quarta-feira, 21 de agosto de 2013

TRABALHO QUE DÁ FEBRE


Descobri hoje cedo que este bloguinho chegou às 17 mil visualizações. Eu estava monitorando, mas ontem passei o dia offline. Então, a coisa ultrapassou a conta sem ganhar nota imediata. E eu? Eu ainda me assusto com esses números, graças aos leitores, crescentes que dão créditos incontáveis para as minhas reflexões.

Ontem estava trabalhando com TV ABRAPP. Num certo momento, consegui acompanhar um trechinho da palestra do médico Marcos Cabrera. Ouvi a seguinte dica sobre Previdência Complementar: "nós transferimos a responsabilidade, mas não precisamos matar o sonho". Foi assim mesmo! Só o trecho, sem contexto. Quer dizer, tinha contexto - qualidade de vida - mas eu não ouvi nem o antes, nem o depois.

Só que a frase não me sai da cabeça. Estou compartilhando, porque quero que ela faça eco. Compartilhar é multiplicar. Porque eu entendo que - quem trabalha com Previdência Complementar - quer vender o sonho do futuro bonito. Essa é a parte boa da nossa proposta. Mas tem um monte de variáveis que precisam ser consideradas, antes de chegar nesse resultado.

As explicações das variáveis - opção pelo modelo de tributação, contribuições ordinárias, contribuições extraordinárias, volatilidade da Economia, número de beneficiários (o melhor é não ter), longevidade (melhor é viver até os 70, 75 anos), legislação (muda sempre) - além de nem sempre serem claras, matam o sonho antes do voo invariavelmente. 

Gestão de risco X Gestão de oportunidade

Quando eu decidi escrever este blogue sabia do risco, porque meu propósito poderia ser mal interpretado. E eu queria fazer outra linguagem, a minha, que é muito espontânea, ser legitimada. Não tenho dúvida que consegui. E se não tivesse conseguido, continuaria tentando, até achar a expressão. Isso é um sonho antigo e não só meu. Mais do que um sonho é uma necessidade. Tem muita gente correndo atrás de uma solução efetiva.

E eu acho que a solução efetiva agora tem um nome: cocriação! Ontem, a última palestra do evento foi um case da Fundação CESP que desenvolveu um programa de banco de dados para atender à determinação da Instrução Normativa 1343. Foi resultado de uma preocupação: plano B, caso a parametrização de sistemas terceirizados seja economicamente inviável para as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC). E, o mais importante! Será compartilhada, sem custo, entre as EFPC interessadas na solução. Maravilha! Mais simples, mais humano, mais trabalho de qualidade. Quando as PESSOAS resolvem o operacional, estão livres para buscar expressão. E compartilhar o sonho. 

Ontem eu estava executando o "meu operacional". Mas ouvi essas informações que - para mim - fazem um sentido louco por si. Aí hoje descubro que o meu sonho estava voando sozinho, tudo pareceu uma coisa assim meio que mágica. Sei que é ação de muita gente. Sei que é atitude de quem acredita, dá força de verdade. Essa é a motivação mais autêntica. E esta é outra história que eu quero encerrar com uma reflexão linda sobre a expansão do fogo, de Eduardo Galeano, "outros ardem a vida com tanta vontade, que não se pode olhá-los sem pestanejar e quem se aproxima se incendeia".


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