terça-feira, 5 de novembro de 2013

EQUILÍBRIO PARA UM MUNDO MELHOR

 Demorou muito tempo para eu assumir a felicidade como bandeira pessoal. Eu tive que lidar com diferentes situações, desde a família. Uma história difícil, de fuga da guerra, mas de pura superação, misturada com contos de fada e assombração. Eram essas as férteis fontes de informação que eu tinha acesso quando era criança. Fiz minhas escolhas: a superação e as fadas.

Aí chegou o período de escolarização entre os anos 1970 e 1990. As fadas não eram páreo para os fatos. Um momento do país fortemente pautado pelas lutas de classe, pela opressão à alienação. E eu entendi que as fadas eram absurdamente alienantes. Mas encontrei um jeito subversivo de as manter perto de mim: a Literatura! Lá elas estavam protegidas e justificadas. E eu poderia conviver com os fatos, mantendo secretamente minhas fadas por perto.

O que estou contando aqui não é metáfora. É fato! Da mesma ordem do contexto social naquela época. Eu só troquei a escala para o nível pessoal. Estou registrando porque trata-se de um processo de superação do medo intrínseco para assumir uma felicidade intrínseca. Escolhas! E eu aprendi, com Roberto da Silva Milheiro Leão, da EDP, que esse processo tem um nome: Paradoxo da Escolha e que é mais complexo do que eu imaginava. Por isso, a TED a seguir, além de explicar, dá pistas sobre Educação Financeira e Previdenciária (clique aqui, para ler mais). Barry Schwartz é sociólogo especializado em Ciências Comportamentais (clique aqui).


Sem moleza para a tristeza

Naquela historinha que eu contei tem um elemento astrológico bastante constrangedor: pelo horóscopo, eu sou canceriana. O que, trocando em miúdos, significa um destino marcado por incontáveis mares de lágrimas! E eu acreditava nisso como destino.

Além de dez anos de psicoterapia atrás da tal da felicidade, o trabalho me ajudou muito a sair dessa arapuca de influências emaranhadas e controversas. 

Demorou, mas eu achei uma identidade! Ela está entre o drama de Fernando Pessoa e as indagações de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho. 

Descobri que achar um caminho pessoal é fundamental para um Comunicador, especialmente para aquele que se envolve com Previdência Complementar no Brasil.

A clareza sobre negócio de longo prazo é o que inspira a obstinação em buscar argumentos que justifiquem escolhas que sempre vão adiar o prazer para o futuro, cada vez mais distante, considerando o aumento sem fim da expectativa de vida (clique aqui). E, por mais ficção intangível que tudo possa parecer, é preciso ter convicção na potencialização da confiança, e de valores que fazem a realidade ser boa, apesar do que se diz dela, por um simples fato: nós trabalhamos para que ela seja assim. 

O gráfico a seguir, mostra dados da Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Integra o conjunto de slides sobre o estudo O impacto nas taxas de juros reais dos planos de benefícios previdenciários, de Edevaldo Fernandes da Silva, apresentado à  Universidad de Alcalá e à Organización Iberoamericana de Seguridad Social para a obtenção do título Máster em Dirección Y Gestión de Planes Y Fondos de Pensiones. 



A tal da felicidade



Diego Frazão Torquato, 12, toca violino no enterro de
seu professor no Rio de Janeiro (clique aqui)
 
A tal da felicidade existe! Mas depende menos de fatos e mais da nossa disposição interna para seu reconhecimento, sua legitimação! 

Depende de maturidade para entender que felicidade não é 100% de tudo. Felicidade é equilíbrio! Felicidade é empoderamento, qualquer que seja a circunstância, porque nada é definitivo!

E aqui, vou encerrar com um comentário de Ana Paula Peralta, da ABRAPP, divulgado nas redes sociais: "Ver o barco afundando e culpar os outros - na 'muleta psicológica' de quem avisou - é naufragar junto. A instabilidade é o estado natural das coisas. E sempre haverá alternativa e continuidade". 

O desafio, então, é reconhecer o fato extrínseco e buscar elementos intrínsecos que apontem para outras direções. Porque as possibilidades são infinitas quando se está determinado a ser dono ao invés de vítima das circunstâncias.

Se você gostou do recado, compartilhe! Lembre-se: seu clique faz a rede crescer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário