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segunda-feira, 17 de abril de 2017

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2017 TEM HORIZONTE DE LONGO PRAZO

Se você ainda não assistiu, recomendo que assista a pelo menos um dos Encontros Regionais que a ABRAPP vai realizar até maio de 2017. Em São Paulo, aconteceu no dia 10 de abril. Mas a série ainda vai passar por outras capitais (veja a agenda). 

A experiência presencial é importante, porque traz a oportunidade de interagir com os palestrantes. Afinal, não é todo dia que uma instituição, por exemplo, compartilha seu Planejamento Estratégico 2017-2019, exibindo a análise de ambiente e mapa mental que levaram à estruturação de seis pilares estratégicos e ao desenho de ações e campanhas que deverão nortear o trabalho e a atuação da ABRAPP, SINDAPP, ICSS e UniAbrapp.

Ah! Você não consegue acompanhar o presencial? Bom, então, espia todos slides da apresentação (clique aqui). Dá para ter uma boa ideia que há muito trabalho pela frente. 
Das imagens que eu mais gosto, selecionei três, porque este é apenas um post. Então, acho que está de bom tamanho para explicar o que eu penso.


O primeiro slide mostra alguns pontos de partida, entre eles alguns estudos e pesquisas setoriais que ajudam a descrever o ambiente e o momento do Sistema de Previdência Complentar Fechado. As mudanças que as Reformas Trabalhista e da Previdência deverão trazer para as relações entre o trabalhador e o mercado de trabalho. E como enfrentar esse cenário? Quais são as oportunidades? A apresentação completa mostra isso.




O segundo slide que eu gosto muito é este com os seis pilares estratégicos que sustentam o Planejamento Estratégico. Todos são importantes, mas meu foco, claro, está no segundo pilar: Cultura Previdenciária. Ela sempre está presente! Até 2019, estará explicitamente presente. Afinal, Previdência e aposentadoria são temas recorrentes junto à sociedade. Vêm à reboque da Reforma da Previdência Social. Então, é preciso aproveitar o debate, essa janela de oportunidade junto à sociedade, para estimular atitudes que realmente possam promover mais cobertura previdenciária para o trabalhador.



Finalmente, o terceiro slide que eu gosto muito trata das campanhas. A segunda - Educar para Crescer - é a que mais me agrada aos olhos e ao coração. A terceira também: Engajamento Essencial, especialmente quando estamos próximos a uma mudança de impacto: a adesão automática em curso.

Ela vai exigir que as EFPC trabalhem com uma lógica reversa em seus processos de Comunicação e Educação. Ao invés de batalharem pela concordância em participar do Plano, terão de reter e reverter as discordâncias. Sem ilusões! Hoje a FUNPRESP - que tem adesão automática - já experimenta essa rotina em seus processos e tem soluções em Comunicação, Educação e Relacionamento para garantir resultados.

É óbvio que o Planejamento Estratégico da ABRAPP/SINDAPP/ICSS/UniAbrapp vai muito além do que eu pontuei aqui. Mas - pela perspectiva da Comunicação e Educação - acho que dá para ter uma ideia do que deve vir por aí.

O mapa da FIBRA

Se você é como eu  e gosta dessa história de mapas, modelos, planos, então sugiro que também consulte e veja o mapa estratégico 2017 da Fibra Fundação Itaipu (clique aqui). Como me explicou o gerente de Informações e Processos da Fibra, Marcos Adlich, a Entidade trabalhou para que o foco do Planejamento Estratégico fosse a melhor experiência do cliente (Participante/Assistidos/Patrocinadores). Para ele convergem as ações e as melhorias de processos. Se você ler o mapa da Fibra, veja que o cliente figura na Missão e na Visão Institucionais.

Dá para perceber que, neste post, o método dedutivo sugere que partimos de uma concepção mais ampla e aberta do Planejamento Estratégico, para chegar a um recorte bem particular do trabalho na prática? Quando o trabalho consegue proporcionar experiências únicas, como a Fibra pretende, ele também transforma a comunidade, o ambiente e toda a sociedade? Trabalho de qualidade e experiência positiva única para o cliente são intransitivos.

Vem aí...

Além da adesão automática (ou inscrição automática, como querem alguns), também estão em curso o Plano Setorial Abrapp (abrange trabalhadores, empreendedores e familiares) e o Simples Previdenciário, projetos cujo sucesso depende do êxito das ações de mobilização, sensibilização, informação, Comunicação e Educação Previdenciária que serão implementadas até 2019. 

Para mim, que não pretendo parar de trabalhar por enquanto, será uma satisfação acompanhar, registrar e compartilhar aqui tudo o que eu puder testemunhar. E se, de alguma outra forma, eu puder contribuir com tudo isso, estou pronta desde djá! Futuro, aqui vou eu.

terça-feira, 11 de abril de 2017

EU ME ENGANEI SOBRE A LONGEVIDADE

Não, não foi como o Jorginho Guinle, que errou os cálculos, torrou e herança porque achou que fosse morrer aos 70 anos, só que não! Foi assim: eu estava zapeando a TV no domingão à noite e vi a FOX reprisando Êxodo, filme que conta a história de como Moisés falou com Deus, liderou a libertação e conduziu os hebreus na travessia pelo Mar Vermelho e depois pelo deserto.
Tem algumas cópias sem qualidade no Youtube. Eu até pensei em baixar o filme para colocar o conteúdo que me interessava aqui. Mas vou apenas indicar o trecho e quem quiser assiste no Youtube. Mais ou menos aos 13 minutos do início do filme (varia conforme o vídeo), Moisés e o ministro do faraó conversam. E o ministro reclama que o problema de desequilíbrio da economia do Egito é a longevidade das PESSOAS. Sério, 600 A.C!

Daí lembrei de Matusalém, avô de Noé e outro personagem bíblico. Ele é famoso pela vida longa: 969 anos. O próprio Moisés tinha 80 quando começou a empreitada de enfrentar o faraó e quase 200 quando morreu. E não é só isso! O tempo todo, Moisés se reúne com anciãos. Aliás, os clãs de anciãos estão sempre presentes na Bíblia. Eles foram decisivos na condenação de Jesus Cristo, 600 anos depois de Moisés. E eu que achava que envelhecer era a marca do século 21... Nada disso! A tabelinha a seguir mostra a idade de alguns patriarcas bíblicos.


É claro que a precisão nas informações bíblicas é relativa. De qualquer forma, estou atenta assim a essas histórias porque há poucos dias estive em Belo Horizonte e o professor Ivan Sant'Ana Ernandes propôs que eu escrevesse sobre o tema "ditadura da longevidade". A expressão é dele. De cara, achei meio arriscado, porque o aumento da longevidade é fato estatístico. Trata-se de um fenômeno global. Não há o que contestar.

Mas - por causa do papo entre Moisés e o ministro do faraó - entendi um elemento a mais nessa equação. A longevidade pode não ser uma realidade nova. A associação entre longevidade, economia e política também não é. Mas a novidade talvez seja sua incômoda e excessiva associação com o elemento MEDO. E esse pode ser o caminho para a ditadura da longevidade, que justifica tudo, até reformas previdenciárias paramétricas pouco transparentes.

Aceita que dói menos, SQN

Talvez, no passado, as PESSOAS aceitassem melhor e integrassem o envelhecimento com naturalidade à vida, afinal até a metade do século 20, sobretudo em países em desenvolvimento como o Brasil, a expectativa de vida ao nascer era em média 50 anos. A Medicina, a urbanização e outros fatos foram mudando  estendendo esse número e hoje no Brasil a média é de 75 anos.

O medo chega junto com o encolhimento das famílias. Quem vai me pôr e tirar do sol, quando eu não for mais útil? pergunta o Padre Fábio de Melo. Na época dos anciãos bíblicos, os descendentes normalmente faziam essa tarefa de cuidar dos mais velhos. Mas dependia da cultura e das circunstâncias.

Lembrei de outro filme, Balada de Narayama, clássico japonês sobre os hábitos econômicos de enviar os anciãos com mais de 70 anos para o topo da montanha, onde ficam esperando a morte chegar. É uma história sobre escassez, fragilidade e desamparo.

O medo, sem dúvida, é um instrumento didático estratégico. Pode levar à ação ou à paralisação. Mas o medo não pode sustentar para sempre um "ditadura" seja ela qual for. 
A Educação Previdenciária promove a autonomia, a emancipação, a transformação positiva por meio do estímulo às melhores e mais conscientes escolhas A transparência, a coerência, a eficiência são elementos intransitivos e libertários. Por isso, empoderam. 

Sim! Eu me enganei sobre a longevidade. Mas as evidências que a Educação Previdenciária transforma comportamento, prepara para uma vida mais sustentável, digna e com mais qualidade, isso eu não tenho dúvida.

sexta-feira, 31 de março de 2017

A PARTIDA É O SUCESSO


Ontem, participei da primeira reunião de planejamento do 38° Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão - CBFP. É o sétimo ano consecutivo de um trabalho minuciosamente estruturado. Meu mapa pessoal do CBFP inclui Recife, São Paulo, Florianópolis e Brasília. Este ano, o evento será aqui na megalópole paulistana.

Essas lembranças me fizeram pensar no que já vi e li sobre o navegador brasileiro Amir Klink. Sucesso não existe. O que existe é responsabilidade para atuar em um time técnico de elite e interdependente, maturidade e capacidade para superar imprevistos, trabalho duro, planejamento, planejamento, planejamento. E muito cuidado com cada detalhe. 

Coincidência ou não, Amir Klink foi economista e atuou no mercado financeiro no século passado, quando a economia no Brasil era caracterizada pela turbulência das grandes inflações. Ele não segurou a onda financeira. Preferiu o oceano.

A gente segue por aqui mesmo. A inflação é outra. Aprendemos a mantê-la sob constante vigilância. Mas voltamos a enfrentar aumento de taxa de desemprego, estamos em processo de terceirização e pejotização do mercado de trabalho e agora a longevidade também passou a compartilhar esse cenário. Estamos aprendendo a domar a corrupção.

Futurologia

Ninguém sabe ao certo o que vem por aí. O Chile não sabe. Lá modelo de previdência capitalizada está em crise. As administradoras de fundos de pensão operam desde 1981 para 10 milhões de trabalhadores. Mas os benefícios é menor que US$ 400/mês. Os chilenos estão reivindicando um sistema público de Previdência (Fonte: Lendo a Mídia Internacional). A Alemanha não sabe. Lá há um conflito de interesses entre sindicatos, patrocinadores, fundos de pensão, pequenas e médias empresas (Fonte: Lendo a Mídia Internacional).

O Brasil também está buscando um modelo que melhor atenda às características demográficas, políticas, econômicas de nosso país. Porque Previdência permite muita coisa, menos leviandade. Tudo é muito complexo. Cada decisão determinará uma entrega diferente. Não há "o melhor". Há o possível.

"Diria que nossa especialidade hoje é encontrar um equilíbrio entre inovação, tecnologia e viabilidade econômica". Amir Klink

O futuro - até onde podemos ver - vai depender do resultado das Reformas Trabalhista e Previdenciária e da agilidade para incorporar a diversidade dos trabalhadores à Previdência Complementar, por meio de inovação em Tecnologia da Informação e Comunicação.

Para mim, esse momento é conceitualmente muito inspirador, motivador, cheio de entusiasmo. Tem muito mar no meu horizonte. E, como diz o poeta, viver é impreciso. Navegar é preciso! Bora lá?




Estou indo! Essa é minha partida. Esse é o meu momento de sucesso. O porvir é trabalho, trabalho, trabalho. Mas, e daí? Se esse trabalho que me trouxe até aqui conquistar novas partidas, valorizará a aventura da minha vida. Então, o desenho do plano para mais essa jornada já começou. E que ele me leve para novos portos. 


"Não existem planos perfeitos, nem viagem perfeita. Mas há um momento em que você precisa partir. [...] Os planos reduzem os riscos, mas não podem assegurar que tudo vai dar certo na viagem". Amir Klink

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

MUITA COISA ESTÁ FORA DA ORDEM

Interpretar o comportamento social é tarefa que mobiliza especialistas de diferentes áreas: Sociologia, Antropologia, Economia, Psicologia, Publicidade, Marketing, Comunicação, enfim todos aqueles que estão em busca senão de respostas, ao menos de pistas para um reposicionamento estratégico que possibilite a interação significativa com os diferentes grupos sociais.Relacionamento, Comunicação, Educação são relacionais, isto é, dependem de troca mútua.

Há algum tempo, talvez intuitivamente, mas certamente apoiada por indícios reais, tenho afirmado que algumas situações - como os resultados das eleições em 2016 - não são acaso, mas reflexo da responsabilidade exigida do cidadão [trabalhador, aluno, avós, pai, mãe, filho, empreendedor] todos os dias. Resultados! A sociedade inteira é cobrada por resultados e, em contrapartida, passou a reivindicar o mesmo das empresas e do Estado.


Às vésperas deste último feriado, acompanhei com espanto ao programa Roda Viva, transmitido pela TV Cultura, não pelo conteúdo em si, que me é familiar por outros canais de acesso, mas pela repercussão. O historiador Leandro Karnal e o filósofo Luiz Felipe Pondé foram entrevistados por YouTubers e influenciadores como Hugo Gloss, PC Siqueira, Dani Noce, Paulo Cuenca, Taty Ferreira e Cauê Moura. As ilustrações exibidas durante o debate foram de Carlos Ruas.

Além do natural prestígio dos entrevistados, a presença dos influenciadores foi decisiva para o consumo do conteúdo apresentado pelo programa: campeão absoluto na mobilização doTwitter naquela noite. O que isso exatamente quer dizer, considerando que estamos em um país que apresenta comprovados níveis sofríveis de escolarização? O que isso quer dizer? Foi um fato isolado? Não! Professores como Leandro Karnal, Luiz Felipe Pondé, Mário Sérgio Cortella, Gustavo Cerbasi, Gil Giardelli, Martha Gabriel, Silvio Meira são sucesso antes dessa poderosa rede formada por influenciadores renomados, assim como o Professor Pachecão e outros que conquistaram seu próprio espaço junto ao público de todas as idades, especialmente entre os mais jovens. 

Cidadãos ou colaboradores em busca de resultados?

Ontem, feriado, li uma matéria publicada pelo jornal digital Nexo, que mostrou uma entrevista com o antropólogo da Unicamp Carlos Gutierrez, analisando o processo de desconstrução das classes sociais no Brasil (clique aqui). Acho que não existe uma só resposta para cada fenômeno do mundo, porém as evidências colecionadas em anos de estudo por Carlos Gutierrez são, no mínimo, esclarecedoras. Por isso, vou destacar alguns trechos:

1. Abandonamos dicotomias (tipo patrão/empregado) para adotar um posicionamento de colaboradores de um mesmo ideal.
Pode parecer romântico mas, na prática, a história é outra! A sociedade participativa e a economia colaborativa há tempos são anunciadas no Brasil notadamente por Gil Giardelli e Silvio Meira. Além das pesquisas acadêmicas, o mercado passou por exemplo a oferecer espaços de coworking.  Substituiu os títulos de empregado, funcionário, trabalhador por colaborador. Trocou a hierarquia e as estrutura verticalizadas por gestão participativa.

2. Em razão do desemprego e condições , os trabalhadores formais são forçosamente transformados em empreendedores e colaboradores sem vínculo empregatício
Não se trata exatamente de opção, mas uma reação adaptativa às mudanças locais e globais e a esta etapa do capitalismo. Esse grupo, hoje, tem sido chamado de "batalhadores".
"Hoje, no Brasil, 35,4% da população adulta possui negócio próprio, índice superior à China e aos EUA. Evidentemente, parte desse crescimento pode ser explicado pelo aumento de formalizações de negócios já existentes, mas 45% dos novos empreendedores trabalhavam antes com carteira assinada, o que indica um aumento considerável. Nas favelas, 40% dos moradores deseja ser dono do próprio negócio".
3. Com o empreendedorismo, os acordos individuais substituem soluções coletivas
Com a tendência para que todos sejam empreendedores, há uma precarização das relações de trabalho, estruturadas no século 20. Regras coletivas de negociação são substituídas por acordos individuais. Isso provoca, é claro, uma queda na arrecadação para a Previdência.

4. Os ex-assalariados são empreendedores interessados em resultados e lucros
Diante da perda de representatividade e credibilidade, os embates políticos e sindicais deixaram de fazer sentido. Novos interesses tê mobilizado os empreendedores que se interessam por temas que transformem o dia a dia na prática, como carga tributária, segurança, condições de empréstimo para pequenos empresários. De onde vem esse comportamento? Ora, resposta ao mercado! Mais do que escolarização e ascensão social, trata-se de sobrevivência, muito provavelmente desordenada e mal planejada [como acontece com o crescimento urbano], mas sobrevivência!
"No Brasil, a atividade industrial diminuiu em ritmo muito mais acelerado do que a taxa mundial, devido à financeirização da economia e ao crescimento da taxa de juros que favoreceram mais o capital especulativo".
Para quem trabalha com Previdência Complementar

Ainda que o cenário de recessivo ainda seja desfavorável, entendo que o perfil social mais do que nunca está favorecendo o diálogo pautado por temas previdenciários: poupança de longo prazo, segurança na aposentadoria, vantagem tributária, finalidade não lucrativa da Previdência Complementar Fechada, especialmente os fundos de pensão instituídos, que atendem especialmente profissionais liberais.



Há oportunidade para o surgimento de novos influenciadores. Hoje, há mais facilidade para essa troca simbólica, considerando que:

1. as PESSOAS estejam mais familiarizadas com o ambiente alterado pela financeirização da economia que, inegavelmente, foi responsável pela democratização de uma nova gramática: negociação de tarifas e despesas, débito automático, aquisição de crédito, taxa de juros, rentabilidade, portabilidade, uberização, participação nos lucros, crowdfunding, fintechs (Nubank, Original) deixaram de ser reduto dos investidores institucionais; circulam e não causam espanto em todas as esferas. 
2. Por meio especialmente das redes sociais, as PESSOAS têm acesso a todos os conteúdos e aqueles que elas descobrem que são úteis, funcionais e têm valor - seja filosofia, história, tecnologia, cybercultura, humor, moda, literatura, culinária, futuro, inovação - elas absorvem, aprendem sobre e consomem! Os retóricos, elas descartam. 

"A linguagem de um povo não é apenas um instrumento de comunicação na vida prática: ela incorpora elementos simbólicos e figurativos da cultura e traz inscrita em si mesma um modo particular de pensar e sentir. Há uma forma de vida embutida em nossa língua falada - a língua fala. [...] A mistura de línguas do povo 'inventa línguas' [brasileiro] é a mistura dos genes por outros meios. 'O que quer, o que pode essa língua'". Eduardo Giannetti, in Trópicos Utópicos, p. 161-162

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O RISCO, O APOCALIPSE E OUTRAS HISTÓRIAS

Em razão do meu post anterior, fiquei pensando que todo mundo é meio Crood. Essa é a regra. Porque temos muitos comportamentos condicionados até mesmo pela Biologia.
Em contrapartida, em razão do processo evolutivo, também somos curiosos e temos uma necessidade de liberdade, como Eep Crood, a tigresa. E, para sobreviver, para adaptar, para inovar - em nossas performances mais avançadas - 
temos ideias transformadoras, como o personagem Guy.
A animação é uma alegoria do processo evolutivo do ser humano. Os riscos são inerentes a toda escolha. Inevitáveis. Alguns são previsíveis. Todos são desconfortáveis e podem nos fazer descobrir o outro.


Veja que o conhecimento é relacional. Talvez até mais importante que o próprio fogo, Eep conheceu Guy. Sem essa referência, possivelmente Eep teria uma experiência fascinante, dolorosa e finita. Com Guy, Eep transgrediu a regra, libertou-se e entrou em contato o desconhecido, o novo, com o outro. E o outro - diferente do clã Crood - tinha ideias! Além de ensinar sobre o fogo, também adicionou Eep em uma "rede social".

Aqui vale uma pequena digressão. Lembre-se, Cara Pálida, que a  transgressão, o fascínio pelo novo, a vontade de conhecer são impulsos atávicos. Adão e Eva foram expulsos do Paraíso (até então sem riscos, sem aventura) porque quiseram saber mais. Quiseram conhecer. A curiosidade também é inerente ao ser humano. E por causa dela as ideias, as adaptações foram possíveis e chegamos até aqui. Tudo isso está dentro de nós.

Amanhã, amanhã...

Aonde eu quero chegar com isso? Na projeção do amanhã. A ideia do amanhã tem que ser promissora, atraente - ainda que incerta. A experiência do agora é um salto que se faz em direção ao amanhã. Pode até parecer jogo de palavras. Mas não é essa a ideia.

Veja que Guy é realista, mas tem esperança. Ele acredita no amanhã. Numa experiência de vida melhor. Para ajudar a entender o que eu quero dizer, vou usar uma expressão do Educador Financeiro André Massaro: "O grande problema de viver o momento presente como se não existisse amanhã é que, para a maioria de nós, o amanhã... existe".

Baseada em estatísticas, eu sempre disse que até o século 20, as PESSOAS não precisavam se preocupar muito com o futuro, porque elas viviam relativamente pouco. Mas elas sempre quiseram viver mais. E conseguiram! De 1950 até hoje, o aumento de expectativa de vida ao nascer aumentou em quase 30 anos. Além disso aumentou sobremaneira a expectativa de vida para quem ultrapassa os 60 anos de idade. Desses dados, dá para concluir com uma maravilhosa assinatura de campanha de divulgação previdenciária do Santander: "No futuro, todos estaremos... vivos!".

No futuro, teremos adquirido outros comportamentos, outros instrumentos que qualifiquem e atribuam mais valor a nossas escolhas? Não dá para responder ainda. Mas dá para dizer que, no fundo, todos sabemos que esse é um caminho que dá certo. Se conseguirmos compartilhar conhecimento, protagonizar e liderar a mudança, estaremos vivos e em outro nível de evolução.


quinta-feira, 2 de junho de 2016

INOVAÇÃO É QUANDO A GENTE SABE E FAZ DO LIMÃO A LIMONADA



"A simplicidade é o grau máximo da sofisticação". A frase é do gênio Leonardo da Vinci. Pare um pouco. Reflita sobre cada palavra e só então siga neste post que eu estava doida de vontade de escrever, mas precisei esperar a finalização dos vídeos que vou compartilhar a seguir.

Em geral e com razão, crise de reputação e imagem assusta muito as PESSOAS. Até hoje, os planos de contingência para minimizar riscos se restringem e focam no alinhamento de discurso dos profissionais que serão porta-vozes e que se relacionarão com os meios de comunicação, com a sociedade, os parceiros e os clientes. Eles têm que dominar justificativas, conhecer as vulnerabilidades e os pontos fortes da situação e projetar novos cenários para recuperar a confiança. Alguns planos de contingência sugerem ações complementares, especialmente quando a situação envolve muita comoção e os familiares de vítimas precisam de apoio.

Os gênios, entretanto, fazem mais. Do limão, a limonada. Da crise, a oportunidade. E eu fiquei realmente impressionada com o estudo de caso da Odeprev, apresentado durante o Encontro Nacional de Comunicação, Relacionamento e Educação dos Fundos de Pensão, realizado pela ABRAPP em maio. A exposição do Patrocinador do plano é de conhecimento público. Mas o trabalho de gestão de crise feito pela Entidade é um exemplo de qualidade na Comunicação, habilidade no Relacionamento e conversão em Educação Previdenciária. Os profissionais da Odeprev conseguiram transformar desconfiança e resgate do plano em demanda para detalhamento e novas adesões ao plano previdenciário. 



Preparo técnico e realização

É comovente ver o salto dos profissionais que fazem esse alinhamento entre Comunicação, Relacionamento e Educação Previdenciária. Há uma estrutura que favorece os resultados: hotsite informativo, palestras itinerantes, captação e mapeamento das manifestações em call center e outros canais institucionais. Há uma sensibilidade para reconhecer e legitimar as informações. Há uma ousadia para enfrentar as pressões, esclarecer os questionamentos e as dúvidas. Há uma genialidade em transformar decisões em proteção previdenciária e projetos de futuro. Crescer em ambientes hostis é evolução.

Mais do que um desejo, a naturalização da poupança previdenciária é uma bandeira antiga entre os profissionais da Previdência Complementar. Tem várias questões envolvidas, a começar pela transposição da barreira da linguagem, do vocabulário técnico, de profissionais especializados para desempenhar papéis específicos das áreas de Comunicação, Relacionamento e Educação. Tem também a questão do investimento financeiro e os resultados de longo prazo que costumam dificultar a sistematização de ações permanentes e o incremento de inovações e sua incorporação em planejamentos estratégicos institucionais.

Quando todas essas barreiras são transpostas, é uma vitória para todos: para a instituição, seus profissionais, seus clientes, a sociedade o país. Toda a cadeia se revitaliza. O Sistema de Previdência Complementar se fortalece com soluções de valor.

O futuro é para os otimistas

Vou encerrar com mais um vídeo, que trata de felicidade. No presente e no futuro. Mais uma mudança. Dá para fazer boas escolhas sem sofrer. Basta que a consciência de ganho seja mais forte do que as ideias de renúncia, perda e desconto. Basta que o futuro seja resultado de um plano mais do que um lugar abstrato no tempo e no espaço. Basta jogar a favor de todos os ciclos da vida. 

É uma mudança de hábitos, perspectivas, competências cognitivas que pode transformar a previdência complementar em sonho de consumo e proteção para todos. Quando a poupança previdenciária for uma norma social, ela tem potencial para se multiplicar exponencialmente. Porque é bom e faz as pessoas felizes... E o Brasil nunca precisou tanto de PESSOAS conscientes, otimistas e felizes.




quarta-feira, 27 de abril de 2016

FUNDOS SETORIAIS: PROTEÇÃO PREVIDENCIÁRIA PARA O EMPREENDEDOR?

Uma notícia  de mudança é sempre bem-vinda nesses tempos de poucas perspectivas. Há alguns dias, assisti à apresentação de José Roberto Ferreira, diretor superintendente da PREVIC, durante o Encontro Regional Sudoeste, realizado pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP).

Com a proposta de debater ações concretas para o fomento da Previdência Complementar Fechada no Brasil, a PREVIC lançou dia 18 de abril uma consulta pública sobre a implementação do modelo de plano previdenciário para dirigentes, trabalhadores e seus familiares independentemente da figura do patrocinador (clique aqui).



Pelas perspectivas da Comunicação e da Educação Previdenciária, penso que, uma vez implementados, os Fundos Setoriais desencadearão uma demanda gigantesca por conteúdos e informações qualificadas sobre proteção previdenciária, governança, longevidade, planejamento e decisões de longo prazo.

Em 2009, interpretei as primeiras orientações normativas sobre a implementação dos Programas de Educação Previdenciária no Brasil usando uma analogia do Efeito Borboleta, previsto pela Teoria do Caos (clique aqui). 

Naquela época, eram muitos os impermeáveis e os resistentes ao conceito e à proposta da Educação Previdenciária. Eram muitos os céticos e incrédulos sobre os resultados. Naquela época, a estrada precisava ser pavimentada ainda para mostrar os resultados concretos que foram se consolidando e naturalmente ganhando credibilidade e respeito junto àqueles que estão comprometidos a democratização da Previdência Complementar no Brasil - projeto imensamente mais ambicioso do que a transformação que a Educação Previdenciária realiza.

Por INTUIÇÃO baseada na experiência, para mim, essa proposta dos fundos setoriais é uma resposta à economia do século 21. Por ter mais independência em relação à figura do patrocinador e surgir simultaneamente à proposta de autorregulação da Previdência Complementar, idealmente poderá desenvolver novas formas de expressão e relacionamento com a sociedade. Longe de ser uma resposta simples, vai exigir uma contrapartida extraordinária de criatividade, inovação, expressividade e resultados efetivos para ganhar adesão e fidelização do público aos planos de previdência.

Como este momento eu - como brasileira - estou precisando acreditar em alguma coisa, então eu - como profissional - prefiro acreditar no potencial transformador desse trabalho de implementação dos fundos setoriais! Sabe aquela máxima: "põe fé que já é"? Então! Por que não? Como estou desde 1991 nesta estrada, sei que há desvios... Mas é para frente que eu vou. Sempre!

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O QUE VOCÊ VAI SER, QUANDO VOCÊ CRESCER?


A leitura de dois livros estão - no momento - causando um efeito novo na minha forma de ver o mundo. O primeiro é Comunicação não Violenta - Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais, de Marshall Rosemberg. O segundo é Comunicar para liderar, de Leny Kyrillos e Mílton Jung. Juntos, tratam de contribuições da Psicologia, da Fonoaudiologia e da Comunicação para alavancar resultados em situações institucionais ou pessoais.

Como o futuro é líquido e as respostas não estão prontas, ando em busca de orientações especializadas que possam sinalizar respostas para a pergunta: como fazer o amanhã melhor? 

Em uma conversa informal com Viktor Blazek, grande profissional, professor  e interlocutor na área de Comunicação, fui surpreendida: "Meu filho me disse que quer ser Youtuber". Nem ele - e acho que nem ninguém - está exatamente preparado para essa declaração. Mas ela faz total sentido! 

Protagonistas e seus seguidores

As empresas - atentas aos movimentos, oportunidade de visibilidade, oportunidade de venda - estão se valendo do sucesso desses protagonistas junto a seus seguidores. A Vivo está com três propagandas no ar. Cellbit é a estrela de uma delas. Ele tem 3,5 milhões de seguidores na Internet. Japa, com 3,6 milhões de seguidores e Jout Jout, com 1,2 milhão, fecham a constelação.



Acho que vale à pena usar esses números e essas referências para refletir no papel de cada um como protagonista. Na oportunidade que se tem para interagir com o seguidores e, principalmente, formar multiplicadores.

Tem diferença entre multiplicador e seguidor? Tem! O multiplicador é um co-criador. Ele está preparado para reproduzir a mensagem com credibilidade, com qualidade, com critério e precisão. O seguidor, que também tem um papel importante, pode interagir e compartilhar a mensagem.

Fiquei muito feliz quando tive a chance de - pela TV ABRAPP - entrevistar Milton Jung sobre como o líder - apoiado em técnicas e recursos de Comunicação - criar expressão. O mundo está mudando muito rapidamente. E as relações - pessoais e institucionais - também serão transformadas. Como Comunicação e Educação são essencialmente relacionais, acompanhar essas transformações é estratégico para um reposicionamento contínuo da mensagem, dos canais, da expressão.


Quem trabalha com Previdência Complementar precisa entender as mudanças de mercado de trabalho. Como é que se atinge esse segmento que vai atuar no mundo, independentemente de estruturas e relações institucionais convencionais? Os postos no mercado de trabalho e os salários estão diminuindo. Os empreendedores estão aumentando. A economia será colaborativa? O dinheiro vai ganhar outro uso e outro significado? A dinâmica e a mobilidade são muito maiores. Dá para criar caminhos até essa gente que vai viver mais e precisar de proteção e sustentabilidade financeira?

São perguntas incômodas do século 21 que se juntam à clássica pergunta: "O que você vai ser, quando você crescer?". 

Não sei as respostas. Aliás, ando literalmente em busca delas, se é que elas existem. Mas uma coisa eu tenho certeza. Neste admirável mundo novo do século 21, tem mais chance quem inventar uma forma autoral, autêntica, verdadeira de interagir com corações e mentes. Tem mais chance quem souber se comunicar.

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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

SIMPLES & FÁCIL: VAMOS BRINCAR DE COLOCAR OS CONCEITOS EM PRÁTICA?

Para manter o equilíbrio, esteja sempre em movimento. Esta é uma lição de Albert Einstein que a maior parte dos profissionais que está no mercado de trabalho adota. Busca e aceita novos desafios, corre riscos, está permanentemente se aperfeiçoando. Nada de errado com essas escolhas.
Mas tem um aspecto que me intriga. Aprendemos o método na academia e desenvolvemos suas possibilidades com as oportunidades que a prática proporciona. Entretanto, em essência, nem a academia nem o mercado valorizam a simplicidade. A começar pelo vocabulário técnico. Cada área tem o seu próprio dialeto que, em geral, define uma especificidade e uma complexidade inatingível para a maior parte dos mortais. 
Sempre que eu preciso parar para decifrar o que uma expressão técnica quer dizer, aproveito para refletir também: a que interesses ela atende? Em geral, a resposta aponta para muitas direções, exceto o verdadeiro interlocutor daquela mensagem.
Vocabulário técnico não é feito para aproximar, mas para distinguir, distanciar, excluir. É reserva de mercado!

A inversão do processo

Comunicação e Educação são relacionais. Dependem de contato E a intradutibilidade técnica inviabiliza troca de sentido. Quando ninguém entende a mensagem, chega-se ao isolamento e ao fim. 
É nessas situações críticas que o Comunicador e o Educador são requisitados para restabelecer a conexão com o público de interesse da mensagem. 

O meu trabalho tem me dado oportunidades fantásticas de observar Educadores Financeiros e Previdenciários em ação. Eles desenvolveram uma capacidade comunicacional diferenciada. Talvez pela necessidade de escrever para blogues, criar conteúdos para rádio, interagir por meio de hang outs, todos eles usam a linguagem mais coloquial do mundo (inclusive palavrões). Não têm medo de serem simples. O objetivo é sempre compartilhar. 

Eles contam histórias, casos, dão testemunhos, usam metáforas e todos os recursos - do humor ao medo - para ilustrar teorias de todas as áreas: Neuroeconomia, Psicologia, Marketing, Economia Comportamental, Matemática Financeira, Investimentos. E o público acompanha com muito entusiasmo o choque de sinestesia. 

E aí eu me pego pensando no texto técnico que li [1] e na oportunidade que tive de acompanhar a entrevista que professor Diego Valero Carreras, da Universidade de Barcelona, concedeu à TV ABRAPP durante o 36º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão. O professor, que é atuário, incorpora justamente o desafio "make it easy"  como chave para democratizar a proposta da Previdência Complementar junto à sociedade global. 




Fácil e simples não significa que não dá trabalho. Dá! E muito. Porque não existem fórmulas nem respostas prontas e definitivas quanto o assunto é Previdência Complementar. O professor Valero ensina:

"É preciso fornecer elementos conhecidos que possam ser bem recebidos pelas pessoas, permitindo-lhes tomar como ponto de partida um referencial simples que lhes seja familiar. Desde o primeiro momento, é importante que a informação seja favorável, gerando confiança e evitando mudanças substanciais no status quo inicial. Uma vez que a pessoa tenha compreendido a necessidade de dar início ao processo de poupança para a aposentadoria e esteja realizando aportes ao plano de pensão, é primordial continuarmos facilitando o processo. As informações posteriores, periodicamente transmitidas ao indivíduo, também precisam ser simples, claras e transparentes, contendo elementos que o participante realmente necessite conhecer, como qual deve ser sua expectativa de renda levando-se em conta a rentabilidade e as contribuições futuras. Muitas vezes, é inútil sabermos qual é o capital acumulado em determinado período – inclusive o quanto teremos acumulado no momento da aposentadoria – já que temos dificuldades para traduzir esses montantes num fluxo mensal de renda. Tais informações tendem a gerar uma falsa ilusão de riqueza, levando-nos a achar que os valores acumulados são suficientes para que vivamos bem o resto de nossas vidas".
Para mim, as redes sociais - que permitem o compartilhamento de conteúdos específicos em um formato mais relâmpago, matador e enxuto - são um caminho estratégico para a transformação da expressão. Pelas redes sociais, só faz sentido o que pode dar certo. Não há tempo a perder! 

Além disso, o trabalho de sucesso de Educadores como Gustavo Cerbasi, Mara Luquet, André Massaro, Samy Danna, Conrado Navarro é uma referência e uma inspiração para quem precisa atingir resultados efetivos na reconstrução de pontes, restabelecimento de conexões de valor e criação de novos sentidos e trocas simbólicas. Uma inspiração!

[1] A Neuroeconomia e a Economia Comportamental Previdenciária in Livro Técnico do 36º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, 2015, ABRAPP, p. 214 (clique aqui)

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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O FUTURO VEM DO FUTURO


"A certeza é anterior a qualquer prova". A frase é de Albert Einstein por quem eu mantenho admiração incondicional e declarada. Do único miniconto que escrevi, Einstein ganhou uma de suas versões ficcionais. "A certeza é anterior a qualquer prova" é o mesmo que dizer: eu acredito no impossível ou eu tenho fé. Só que "A certeza é anterior a qualquer prova" tem uma expressão de mais científica, não é mesmo? Genial!

Tem um livro, que nada tem de Einstein. Foi escrito pelo genial historiador Carlos Gingzburg. Chama-se: Mitos, emblemas e sinais - morfologia e história. É uma coleção de ensaios. Um deles - Sinais, raízes de um paradigma indiciário - explica como, no século 19, a Medicina e os exames de perícia técnica foram se desenvolvendo com base em "evidências coincidentes". Não eram provas! Eram padrões de singularidades.

A literatura se valeu muito desse trabalho. Edgar Alan Poe, Agatha Christie e, elementar meu querido cara pálida, o insuperável Conan Doyle que, não por acaso, era médico, mas ficou famoso por seu personagem o detetive Sherlock Holmes

Existe um fator de risco muito grande quando se decide acreditar em evidências: elas facilitam interpretações e não necessariamente conduzem a fatos. Mas as evidências têm seu papel! Em especial quando estamos diante de cenários críticos. As evidências, tratadas com um rigor científico, ou com ceticismo, podem revelar muito sobre o futuro!

Ah-há! É aí - para o futuro - que tudo converge, tudo justifica. Para quem trabalha com Previdência Complementar, Educação Previdenciária, Comunicação Previdenciária, o saber sobre o futuro é estratégico - porque o futuro vem do futuro, como disse o professor Sílvio Meira e que eu citei no meu post anterior.

Mas como saber - e ter certeza - de algo que ainda não aconteceu? Não há provas! Há somente evidências. E, pela primeira vez, eu tive a honra de registrar um Economista falando sobre evidências.  Em um cenário crítico, André Massaro, professor do Instituto Educacional BM&F Bovespa, com todo rigor acadêmico e posicionamento pessoal, ensina uma lição muito positiva: o valor das evidências!


Vanguarda exige coragem

Quando eu cito todos esses nomes, tem um motivo. Eles me inspiram a seguir adiante, a aprender a olhar além. Além dos fatos, além do presente, além do consumado, além do imediato. O futuro é ver o que não há!  "O futuro vem do futuro", lembra? Há tempos isso é considerado loucura... E daí? 

O Chapeleiro Louco de Lewis Carroll, em Alice no País das Maravilhas, diz: "Todo mundo quer uma solução mágica para seus problemas. Mas ninguém quer acreditar na magia".

Trabalhar com o futuro, ser de vanguarda exige coragem. Trilhar um caminho, considerando suas evidências é fundamental para superar o pântano. Os heróis dos contos de fada tomam atitudes decisivas, baseados em sinais. Mas eles são ficção, não é mesmo?

Educadores Previdenciários não buscam apenas compartilhar conhecimento. Buscam mudança de comportamento. Uma meta ambiciosíssima!  Mas que faz a diferença para indivíduos, empresas, comércio, sociedade, país. Eu já escrevi sobre isso reiteradamente. Meus alunos também sabem. Os documentos da OCDE, OMS, Banco Mundial tratam disso. Educação Previdenciária deveria ser política de Estado... mas é vanguarda - por enquanto.

Bom, mas você - cara pálida - quer agir agora e tem metas a cumprir. Quer um projeto bacana para ser aprovado em 2016? Que tal então trabalhar para sensibilizar os profissionais de Gestão de Pessoas, Recursos Humanos da sua Patrocinadora? 

André Massaro dá todo o serviço no e-book Guia de Educação Financeira no Mercado de Trabalho. Isso pode facilitar e, muito a conseguir colaboração no processo de aumento de adesão aos Planos Previdenciários, aumento de percentual de contribuição e aumento de contribuição voluntária. Pense nisso. Ah! A Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP) é um dos apoiadores institucionais desta publicação. Ah! O e-book é gratuito. Isso não é uma loucura?

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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

NA CRISE E NA OPORTUNIDADE: A GENTE TEM QUE SEGUIR EM FRENTE


Tempos de crise. E de pouca consciência sobre a escala de prioridades no longo prazo. Ainda temos muito a evoluir sobre Educação Previdenciária. A pesquisa divulgada pela Consumidor Moderno diagnostica.

O brasileiro conhece e confia na caderneta de poupança, quando pensa em guardar dinheiro. Mas a crise, a inflação e os baixos retornos fazem com que haja uma enorme evasão de recursos dessa modalidade de investimento (clique aqui).

Com isso, voltamos a adiar aquela reflexão chata, mas necessária: quem vai financiar o futuro? O INSS não é sustentável (clique aqui).

O aumento da expectativa de vida aos 60 anos, desde 1980, é fato cada vez mais relevante (clique aqui). E o encolhimento do mercado de trabalho - inclusive nos anos do aclamado pleno emprego - é confirmado por números (clique aqui).

Estagnação

A previdência complementar fechada - aquela de depende de um patrocinador para integrar a política de gestão de pessoas institucional - há anos está estagnada.

A Educação Previdenciária que se faz é para aumentar a percepção sobre a necessidade de maiores reservas para garantir benefícios por mais tempo durante a aposentadoria, considerando que a grande maioria dos planos previdenciários deixaram de oferecer aposentadoria vitalícia.

Também acho importante considerar que os programas de Educação Previdenciária estão trabalhando para vencer resistências, aumentar o conhecimento sobre as vantagens e aumentar o percentual de adesão dos trabalhadores com acesso a planos previdenciários.

Mas ainda há um trabalho de sensibilização que demanda uma parceria com as áreas de gestão de pessoas das empresas, dos empregadores. É por isso que o Guia de Educação Financeira no Ambiente de Trabalho, de André Massaro, tem tudo para ajudar quem pretende desenvolver ações para esse segmento tão estratégico para a ampliação da Educação Financeira e Previdenciária nas empresas (clique aqui). O guia tem o apoio institucional da ABRAPP, ABRH-SP, ABTD, ANEFAC e do Instituto Educacional BM&FBOVESPA.

Quem trabalha com Educação Financeira e Previdenciária tem que conscientizar as PESSOAS sobre um planejamento de vida sustentável. E tem também que conscientizar as empresas que o capital que essas PESSOAS poupam pode ser a alavanca o desenvolvimento econômico e social que o Brasil tanto precisa.
"Suzanne Segerstrom é uma pesquisadora da Universidade de Kentucky e uma das maiores autoridades em otimismo. Na verdade, ela escreveu um livro inteiro sobre como pessoas otimistas podem conseguir o que quiserem na vida. Para Segerstrom, a essência do otimismo é acreditar que é mais provável que o futuro seja bom do que ruim. Como resultado, ela diz que os 'otimistas acreditam que é possível atingir seus objetivos' e, por causa disso 'não desistem facilmente'. Suas conclusões são baseadas em pesquisas. [....]Segerstrom resume seus anos de pesquisa dizendo que:'Quanto mais estudei o otimismo, mais passei a acreditar que seus benefícios vêm, em parte, do fato de alguém ser otimista. Isto é, ter crenças otimistas só leva a pessoa até a determinado ponto. Você deve percorrer o resto do caminho FAZENDO'.
Trecho do livro O impacto do inesperado - como usar o fator surpresa para ultrapassar expectativas e dar um salto nos negócios, de Soren Kaplan.

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