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terça-feira, 18 de outubro de 2016

"5 MILHÕES DE PESSOAS A MAIS, AO ALCANCE DE NOSSAS MÃOS!"




"Sem fazer grandes mudanças, nós temos ao alcance de nossas mãos, cinco milhões de participantes que poderiam entrar no Sistema no curto prazo". 
Antônio Fernando Gazzoni (Mercer GAMA).

Os resultados da edição 2016 da Pesquisa Raio X da Previdência Complementar revelam que há oportunidades para fazer com que a proteção previdenciária chegue a mais brasileiros. O que há de novo na foto? O tamanho demanda por Comunicação e Educação Previdenciária... Há demanda também para simplificação da adesão, desburocratização, tributação. 



Penso que - para fazer a diferença e um trabalho efetivo de mobilização social - o Sistema Fechado de Previdência Complementar precisa combinar estratégias de Comunicação e Educação Previdenciária para atingir esse público com ferramentas como geolocalização, redes sociais e marketing de busca (SEO, SEM, palavras-chave). 

Os conteúdos, mensagens, apelos devem chegar a esses 5 milhões de potenciais participantes por todos os meios, principalmente smartphones! No Brasil, esse é um meio de grande inserção e uso entre pessoas de todas as gerações. E por uma linguagem muito informal, se o jovem for o público de interesse dessa mensagem. A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS) está com uma campanha muito bem sucedida no Youtube. Trata-se de uma sequência de 14 aulas com o propósito de ensinar à população o bom uso do cartão de crédito. De imediato, o que é possível constatar é o alcance da campanha: quase 58 milhões de visualizações. 


O que não dá para saber por esses dados é se a mensagem - além de consumo - se traduz em prática! De qualquer forma, o "call to action" para o compartilhamento do link do vídeo, definitivamente é um sucesso!

Atitude: palavra mágica!

É claro que podemos criar mensagens recheadas com conceitos, estatísticas, uma imagem institucional diferenciada para tratar do tema proteção previdenciária. Mas, como a própria edição 2016 da Pesquisa Raio X da Previdência Complementar adverte:

"Esses cinco milhões de pessoas 
precisam ser instadas, tocadas de uma forma diferente, com mídias diferentes, com uma comunicação diferente, com algum produto inovador". 
Antônio Fernando Gazzoni (Mercer GAMA).

O livro Atitude Empreendedora, de Mara Sampaio, tem 275 páginas destinadas a explicar o poder desencadeador da Atitude, não como palavra e conceito, mas como gesto assertivo, escolha direcionada.

É por isso que, como profissional de comunicação, considero que - junto da estratégia de Comunicação e Educação montada para fazer chegar e sustentar as mensagens a esse contingente de 5 milhões de pessoas é fundamental uma ferramenta que materialize o estímulo em atitude. Estou falando de algum aplicativo que converta a decisão de adesão em contribuição regular e extraordinária à Previdência Complementar, a exemplo do que as fintechs têm realizado com sucesso!

Se uma campanha de Comunicação e Educação como a da ABECS chega a quase 60 milhões de pessoas, com um "call to action"  em formato de app para smartphone, é razoável pensar em uma taxa de conversão de 5% (como as de e-mail marketing) para chegar a um retorno de 2,5 milhões de novas adesões, certo?

"Uma boa oportunidade 
é aquela que indica um diferencial criativo 
nos produtos e serviços existentes". Mara Sampaio


Parafraseando os memes das redes sociais:

O que nós queremos? Cinco milhões a mais!
Quando queremos? Já! 
O que vamos fazer para que elas sejam nossas? Comunicar e Educar pra sempre!

Fazer a campanha, disponibilizar o aplicativo são os primeiros passos. É preciso pensar em uma estratégia de sustentação e reiteração permanente das mensagens, conceitos, apelos, e incentivo à atitude previdenciária. Aí, penso que as melhores práticas da Entidades Fechadas de Previdência Complementar podem ser uma fonte de inspiração e de caminhos testados com êxito. A fidelização é um desafio permanente para quem está em negócios de longo prazo, como nós!

terça-feira, 21 de junho de 2016

REDE ATUA PARA A EXPANSÃO DA EDUCAÇÃO FINANCEIRA

É interessante saber que a Educação Previdenciária é um desafio global. A edição maio/junho da Revista Fundos de Pensão - n° 404 traz o artigo A educação financeira na Europa - atitudes e comportamentos têm maior influência sobre o planejamento financeiro do que o conhecimento propriamente dito.

O texto trata do trabalho da Rede Internacional de Educação Financeira da OCDE (INFE) na expansão e sistematização das práticas e programas, mas aponta para a dificuldade de monitoramento dos resultados.

Entretanto, objetivos como criar soluções para elevar os níveis de educação financeira especialmente entre grupos mais vulneráveis como aposentados, imigrantes, trabalhadores de baixa renda e jovens. Mas a população economicamente ativa também é um grupo de atenção, em razão do aumento do endividamento. A Educação Financeira, como mostra o artigo, é uma meta tanto para países desenvolvidos - Dinamarca, Holanda, Reino Unido, quanto para países em desenvolvimento - Eslovênia, Ucrânia, Sérvia, onde a população sequer tem acesso aos serviços financeiros formais.
"Um relatório elaborado pelo Money Advice Service do Reino Unido revelou que cerca de 8,8 milhões de britânicos (18% da população adulta do país) possuem dívidas em excesso, um conceito que abrange indivíduos que estejam com pelo menos três meses de contas atrasadas ou que tenham declarado que as dívidas são um fardo para a família. O estudo concluiu que 64% dos endividados são mulheres e 75% têm nos de 45 anos. Vale ressaltar que o alto grau de endividamento está diretamente relacionado ao nível individual de educação financeira".
Complexidade e desinteresse

O artigo explica ainda a complexidade dos produtos financeiros como fator que exige um empenho maior do público para compreender suas características. Isso termina desmotivando o interesse e o engajamento especialmente de quem tem menos experiência e conhecimentos financeiros como jovens, idosos e imigrantes.

Fico pensando que aqui há uma questão interessante. Em tempos expansão das fintechs, como o Nubank, (clique aqui) - que chegaram para competir com os bancos -além de taxas mais competitivas pelos serviços, essas startups oferecem também serviços mais simples e ágeis. E ainda apontam para o engessamento das estruturas financeiras tradicionais. No Brasil, os fundos de pensão estão começando a usar aplicativos financeiros até para alavancar resultados operacionais e financeiros, além da Educação Financeira e Previdenciária que também já chegou aos smartphones.



Fico pensando que - a exemplo do trabalho da INFE, o Brasil também precise de uma rede que reúna as boas práticas implantadas pelas Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Aliás, isso é um projeto da Comissão Técnica Nacional de Educação da ABRAPP. Aqui, penso que seja importante uma interface futura com a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), em razão de se estender o trabalho para as crianças e jovens em idade escolar.



O mais importante é entender que a atitude financeira e previdenciária não se restringe à relação positiva com o dinheiro. Ela é uma mudança integral que envolve plano de vida sustentável. É preciso entender que, desde 2009, há uma crise estrutural global. Seus reflexos são desemprego, automação de processos, desigualdade. Atitude financeira e previdenciária é competência para desenvolver resiliência, adaptabilidade, liderança e vantagem competitiva neste cenário hostil. É neste ambiente que - curiosamente - estamos vivendo por mais tempo. 

É por isso que todos os instrumentos estratégicos devem convergir a favor da continuidade - das pessoas, das instituições, do planeta. Mais do que nos números, no comportamento estão muitas das chaves do futuro.