses desafios porque está em seu DNA estabelecer conexões significativas em escala. Comunicador está comprometido com os resultados institucionais estratégicos. Comunicador tem sempre um caso de amor com Educação e aí está o salto qualitativo dessa história: a transformação de comportamento.

50+ variações da mensagem meta tímida para quem pensa em muuuuuuitas PESSOAS. E por quais motivos ainda não nos expressamos assim? Porque ainda precisamos conquistar posicionamento e alinhamento. As soluções de Comunicação precisam ser reconhecidas, legitimadas, aprovadas e depois divulgadas com essa visão comum, compartilhada, endossada.

Falta alguma coisa para fechar esse post? Acho que falar sobre novas atitudes. Elas são determinantes para que tudo mude. As palavras, as cores, os comportamentos.  As atitudes mudam os protocolos. Tornam as relações mais objetivas, sustentadas por fatos. 

Eu tenho certeza que a gente vai ganhar esse jogo, ainda que  o horizonte não seja muito claro aqui e agora. Nesses momentos críticos, é sempre bom lembrar que, há muito tempo, a gente deu essa largada e partiu na aventura de criar o futuro todos os dias.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A ESPONTANEIDADE É UMA LIÇÃO INTEIRA DE VIDA

Isabela e Adriana Carvalho Vieira
Trabalhar com Comunicação no mundo em modo beta [sempre inacabado] surpreende e mantém uma perplexidade contínua com aquela pergunta inquietante: e agora?

No último sábado, eu estava navegando na rede social e parei para assistir a um vídeo postado pela advogada e amiga Adriana Carvalho Vieira. Ela costuma registrar e compartilhar momentos familiares que - juntos - compõem uma crônica afetiva do cotidiano. Eu curto ver!!!!! 

E foi assim, com esse espírito desarmado, que 30 segundos de Isabela (a caçula da Adriana) e o Pirata (o dono da casa da Adriana) me transportaram sem escalas para a esfera das teorias todas da Comunicação, Sociologia da Linguagem, Filosofia da Linguagem, Antropologia... Eu pensei em tudo misturado e ao mesmo tempo.


Um salto no século

Para quem não viveu aquela época, o século 20 foi um tempo em que as PESSOAS diziam: "Dá a patinha!" . O animal, quase sempre respondia à súplica com indolência ou indiferença. Entretanto, a Isabela e o Pirata mostram que no século 21 as coisas são bem diferentes. Ela comanda: "Toca aí mano!". E ele não só entende como ainda corresponde intransitivamente.
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"Ensinai, ó Pai, o que eu ainda não sei". Gilberto Gil

Penso que, como eu, meus mestres dificilmente teriam respostas para as questões sobre as mudanças na Comunicação e no mundo de hoje. A crescente importância que os dados assumem nas mensagens. O descompromisso com a verdade. O comprometimento da ética. O lucro a qualquer custo. Tudo isso entra em doses diferentes nas informações que consumimos diariamente. Capitalismo na veia faz trocar espontaneidade e poesia por lógica e dinheiro. 

E a vida acontece à parte de tudo isso. Talvez nem sempre tenhamos olhos ou tempo para ver. Talvez estejamos indolentes e indiferentes à vida, preocupados e ocupados com os apelos capitalistas e o olho do furacão do mercado de trabalho. Não tenho respostas ainda. Só inquietação e aquela pergunta insistente: e agora?

Além dos algorítimos e apocalipse

O vídeo da Isabela e do Pirata me fez querer estar em um futuro diferente daquele que os especialistas têm preconizado: robôs, algorítimos, desemprego, desamparo e apocalipse. Eu quero construir novas narrativas de futuro, porque há muito tempo esse tem sido o meu trabalho, como operária da Previdência Complementar em um país tão desigual, como o Brasil.

E eu espero que, no futuro, o trabalho que estamos construindo seja solução significativa em maior escala também para as PESSOAS do século 21. Eu espero, de coração, que tenhamos muitas respostas e novas histórias de vida não apenas mais longevas, mas humanas, plenas, sensíveis e felizes - versão evoluída de nós mesmos.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

QUEM QUER SER DIFERENTE?

Por razões óbvias, o mercado financeiro costuma ser fonte de inspiração e referência para a Comunicação em Previdência Complementar. A similaridade começa na natureza do negócio, contratos de prestação de serviços, rotinas e protocolos de operacionalização de atendimento, tecnologia, contabilidade, investimentos e segurança e por aí vai até chegar ao jeito como as equipes se vestem, falam e se comportam. Esse formato é tão estruturado que influencia todo o posicionamento estratégico institucional.

Mas é importante reconhecer que a sociedade está mudando. E o mercado reage buscando novas narrativas, novos diálogos para conquistar - senão a confiança, o respeito e o bolso do consumidor - sua atenção. Porque em tempos de redes sociais, a atenção também é capital comunicacional. Por isso, as empresas estão indo além dos APP e do relacionamento 360°. Elas estão buscando o DNA do século 21.


Equipe da Warren - fintech criada a partir do rompimento societário da XP Investimentos. Saiba mais
No mundo em modo Beta, nenhuma resposta é definitiva. Há infinitas possibilidades de expressões institucionais no ecossistema comunicacional e penso que este seja um momento de transição. E é evidente que empresas mais tradicionais em geral resistem a acompanhar tendências.

Não se trata de resistência gratuita, mas um reflexo e um viés de caráter Sociológico ou Antropológico. Afinal, quem faz e decide a Comunicação de empresas tradicionais? Quem consome a Comunicação de empresas tradicionais? Segundo estudo do Grupo Abril, o segmento de mercado com dinheiro para consumir e influenciar outras gerações tem em média 40 anos de idade (clique aqui) e não se sente representado nem se identifica com esse tipo de imagem.

Comunicação feita COM gente

Para a Previdência Complementar Fechada uma solução de Comunicação muito coerente e consistente é criar oportunidades para co-criar, isto é, criar junto com os representantes dos principais públicos estratégicos: patrocinadores, participantes, assistidos, conselheiros, dirigentes e quadro funcional.

Em resumo, estou falando de buscar, jogar luz e empoderar os embaixadores da marca para que se transformem em micro-influenciadoresA tática é trabalhosa, mas o resultado é autêntico e cria identificação instantânea que soma valor para imagem, reputação, credibilidade. Por isso, destaco o BELÍSSIMO case da SP-Prevcom, que mostra como associar imagem a significado, a conteúdo.



É preciso reconhecer que colocar o ser humano no foco da mensagem revela flashes de uma sociedade muito mais ampla e diversa do que a Comunicação é capaz de representar em suas mensagens. Dentro dessa geleia geral, a identidade institucional é necessariamente um recorte singular, com a finalidade de distinguir uma empresa das demais.

Mas acredito que o olhar periférico - exercício de conhecer tendências - ajuda no processo de atualizar a linha editorial  da Comunicação que será adotada para reforçar a identidade e estabelecer o relacionamento com diferentes públicos estratégicos. E se a decisão for ousar, que ela seja consciente e surpreendente.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O PRÓXIMO PASSO É O PROPÓSITO AGORA!


Esta imagem é de uma campanha feita pela Johnnie Walker, em 2011. Lembrei dela porque nestes dois últimos dias, reencontrei um amigo de Curitiba: o advogado Alexandre Barbur, da Fundação Copel, que me cobrou a atualização do Conversação. Fiquei muito feliz com o encontro e com a atitude dele. Fizeram com que eu refletisse sobre as informações que nos incomodam. Porque nestes andei fazendo muita coisa, mas quase tudo em silêncio.

Para mim, só o silêncio me localiza no caos. O silêncio me dá oportunidade para reorganizar o pensamento e buscar a minha própria expressão. Meu silêncio é muito ativo. Empenho meu silêncio em pesquisa. Quero saber o que os outros estão fazendo e pensando para lidar com o caos do mundo. As soluções, os conflitos, as novas histórias. Acho que é mais ou menos assim:mergulho, me reorganizo e volto para a superfície. Aí sim, dá para fazer barulho novamente!

Desde junho, fui para Curitiba conhecer o trabalho incrível de gestão estratégica e indicadores, feito pelo genial Marcos Adlich, da Fundação Fibra, assisti em São Paulo ao curso de governança por indicadores, de Márcio Medeiros, da Funpresp-Jud. Li bastante. Pela TV ABRAPP, trabalhei no excelente 12º ENAPCDe alguma forma, todas essas fontes e referências estarão reunidas, organizadas, linearizadas em um curso que preparei para apresentar na Fundação Real Grandeza






Comunicação é como preparar um bolo: você junta muitos ingredientes, num jeito de fazer só seu, e depois compartilha com as PESSOAS. Comunicação é como deixar a casa arrumada e confortável para aqueles que vivem nela. Comunicação é fazer sentido para si e o mundo, porque Comunicação é relacional. Comunicação exige responsabilidade e compromisso. É por isso que estou aqui escrevendo agora. O reencontro com o Alexandre Barbur me alertou para isso!

Mesmo que o caos do mundo pareça intransponível, você só tem que continuar com seus passos, seus posts, seus vídeos, suas aulas, suas conversas. É assim que você vai se ocupando, lapidando a própria expressão, enquanto atravessa o caos para escrever sua própria história. Gigantes da indústria da bebida como Jonhnie Walker, Veuve Cliquot, Coca-Cola (que já foi elixir e levava álcool na composição) passaram por guerras e sobreviveram a ambientes de muita escassez. 


A história institucional que escreveram transformou a vida em cadeia: os consumidores, os trabalhadores, os parceiros, os concorrentes em todo o mundo. Essas empresas se reinventam, conquistam novas PESSOAS. Estão além do tempo e do caos, fiéis a propósitos e sonhos que as inspiram. Difícil acreditar que, na prática, tudo começou com um gole, uma garrafa, alguns grãos, um xarope, algumas uvas e uma fórmula de obstinação na conquista de paladares, bolsos, corações, mentes, mercados e mundo.

Por isso, para encerrar essa prosa, acho que vale rever o filme e buscar o impulso para o próximo passo. Obrigada Alexandre Balbur! Neste momento, eu superei meu silêncio.


sábado, 24 de junho de 2017

O FUTURO TEM QUE SER MELHOR PARA TODOS


As PESSOAS no olho do furacão da mudança do mundo. Sou influenciável pelo entusiasmo alheio. Mas achei que essa ideia de PESSOAS fosse força de expressão, alinhamento temático e teórico dos profissionais com quem andei conversando ultimamente e que contradizia algumas tendências que preferem colocar o algoritmo no lugar das PESSOAS.

Mas hoje é sabadão. E eu estava até agora surfando na rede, quando encontrei uma nota sobre futuras mudanças no Facebook. A rede social que agrega quase dois bilhões de usuários no planeta quer estimular o vínculo relevante, as reais afinidades entre grupos para que a experiência relacional seja cada vez mais útil e inteligente (clique aqui).

Então, a questão não se restringe a PESSOAS ou algoritmos. A questão é PESSOAS E ALGORITMOS. Ainda não sei bem... Mas para os Comunicadores, acho que isso é uma inquietação que se reflete diretamente nos desafios da linguagem. E ela encontra muitas formas de se expressar. Isso me fez lembrar do mote do 38° Congresso Brasileiro da Previdência Complementar Fechada: PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR PARA TODOS.

A identidade visual este ano coloca o elemento humano em evidência. A marca do evento literalmente abraça a PESSOA. Sugere a ideia de proteção aqui, agora e sempre. Sugere confiança no presente e no futuro. Que bom! 

A Shell está com uma campanha publicitária direcionada pelo conceito HUMANOLOGIA. Coincidência ou tendência? Coincidências não existem. Então acho que o recado é aproveitar as oportunidades para manifestar a melhor humanidade que há no ser humano.



E qual a vantagem de manifestar humanidade em um mundo tão adverso? Eu não sei a resposta para essa pergunta. Mas posso arriscar alguns palpites:

1. A humanidade pode nos redimir de nós mesmos e nossas falhas de comportamento mais primitivas.
2. A humanidade perdoa.
3. A humanidade se adapta e encontra soluções e respostas para as adversidades.
4. A humanidade é o vínculo relevante que nos une como espécie.
5. A humanidade pode ser uma resposta para a superação da escassez pela abundância.

Êpa! Viajei demais? Não! É só entender o que a plataforma Watson da IBM está fazendo pela medicina e perceber que existe uma convergência conceitual, uma complementaridade com a proposta de Mark Zuckerberg

Para finalizar este post, vou compartilhar aqui um vídeo que mostra na prática como na Pós Modernidade a leveza dos dinossauros se combina à estabilidade das borboletas, tema do meu post anterior (clique aqui). 

Troca intergeracional: Warren Buffett (86) e Bill Gates (61), amigos desde 1991. PESSOAS!! O primeiro, da área de finanças. O segundo da área de tecnologia da informação. Resultados: dois souberam como construir fortunas. Aprender a aprender: os dois souberam como operar novos mapas mentais em um mundo em mudança. Competência: os dois souberam como tratar estrategicamente informação. Interdependência: os dois souberam como e liderar e inspirar PESSOAS. Eles mudaram comportamentos globais. Influenciaram culturas. E assumem sem deslumbre nem ostentação a própria humanidade. 

Sei que o mundo é maior e pleno de inconsistências e desigualdades. Mas a fórmula do futuro que pode ser melhor para todos vai necessariamente combinar PESSOAS E ALGORITMOS.  Vou reler o livro HumanKind, de Tom Bernardin & Mark Tutssel, da Leo Burnett.


terça-feira, 20 de junho de 2017

PAIXÃO PELAS PESSOAS É ESTRATÉGIA PARA SER PRODUTIVO E FELIZ

As oportunidades que tive para conhecer sociólogos sempre foram muito transformadoras. Eles fazem a gente enxergar além!!! Minha orientadora, Maria Cristina Castilho Costa, é socióloga. Há algum tempo, na banca de defesa do meu mestrado, o único Octávio Ianni estava lá para propor uma reflexão e uma ampliação da minha pesquisa sobre a influência dos dados quantitativos na Comunicação, analisados pela perspectiva sistêmica. Um luxo! Aventuras assim são atemporais, eternas, singulares.

Então, é sempre bom estar preparado para conhecer sociólogos! Recomendo o estado de alerta, mas não sei se é exatamente possível praticar. Explico! Em maio/2017, a serviço da TV ABRAPP, precisei entrevistar o sociólogo Artur Roman. Eu estava pautada para a abordagem: ele falaria sobre os temas arte da palavra e argumentação. E foi assim, munida desses elementos e meu repertório pessoal sobre Comunicação que eu fiz o convite para a gravação do conteúdo do vídeo.

De verdade? Ele deu o primeiro pocket show sobre Comunicação na Pós-Modernidade. Eu fiquei atordoada! Entendi que tratava-se de over dose de informação qualificada concentrada. Mais tarde, comecei a pensar sobre o conteúdo como um convite para a mudança de comportamento. Ouvir mais! Diferenças como oportunidades para ser um ser humano melhor. Usar a objetividade e a efetividade na Comunicação para ser mais afetivo, ter mais tempo e transcender. Apaixonante!


Agora em junho/2017, novamente a serviço da TV ABRAPP, reencontrei o professor. Desta vez, além avisada, consegui assistir à palestra que ele preparou para tratar  dos Recursos Humanos na Pós Modernidade. 

Aprendi que na Pós Modernidade, a capacidade de adaptação é decisiva para a preservação ou extinção de espécies. Os 120 milhões de anos não foram suficientes para evitar que os dinossauros fossem superados como espécie. Aprendi também que Borboletas e Mariposas são o símbolo da Pós Modernidade. A diversidade e a fluidez são características que criam proximidade.  
Slide da palestra Um olhar dos Recursos Humanos na Pós Modernidade, de Artur Roman
O desafio mundo do trabalho hoje exige ambientar dinossauros e borboletas. Porque a Pós Modernidade é troca intergeracional significativa, é diversidade, criatividade, inovação, é utilização de competências múltiplas, é articulação de inteligência coletiva, é exploração não mais do trabalho, mas da alma! Não é uma tarefa simples. Mas dela depende a continuidade do ser humano como espécie.

Pode parecer paradoxal, porque a máquina hoje está muito em evidência. Pessoas, apaixonadamente, preferem olhar para seus smartphones mesmo quando o avião sobrevoa todas as paisagens iluminadas do Rio de Janeiro. Pessoas com fones de ouvidos deixam escapar um pássaro cantando ou outra pessoa se expressando. Pessoas com seus tablets e notebooks buscam sozinhas soluções para problemas quando poderiam compartilhar em prosa [e verso] respostas, questionamentos, inquietações.

Penso que recriar a surpresa da vida está nos bastidores dessa coisa toda do exercício da Pós Modernidade. Ver nas PESSOAS o apelo maior para todas as nossas atenções, esse é para mim salto de transcendência do eu para o nós, da consciência que exige o pós.
Slide da palestra Um olhar dos Recursos Humanos na Pós Modernidade, de Artur Roman
Penso que o vídeo que gravamos reflete essa orientação com mais propriedade. É com ele que encerro este post e uma provocação do sociólogo Michel Maffesoli: "Tento dizer, então, de maneira um tanto provocativa, que nas diversas manifestações da vida social não há simplesmente a racionalidade, e sim as emoções, as paixões". 

segunda-feira, 29 de maio de 2017

FUTURO NÃO EXISTE. POR ISSO, A GENTE CRIA!

M-E-D-O. Já parou para pensar nisso? É um exercício importante para quem faz Comunicação e Educação Previdenciária. Muitas das narrativas sobre o futuro utilizam o medo como instrumento didático: a qualidade do futuro depende das suas escolhas presentes (olha o dedo apontando para o outro). Esse talvez seja o mantra que melhor sintetiza o trabalho que fazemos. E está certo! 

A mensagem está correta, mas a entonação pode mudar o significado. Fico pensando no mosaico de imagens que pode sustentar a afirmação: Você é responsável pela qualidade do seu futuro. Depende da minha intenção. Só de farra, sugiro três vieses. Pode ser fragilidade, vulnerabilidade, exclusão (medo). Pode ser independência, liberdade, autonomia (responsabilidade). Pode ser abertura a possibilidades, o desconhecido, o indeterminado (aventura). De propósito, não vou usar imagens aqui. Imagine você, Cara Pálida, seu próprio mosaico.

Para o primeiro viés, as imagens são quase óbvias. O medo é atávico. Território conhecido. Lugar comum. O medo virou moda! O medo vende! O medo é organizador de nossas vidas. Essas ideias foram discutidas em um episódio recente do programa Terradois (clique aqui). O medo real está associado a instinto de preservação. O medo irreal é fruto da ilusão. Tem muita diferença!

A caracterização da imagem para o segundo viés, responsabilidade, já exige outros recursos de imaginação para chegar a uma solução. E assim este post vai quase se transformando em um laboratório de Comunicação. Responsabilidade é séria? Séria e sisuda? Séria e simpática? "Disciplina é liberdade". Criar essa imagem que mostre o lado livre da responsabilidade exige mais criatividade, mais r-e-p-e-r-t-ó-r-i-o, conteúdo.

O terceiro viés é ainda mais amplo. Aventura para o futuro? Que futuro? O tecnológico, o território desconhecido onde eu tenho todas as escolhas, todas as possibilidades? Onde eu escolho o que eu quiser? Sim! Inclusive de não querer o serviço que está sendo vendido. Ah! Então, se o propósito é venda, essa proposta de abordagem não faz sentido, não merece atenção, pode ser descartada. Não! Não! Não, Cara Pálida! Essa proposta traz uma essência de diversidade e respeito, marcas do século 21.



Medo da estagnação ou medo de crescer?

Uma conversa informal, há duas semanas, me faz refletir sobre uma pergunta: a Previdência Complementar Fechada tem mais medo da estagnação ou do crescimento? Ainda não tenho a resposta mas estou apostando na segunda, mesmo considerando aquela orientação bíblica que tanto me encanta: "há tempo para tudo".

O crescimento é o que vai exigir novos esforços, novas soluções, novas responsabilidades. Tenho fôlego para fazer mais? Só saberei se me dispuser a fazer, claro! Sou pequena, eu-preendedora. Dá para competir com quem é maior? Só saberei se me dispuser a competir, claro! Tenho que, com entusiasmo, colocar na mesa aquilo que eu sei fazer de melhor para contribuir. Ter humildade para aceitar que o meu melhor pode não ser suficiente. Mas pode ser combinado a outras forças para compensar as insuficiências. O que eu não posso é me render ao medo.

Antes de vender o futuro de aventura, possibilidade, respeito e diversidade, eu preciso aceitar o conceito geral e os específicos. Eu preciso entender cada valor. A tecnologia pode ajudar na escala, mas só vai gerar resultados se os parâmetros forem claros, precisos. A tecnologia pode ajudar a alavancar o quantitativo: agilizar processos para ganhar tempo, organizar volumes maiores de dados para potencializar coberturas, compartilhar orientações, para subsidiar decisões. A tecnologia pavimenta o caminho.

Afinal, em breve, a Comunicação e a Educação precisarão vender o futuro para profissionais liberais: os planos setoriais estão chegando! Os planos setoriais terão de transformar a qualidade de futuro em objeto de desejo para familiares de Participantes e Assistidos da Previdência Complementar. Para quem não tem patrocinador. Para quem ainda não aprendeu a fazer escolhas. Para "clientes" volúveis, instáveis, possivelmente infiéis, mas que vão viver muito, com nenhuma, pouca, alguma ou a melhor proteção previdenciária... Depende do êxito do trabalho que eu fizer.

Penso que os planos setoriais têm muito potencial para desencadear uma transformação estrutural no jeito de fazer, nos paradigmas da Previdência Complementar Fechada. Se isso acontecer, estaremos contribuindo para transformar comportamentos e modos de ser da sociedade. Isso é muito ambicioso! Mas acho que um futuro diferente do presente, no mínimo [para não ser suspeito], exige muita audácia e novas narrativas para se chegar lá. 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

SOBRE CERVEJA, PREVIDÊNCIA E CELEBRAÇÃO DA VIDA


Este post é uma tentativa simplista de fazer um balanço, uma síntese de tudo o que aconteceu comigo especialmente entre os dias 28 de abril e hoje. Foi muita experiência e informação junta, misturada e ao mesmo tempo, razão direta de três eventos específicos: o treinamento corporativo Atribuições Técnicas para Gestores da PREVICAT (Suporte Consultoria), 2º Encontro Nacional de Comunicação, Relacionamento e Educação da Previdência Complementar  Fechada - O hoje que transforma o amanhã (ABRAPP) e da oitava edição dos Encontros EMBRAER PREV.

Antes de 28 de abril, eu elaborei o material para ser apresentado. Enquanto me preparava para a apresentação, tomei consciência de que a minha apostila era diferente de todas as demais que eu já produzi para outros cursos. Eu simplesmente não consigo reproduzir experiências passadas, porque trabalho sob demanda. Ajusto o conteúdo sob medida para atender ao briefing do cliente. Customizo até onde minhas ideias alcançam. Então tenho várias apostilas, gosto de todas, principalmente da mais recente!!!

Aprendi, com o professor e sociólogo Artur Roman que disruptura não é ruptura. Simples assim, só que não! Disruptura é fazer o mesmo só que diferente. As técnicas de criatividade sugerem isso: diversifique o caminho para casa, experimente comidas exóticas, viaje, leia de tudo, pratique esporte, aprenda outra língua, toque um instrumento! Eu gosto de novas histórias mesmo que sejam sobre temas antigos!!!

José Felipe Carneiro, co-fundador da Cervejaria Wäls, em uma apresentação apaixonante com trilha sonora do AC/DC, mostrou isso na prática: como é criar e reinventar um produto que está no mercado e na cultura há mais de 9 mil anos. Nos tempos mais remotos,  a cerveja foi usada como moeda de troca. Disputa portanto o coração, a mente, o mercado e o bolso do consumidor com uma quantidade absurda de concorrentes só no segmento cerveja, mas que é maior ainda quando o universo é bebidas. 

"Pra ser boa, a meta tem que ser difícil e ousada". José Felipe Carneiro

A história da Educação Financeira e Previdenciária começou no Brasil entre 2006 e 2008. Teve que superar muita resistência, antes de ser aceita e praticada. Paulo César dos Santos, subsecretário do Regime de Previdência Complementar do Ministério da Fazenda, lembrou que, em 2014, a programação da primeira edição da Semana Nacional de Educação Financeira somava 191 ações. Veja! Foram pelo menos sete anos para que a Semana acontecesse!!! E muito ajuste de rota, até chegar em 2017. A programação da Semana este ano saltou para 1.004 ações. A demanda respalda o crescimento dos números. O Efeito Borboleta, que trata de possibilidades e potencialidades desencadeadas por um fenômeno sutil, ganhou exponencialidade. 

Você pode constatar, Cara Pálida, ainda é pouco! É verdade. O Brasil tem dimensões continentais, uma população desempregada que vende o almoço para pagar a janta, quem está empregado ganha pouco, a demanda por ensino de Matemática Elementar é imensurável. Como se não bastasse, quando o assunto é Educação Previdenciária - que além de se ter dinheiro para poupar, significa destinar essa poupança para a proteção da qualidade de vida no futuro -  é preciso lembrar ainda que a Previdência Complementar Fechada não tem fins lucrativos, compete em situação de desigualdade com instituições financeiras, em um ambiente em que a adesão aos planos previdenciários é facultativa e não automática. Ainda assim para limitar o tempo, desde 1977 [data da Lei 6435], a Previdência Complementar Fechada acumulou um patrimônio previdenciário equivalente a 13% do PIB brasileiro. E fizemos a história dar certo aqui, diferente do que aconteceu no Chile, por exemplo. Estamos longe, é verdade, da Holanda cujo montante acumulado atinge 120% do PIB. Se o impossível não existe, a gente chega lá! 



Nosso passaporte para chegar ao futuro são as ações que fazemos todos os dias. As escolhas ambiciosas que transformam o presente. O que era inconcebível em 2008, hoje as Entidades Fechadas de Previdência Complementar implementam de modo cada vez mais orgânico e natural.

Foi por isso que acompanhei com muito entusiasmos pelas redes sociais a realização da 1ª Feira de Previdência pelo SEBRAE PREVIDÊNCIA. Uma semana inteira de mobilização, interações com o público, aulas, consultorias, sorteios, fotos, posts. Show. Foi por isso que eu fiquei imensamente feliz com o Book de Ações CTRCOM e Marketing Nordeste, publicado pela ABRAPP. Trata-se de mais uma coletânea mostrando o trabalho de Comunicação em suas múltiplas interfaces e possibilidades. É muito legal conhecer as experiências de Comunicação, Relacionamento e Educação da BASES, CAPEF, CELPOS, CompensaPrev, ECOS, Falba e FasernVamos celebrar toda essa muita disruptura, minha gente!

E, para fazer mais e melhor, é bom deixar uma dica registrada aqui, depois de todas essas referências de gente que faz e manda bem. O educador e facilitador de mudanças Júlio Machado, durante o 8º Encontro dos Assistidos EMBRAER PREV, falou sobre comportamento minimalista que, claro, não se trata de uma excentricidade. É uma técnica para viver mais feliz. Porque ser feliz é mais do que ter dinheiro e gastar com cerveja. Ser feliz é ser livre e autônomo.

A coisa parece simples porque tem só três passos. 1. Evite comparações desnecessárias ou limitantes (a inveja é o único pecado que não te dá satisfação de volta). 2. Abra mão da razão (a verdade é única mas os pontos de vista sobre ela [o verdadeiro] são muitos. 3. Avalie o necessário, mas não julgue. Perdoe! Só os perfeitos não precisam de perdão. Perdoar faz bem à saúde física e emocional.

"Educação é a ferramenta de fazer gente", Luiz Alberto Oliveira

Vou compartilhar aqui um podcast do programa 50 Mais CBN. Trata-se de um bate papo entre quatro fantásticos: Mara Luquet, Alexandre Calache e Débora Freitas (CBN) e Luiz Alberto Oliveira (curador do Museu do Amanhã) sobre as ideias possíveis sobre o amanhã (futuro) e como se preparar para esse amanhã (clique aqui).

O que é bonito nesta história é entender que a moldagem do futuro é depende de muitas tecnologias. Uma delas é a Educação. A outra são os valores. E aí eu encerro este post com uma reflexão primorosa e matadora de Maurício Messias, do Economus: a disrupção é primeiro comportamental e só depois instrumental. Brindemos: gracias a la vida! 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

O FUTURO VEM DO FUTURO

O título deste post tem autoria do professor Sílvio Meira. E eu adotei como um tipo mantra. 

O futuro é um conceito, uma perspectiva. Mas quem lida com as possibilidades e potenciais de suas  narrativas, utopias e também conhece suas distopias tem a responsabilidade de materializar e entregar um futuro de qualidade compartilhável.

O futuro não acontece exclusivamente por meio saltos, ainda que sua história possa sugerir assim. O futuro é também incremental. Acontece todos os dias, aos poucos, mesmo que nossa atenção não reconheça ou legitime esse processo. Aí, é óbvia a sensação de salto - mas muitas vezes trata-se apenas um lapso de percepção.



Há muito tempo, sempre questiono quem eu posso sobre a questão da destinação de dinheiro digital para proteção do futuro. Trocando em miúdos: com a infraestrutura e a legislação correta, a gente pode usar bitcoins, pontuação de cartão de crédito, milhagem, crédito de NF para uma poupança previdenciária?

Esse é o meu exercício de querer trazer o futuro para o presente. Este é o meu questionamento, que tem por base uma Educação Previdenciária como prática de sustentabilidade e consumo consciente de modo orgânico, articulado e integrado.

Hoje - nas redes sociais -  achei a primeira resposta convincente para essas minhas dúvidas. Ela vem nada mais nada menos do que Gustavo Cerbasi.



O arcaico é resistente, mas o futuro é fato

Mírian Leitão escreve sobre as resistências do arcaico. O arcaico é o maior obstáculo às fabulações sobre o futuro. Mas o futuro é fato! Se parte das instituições brasileiras preservam e cultuam arcaísmos, também há aquelas que, por exemplo, oferecem infraestrutura tecnológica para simular novos ambientes de negócio.

Pela perspectiva da Comunicação e da Educação Previdenciária,  essa convergência com a Tecnologia da Informação é estratégica e irreversível. Trata-se somente de uma questão de tempo, obsessão por resultados e da própria eficiência financeira.

A minha fabulação de futuro fala de decisões facilitadas e naturalizadas - como o uso do cinto de segurança. Não como modinha ou porque estou sujeita à multa... Mas como um dos recursos de pode dar mais proteção à minha vida em ambiente de risco! Estou falando de consciência e lógica! Consciência e lucidez são grandes estimulantes para quem quer viajar até o futuro sem sair do presente.

terça-feira, 2 de maio de 2017

COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO: BRINCADEIRA DE CRIANÇA... SQN!



Neste feriado, parei para pensar nas resistências que comunicadores e educadores da Previdência Complementar enfrentam na realização deste trabalho tão revolucionário e estratégico. A começar por nós mesmos! Os resultados em Comunicação e Educação são construídos no longo prazo.
Mas é comum lidarmos com a frustração de não alcançar o dado, o número, a resposta, o resultado que queremos simplesmente porque a ação que implantamos precisa de mais tempo, o que é incompatível com o imediatismo que demanda decisões pela  descontinuidade nas mensagens, nos processos, nos canais que tanto trabalhamos para criar.

Imediatismos e restrições orçamentárias dificultam que tenhamos um histórico consistente que nos aponte tendências, preferências, interesses dos públicos com os quais trabalhamos. Mesmo com a legislação a favor de comunicadores e educadores da Previdência Complementar a partir de 2008, a crise econômica dos últimos dois anos provocou retração também no trabalho de Comunicação e Educação em expansão até então.

Some à instabilidade do ambiente, as resistências de segmentos do público estratégico que mais deveria se interessar e fortalecer o ecossistema comunicacional em que a Previdência Complementar se estabelece. Afinal, teoricamente, quem tem expectativa de uso (Participantes) e quem tem experiência de uso (Assistidos) dos benefícios deveriam ser os maiores defensores da Previdência Complementar que, por natureza e só para começar, não tem finalidade lucrativa.


Estratégia e perseverança

É preciso compensar o ambiente desfavorável com muita estratégia e perseverança. Às vezes, reformular a mensagem ajuda a revitalizar e ativar um canal que em algumas empresas já não existe: o mural.

Ah! Até em elevadores, o bom e velho mural foi substituído pelos monitores que veiculam mensagens digitais. Mas em alguns lugares, eles ainda existem. Na semana passada, vi alguns deles. O analógico e o digital! Para comunicadores e educadores, tudo é suporte, tudo é recurso. Mas às vezes precisa ser refuncionalizado para dar relevância às mensagens e ganhar relevância como meio.

Penso que a técnica exige fôlego para  implantar meios, segmentar públicos, elaborar mensagens, ativar canais. Mas a negociação para aprovar essa estrutura e esses processos e programas de Comunicação e Educação é ainda mais complexa, porque esbarra na cultura institucional que pode ou não favorecer o trabalho.

Também penso que os números são poderosos aliados em situação de impasse cultural. As prioridades podem ser estabelecidas com base nos números. Autoatendimento ou atendimento personalizado? Cada modelo demanda um custo, uma infraestrutura, um tempo, uma escala. O que é mais viável para o seu planejamento?

Blogue ou rede social? Conteúdo autoral ou clipping? Que perfil de consumo de mensagens tem o seu público? E se a resposta for conteúdo híbrido? Quem desenvolve a curadoria? O mesmo vale para mensagens SMS e Whatsapp.

É simplista pensar que existem respostas fáceis. É simplista achar que existe retorno rápido. Tudo deve ser construído, testado, adaptado, ajustado para cada público. Mas é certo pensar que, com o tempo, os processos vão ganhando sintonia fina e os resultados cada vez maiores e mais sólidos. Não existe milagre. Se a lâmpada funcionou, foi porque Thomas Edison acreditou na viabilidade, insistiu e trabalhou até a ideia virar realidade.


Fiquei muito feliz com a programação do 2º Encontro Nacional de Comunicação, Relacionamento e Educação da Previdência Complementar, que a ABRAPP realiza na próxima semana no Rio de Janeiro (clique aqui). Tem comemoração à Semana de Educação Financeira, tem inclusão da família, envolvimento dos dirigentes. Mas acho que o que mais me deixou curiosa foi o tema da palestra de encerramento: Inovação: crescimento disruptivo, apresentada pelo fundador da cervejaria Wäls. 

Acho que nos bastidores da apresentação estará uma ideia que hoje tem me provocado: quais soluções e respostas os pequenos têm para virar o jogo? Tamanho é documento? Como se constrói uma cultura com foco no futuro? Como se constrói o engajamento nesta cultura, quando o futuro é só uma possibilidade?

A minha inquietação é uma forma de resistência. Eu preciso dessa resistência em ambientes desfavoráveis, incômodos. As respostas que eu quero encontrar me ajudam a formular novos mapas para trilhar esse ambiente que rejeita amadores (será que algum dia será diferente?). E a esperança, que me trouxe até aqui, é a mesma que vai me ajudar a transformar o que eu conheço no futuro que eu quero alcançar.