quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O PLANO É CRIAR CAMINHOS


Tenho visto alguns gurus da inovação dispensarem o planejamento estratégico. As críticas são várias: consome tempo que você poderia empenhar na execução; é complexo; pode engessar o projeto... e por aí vai! 

Nada contra os caras, mas eu não consigo deixar de pensar no papo da Alice e  com o Ches quando vejo isso. Claro! Eu não sou nenhuma Einstein. Daí que as inovações no meu trabalho, em geral, são incrementais para que os resultados tenham alguma previsibilidade, margem de segurança e os desvios possam ser resolvidos antes que provoquem qualquer tipo de caos ou catástrofe.

Então, eu defendo a utilização do planejamento estratégico! E quanto mais tempo eu tenho, mais complexo ele fica. Só que os resultados são maiores. Entre 2011 e 2016, eu produzi TV ABRAPP para o Congresso Brasileiro da Previdência Complementar Fechada. Sempre com entrevistas gravadas em estúdio. Esse tempo foi essencial para que toda a equipe pudesse criar e desenhar processos, experimentar linguagem, calcular o melhor tempo para cada mensagem, afinal os temas não são nada triviais, a articulação de ideias é complexa, a expressão usa um vocabulário específico. O conteúdo captado nem sempre permite edição. 

Entendemos todos esses processos. Por isso, em 2017 quando, além do estúdio, surgiu a oportunidade de trabalhar com mais um ponto de captação de entrevistas, topamos e implementamos. Tinha risco? Claro! Deu certo? Deu! Porque - com planejamos uma espécie de colchão operacional de proteção. Previmos muitas situações e criamos soluções para cada uma delas. Além disso, quem era novo na equipe tinha orientação sobre o ponto de partida, como tinha que ser a performance, as expectativas de resultados que, graças a todo esse cuidado, foram superadas. Para a edição 2018 do evento, já começamos a trabalhar. 

Metas realistas e predictibilidade

Planejamento, curiosamente, é uma ferramenta estática para alavancar movimento. Ninguém planeja só ficar como está. A gente planeja é para evoluir. É por isso que quem planeja analisa ambiente, tendências, comportamentos - da mesma forma que um piloto tem um plano de voo, um professor tem um plano de aula, um arquiteto tem um planta.

Em Previdência Complementar, as metas para 2018 podem incluir migração de modelo de plano - em geral, de BD para CD; criação de perfis de investimento - especialmente diante da queda da taxa de juros e estabilização da economia; criação de um programa de Educação Previdenciária; construção e lançamento de um app; aumento do percentual de adesão; aumento do percentual de contribuição; aumento das portabilidades de entrada; redução dos resgates; lançamento de um plano para familiares. Enfim, tem muita meta que pode ser estabelecida a favor da sustentabilidade institucional, da sustentabilidade financeira do participante e do padrão de qualidade da política de Gestão de Pessoas da Patrocinadora.
Para desenhar o plano de ação em Comunicação é preciso conhecer previamente quais são as metas institucionais e os recursos disponíveis (humanos, tecnológicos, financeiros). Com essas informações em mãos, é possível estabelecer cronogramas, desenhar as expectativas de resultados, projetar os indicadores de monitoramento e controle.

Resumo da ópera, Cara Pálida! A gente chega ao futuro por vários caminhos. A evolução pode ser por inovações revolucionárias mas, em Previdência, a evolução é incremental, porque a aventura não é correr uma prova de 100 metros, mas os 42 quilômetros de uma maratona completa. Nosso compromisso é, durante todo o percurso, evitar riscos, amadorismos, perdas e garantir resultados constantes sempre. Afinal, nosso objetivo é o melhor futuro!

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