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terça-feira, 15 de maio de 2018

EU APOIO!

A Semana Nacional de Educação Financeira começou ontem em todo o Brasil. Há dez anos, em 2008, quando as primeiras legislações surgiram para instituir este trabalho, encontrou incontáveis incrédulos e alguns entusiastas. Durante esses dez anos muita coisa mudou! 

Ainda há incrédulos, ainda há endividados no país, é verdade. Mas os entusiastas e suas ações estão se multiplicando e transformando os fatos. Hoje a Educação Financeira é pauta recorrente nas mídias. Surgiram os influencers - na TV, nas redes sociais, nas palestras presenciais. Os professores estão usando os conceitos em sala de aula. O evento de lançamento da Semana Nacional de Educação Financeira, em Brasília, teve cobertura e transmissão pelo Youtube. Tem muita informação, inclusive os números de acompanhamento e indicadores de crescimento dos resultados (clique aqui).



Transformar a cultura e criar a cidadania financeira

Os líderes do processo de promoção da Educação Financeira - reunidos pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF) - estão obstinados na expansão da inclusão e proteção financeira. Mas esse trabalho precisa ser responsável, principalmente junto a grupos vulneráveis - como os idosos - para que a utilização dos serviços financeiros - poupança, crédito, investimento - seja consciente. Uma das ações para que essa promoção seja alcançada é o site Cidadania Financeira, do Banco Central. Também haverá um curso e game difundido pela TV Escola - voltado para professores e jovens.
Entre as boas notícias está o aumento do número de ações em escolas públicas. Em 2013, as iniciativas ultrapassavam pouco mais de 30%. Em 2018, elas saltaram para 50%. Metade das iniciativas mapeadas são da área de educação formal. fonte: ENEF
Os representantes do CONEF também estão empenhados em mostrar que a Educação Financeira é um conceito transversal, comprometido com a mudança do comportamento. Envolve cálculos, leitura (boletos, regulamentos, contratos), interpretação de texto (especialmente os apelos publicitários), recursos tecnológicos (caixa eletrônico, aplicativos) entre outros instrumentos. 

Por identificar, reconhecer e identificar toda essa complexidade e abrangência, a Educação Financeira é também entendida pelos países signatários da OCDE e promotores da Educação Financeira como política de Estado que, em escala, é um dos pilares do desenvolvimento econômico, social e da sustentabilidade nacionais.

Simplificação da linguagem ainda é desafio

A Educação e a Comunicação são um investimento de longo prazo! Dez anos de trabalho permanente e crescente nos trouxeram até aqui na Educação Financeira. O longo prazo é um aprendizado e uma disciplina muito estratégica que cada vez mais tem que ser restaurada, compreendida e internalizada pelo indivíduo, pelas empresas e pela sociedade aqui, agora e para sempre. 

A simplificação da linguagem também é um desafio permanente para quem faz Educação Financeira e Previdenciária. O viés do entretenimento é um recurso que os influenciadores - com mais liberdade de expressão - estão utilizando para chegar e interagir mais facilmente à sociedade. No segmento institucional, a linguagem vai pelo viés formal. O que eu penso é que esses formatos, essas linguagens são diferentes e complementares. Mas todos os atores têm um papel importante nesse esforço de criação e difusão das mensagens. 

O mais importante é persistir! Em busca da abundância, do ciclo de transformação positiva que os influenciadores estão preconizando e que é uma busca compartilhada por todos que trabalham com Educação e Comunicação Financeira e Previdenciária.

Poder do compartilhamento

Tão importante quanto o longo prazo e a simplificação da linguagem é o poder do compartilhamento. Tudo exige trabalho, persistência e transformação do mapa mental de quem decide, produz e consome o conteúdo e as mensagens de Educação Financeira e Previdenciária.  

Ainda que o processo de produção necessariamente seja de poucos (os pontas de lança) para muitos, o que garante a escala para essa interação é a ação de muitos para muitos (vetores da viralização) - o compartilhamento da mensagem, que também é um desafio. É responsabilidade de TODOS

Para mim, que estou neste movimento da Comunicação e Educação Previdenciária desde 1991, esses três aprendizados que os dez anos de Educação Financeira me deram são âncoras do meu posicionamento nos momentos críticos e asas, quando o vento sopra a favor e me permite voar.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

FUTURO NÃO EXISTE. POR ISSO, A GENTE CRIA!

M-E-D-O. Já parou para pensar nisso? É um exercício importante para quem faz Comunicação e Educação Previdenciária. Muitas das narrativas sobre o futuro utilizam o medo como instrumento didático: a qualidade do futuro depende das suas escolhas presentes (olha o dedo apontando para o outro). Esse talvez seja o mantra que melhor sintetiza o trabalho que fazemos. E está certo! 

A mensagem está correta, mas a entonação pode mudar o significado. Fico pensando no mosaico de imagens que pode sustentar a afirmação: Você é responsável pela qualidade do seu futuro. Depende da minha intenção. Só de farra, sugiro três vieses. Pode ser fragilidade, vulnerabilidade, exclusão (medo). Pode ser independência, liberdade, autonomia (responsabilidade). Pode ser abertura a possibilidades, o desconhecido, o indeterminado (aventura). De propósito, não vou usar imagens aqui. Imagine você, Cara Pálida, seu próprio mosaico.

Para o primeiro viés, as imagens são quase óbvias. O medo é atávico. Território conhecido. Lugar comum. O medo virou moda! O medo vende! O medo é organizador de nossas vidas. Essas ideias foram discutidas em um episódio recente do programa Terradois (clique aqui). O medo real está associado a instinto de preservação. O medo irreal é fruto da ilusão. Tem muita diferença!

A caracterização da imagem para o segundo viés, responsabilidade, já exige outros recursos de imaginação para chegar a uma solução. E assim este post vai quase se transformando em um laboratório de Comunicação. Responsabilidade é séria? Séria e sisuda? Séria e simpática? "Disciplina é liberdade". Criar essa imagem que mostre o lado livre da responsabilidade exige mais criatividade, mais r-e-p-e-r-t-ó-r-i-o, conteúdo.

O terceiro viés é ainda mais amplo. Aventura para o futuro? Que futuro? O tecnológico, o território desconhecido onde eu tenho todas as escolhas, todas as possibilidades? Onde eu escolho o que eu quiser? Sim! Inclusive de não querer o serviço que está sendo vendido. Ah! Então, se o propósito é venda, essa proposta de abordagem não faz sentido, não merece atenção, pode ser descartada. Não! Não! Não, Cara Pálida! Essa proposta traz uma essência de diversidade e respeito, marcas do século 21.



Medo da estagnação ou medo de crescer?

Uma conversa informal, há duas semanas, me faz refletir sobre uma pergunta: a Previdência Complementar Fechada tem mais medo da estagnação ou do crescimento? Ainda não tenho a resposta mas estou apostando na segunda, mesmo considerando aquela orientação bíblica que tanto me encanta: "há tempo para tudo".

O crescimento é o que vai exigir novos esforços, novas soluções, novas responsabilidades. Tenho fôlego para fazer mais? Só saberei se me dispuser a fazer, claro! Sou pequena, eu-preendedora. Dá para competir com quem é maior? Só saberei se me dispuser a competir, claro! Tenho que, com entusiasmo, colocar na mesa aquilo que eu sei fazer de melhor para contribuir. Ter humildade para aceitar que o meu melhor pode não ser suficiente. Mas pode ser combinado a outras forças para compensar as insuficiências. O que eu não posso é me render ao medo.

Antes de vender o futuro de aventura, possibilidade, respeito e diversidade, eu preciso aceitar o conceito geral e os específicos. Eu preciso entender cada valor. A tecnologia pode ajudar na escala, mas só vai gerar resultados se os parâmetros forem claros, precisos. A tecnologia pode ajudar a alavancar o quantitativo: agilizar processos para ganhar tempo, organizar volumes maiores de dados para potencializar coberturas, compartilhar orientações, para subsidiar decisões. A tecnologia pavimenta o caminho.

Afinal, em breve, a Comunicação e a Educação precisarão vender o futuro para profissionais liberais: os planos setoriais estão chegando! Os planos setoriais terão de transformar a qualidade de futuro em objeto de desejo para familiares de Participantes e Assistidos da Previdência Complementar. Para quem não tem patrocinador. Para quem ainda não aprendeu a fazer escolhas. Para "clientes" volúveis, instáveis, possivelmente infiéis, mas que vão viver muito, com nenhuma, pouca, alguma ou a melhor proteção previdenciária... Depende do êxito do trabalho que eu fizer.

Penso que os planos setoriais têm muito potencial para desencadear uma transformação estrutural no jeito de fazer, nos paradigmas da Previdência Complementar Fechada. Se isso acontecer, estaremos contribuindo para transformar comportamentos e modos de ser da sociedade. Isso é muito ambicioso! Mas acho que um futuro diferente do presente, no mínimo [para não ser suspeito], exige muita audácia e novas narrativas para se chegar lá. 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

SOBRE CERVEJA, PREVIDÊNCIA E CELEBRAÇÃO DA VIDA


Este post é uma tentativa simplista de fazer um balanço, uma síntese de tudo o que aconteceu comigo especialmente entre os dias 28 de abril e hoje. Foi muita experiência e informação junta, misturada e ao mesmo tempo, razão direta de três eventos específicos: o treinamento corporativo Atribuições Técnicas para Gestores da PREVICAT (Suporte Consultoria), 2º Encontro Nacional de Comunicação, Relacionamento e Educação da Previdência Complementar  Fechada - O hoje que transforma o amanhã (ABRAPP) e da oitava edição dos Encontros EMBRAER PREV.

Antes de 28 de abril, eu elaborei o material para ser apresentado. Enquanto me preparava para a apresentação, tomei consciência de que a minha apostila era diferente de todas as demais que eu já produzi para outros cursos. Eu simplesmente não consigo reproduzir experiências passadas, porque trabalho sob demanda. Ajusto o conteúdo sob medida para atender ao briefing do cliente. Customizo até onde minhas ideias alcançam. Então tenho várias apostilas, gosto de todas, principalmente da mais recente!!!

Aprendi, com o professor e sociólogo Artur Roman que disruptura não é ruptura. Simples assim, só que não! Disruptura é fazer o mesmo só que diferente. As técnicas de criatividade sugerem isso: diversifique o caminho para casa, experimente comidas exóticas, viaje, leia de tudo, pratique esporte, aprenda outra língua, toque um instrumento! Eu gosto de novas histórias mesmo que sejam sobre temas antigos!!!

José Felipe Carneiro, co-fundador da Cervejaria Wäls, em uma apresentação apaixonante com trilha sonora do AC/DC, mostrou isso na prática: como é criar e reinventar um produto que está no mercado e na cultura há mais de 9 mil anos. Nos tempos mais remotos,  a cerveja foi usada como moeda de troca. Disputa portanto o coração, a mente, o mercado e o bolso do consumidor com uma quantidade absurda de concorrentes só no segmento cerveja, mas que é maior ainda quando o universo é bebidas. 

"Pra ser boa, a meta tem que ser difícil e ousada". José Felipe Carneiro

A história da Educação Financeira e Previdenciária começou no Brasil entre 2006 e 2008. Teve que superar muita resistência, antes de ser aceita e praticada. Paulo César dos Santos, subsecretário do Regime de Previdência Complementar do Ministério da Fazenda, lembrou que, em 2014, a programação da primeira edição da Semana Nacional de Educação Financeira somava 191 ações. Veja! Foram pelo menos sete anos para que a Semana acontecesse!!! E muito ajuste de rota, até chegar em 2017. A programação da Semana este ano saltou para 1.004 ações. A demanda respalda o crescimento dos números. O Efeito Borboleta, que trata de possibilidades e potencialidades desencadeadas por um fenômeno sutil, ganhou exponencialidade. 

Você pode constatar, Cara Pálida, ainda é pouco! É verdade. O Brasil tem dimensões continentais, uma população desempregada que vende o almoço para pagar a janta, quem está empregado ganha pouco, a demanda por ensino de Matemática Elementar é imensurável. Como se não bastasse, quando o assunto é Educação Previdenciária - que além de se ter dinheiro para poupar, significa destinar essa poupança para a proteção da qualidade de vida no futuro -  é preciso lembrar ainda que a Previdência Complementar Fechada não tem fins lucrativos, compete em situação de desigualdade com instituições financeiras, em um ambiente em que a adesão aos planos previdenciários é facultativa e não automática. Ainda assim para limitar o tempo, desde 1977 [data da Lei 6435], a Previdência Complementar Fechada acumulou um patrimônio previdenciário equivalente a 13% do PIB brasileiro. E fizemos a história dar certo aqui, diferente do que aconteceu no Chile, por exemplo. Estamos longe, é verdade, da Holanda cujo montante acumulado atinge 120% do PIB. Se o impossível não existe, a gente chega lá! 



Nosso passaporte para chegar ao futuro são as ações que fazemos todos os dias. As escolhas ambiciosas que transformam o presente. O que era inconcebível em 2008, hoje as Entidades Fechadas de Previdência Complementar implementam de modo cada vez mais orgânico e natural.

Foi por isso que acompanhei com muito entusiasmos pelas redes sociais a realização da 1ª Feira de Previdência pelo SEBRAE PREVIDÊNCIA. Uma semana inteira de mobilização, interações com o público, aulas, consultorias, sorteios, fotos, posts. Show. Foi por isso que eu fiquei imensamente feliz com o Book de Ações CTRCOM e Marketing Nordeste, publicado pela ABRAPP. Trata-se de mais uma coletânea mostrando o trabalho de Comunicação em suas múltiplas interfaces e possibilidades. É muito legal conhecer as experiências de Comunicação, Relacionamento e Educação da BASES, CAPEF, CELPOS, CompensaPrev, ECOS, Falba e FasernVamos celebrar toda essa muita disruptura, minha gente!

E, para fazer mais e melhor, é bom deixar uma dica registrada aqui, depois de todas essas referências de gente que faz e manda bem. O educador e facilitador de mudanças Júlio Machado, durante o 8º Encontro dos Assistidos EMBRAER PREV, falou sobre comportamento minimalista que, claro, não se trata de uma excentricidade. É uma técnica para viver mais feliz. Porque ser feliz é mais do que ter dinheiro e gastar com cerveja. Ser feliz é ser livre e autônomo.

A coisa parece simples porque tem só três passos. 1. Evite comparações desnecessárias ou limitantes (a inveja é o único pecado que não te dá satisfação de volta). 2. Abra mão da razão (a verdade é única mas os pontos de vista sobre ela [o verdadeiro] são muitos. 3. Avalie o necessário, mas não julgue. Perdoe! Só os perfeitos não precisam de perdão. Perdoar faz bem à saúde física e emocional.

"Educação é a ferramenta de fazer gente", Luiz Alberto Oliveira

Vou compartilhar aqui um podcast do programa 50 Mais CBN. Trata-se de um bate papo entre quatro fantásticos: Mara Luquet, Alexandre Calache e Débora Freitas (CBN) e Luiz Alberto Oliveira (curador do Museu do Amanhã) sobre as ideias possíveis sobre o amanhã (futuro) e como se preparar para esse amanhã (clique aqui).

O que é bonito nesta história é entender que a moldagem do futuro é depende de muitas tecnologias. Uma delas é a Educação. A outra são os valores. E aí eu encerro este post com uma reflexão primorosa e matadora de Maurício Messias, do Economus: a disrupção é primeiro comportamental e só depois instrumental. Brindemos: gracias a la vida! 

terça-feira, 2 de maio de 2017

COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO: BRINCADEIRA DE CRIANÇA... SQN!



Neste feriado, parei para pensar nas resistências que comunicadores e educadores da Previdência Complementar enfrentam na realização deste trabalho tão revolucionário e estratégico. A começar por nós mesmos! Os resultados em Comunicação e Educação são construídos no longo prazo.
Mas é comum lidarmos com a frustração de não alcançar o dado, o número, a resposta, o resultado que queremos simplesmente porque a ação que implantamos precisa de mais tempo, o que é incompatível com o imediatismo que demanda decisões pela  descontinuidade nas mensagens, nos processos, nos canais que tanto trabalhamos para criar.

Imediatismos e restrições orçamentárias dificultam que tenhamos um histórico consistente que nos aponte tendências, preferências, interesses dos públicos com os quais trabalhamos. Mesmo com a legislação a favor de comunicadores e educadores da Previdência Complementar a partir de 2008, a crise econômica dos últimos dois anos provocou retração também no trabalho de Comunicação e Educação em expansão até então.

Some à instabilidade do ambiente, as resistências de segmentos do público estratégico que mais deveria se interessar e fortalecer o ecossistema comunicacional em que a Previdência Complementar se estabelece. Afinal, teoricamente, quem tem expectativa de uso (Participantes) e quem tem experiência de uso (Assistidos) dos benefícios deveriam ser os maiores defensores da Previdência Complementar que, por natureza e só para começar, não tem finalidade lucrativa.


Estratégia e perseverança

É preciso compensar o ambiente desfavorável com muita estratégia e perseverança. Às vezes, reformular a mensagem ajuda a revitalizar e ativar um canal que em algumas empresas já não existe: o mural.

Ah! Até em elevadores, o bom e velho mural foi substituído pelos monitores que veiculam mensagens digitais. Mas em alguns lugares, eles ainda existem. Na semana passada, vi alguns deles. O analógico e o digital! Para comunicadores e educadores, tudo é suporte, tudo é recurso. Mas às vezes precisa ser refuncionalizado para dar relevância às mensagens e ganhar relevância como meio.

Penso que a técnica exige fôlego para  implantar meios, segmentar públicos, elaborar mensagens, ativar canais. Mas a negociação para aprovar essa estrutura e esses processos e programas de Comunicação e Educação é ainda mais complexa, porque esbarra na cultura institucional que pode ou não favorecer o trabalho.

Também penso que os números são poderosos aliados em situação de impasse cultural. As prioridades podem ser estabelecidas com base nos números. Autoatendimento ou atendimento personalizado? Cada modelo demanda um custo, uma infraestrutura, um tempo, uma escala. O que é mais viável para o seu planejamento?

Blogue ou rede social? Conteúdo autoral ou clipping? Que perfil de consumo de mensagens tem o seu público? E se a resposta for conteúdo híbrido? Quem desenvolve a curadoria? O mesmo vale para mensagens SMS e Whatsapp.

É simplista pensar que existem respostas fáceis. É simplista achar que existe retorno rápido. Tudo deve ser construído, testado, adaptado, ajustado para cada público. Mas é certo pensar que, com o tempo, os processos vão ganhando sintonia fina e os resultados cada vez maiores e mais sólidos. Não existe milagre. Se a lâmpada funcionou, foi porque Thomas Edison acreditou na viabilidade, insistiu e trabalhou até a ideia virar realidade.


Fiquei muito feliz com a programação do 2º Encontro Nacional de Comunicação, Relacionamento e Educação da Previdência Complementar, que a ABRAPP realiza na próxima semana no Rio de Janeiro (clique aqui). Tem comemoração à Semana de Educação Financeira, tem inclusão da família, envolvimento dos dirigentes. Mas acho que o que mais me deixou curiosa foi o tema da palestra de encerramento: Inovação: crescimento disruptivo, apresentada pelo fundador da cervejaria Wäls. 

Acho que nos bastidores da apresentação estará uma ideia que hoje tem me provocado: quais soluções e respostas os pequenos têm para virar o jogo? Tamanho é documento? Como se constrói uma cultura com foco no futuro? Como se constrói o engajamento nesta cultura, quando o futuro é só uma possibilidade?

A minha inquietação é uma forma de resistência. Eu preciso dessa resistência em ambientes desfavoráveis, incômodos. As respostas que eu quero encontrar me ajudam a formular novos mapas para trilhar esse ambiente que rejeita amadores (será que algum dia será diferente?). E a esperança, que me trouxe até aqui, é a mesma que vai me ajudar a transformar o que eu conheço no futuro que eu quero alcançar.

terça-feira, 11 de abril de 2017

EU ME ENGANEI SOBRE A LONGEVIDADE

Não, não foi como o Jorginho Guinle, que errou os cálculos, torrou e herança porque achou que fosse morrer aos 70 anos, só que não! Foi assim: eu estava zapeando a TV no domingão à noite e vi a FOX reprisando Êxodo, filme que conta a história de como Moisés falou com Deus, liderou a libertação e conduziu os hebreus na travessia pelo Mar Vermelho e depois pelo deserto.
Tem algumas cópias sem qualidade no Youtube. Eu até pensei em baixar o filme para colocar o conteúdo que me interessava aqui. Mas vou apenas indicar o trecho e quem quiser assiste no Youtube. Mais ou menos aos 13 minutos do início do filme (varia conforme o vídeo), Moisés e o ministro do faraó conversam. E o ministro reclama que o problema de desequilíbrio da economia do Egito é a longevidade das PESSOAS. Sério, 600 A.C!

Daí lembrei de Matusalém, avô de Noé e outro personagem bíblico. Ele é famoso pela vida longa: 969 anos. O próprio Moisés tinha 80 quando começou a empreitada de enfrentar o faraó e quase 200 quando morreu. E não é só isso! O tempo todo, Moisés se reúne com anciãos. Aliás, os clãs de anciãos estão sempre presentes na Bíblia. Eles foram decisivos na condenação de Jesus Cristo, 600 anos depois de Moisés. E eu que achava que envelhecer era a marca do século 21... Nada disso! A tabelinha a seguir mostra a idade de alguns patriarcas bíblicos.


É claro que a precisão nas informações bíblicas é relativa. De qualquer forma, estou atenta assim a essas histórias porque há poucos dias estive em Belo Horizonte e o professor Ivan Sant'Ana Ernandes propôs que eu escrevesse sobre o tema "ditadura da longevidade". A expressão é dele. De cara, achei meio arriscado, porque o aumento da longevidade é fato estatístico. Trata-se de um fenômeno global. Não há o que contestar.

Mas - por causa do papo entre Moisés e o ministro do faraó - entendi um elemento a mais nessa equação. A longevidade pode não ser uma realidade nova. A associação entre longevidade, economia e política também não é. Mas a novidade talvez seja sua incômoda e excessiva associação com o elemento MEDO. E esse pode ser o caminho para a ditadura da longevidade, que justifica tudo, até reformas previdenciárias paramétricas pouco transparentes.

Aceita que dói menos, SQN

Talvez, no passado, as PESSOAS aceitassem melhor e integrassem o envelhecimento com naturalidade à vida, afinal até a metade do século 20, sobretudo em países em desenvolvimento como o Brasil, a expectativa de vida ao nascer era em média 50 anos. A Medicina, a urbanização e outros fatos foram mudando  estendendo esse número e hoje no Brasil a média é de 75 anos.

O medo chega junto com o encolhimento das famílias. Quem vai me pôr e tirar do sol, quando eu não for mais útil? pergunta o Padre Fábio de Melo. Na época dos anciãos bíblicos, os descendentes normalmente faziam essa tarefa de cuidar dos mais velhos. Mas dependia da cultura e das circunstâncias.

Lembrei de outro filme, Balada de Narayama, clássico japonês sobre os hábitos econômicos de enviar os anciãos com mais de 70 anos para o topo da montanha, onde ficam esperando a morte chegar. É uma história sobre escassez, fragilidade e desamparo.

O medo, sem dúvida, é um instrumento didático estratégico. Pode levar à ação ou à paralisação. Mas o medo não pode sustentar para sempre um "ditadura" seja ela qual for. 
A Educação Previdenciária promove a autonomia, a emancipação, a transformação positiva por meio do estímulo às melhores e mais conscientes escolhas A transparência, a coerência, a eficiência são elementos intransitivos e libertários. Por isso, empoderam. 

Sim! Eu me enganei sobre a longevidade. Mas as evidências que a Educação Previdenciária transforma comportamento, prepara para uma vida mais sustentável, digna e com mais qualidade, isso eu não tenho dúvida.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

ACELERA 2017! OU SERÁ QUE VIVER TEM OUTRA VELOCIDADE?


Você constrói seus projetos de futuro na mesma velocidade com que vive a vida? Já parou para pensar que - se o mundo acelerou - você também está envelhecendo mais rápido e que, por isso, precisa de planos para viver o futuro que já é? Ou sua vida vai a mil e seus planos seguem a reboque, numa dimensão paralela gravitando nos séculos 18, 19, 20?

Pois é! Se você está no Brasil, essas respostas são decisivas! Você está onde o envelhecimento será mais acelerado do que em outros lugares do planeta. Isso significa que um europeu teve mais tempo para fazer o próprio plano de futuro. Na França, por exemplo, o envelhecimento da população foi mais leeeeeeeeeeeeento. A longevidade no Brasil não é acaso. Urbanização, industrialização, alfabetização são alguns componentes da fórmula.

A questão agora deixou de ser viver mais. Essa conquista é fato. Mas é preciso criar as melhores condições para viver bem qualquer que seja a fase da vida, especialmente agora que, também aqui no Brasil, a longevidade será acompanhada por possíveis reformas da Previdência Social e Trabalhista.

Redução de empregos formais e de benefícios trabalhistas e previdenciários estão na pauta de 2017. O trabalhador necessariamente terá de rever planos e criar soluções para preservar aquilo que realmente faz sentido em qualquer tempo. Fazer mais com menos não se trata de estratégia, é uma nova cultura! A base é feita de responsabilidade pelas próprias escolhas e sustentabilidade. 

Mais do que revitalizar e regenerar a aparência é preciso rever os valores que estão na gênese das escolhas que fizemos até agora. Se o consumo desenfreado e predatório nos trouxe até aqui, sem necessariamente fazer sentido e causando um prejuízo ambiental sem precedentes, o futuro precisa ser diferente! 

Não se trata de utopia, mas de uma rota de fuga realista para a distopia que criamos e estamos vivendo (clique aqui)... É verdade que ainda somos relativamente jovens, mas não por muito tempo!

A aceleração tem um preço! A negligência também. O mito forever young perdeu a consistência. Foi economicamente verossímil enquanto as PESSOAS que o consumiam eram maioria. O mito do forever alive está aí para ser forjado no século 21.

Resta saber: como? É fato que temos mais informação! Assim como temos mais silicone e viagra. Os três princípios ativos - informação, silicone e viagra - existiam e foram experimentados em doses estratosféricas no século passado. A questão é: o que pode ser mudado? Cada escolha desencadeia uma série diferente e imprevisível de impactos. Quando o tangível não dá mais lucro, o intangível é solução mais efetiva para experimentar a aventura do tempo? 

É com todas essas dúvidas que encaro 2017. Mais velha, mais simples e vivendo a minha humanidade do jeito que este tempo permite. Ando muito desconfiada dessa aceleração forçada da vida. Mas confesso que a desconfiança exige um tempo que nem sempre tenho!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

EU ESCOLHO UM FUTURO MELHOR!

Quais foram as palavras mais procuradas no Google em 2016? A Consumidor Moderno publicou a lista (clique aqui). 

Por que é que eu tinha esperança que PREVIDÊNCIA e APOSENTADORIA estivessem no ranking? Porque em 2016 essas pautas foram bastante divulgadas pelos meios de comunicação - rádio, televisão, jornais, redes sociais. Muita gente falou insistentemente sobre as mudanças que o Governo está cada vez mais próximo de implantar.

Diferente do que eu esperava, nada igual ou próximo dessas expressões consta da lista.
Se alguma palavra próxima estivesse lá, poderia induzir uma ação prática e imediata: usar a palavra em posts, matérias, títulos, descrições de vídeos, palavras chave. É uma estratégia para dar continuidade às pesquisas feitas pelo público e aprofundar os conteúdos. Também pode alavancar conversões e acessos aos canais de comunicação. As palavras que estão na lista - de imediato - sequer sugerem associações improváveis... Apontam subjetivamente para um futuro inclassificável. 

Planejar o futuro é determinante para a qualidade e a sustentabilidade da vida. A efetividade deste planejamento depende de decisões conscientes e permanentemente direcionadas para o longo prazo. É preciso ter visão, perseverança, disciplina, responsabilidade especialmente aqui no Brasil, com cenários políticos e econômicos cada vez mais incertos e instáveis. 

A Reforma Previdenciária deverá entrar em vigor até o primeiro semestre de 2017. Vai impactar - e muito - a vida do trabalhador: 49 anos de contribuição ou 65 anos de idade são as exigências em discussão.

E se não há interesse do público?

Sem interesse, a realização dos planos de futuro fica mais difícil. Por isso, a gente deve insistir nessa Educação Previdenciária de que o país tanto precisa. O tamanho da carência se revela na lista de palavras mais procuradas no Google em 2016. 

Enquanto o desinteresse, a ignorância, a indiferença prevalecerem, continuaremos expostos, cúmplices e convivendo com fatos e escândalos sobre corrupção, fraude, desvios, gestão temerária, incompetência administrativa, ingerência, administração criminosa de recursos financeiros. 

A cocriação é para o bem e para o mal. A Educação Financeira e Previdenciária dá resultados. Por isso a esperança e a perseverança são essenciais para a expansão dessa prática: mais ambiciosa, amadurecida, equilibrada tanto como decisão individual como política pública de desenvolvimento econômico e social. Tudo tem link! 

Hoje, as orientações de valor estão ao alcance de todos e dependem de um clique. Por isso, encerro este post destacando o canal Drops de Inteligência Financeira, de Gustavo Cerbasi! A coleção tem 22 vídeos gratuitos, bem produzidos em linguagem acessível e podem motivar muita gente a repensar as decisões de presente e futuro (clique aqui).

Quem - como eu -  acompanha o trabalho desses educadores financeiros e faz Educação Financeira e Previdenciária sonha com o dia em que o nome deles esteja no ranking de influenciadores e os assuntos que eles discutem entrem para as listas de maior interesse nas pesquisas e postagem de todos os buscadores e redes sociais. Quando isso acontecer, estaremos vivendo um presente melhor e um futuro para todos!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

2016: MELHOR NÃO ESQUECER, PARA NÃO REPETIR!


Não, não é o mês que está acabando. É o ano! Sem dúvida, 2016 ficará marcado para sempre na história. Que ano! Antes ele fosse o fim e não o começo de muita mudança na estrutura de vida das PESSOAS no país e no mundo. 

Toda a informação a que tivemos acesso durante o ano,  além de nos deixar atônitos, no mínimo deve também ter contribuído para uma reflexão: impossível ser otimista. No curto prazo, as evidências atropelam esperanças e impedem ilusões. 

Um mundo mais conservador. Um mundo com rastro tecnológico que revela fraturas expostas na ética, no desrespeito com o coletivo, na imunidade como escudo para a impunidade. Revela o deboche, o imediatismo, o desumano. O saldo para mim, por enquanto, vai meio por aí.

E a perspectiva não facilita. Instabilidade a caminho, decorrente das reformas em curso no Brasil: Previdenciária e Trabalhista - que devem atingir diretamente as referências nas relações com o mercado e o Estado, como praticamos até então. A automação e o desemprego associados. A retração do consumo. A deterioração da saúde, segurança, educação, meio ambiente. Enfim... difícil reorientar o pensamento para além dos fatos. 

É isso mesmo?


Acho que a única notícia realmente boa que li nestes últimos dias foi a de que a Previdência Complementar Aberta está registrando superávit também no terceiro trimestre do ano, com destaque para as contribuições feitas aos planos individuais (clique aqui). Isso quer dizer que as PESSOAS, independentemente de seus empregadores, estão poupando. E esse crescimento em ambiente desfavorável deveria ser amplamente analisado. 

É só técnica de venda das instituições financeiras?

É a sociedade entendendo e fazendo escolhas para proteção do futuro?

O que está fazendo com que a sociedade acredite e destine mais R$ 23 bilhões em recursos próprios para a solução VGBL?

Por que as PESSOAS confiam nos planos VGBL?

Acho difícil algum outro segmento ter conquistado crescimento superior a 40%. Mas os Planos de Previdência Aberta registraram a performance, ainda que tenham fins lucrativos, a remuneração do investimento não seja a mais competitiva do mercado e o país esteja em crise.

Queria encerrar esse post com respostas. Mas não as tenho,  por enquanto. Apesar desse jeito lacônico, no meio de tanto fato opressivo, ao menos as dúvidas permitem algum respiro.


terça-feira, 18 de outubro de 2016

"5 MILHÕES DE PESSOAS A MAIS, AO ALCANCE DE NOSSAS MÃOS!"




"Sem fazer grandes mudanças, nós temos ao alcance de nossas mãos, cinco milhões de participantes que poderiam entrar no Sistema no curto prazo". 
Antônio Fernando Gazzoni (Mercer GAMA).

Os resultados da edição 2016 da Pesquisa Raio X da Previdência Complementar revelam que há oportunidades para fazer com que a proteção previdenciária chegue a mais brasileiros. O que há de novo na foto? O tamanho demanda por Comunicação e Educação Previdenciária... Há demanda também para simplificação da adesão, desburocratização, tributação. 



Penso que - para fazer a diferença e um trabalho efetivo de mobilização social - o Sistema Fechado de Previdência Complementar precisa combinar estratégias de Comunicação e Educação Previdenciária para atingir esse público com ferramentas como geolocalização, redes sociais e marketing de busca (SEO, SEM, palavras-chave). 

Os conteúdos, mensagens, apelos devem chegar a esses 5 milhões de potenciais participantes por todos os meios, principalmente smartphones! No Brasil, esse é um meio de grande inserção e uso entre pessoas de todas as gerações. E por uma linguagem muito informal, se o jovem for o público de interesse dessa mensagem. A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS) está com uma campanha muito bem sucedida no Youtube. Trata-se de uma sequência de 14 aulas com o propósito de ensinar à população o bom uso do cartão de crédito. De imediato, o que é possível constatar é o alcance da campanha: quase 58 milhões de visualizações. 


O que não dá para saber por esses dados é se a mensagem - além de consumo - se traduz em prática! De qualquer forma, o "call to action" para o compartilhamento do link do vídeo, definitivamente é um sucesso!

Atitude: palavra mágica!

É claro que podemos criar mensagens recheadas com conceitos, estatísticas, uma imagem institucional diferenciada para tratar do tema proteção previdenciária. Mas, como a própria edição 2016 da Pesquisa Raio X da Previdência Complementar adverte:

"Esses cinco milhões de pessoas 
precisam ser instadas, tocadas de uma forma diferente, com mídias diferentes, com uma comunicação diferente, com algum produto inovador". 
Antônio Fernando Gazzoni (Mercer GAMA).

O livro Atitude Empreendedora, de Mara Sampaio, tem 275 páginas destinadas a explicar o poder desencadeador da Atitude, não como palavra e conceito, mas como gesto assertivo, escolha direcionada.

É por isso que, como profissional de comunicação, considero que - junto da estratégia de Comunicação e Educação montada para fazer chegar e sustentar as mensagens a esse contingente de 5 milhões de pessoas é fundamental uma ferramenta que materialize o estímulo em atitude. Estou falando de algum aplicativo que converta a decisão de adesão em contribuição regular e extraordinária à Previdência Complementar, a exemplo do que as fintechs têm realizado com sucesso!

Se uma campanha de Comunicação e Educação como a da ABECS chega a quase 60 milhões de pessoas, com um "call to action"  em formato de app para smartphone, é razoável pensar em uma taxa de conversão de 5% (como as de e-mail marketing) para chegar a um retorno de 2,5 milhões de novas adesões, certo?

"Uma boa oportunidade 
é aquela que indica um diferencial criativo 
nos produtos e serviços existentes". Mara Sampaio


Parafraseando os memes das redes sociais:

O que nós queremos? Cinco milhões a mais!
Quando queremos? Já! 
O que vamos fazer para que elas sejam nossas? Comunicar e Educar pra sempre!

Fazer a campanha, disponibilizar o aplicativo são os primeiros passos. É preciso pensar em uma estratégia de sustentação e reiteração permanente das mensagens, conceitos, apelos, e incentivo à atitude previdenciária. Aí, penso que as melhores práticas da Entidades Fechadas de Previdência Complementar podem ser uma fonte de inspiração e de caminhos testados com êxito. A fidelização é um desafio permanente para quem está em negócios de longo prazo, como nós!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

COMO TRANSFORMAR A DELINQUÊNCIA QUE TODOS PRATICAM?

Desde que comecei a escrever o Conversação, em 2012, este é o oitavo post  sobre o tema formadores de opinião X detratores. Os nomes podem mudar com o tempo. Por isso, os formadores de opinião, embaixadores da marca agora são influenciadores. Detratores são haters.
O nome não importa muito. O que me fez parar para refletir é a repetição dos estereótipos. A Economia é cíclica. Até agora, não havia notado que a Comunicação e a Educação também são. Não importa muito a dimensão da ação. Influenciadores e haters estão por aí, em todos os lugares, tomando café com a gente... Nós mesmos encenamos estes papéis nas mais diferentes oportunidades.
Monumento às Bandeiras, em São Paulo. Vandalizado em setembro de 2016. 
A vulnerabilidade está na resposta à pergunta: que qualidade de interação que você quer levar para a sua vida e para a vida das PESSOAS com as quais você se relaciona? Porque a interação sempre vai acontecer e te levar para um lado ou para outro... Em geral, aquele com o qual você mais se identifica.

Não acredito que alguém consiga ser imune ao impacto. Comunicação e Educação são relacionais. Isso significa que uma ação para o bem o para o mal têm muito potencial para direta ou indiretamente alterar a realidade.

Imprensa vende notícia

Quem trabalha com Previdência Complementar Fechada - pela perspectiva da Comunicação - está vivendo um ano bastante complexo. Por um lado, a cobertura a toda ingerência política especialmente nos fundos estatais. Por outro, com a Reforma da Previdência anunciada, tem também bastante conteúdo novo, didático e informativo sobre as decisões que o cidadão deverá incluir em seu projeto de vida, com destaque para os planos de longo prazo, aqueles que farão com que a longevidade seja uma experiência mais confortável.

Influenciadores como Mara Luquet, Samy Dana, Conrado Navarro e André Massaro estão sempre ensinando mais e mais planejamento financeiro pela televisão, pelo rádio, pelas redes sociais. É só ter olhos para ver! (clique aqui, aqui, aqui). Evidências de mudança! Mas não é fácil ser um influenciador com essa categoria! É preciso entender, comparar, interpretar, simplificar a linguagem e ressignificar dinamicamente a pauta, o conteúdo. Precisa ter argumento. Precisa ter interesse e perspectivas diferentes. Precisa ser responsável.

E você sabe a máxima: notícia ruim vende mais! Então, além de tudo isso que eu já pontuei, incluo na lista: precisa ter perseverança. Há poucos dias, vi um debate no programa Café Filosófico com os professores Leandro Karnal, Mário Sérgio Cortella e Luiz Felipe Pondé, que tratava de democracia. E aprendi que democracia é uma experiência viva. Que se transforma conforme acontece. A Comunicação e a Educação também! Vivas, dinâmicas, cíclicas, relacionais!

Já descobriu seu lado?

Todo mundo é um pouco detrator. E como reparar esse comportamento delinquente? Sendo muitas vezes mais influenciador para compensar cada deslize. É o mínimo que se pode fazer, considerando o quanto o país precisa de informação qualificada, boas referências, boas atitudes, gente disposta a construir, transformar, fazer dar certo.

Ser influenciador, ser protagonista é um decisão de todos os dias. Não importa a dimensão que a mensagem vai tomar. Pode ser pequena, média, grande, enorme. Pode viajar para o outro lado do planeta. Pode não sensibilizar ninguém... Mas é uma prática que, no mínimo, transforma o influenciador. Torna o influenciador mais consciente de seu potencial. 

Se você precisa de mais uma inspiração para se convencer, sugiro esta reportagem (clique aqui). Não farei spoiler. Deixo apenas como encerramento para este post e motivação para todos os outros que ainda farei!


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

DIA DAS CRIANÇAS: PRONTO PARA APRENDER COM ELAS?

Tempo de comemorar o Dia da Crianças. Esse convite pode ter muitas formas óbvias. Mas eu prefiro aproveitar a oportunidade para refletir sobre como o tempo e o conhecimento transformam atitudes. E colaboram para naturalizar - ainda que lentamente - comportamentos que podem redesenhar o futuro.

Para crianças, o futuro não tem muito apelo. Aquela indagação gratuita "o que você vai ser quando você crescer?" admite todo tipo da resposta quase sempre aleatória, sem compromisso com uma realização efetiva. Para a criança o ato de construir admite muitas possibilidades e direções - uma casinha, um dinossauro, uma ponte, um prédio, uma pipa, uma bolha de sabão, um campo para um disputa de bola de gude. 


Evidente que essa descrição de infância é a mais clássica e espontânea, sem mediação tecnológica. Mas que dá à criança referências bastante concretas, sementes de qualidade para um conhecimento que - além de permanente - tem força para ensinar, principalmente os adultos.

Ah! Estamos então caminhando para o terreno da inversão de valores, da alternância de papéis, da subversão de estruturas, da liberdade que ajuda tanto a pensar diferente e acreditar que o futuro pode ser uma experiência diferente para todos nós.

Aprender a olhar para o futuro

Há poucos dias, pelas redes sociais, encontrei uma reportagem da TV Câmara sobre um projeto de fortalecimento financeiro para comunidade que começa com a criança: dos 3 aos 6 anos. Sonhar, Planejar e Alcançar -  é o nome do projeto realizado por uma parceria bastante interessante: DSOP, MetLife Foundation, Vila Sésamo, escolas públicas e famílias 



Conhecimento transversal, interdisciplinar, relacional na prática! Mas do que isso: uma transformação que mostra seu valor estratégico e proteção em momentos de crise. Em 2006/2007 - quando da Educação Financeira surgiu no Brasil, chegar a 180 escolas públicas era praticamente uma fantasia, uma historinha de ninar.

No passado, na minha infância, os projetos que chegavam às escolas públicas de periferia eram focados em higiene e saúde. Escovação dos dentes, lavagem das mãos, vacinação. Práticas que mudavam a qualidade de vida. Por isso, fico feliz feito criança quando vejo que houve mudança. Agora falamos de saúde financeira.

Fico feliz porque entendo a Educação Financeira como alicerce para Educação Previdenciária. Aos resultados obtidos no presente, aplicam-se os conceitos e dimensões de futuro, de formação de patrimônio de longo prazo. De sustentabilidade da vida, em todas as suas etapas. 


Comparado com outros países, o desafio de disseminar a Educação Financeira e Previdenciária seja mais complexo no Brasil. Mas esse é um talento que precisamos, senão desenvolver como nos demais países, ao menos compensar para que o futuro seja promissor também para nosso povo. Educação Financeira e Previdenciária é base para mais exercício de cidadania.