quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A ERA DO GELO: LIÇÃO DIVERTIDA

Como ontem eu não postei, então hoje eu tenho direito a mais um ou tantos quantos post me derem na telha, não é mesmo? Porque não é sem escrever que eu vou compartilhar minhas ideias. Não é sem compartilhar as ideias que eu vou  conquistar corações e mentes e fazer as estatísticas deste blog aumentarem. 

Bom, fiquei pensando sobre o tal "e agora?" do post anterior. E aí lembrei de uma animação apaixonante: A Era do Gelo 3. Eu tenho o DVD por causa dos sensacionais irmãos gambás. 
Mas o post agora é uma analogia baseada na relação que existe entre o aventureiro Buck e seu brutal e eterno arquiinimigo Rudy. Em intermináveis disputas por território, o primeiro perde um olho; o segundo, um dente! De antemão, essas "perdas" já apontam para a forte interdependência que existe e integra os dois personagens. 

Buck é muito menor do que Rudy! Então, transforma o dente perdido pelo dinossauro em um dos entraves em arma para autodefesa. Por ser espirituoso, em vários momentos da história, Buck leva vantagem sobre Rudy, além de criar soluções para os personagens principais da saga.

Essa solidariedade abre para Buck a oportunidade de habitar locais menos inóspitos junto de um grupo mais amistoso. Entretanto, a interdependência entre Buck e Rudy prevalece e os dois continuam juntos dentro da própria aventura.

Por que contei essa história? Ora, porque todo comunicador é meio Buck, apaixonado pelo rock-and-roll da comunicação! O processo assusta, desencanta, dá vontade de jogar tudo para o ar, mas é - ao mesmo tempo - é irresistível!  O sentido não está nos resultados, nos personagens mas entre eles.

Isso quer dizer que - no trabalho de Comunicação - os personagens ganham sentido e valor em razão do processo. Os resultados só existem em razão e em função dos personagens. Um não existe sem o outro. A interdependência se sobrepõe soberana, costurando demanda, personagens, processo, resultado. Quer mais? Não adianta nem pensar em fugir. Por isso, tem que dar um jeito de ser feliz junto e para sempre! 



TRABALHO DE GRIFE: CONSAGRAÇÃO E DESAFIO

A Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP) publicou hoje um post no Facebook com os indicadores da pesquisa realizada pelo Datafolha durante o 33º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão (clique aqui).

Os dados apontam: 98% de satisfação dos congressistas com a organização do evento! É uma marca excepcional e que, de imediato, deixa quem - como eu - trabalhou lá muito vaidoso! Só que, diante desse mesmo número, eu - um poço de sensações contraditórias - também me pergunto: e agora?

Foi essa a mesma sensação que tive, quando recebi a excelente avaliação do curso de Educação Previdenciária realizado em novembro para a equipe de profissionais da Empresa Nacional de Electricidade de Angola, promovido pela Atest Consultoria Atuarial. O mesmo documento, que registrava nota de 9,6 (na escala de 1 a 10) para o trabalho realizado, exibia uma expectativa futura: módulo avançado de Educação Previdenciária. Assim que li, me perguntei: e agora?

Também foi assim em março (o blog ainda nem existia) quando, pelo segundo ano consecutivo, fiz o balanço do treinamento para a equipe da PREVI  mobilizada durante o 6º Encontro Nacional PREVI & GEPES. Este trabalho foi uma parceria com a SUPORTE Consultoria e Treinamento, assim como outros projetos ambiciosos realizados com essa mesma base para a Embraer Prev.

E agora?

Quase todas as manhãs, quando olho as estatísticas do blog, eu me pergunto: e agora? A resposta às vezes é simples: eu terminei de ler um livro, gravar entrevistas em uma palestra, assisti a um treinamento (porque eu mais assisto do que ministro; e esta é uma vantagem enorme para todo maluco por informações). Com febre é fácil, porque as respostas parecem se organizar com muita harmonia no horizonte.

Mesmo com essa dianteira, às vezes, me vejo como agora: perplexa! Eu não sei a resposta. Os números apontam para uma realidade ainda maior, enorme. Este ano, escrevendo aqui sobre alguns amigos, jovens profissionais da Previdência Complementar que eu admiro, usei uma metáfora que - para eles - eu achei apropriada: surfar no tsunami! Lembrei dela agora!

A minha perplexidade não importa. Porque - independentemente de qualquer estatística - em 2013 vai ser radical de novo. Todo ano é! Então, para ser feliz, o negócio é comemorar os bons resultados e aumentar a receptividade para encarar com felicidade o que der e vier!

(Na imagem, o poema do curitibano Paulo Leminski)