terça-feira, 18 de março de 2014

ERA DO CONHECIMENTO: CÁLCULO DO PIB PEDE REVISÃO

Escultura do japonês Yoshitoshi Kanemaki que cria peças bem incomuns a partir de blocos de madeira (clique aqui)
Alguns assuntos são visceralmente interdependentes: Gestão do Conhecimento, Confiança, Precificação e Comunicação. São engrenagens conectadas e que se movimentam em uma estrutura unificada.

Em uma empresa, a Gestão do Conhecimento é fator de continuidade do negócio. Pode ser importada ou proprietária. Porém, conforme a especialização aumenta, é natural que o conhecimento institucional se torne predominantemente proprietário e autoral. É o jeito de fazer que vira marca registrada. Tem valor? Lógico! É repassado para o preço do produto ou serviço? Deveria! Acontece que, como explica o professor Sílvio Meira, no artigo Inovação em cheque (clique aqui) existe um tempo de maturação do processo antes que o valor seja reconhecido:
"Boa parte da revolução das TICs [Tecnologia da Informação e Comunicação], para quem acredita numa, depende de PESSOAS: vem da mudança de métodos, processos, do entendimento de novos artefatos e sistemas para habilitar comportamentos, na vida pessoal e corporativa. Como é de se esperar, isso demanda atenção, tempo e competências cognitivas que já existem... ou não. Quanto menos houver, mais tempo vai se levar para que o impacto das TICs [...] seja notado. Mas os analistas têm pressa".
E essa pressa tem escala. No caso em análise por Sílvio Meira, reprecifica inclusive o Produto Interno Bruto (PIB)! Está bom para você, cara pálida? Você não vê Deus, mas Ele existe! As redes sociais, por exemplo, só agregam valor para o negócio quando ativam e incorporam as COMUNIDADES que integram o público de interesse daquele negócio, por meio do compartilhamento de experiências de uso e significados simbólicos. 

Não existe milagre. Existe atitude com muitas expressões. Confiança é o efeito intangível provocado prioritariamente por processos padronizados e controlados. Depois, por uma cultura interna muito alinhada. Para ser um pouco mais pragmática, o exemplo em evidência é a crise de imagem e credibilidade da empresa Burger King.

O modelo fordista de processo de produção em escala, bastante informatizado, com muito conhecimento proprietário em ação entra em xeque por causa de falha humana, possivelmente decorrente de falta de treinamento. Mas, certamente, em razão da falta de comprometimento com a cultura institucional. "O que os olhos não veem"... Desde que o mundo é mundo, os olhos tudo veem!

Comunicação

Desde que o mundo é mundo, tudo acontece pelo poder da PALAVRA. Os números vêm depois. Comunicar é para os loucos e fortes. Eu já escrevi aqui antes, mas vou reescrever: Moisés se negou a cumprir à ordem divina de avisar ao faraó egípcio para libertar o povo hebreu. Por quê? Porque ele não era seguro o suficiente para atuar como assessor de comunicação divino.

Por isso Deus ordenou que Moisés fizesse um treinamento rápido com o próprio irmão, que era habilidoso nessas estratégias de eficiência em alta performance pessoal. Só então, depois de adquirir técnica e confiança, Moisés se dispôs a cumprir as regras e ordens celestiais.

E eu escrevi aqui com esse tom de brincadeira para fazer você ler. Mas para mim essa é uma das passagens mais comoventes da Bíblia. Porque envolve Comunicação e Técnica de Negociação com o próprio Deus... e uma mega-superação de Moisés!

Moisés era O Cara! Não foi sem motivos que depois da libertação, da fuga e da condução dos hebreus ele ainda é encarregado de atuar como líder na "venda" dos 10 Mandamentos! Moisés tinha um "produto" totalmente intangível, com nenhum apelo: regras de conduta e transformação pessoal. E tinha que vender a ideia para um público totalmente desinteressado: um bando de ex-escravos que estava só a fim de extravasar. Mas Moisés foi lá e encarou o desafio.

Essa história, para mim, tem uma analogia incrível com os métodos marketeiros de evangelização. Mas - principalmente - com as buscas intermináveis que fazemos para naturalizar conceitos e ressignificar propostas de uso, tábua de atributos de produtos e serviços. PESSOAS que acreditam, sim, na continuidade e perpetuação do negócio. Mas, acima de tudo, PESSOAS imbatíveis na arte de traduzir, expressar e transformar o singular no plural.

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