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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

PLANEJAMENTO 2018 EXIGE REDES SOCIAIS!


O que você está fazendo neste momento? Contabilizando os resultados de 2017? Plano de ações 2018? Seja lá o que for, mantenha em mente: priorize as redes sociais em seus projetos. Se não der para priorizar, ao menos inclua! Depois, faça acontecer. Produza e compartilhe muito conteúdo de qualidade. Construa novos apelos. Monitore os indicadores. Acredite. Invista. 

Comunicação é uma relação de longo prazo, que se estabelece com a razão, o coração, a memória, o imaginário do interlocutor. Comunicação estabelece novas sintaxes e ressignifica a semântica. Parece simples, só que não!


Se você acha que estou de muito blá-blá-blá, então ligue a televisão, acesse o Youtube e investigue por você mesmo, Cara Pálida. Aqui eu vou te dar só um drops. O mercado está disputando a tapa o coração, a mente, o bolso do seu participante/assistido/cliente. E presta atenção na linguagem. Metáfora com receita de bolo de dinheiro? É! Os caras da Órama mandaram muito bem! E fazem tudo para interagir com o participante/assistido/cliente.


Previdência: um papo mais popular

A visibilidade que a Reforma da Previdência deu ao tema também mobilizou o mercado para criar apelos de oportunidade. Já mostrei aqui no Conversação a campanha do Bradesco para os "previstos". Por isso, agora, acho que vale mostrar então a campanha  "língua do P", da Caixa Econômica.



Prestou atenção? Não há obstáculos (rendimento insuficiente, previdência é desconto, previdência é incompreensível) para o "call to action". Há foco no que precisa ser feito. No resultado que precisa ser conquistado.

Ó os aplicativos aí, gente!

E não são apenas os tubarões que estão aí, seduzindo o seu participante/assistido/cliente. Já experimentou buscar no Youtube "aplicativo para poupar dinheiro"? A rede social devolve para você mais de 11 mil respostas em vídeo. Tem tutorial, orientação, comparativo de tudo. Se der moleza, já sabe! Aquela contribuição extraordinária que poderia somar para o patrimônio previdenciário pode ter outro destino.

Como é que se compete, como é que se nada nesse rio? Com coragem e um planejamento estratégico que associe metas a ações integradas de Comunicação em todas as modalidades, 360º! Então, para encerrar o post e não o papo, que tal a campanha do app da Next? Por enquanto, só foi veiculada em redes sociais. Mas é de lascar!


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O QUE VOCÊ VAI SER, QUANDO ENVELHECER?


Já faz tempo que eu busco respostas para essa pergunta: o que você vai ser, quando envelhecer? Porque essa pergunta é muito, muito moderna. E não, eu não estou sozinha nesta reflexão. Ontem, o programa TERRADOIS, da TV Cultura, trouxe o tema "Envelhescência" à discussão. Vale à pena investir 40 minutos nesta viagem!

 A velhice é individual! Acho que é por esse motivo que esta foto me comove tanto. No século 21, mais do que finitude, velhice se transformou em possibilidade. Isso é bom e ruim. Velhice é privilégio. Nem todos conquistam essa experiência. E velhice não é democrática! As condições financeiras são determinantes para que a experiência da velhice esteja garantida em nosso currículo de vida.

As estatísticas comprovam o que eu terminei de escrever. O Mapa da Desigualdade, divulgado em outubro, mostra que a diferença de tempo de vida a favor de quem é rico - em São Paulo - chega a quase 25 anos (clique aqui). O idoso é um sobrevivendente! Mas a questão não se limita ao aumento da longevidade. Nem mesmo se refere ao aumento do tempo de serviço, tempo de contribuição à Previdência Social. Trata-se de uma questão econômica. Trata-se de uma questão de oportunidades. Trata-se de maior ou menor exposição à violência. Maior ou menor acesso à infraestrutura, à saúde.


Tempo com dinheiro

Penso que a Reforma da Previdência não é resposta para todos os problemas econômicos e sociais do  Brasil. Penso que a Reforma Tributária não é resposta para todos os problemas econômicos e sociais do  Brasil. Penso que a Lava-Jato não é resposta para todos os problemas políticos e éticos do Brasil.

Mas são iniciativas de caráter mais genérico que, uma vez implantadas, podem ser aprimoradas para chegar a situações específicas - como os privilégios, como a tributação de heranças e grandes patrimônios, como o REFIS, como as transações internacionais do Banco Safra, desde a gestão Paulo Maluf - só para manter a questão aqui em São Paulo. Mas pode se pensar em Samarco e tantos outros crimes que só fazem aumentar essa diferença de tempo de vida entre São Paulo e outras localidades deste país continental.

Há questões de justiça, sim! Mas aprendi que a eficiência financeira e o lastro econômico precedem a justiça. Sem trabalho, não há dinheiro, saúde, educação, habitação, segurança, vida. Penso que nada disso é resposta absoluta, mas há respostas absolutas no século 21? Nem mesmo a morte é mais resposta absoluta!

Aprender a aprender


"O que você quer fazer aos 96 anos"? Para mim, esta pergunta que surge aos 35 minutos do episódio “Envelhecêscia”, de TERRADOIS, é a principal reflexão que o aumento da longevidade desencadeia. A arcaica associação entre ser e fazer. O fazer que justifica o ser.

A automação preconiza o fim deste grande paradigma do século 20. A automação é o fim, primeiro do emprego. Depois, do trabalho. E ainda das contribuições à Previdência Social. Por último, do significado de nós mesmos. 

“Nós precisamos de uma escola de ocupação da nossa longevidade”, explica o psiquiatra Jorge Forbes. E aí é que está o pulo do gato! Quem se habilita a ensinar essa lição? Com soluções, mais do que reclamações? Com transformações, mais do que restrições (além daquelas que naturalmente existem)? 

Hoje, eu não tenho respostas. Só mais ecos para a pergunta: o que você vai ser, quando envelhecer?

terça-feira, 10 de outubro de 2017

TV ABRAPP: A GENTE FOI MAIS LONGE NO 38º CPCF!


Monitor de TV instalado na porta do estúdio da TV ABRAPP
Algumas experiências profissionais são tão gigantes, que a gente - por um tempo - não sabe ao certo expressar o que elas significam.

Desde o começo do ano, estou envolvida no planejamento, inovação e produção da TV ABRAPP para o 38º Congresso Brasileiro da Previdência Complementar Fechada. Eu diretamente com dois feras  - Alexandre D'Andrea e Rosana Rocha. E indiretamente com toda a equipe de coordenadores e dirigentes do evento. A gente aprende muito, sempre. E nunca aprende tudo!!! Sempre tem surpresa.

Engraçado que, em 2011, quando tudo começou, eu achava e continuo achando que a TV ABRAPP é conteúdo! Conteúdo é sempre minha estrela-guia. Acho que, em 2012, eu somei equipe à lista. Chegamos a um ideal de equipe em 2013. Isso permitiu que, em 2014, eu avançasse na lista: planejamento, conteúdo, equipe, processo. Acho que, em 2015 e 2016, avançamos para infraestrutura, o que se refletiu em qualidade de edição. Acho que também avançamos muito em relacionamento em várias etapas - antes, durante e depois do Congresso.


Este ano, em razão de um patrocínio inesperado e visionário, implantamos uma inovação: a Estação TV ABRAPP, que atuou simultaneamente ao Estúdio. Alexandre D'Andrea, Rosana Rocha e eu éramos praticamente os únicos veteranos da equipe. Confesso minha angústia, apesar da experiência. Meu estômago estava cheio de borboletas durante todo o evento. Aprendi que a equipe precisa ser flexível. Voamos mais longe!

Linguagem!

Mais do que dobrar a captação de conteúdo, trabalhar com influenciadores estratégicos, alinhar a mensagem do Congresso - PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR PARA TODOS! - acho que finalmente estamos construindo uma nova linguagem. Mais dinâmica, simples, sorridente. Tudo isso, sem comprometer o valor da excelência técnica, bandeira de todo o Sistema de Previdência Complementar Fechada. E eu estou imensamente feliz por esta experiência profissional épica.

Entre os 69 vídeos que fizemos, um deles me comoveu muito. Porque expressa demais tudo o que eu acredito. Troca integeracional! Interação e presença de entrevistador (Pedro Málaga, 19 anos, um Luke Skywalker) e entrevistado (Nilton Molina - o mestre Yoda da Previdência Complementar) que se propõem quase um jogo, um desafio de pensamento rápido - quase um duelo de sabres de luz. Mostra também e lindamente a alternância que a Comunicação tem, quando ela é plena, horizontal, democrática, inteligente. Mostra uma aula que vale para todos os tempos, para sempre.  Eu amei todos os vídeos da TV ABRAPP no Congresso. Mas este é o do meu coração e, para mim, ele representa todo o amor que está empenhado neste trabalho! Quer ver mais? Clique aqui.


 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O QUE FAZER COM A VIDA QUASE ETERNA QUE JÁ ALCANÇAMOS?

Já passou da hora dessa crise política acabar, para que a sociedade civil possa retomar os projetos de vida, os projetos de futuro. Para que a sociedade civil possa entender melhor mudanças as trazidas pela longevidade.
Entre as muitas notícias horríveis de todos os dias, uma delas mostra que as mudanças podem ser pequenas, mas elas são reais. Juro que fiquei muito feliz quando li nas redes sociais a notícia sobre espaço no mercado de trabalho para aposentados (clique aqui).



Vida mais longa melhor tem que ter oportunidade de aprender ressignificar o que se sabe e aprender o que não se sabe. Confesso que ando muito influenciada pelo que aprendi trabalhando nestes últimos tempos. Acho cada vez mais que a sociedade precisa de outras vozes, vozes do bem, sugerindo caminhos novos, estimulando a descoberta de potencialidades, apostando em soluções pioneiras e de impacto para a transformação do comportamento, do repertório, do posicionamento diante da vida.


Qualquer que seja o cenário, a longevidade em curso não tem volta. Não pode ser detida. É, como ensina a antropóloga Mírian Goldenberg, democrática, para todos! Quando mais consciência for despertada sobre as oportunidades de protagonismo, mais a longevidade mais ganhará expressões novas, inéditas, poderosas. Se a vida é mais longa, ela tem que ganhar em liberdade, em realização, em felicidade. 

Se no século 21 todos seremos velhos e mais velhos que os nossos antepassados, que ao menos possamos, primeiro, acrescentar uma essência positiva a essa experiência maior de vida. Segundo, resistir às instabilidades econômicas, políticas, tudo que nos é alheio, mas que interfere à revelia em nós. Terceiro, criar novos sonhos, porque o da vida quase eterna a gente já alcançou!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

"5 MILHÕES DE PESSOAS A MAIS, AO ALCANCE DE NOSSAS MÃOS!"




"Sem fazer grandes mudanças, nós temos ao alcance de nossas mãos, cinco milhões de participantes que poderiam entrar no Sistema no curto prazo". 
Antônio Fernando Gazzoni (Mercer GAMA).

Os resultados da edição 2016 da Pesquisa Raio X da Previdência Complementar revelam que há oportunidades para fazer com que a proteção previdenciária chegue a mais brasileiros. O que há de novo na foto? O tamanho demanda por Comunicação e Educação Previdenciária... Há demanda também para simplificação da adesão, desburocratização, tributação. 



Penso que - para fazer a diferença e um trabalho efetivo de mobilização social - o Sistema Fechado de Previdência Complementar precisa combinar estratégias de Comunicação e Educação Previdenciária para atingir esse público com ferramentas como geolocalização, redes sociais e marketing de busca (SEO, SEM, palavras-chave). 

Os conteúdos, mensagens, apelos devem chegar a esses 5 milhões de potenciais participantes por todos os meios, principalmente smartphones! No Brasil, esse é um meio de grande inserção e uso entre pessoas de todas as gerações. E por uma linguagem muito informal, se o jovem for o público de interesse dessa mensagem. A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS) está com uma campanha muito bem sucedida no Youtube. Trata-se de uma sequência de 14 aulas com o propósito de ensinar à população o bom uso do cartão de crédito. De imediato, o que é possível constatar é o alcance da campanha: quase 58 milhões de visualizações. 


O que não dá para saber por esses dados é se a mensagem - além de consumo - se traduz em prática! De qualquer forma, o "call to action" para o compartilhamento do link do vídeo, definitivamente é um sucesso!

Atitude: palavra mágica!

É claro que podemos criar mensagens recheadas com conceitos, estatísticas, uma imagem institucional diferenciada para tratar do tema proteção previdenciária. Mas, como a própria edição 2016 da Pesquisa Raio X da Previdência Complementar adverte:

"Esses cinco milhões de pessoas 
precisam ser instadas, tocadas de uma forma diferente, com mídias diferentes, com uma comunicação diferente, com algum produto inovador". 
Antônio Fernando Gazzoni (Mercer GAMA).

O livro Atitude Empreendedora, de Mara Sampaio, tem 275 páginas destinadas a explicar o poder desencadeador da Atitude, não como palavra e conceito, mas como gesto assertivo, escolha direcionada.

É por isso que, como profissional de comunicação, considero que - junto da estratégia de Comunicação e Educação montada para fazer chegar e sustentar as mensagens a esse contingente de 5 milhões de pessoas é fundamental uma ferramenta que materialize o estímulo em atitude. Estou falando de algum aplicativo que converta a decisão de adesão em contribuição regular e extraordinária à Previdência Complementar, a exemplo do que as fintechs têm realizado com sucesso!

Se uma campanha de Comunicação e Educação como a da ABECS chega a quase 60 milhões de pessoas, com um "call to action"  em formato de app para smartphone, é razoável pensar em uma taxa de conversão de 5% (como as de e-mail marketing) para chegar a um retorno de 2,5 milhões de novas adesões, certo?

"Uma boa oportunidade 
é aquela que indica um diferencial criativo 
nos produtos e serviços existentes". Mara Sampaio


Parafraseando os memes das redes sociais:

O que nós queremos? Cinco milhões a mais!
Quando queremos? Já! 
O que vamos fazer para que elas sejam nossas? Comunicar e Educar pra sempre!

Fazer a campanha, disponibilizar o aplicativo são os primeiros passos. É preciso pensar em uma estratégia de sustentação e reiteração permanente das mensagens, conceitos, apelos, e incentivo à atitude previdenciária. Aí, penso que as melhores práticas da Entidades Fechadas de Previdência Complementar podem ser uma fonte de inspiração e de caminhos testados com êxito. A fidelização é um desafio permanente para quem está em negócios de longo prazo, como nós!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

DEMOGRAFIA: QUAL É O VALOR DESSES DADOS PARA OS RESULTADOS?

que eu queria mesmo saber: qual foi a idade média dos eleitores em 2016? Minha desconfiança era que os Millennials (18 a 35 anos) tinham sido decisivos para os resultados nas urnas. No site do TSE tem uma planilha para download que não totaliza, mas dá para ter uma estimativa. Pelas minhas contas, 53.740.000. Para minha surpresa, há um grupo maior, as mulheres, que são 53% dos eleitores em todo o Brasil: mais de 76 milhões

Só para constar, desde a Copa no Brasil, em 2014, suspeito que a política não está considerando as mudanças demográficas do eleitorado. Pode ser ingenuidade e mesmo limitação minhas em relação  a um território tão polêmico e disputado. Mas, p
ara mim, o equívoco começou com a redução do eleitorado a time de futebol: coxinhas e mortadelas. Para mim, esse simplismo anacrônico é míope para evidências.

Os Millennials, desde 2012, passaram por muitas experiências relevantes de mobilização social: Tarifa Zero, disputa presidencial, impeachment, Lava Jato, desemprego, recessão econômica, governo de transição. E ainda vem bala por aí: Reforma Fiscal, Reforma Trabalhista, Reforma Previdenciária. Tudo junto, misturado e ao mesmo tempo. 
Tem mais: os Millennials cresceram em um modelo diferente de Estado: o democrático. Tiveram outro modelo de escola e família. Para os que estão no mercado de trabalho formal com ambiente extremamente competitivo: exigência de perfil e desempenho profissional baseado em resultados e efetividade diferentes daqueles exigidos das gerações anteriores.


Os Millennials têm preferências incomuns, entre elas Clóvis de Barros Filhos (filósofo), Mário Sérgio Cortella (filósofo) e Leandro Karnal (historiador). Olé! Mas há legiões que seguem também Youtubers e celebridades.

Os Millennials fazem meme para tudo! Inclusive para o que eles mesmos curtem. É claro que as explicações comportamentais, sociológicas e demográficas devem ser muito mais profundas do que as minhas especulações neste post. Entretanto, acho que há uma explicação mais profunda para o resultado das eleições municipais no Brasil (inclusive para avaliar o resultado do Eduardo Suplicy como vereador mais votado em todo o país). Parece incoerência. Mas acho que é mais uma evidência de que a coerência é apartidária.

Além dos Millennials, eu deveria apresentar aqui alguma reflexão sobre as mulheres, mais do que a evidência quantitativa. Só que ainda não sei superar em argumento o 
aumento do protagonismo das mulheres - que nem precisa de pesquisa especializada. É só observar o movimento e as notícias locais e internacionais nas redes sociais. Mas as mulheres ainda não são maioria no mercado formal de trabalho. Também ganham menos... Sei que têm grande poder de decisão no orçamento familiar, por isso, têm mais acesso a créditos imobiliários, por exemplo. Talvez, entre as mulheres, haja uma percepção diferenciada sobre o que seja compromisso de longo prazo.

Por isso tudo, acho que é hora de colocar mais lupa nesses grupos. Trabalhar melhor com BI, geolocalização, estatística e demografia para entender melhor a participação e as decisões de cada um na política, na economia, na cidadania. Interpretar melhor as mudanças deve dar alguma vantagem na transformação da linguagem, do discurso, do relacionamento nos rumos e na história do futuro do Brasil.


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

PARA UM FUTURO MENOS DUVIDOSO

As malas estão prontas! Logo mais, parto para Florianópolis. Pelo quinto ano consecutivo estou entusiasmada com mais um trabalho pela TV ABRAPP para o 37º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão

Realizado pela ABRAPP, o evento é uma oportunidade para aprofundar aquilo que se conhece sobre Previdência Complementar. Em tempos nebulosos, um time muito bacana de profissionais vai se reunir para pensar o futuro de longo prazo no Brasil.

Pela TV ABRAPP, adianto que é um desafio criar pautas que tratem de construção de futuro, especialmente em horizontes ainda indefinidos. Pela frente, no mínimo, haverá uma Reforma da Previdência Social, uma Reforma Trabalhista e, com sorte, uma Reforma Tributária. Isso significa uma quase certa turbulência para o futuro imediato.


Mas miramos mais longe! Nossa ambição é maior. A gente pensa em desenvolvimento econômico e social em um cenário de cidadãos longevos. O país jovem está adulto e, em breve, envelhecerá. As soluções para esse novo contexto, definitivamente, passam pela Previdência Complementar.

Para ser materializada aqui, a sociedade ageless, como já acontece em países desenvolvidos, depende de condições adequadas - como estímulos tributários - e, principalmente, Educação Financeira e Previdenciária. Em resumo, precisa ser construída, porque os incentivos são insuficientes e as políticas de estímulo ao consumo terminam se sobrepondo aos apelos para atitudes e comportamentos previdentes.


Nada será como antes amanhã

Como será o amanhã? Essa é a pergunta que o 37° Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão quer responder. E nós estaremos lá - com a TV ABRAPP - para registrar parte dessas respostas. Sabemos da responsabilidade. Afinal, as respostas serão para criar história no Brasil e no mundo. Afinal, a longevidade afeta a espécie humana em quase todo o planeta. Todos precisam de soluções.



A TV ABRAPP comemora cinco anos de atividades! Tudo começou também em Florianópolis. Hoje, o acervo conta 1.274 vídeos, com entrevistas, depoimentos, compactos de eventos e campanhas de divulgação. O conteúdo é acessado dentro e fora do Brasil. E tudo isso é graças à atitude colaborativa daqueles que, assim como nós,  querem que o conceito de Previdência Complementar chegue mais longe.



Quem não estiver presente ao 37º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, pode acompanhar parte das discussões e reflexões do evento, prestigiando e acompanhando o trabalho da TV ABRAPP. Pode também protagonizar uma ação estratégica para a difusão deste trabalho, compartilhando os vídeos, as notícias e toda a divulgação do Congresso em suas redes sociais! Sempre dá para fazer mais - especialmente em cenários de escassez. 


No espaço virtual, não importam as distâncias. Mas o conteúdo que se compartilha faz toda a diferença. Por isso, quanto mais longe nossas mensagens chegarem, mais gente pode ser transformada por nossas ações, posicionamentos, influências. Como será o amanhã? Será menos duvidoso, se cada um de nós se dispuser a fazer mais por ele.





sexta-feira, 22 de julho de 2016

UM BICHO QUE SÓ TEM PESCOÇO

Notei, hoje, que a história de reforma da Previdência Social está acelerando o envelhecimento em mim. Então, para passar o tempo de um jeito mais divertido, vou escrever aqui sobre um assunto que eu gosto, mas sem fanatismo: telenovela. 

Afinal, o que se pode pensar sobre novas regras para aposentadoria pelo INSS é apenas aproximação e especulação daquilo que poderá ser aprovado no futuro que, imagina-se, deva estar próximo.

Quem gosta de novela como eu deve estar também impressionado como eu com o notável trabalho da atriz Selma Egrei atuando como a personagem CENTENÁRIA Encarnação

Se, antes dela, houve outro personagem de novela que tenha ultrapassado a barreira dos três dígitos de idade, eu não sei... o Google, pelo jeito, também não. Eu pesquisei sem sucesso resposta para minha dúvida. O que eu sei é que esses personagens serão cada vez mais comuns na ficção e na realidade. Não é achismo. É Estatística. É Demografia.

Tem outro indicador das evidências estatísticas e demográficas. As empresas estão incluindo os idosos como protagonistas na venda de serviços. Para mim, a campanha mais recente e bacana que está no ar é, sem dúvida, do Itaú. Lembra da Palmirinha encenando suas limitações com tecnologia? Pois a abordagem evoluiu e agora ganhou outra dimensão com as personagens Lilia e Neusa. Elas são "muito antenadas", se divertem e tiram proveito da tecnologia. Elas tiram proveito da troca intergeracional. Na segunda fase da campanha elas passam a atuar com influenciadores como Pathy dos Reis.



Para mim, a campanha que está no ar é a materialização de alguns dados sobre otimismo entre idosos, apurados pela pesquisa global O Futuro da Aposentadoria, realizada pelo HSBC. Trata-se de um estudo realizado em diferentes países, a cada dois anos. Há pelo menos quatro anos, essa investigação apontava para as redes sociais, a inclusão digital como fator de otimismo em relação à passagem do tempo. A tecnologia, pelo menos para quem tem acesso, ajuda a aliviar a passagem do tempo. 

No caso do Itaú, a tecnologia ajuda na socialização. A amizade une as personagens. A tecnologia expande as relações (em um dos episódios, elas convidam por Whatsapp as amigas para um chá enquanto baixam e "vendem" o app do banco). No episódio que eu selecionei, elas estão aprendendo a usar o Snapchat. Sem sofrer!



Umberto Eco ficou famoso pela recepção popular da ficção O nome da Rosa. Neste livro, há um embate entre a austeridade e o riso. Mas eu gosto de outro livro de Eco, um mais teórico na área da Comunicação e das Relações Sociais. Trata-se de Apocalípticos e Integrados, no qual o mestre - no século 20, bem antes das redes sociais existirem - dedica-se a estudar a recepção e o uso das tecnologias pela sociedade.

Pois para mim, as ideias dos livros, a personagem de novela e as personagens da campanha publicitária são autorreferenciais! Encarnação é austera, analógica e apocalíptica, mas está no comando do seu tempo. Aliás, na caracterização do espaço e da história da saga da família, uma enorme Ouroboros sempre é mostrada predizendo e apontando para a eternidade. A cobra que morde a própria cauda. Encarnação tem o tempo de meses para mostrar a história de gerações.

Lilia e Neusa são divertidas, digitais e integradas. Estão também no comando de seus tempos. Se elas não têm medo do tempo, aprenderam a lidar com ele também.  Lilia e Neusa estão às voltas com aplicativos, smartphones e seus 30 segundos de tempo para vender um serviço bancário.

Outro aspecto interessante de se notar: as personagens são mulheres. As mulheres são mais longevas! De novo, as Estatísticas e a Demografia atestam.Óbvio que há muitos exemplos de homens que ultrapassam as barreiras do tempo com muita atividade, humor, decisão. Sílvio Santos é um deles (só prá ficar no Brasil)!

Não dá para generalizar!

Infelizmente, ainda não dá para generalizar. O tempo é uma experiência individual. Cada um tem a sua. O que dá para fazer é atualizar a imagem do ideal. E aí, há estudiosos de todas as áreas contribuindo para que o futuro e o idoso tenham um apelo melhor do que já tiveram no passado: mais longevo, mais saudável, mais sustentável, mais feliz.

Eu vou encerrar este post com dois vídeos do escritor moçambicano Mia Couto. No primeiro, muito curto, ele fala da própria experiência com o tempo.




Neste segundo, ele amplia o olhar e passa a ver o tempo em uma perspectiva relacional passado/futuro, as relações com os que já se foram, as relações com os que estão aqui.




Mais do que o medo do futuro, mais do que o regramento das leis e seus adiamentos, penso que é essa reflexão sobre a vida que definitivamente influencia muitas decisões, inclusive as decisões de aposentadoria.

São as relações que se conhece que estabelecem as decisões sobre o desconhecido (tempo, futuro, leis, cálculos). O melhor é quando há equilíbrio. Mas quando a vida não pode contar com luxos racionais, tecnológicos, ela acontece pela inspiração da emoção.




sábado, 27 de fevereiro de 2016

NADA TRANQUILO, MAS HÁ VENTOS FAVORÁVEIS

Tenho escrito pouco aqui no Conversação. Pudera! O tempo dedicado ao trabalho offline está direcionado e dedicado a projetos de elaboração de Relatório Anual de Informação, acompanhamento de cursos in company, curadoria e gerenciamento de rede social. 
Para mim, nada disso é tranquilo. Tranquilo seriam as demandas sem a simultaneidade dos eventos. Mas - para o empreendedor individual brasileiro como eu - ter oportunidadeS em plena crise é uma bênção. Por isso, estou redobrando o empenho para dar respostas, soluções e fazer entregas cada vez mais funcionais e efetivas, cada vez mais relevantes, cada vez mais significativas em menos tempo. Ambicioso, sem dúvida. Tem que ser! Eu chamo isso de responsabilidade que, em linguagem corporativa, pode ser traduzida em "diferencial competitivo".
Pelas perspectivas filosófica, sociológica, antropológica, biológica, "luta contínua" é meio
que sinônimo de evolução. Bem bacana! Pela minha perspectiva, tem horas em que eu me apavoro, tem horas que eu preciso de água, tem horas que eu preciso de fôlego, tem horas que eu preciso de reza, tem horas que eu preciso de café... Mas eu sigo em frente. Como ensina o professor Clóvis de Barros Filho (ECA/USP): "Para trás, nem para pegar impulso". 

Efeito Borboleta

Quem me conhece, sabe que sou encantada com a ideia da Teoria do Caos. Tudo o que eu fiz desde 2009 foi inspirada por essa ideia de Efeito Borboleta, da interdependência de fenômenos.
Por isso, agora eu vou escrever sobre a notícia que me deixou muito feliz esta semana. Educação Financeira é tema sugerido para nova base nacional curricular (clique aqui).
Escrito assim até pode parecer pouca coisa... Mas quem conhece do assunto, sabe que a Educação Financeira E PREVIDENCIÁRIA no Brasil das políticas de incentivo ao consumo predatório deixam de ser mais um tema transversal e são, de fato, uma quase subversão.
Por isso, a matéria me deixou muito, muito feliz. Ao que tudo indica, foi uma demanda social pela inclusão do tema no currículo das escolas públicas, baseada no sucesso do trabalho pioneiro da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), instituída em 2010. Há seis anos!


A luta continua

As nossas demandas diárias são pequenas batalhas - vencidas ou por vencer - nesta grande luta, neste grande projeto de consciência e transformação social. A gente encara a demandas diárias, mas um vento com novidades sempre favorecem e são estratégicos para um reposicionamento que dê visibilidade às nossas conquistas de todos os dias.

Se o tema deverá integrar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é porque houve muita "contribuição subversiva" e que fez sentido, e que ganhou expressão junto à sociedade. Foi uma construção colaborativa, que catalisou muito trabalho!


A gente meio que precisa desses fatos para retomar a perspectiva mais ampla do horizonte rumo ao futuro, ao infinito e além. 
Uma borboleta nasce mas não morre lagarta. A transformação é programada em seu DNA. A transformação é seu projeto de espécie. A transformação é inevitável. Ela não tem escolha.
Para o ser humano, a transformação é uma escolha. O processo é mais complexo e envolve muitas possibilidades de desvio. Os riscos de desistência ou fracasso, muitas vezes, podem retardar ou até mesmo impedir a vitória.
Diferente da borboleta, o ser humano precisa saber e escolher aproveitar os ventos favoráveis e transformar as oportunidades em projetos de voo e evolução. Toda a espécie ganha com esse tipo de subversão. Toda a sociedade ganha com novos comportamentos e atitudes que concretizem o conceito de sustentabilidade da vida e futuro digno. Esse, sem dúvida, é o DNA da Educação Financeira e Previdenciária

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