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sábado, 5 de maio de 2018

O SOL É PARA TODOS, THAT'S GOOD!

DEVO, banda norteamericana formada em 1974, formada por estudantes da Kent State University.
Comunicação é uma experiência - no mínimo - curiosa! Costumo registrar aqui no Conversação parte do que geralmente me encanta, me fascina neste trabalho, nesta construção. Todos sabemos que uma mensagem é um trabalho colaborativo, especialmente as mais complexas.

O Itaú faz campanhas esplêndidas e eu já comentei várias delas aqui. Entretanto, a que está no ar agora, Itaú Apple Play, me incomodou desde sempre. Não sou cliente do banco, não tenho IPhone. A mensagem deveria ser indiferente para mim. Só que não! A começar porque a campanha é divulgada à exaustão sobretudo nos canais de TV aberta e fechada.

Do incômodo inicial, passei a formular algumas dúvidas. Há inúmeros estudos que afirmam categoricamente que os canais de TV perderam os jovens para a internet e as redes sociais. Então por que estava na TV? Existe uma hipótese plausível de resposta. Apesar de cara, a TV ainda é a vitrine que mais vende. Daí a escolha do canal. 

Outra questão: o público-alvo que o Itaú nitidamente quer para esse produto/serviço é formado exclusivamente por jovens! Então, porque é que a mensagem estava fazendo tanto efeito em mim, 50+?



Essa perturbação me fez perceber que a mensagem me excluía - tecnológica e etariamente. De fato, não se trata de uma mensagem intergeracional, que me inspira e quase sempre me coloca na zona de conforto que eu gosto. Então, eu deveria ignorar completamente a campanha. Na minha terra, amor com amor se paga, desprezo com desprezo mais ainda. Então, faltava ainda um elemento para eu entender o processo por inteiro. A trilha sonora!

Ah! Demorei chegar à segunda resposta, mas peguei! A banda DEVO é da década de 1970. Era um ícone do movimento New Wave, que eu vi passar por mim, mas não me afetou, por vários motivos. Naquela época, por exemplo, eu era riponga, pseudointelectual, mochileira, gostava de MPB e rock com pegada progressiva. Eu era excêntrica e achava o DEVO excêntrico demais para mim.
DEVO, em 1977

That's good, a trilha da campanha Itaú, foi gravada em 1982 e se transformou em quase um hino que embalava geração fluorescente, com glitter no cabelo, New Wave. A referência é da minha juventude, só que no século passado! Por isso, a mensagem - mesmo sem querer - me tocou.


COMUNICAÇÃO INCLUI

A mensagem do Itaú, para mim, continua sendo muito segmentada - jovens com IPhone - apesar de ostentar uma fachada de diversidade. Entretanto, a Comunicação e a Música - como fenômenos - são muito mais amplas, muito mais includentes, muito mais generosas. A Tecnologia, em essência, também! 

O recorte do Itaú é bem acabado, bonito, tem um pé no século 21, mas deixou o outro láááá no século 20. Não me parece intencional! Eles recortaram do passado uma mensagem para mudar o comportamento do presente de um recorte determinado da sociedade. É Comunicação Dirigida na prática. Se eu fosse mais radical, poderia reivindicar apropriação cultural. Mas o DEVO, mensageiros ocasionais dessa mensagem institucional, terminam dando um recado universal: o sol é para todos, that's good!

sexta-feira, 27 de abril de 2018

CEM MILHÕES CELEBRADOS POR UMA MARCA NACIONAL

Sou apenas uma nestes cem milhões da Globo! Mas a campanha de celebração dessa conquista da marca falou comigo. Ando meio incomodada com os números, ultimamente. Porque produzo conteúdo, mas os números nem sempre são tão empolgantes. Muitas decisões são baseadas nesses tais números - alcances, relação de investimento e retorno, frequência e periodicidade das mensagens. Mas o empenho para produzir conteúdo precisa ser permanentemente redobrado, isso eu não tenho dúvida!


Então, a campanha da Globo sobre os cem milhões de telespectadores começou a me sensibilizar. Primeiro, porque assisto parte da programação - os jornais, novela, às vezes as minisséries. Então eu me identifiquei. Depois, porque os filmes da campanha são lindos e o jingle é chicletinho. Então fica lá, ecoando na cachola, mesmo que eu não queira. É claro que só esses elementos aumentaram ainda mais o meu incômodo com os números. Já viu, né? São vários filmes, com a mesma pegada, mas a expressão é regionalizada.



Acho que, todas essas peças da campanha dos 100 milhões fizeram a minha angústia com Comunicação - suas decisões, escolhas, processos e resultados - explodir e me lembrar de mais um número. 53 anos. Esse número a campanha dos cem milhões não mostra. 

Desde 1965, ano em que eu nasci, a TV Globo está no ar.  A marca é mais antiga ainda.  Começou com a gráfica, os jornais, a rádio. Só depois vieram os canais de tv, a presença digital - portais, apps, redes sociais. Multicanais, plataformas de comunicação, pesquisa, produção intensa de conteúdo, busca permanente pelo tom uníssono desses cem milhões. É a tal da Comunicação 360° em escala titânicaClique aqui para saber mais sobre esses números, estrutura e alcance da Globo. Mas nem dá para imaginar tudo o que foi investido para construir esse patrimônio institucional, simbólico, cultural. Quanto trabalho, quanta energia! "Uns dizem gostar da gente, uns dizem que não".

Tente outra vez... e sempre!

Para quem é empreendedor ou profissional liberal - como eu e mais a torcida de vários times de futebol - a coisa é um pouco diferente. O Jornal de Negócios do SEBRAE, na edição de fevereiro, divulgou uma pesquisa sobre as decisões de Comunicação das pequenas e médias empresas no Brasil.

Os resultados da pesquisa SEBRAE mostram que o principal canal de divulgação é o boca a boca: 31% utilizam. Só 14,4% têm site. Mas 21% usam redes sociais.


Entendo que produzir e manter esses canais de divulgação exige recursos financeiros e, principalmente, humanos. Eu mesma nem sempre consigo acompanhar tudo o que eu gostaria ou produzir tudo o que eu preciso.

Ainda que Comunicação não seja a principal decisão de gestores e empreendedores, ela precisa ser entendida como instrumento estratégico para potencializar e alavancar resultados. A Comunicação pode ser uma escolha muitas vezes baseadas em evidências e fatos, às vezes baseadas em números, expectativa de alcance e resultados. Seja lá qual for a razão, a Comunicação, para mim, é uma vivência, uma angústia, uma felicidade, uma realização, sempre impulsionada pela paixão e pela " estranha mania de ter fé na vida".

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO POTENCIALIZA ESCOLHAS E RESULTADOS



O programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, no dia 18 de fevereiro, divulgou uma matéria sobre a importância do Planejamento Estratégico para negócios de qualquer tamanho (clique aqui). 

Em 2017, tive a oportunidade de ministrar dois treinamentos in company pela SUPORTE Consultoria sobre os temas Comunicação e Educação Previdenciária e resolvi iniciar a exposição falando do Planejamento Estratégico, exibi alguns exemplos dos documentos que eu mais admiro, falei do alinhamento das ações de Comunicação, dos resultados, dos indicadores para acompanhamento do desempenho no longo prazo. As etapas podem parecer lógicas e óbvias, mas nem todo mundo está acostumado a trabalhar com essas diretrizes. 

Alguns empreendedores influenciadores na área de inovação, inclusive, afirmam dispensar o processo de elaboração do Planejamento Estratégico, por considerarem conceitual demais, desperdício de tempo que pode ser direcionado para ações práticas ou por atribuírem uma perda de flexibilidade diante de oportunidades da gestão. 

Eu discordo. Penso que o Planejamento traça metas, objetivos, gols. Ajuda a alinhar times. É um briefing  prévio e geral do que é imprescindível conquistar. Além de atividades pautadas pelo Planejamento Estratégico em eventos, ações de apoio à gestão, treinamentos, também observo como outros profissionais comprometidos com resultados se valem desse instrumento.

Medalha, superação de recordes, estado da arte

Tenho acompanhado algumas matérias sobre Olimpíadas de Inverno. Sem dúvida, existe um grande planejamento para o qual converge cada resultado de cada atleta. Técnica, alimentação, condicionamento físico, estado psicológico - para cada um desses fatores é traçado um plano personalizado, com o objetivo primeiro de conquistar medalha. Há quem supere os resultados históricos e conquista novos recordes. E há quem ainda - por toda a excelência na performance - atinja o estado da arte e conquiste o público.

O Planejamento Estratégico está em uma rota que você traça para se movimentar com mais eficiência, por exemplo, na cidade de São Paulo - desviando de congestionamentos, selecionando o trajeto mais curto ou o mais bem pavimentado, com mais opções de transporte público. Enfim, as escolhas dependem do objetivo.

Nestes últimos dias, estive envolvida com algumas pequisas e vi que a PREVIC passou a dedicar uma área do site para divulgar seu Planejamento Estratégico (clique aqui). Acho que, no mínimo, pode inspirar as Entidades Fechadas de Previdência Complementar a reverem suas crenças sobre o documento.

Funcional

Para mim, a característica mais importante de um Planejamento Estratégico é a objetividade.

Se para a gestão de uma EFPC em 2018 a principal meta é a conquista de um superávit histórico, então as ações de todas as áreas precisam convergir para cumprir com a meta, captando novas patrocinadoras, adesões ao plano, aprovando uma política de investimentos mais arrojada, fazendo campanhas para estimular aumento de percentual de contribuição, contribuição voluntária e portabilidade, desestimulando resgates. 
É preciso mapear tudo o que estratégica e taticamente faça chegar à meta, à superação histórica de resultados e à conquista de corações e mentes do público de interesse institucional. 
Ah! E o primeiro movimento é apresentar e validar o Planejamento Estratégico para a equipe interna, porque dela depende toda a operacionalização do trabalho. Portanto, capriche para inspirar a todos!

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

PLANEJAMENTO 2018 EXIGE REDES SOCIAIS!


O que você está fazendo neste momento? Contabilizando os resultados de 2017? Plano de ações 2018? Seja lá o que for, mantenha em mente: priorize as redes sociais em seus projetos. Se não der para priorizar, ao menos inclua! Depois, faça acontecer. Produza e compartilhe muito conteúdo de qualidade. Construa novos apelos. Monitore os indicadores. Acredite. Invista. 

Comunicação é uma relação de longo prazo, que se estabelece com a razão, o coração, a memória, o imaginário do interlocutor. Comunicação estabelece novas sintaxes e ressignifica a semântica. Parece simples, só que não!


Se você acha que estou de muito blá-blá-blá, então ligue a televisão, acesse o Youtube e investigue por você mesmo, Cara Pálida. Aqui eu vou te dar só um drops. O mercado está disputando a tapa o coração, a mente, o bolso do seu participante/assistido/cliente. E presta atenção na linguagem. Metáfora com receita de bolo de dinheiro? É! Os caras da Órama mandaram muito bem! E fazem tudo para interagir com o participante/assistido/cliente.


Previdência: um papo mais popular

A visibilidade que a Reforma da Previdência deu ao tema também mobilizou o mercado para criar apelos de oportunidade. Já mostrei aqui no Conversação a campanha do Bradesco para os "previstos". Por isso, agora, acho que vale mostrar então a campanha  "língua do P", da Caixa Econômica.



Prestou atenção? Não há obstáculos (rendimento insuficiente, previdência é desconto, previdência é incompreensível) para o "call to action". Há foco no que precisa ser feito. No resultado que precisa ser conquistado.

Ó os aplicativos aí, gente!

E não são apenas os tubarões que estão aí, seduzindo o seu participante/assistido/cliente. Já experimentou buscar no Youtube "aplicativo para poupar dinheiro"? A rede social devolve para você mais de 11 mil respostas em vídeo. Tem tutorial, orientação, comparativo de tudo. Se der moleza, já sabe! Aquela contribuição extraordinária que poderia somar para o patrimônio previdenciário pode ter outro destino.

Como é que se compete, como é que se nada nesse rio? Com coragem e um planejamento estratégico que associe metas a ações integradas de Comunicação em todas as modalidades, 360º! Então, para encerrar o post e não o papo, que tal a campanha do app da Next? Por enquanto, só foi veiculada em redes sociais. Mas é de lascar!


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER!


Será que a Reforma da Previdência sai ainda em 2017? Esta semana, a TV Cultura apresentou uma edição temática do programa Roda Viva. Só feras debatendo essa questão da Reforma da Previdência, com dados estatísticos, cálculos orçamentários, projeções tributárias tudo muito atualizado. 
Se, até há dois anos, o tema não era notícia, agora é! Se, até há dois anos, o vocabulário era um obstáculo ao significado, isso não acontece mais. Os fatos estão aí. Só não enxerga quem não quer. Só polemiza quem quer. Há outras forma de fazer a Reforma? Isso é outra questão! Há poucas semanas, o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, foi sabatinado sobre vários temas econômicos pela bancada do Roda Viva. A Reforma da Previdência foi só um dos assuntos. Muito didaticamente, ele explicou que o nome "reforma" dá a ideia equivocada de formato definitivo quanto, de verdade, trata-se de um processo dinâmico; não termina porque a demografia, a economia, a sociedade, a política são orgânicas. (clique aqui para ver mais).

A demografia é transgressiva

Nesta semana, Fábio Giambiagi - uma das maiores autoridades sobre Previdência no mundo e no Brasil -  explicou que a reforma está em debate há 20 anos. Enquanto isso, o cenário está mudando, alheio aos interesses em jogo. Enquanto falamos muito, falamos muito, falamos muuuuito deixamos o bonde passar. O bônus demográfico já acabou. A longevidade está instalada, sem a estrutura que poderia ter sido objeto de política públicas. E agora não dá mais para fugir. Se fugir, o cenário apocalíptico do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul, da Venezuela, da Grécia será generalizado. A demografia ignora leis e a longevidade é democrática. Atinge a todos!



Outra questão debatida, que me parece bastante pertinente é a velha história de que não há cultura previdenciária no Brasil. Quem explica a impopularidade do tema é outra autoridade: Paulo Tafner. Ele explica que em nenhum país do mundo, os cidadãos saem felizes às ruas, motivados por ajustes e reformas previdenciárias. No Brasil, a questão é um pouco mais crítica, em razão da experiência cruel com pagamentos de impostos sem retorno.
A economista Zeina Latif destacou o trabalho da imprensa, empenhada em incluir a pauta por diferentes abordagens. Concordo! Naquela mesma noite, no Jornal Nacional, o relatório analítico do Banco Mundial com as recomendações - inclusive sobre os salários dos servidores públicos - era divulgado pelo Jornal Nacional. (clique aqui)
Sei que a amostragem é cientificamente irrelevante, mas estou escrevendo um post de um blogue. Então, aqui, significa! E, como trabalho com Comunicação especializada em Previdência Complementar desde 1991, acho que essa experiência acumulada também significa!
Para encerrar, o âncora do Roda Viva, Augusto Nunes, fala sobre pesquisas que mostram que a sociedade já entendeu a necessidade da Reforma. Quem está causando, então, é certamente quem está com o futuro garantido.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

TEM GENTE QUE FAZ, ENQUANTO OS OUTROS SÓ FALAM

Eu ia começar este post explicando minha ausência nos últimos tempos. Mas decidi falar sobre minha presença no TEDx USP - INTERAÇÕES, que aconteceu dia 27 de outubro aqui em São Paulo.

Das 10 apresentações pautadas na programação, eu me identifiquei demais com as contribuições de Mathew Shirts, jornalista e brasilianista que, na rádio Band News, comanda o programa São Paulo para Paulistanos. Shirts falou sobre seu trabalho como editor na revista National Geographics publicada aqui no Brasil. E explicou como ser uma voz solitária falando sobre impactos das mudanças climáticas. Curioso, porque eu achava que essa coisa de "voz solitária" era uma espécie de exclusividade para quem trabalha com Previdência Complementar. Afinal, diferentemente, os ambientalistas são organizados, militantes, pelo Green Peace e outras instituições têm visibilidade, não é mesmo? Só que não! 

As evidências sobre os incêndios de florestas e reservas ambientais na Chapada dos Veadeiros e em Portugal apontam para ação criminosa. Os Estados Unidos, o Brasil e outros países rompem protocolos, praticam tudo o que sabem que vai destruir mas nutre a ganância e o poder. 

Ontem, no Jornal Nacional, a matéria Concentração de gás carbônico na atmosfera atinge o maior nível em 800 mil anos (clique aqui) me chamou a atenção. Porque a economia global e a sociedade (eu, inclusive) - indiferentes aos apelos e evidências dos cientistas e ambientalistas - não mudam o comportamento, ainda que haja risco para todas as espécies do planeta. 

Porque estou escrevendo isso? Porque nos últimos dias outubro as manchetes sobre Previdência na imprensa são:



Frente a esse tsunami verborrágico sem noção, eu me perguntei: vale mesmo vender essa sandice? Depois, eu senti uma nostalgia da época do jornalismo comentado, analítico e investigativo, o jornalismo consequente era mainstream neste país.

Graças a Deus, uma "voz solitária" e corajosa se manifestou com responsabilidade: o procurador do TCU Júlio Marcelo de Oliveira publicou CPI da Previdência vende uma ilusão ao afirmar que não há déficit.

"Por incrível que pareça, o gasto social do Brasil em percentual do PIB (24,5%) é superior ao do Canadá (21,3%) e do Reino Unido (24,0%) e próximo ao da Alemanha (27,3%). Ocorre que mais da metade desse gasto (12,4%) é feito com previdência e assistência social. Gastamos apenas 6% com educação pública e 4,8% com saúde pública, 0,5% com Bolsa-Família e 0,8% com Seguro Desemprego e Abono Salarial.
Os números são eloquentes, assim como o é nosso atraso econômico e social. Ao negar a necessidade de reforma da previdência, o que a CPI da Previdência nos diz é que está bom gastarmos cada vez mais com aposentadorias em vez de aumentarmos os gastos com saúde e educação. Um verdadeiro tiro no pé".

Aprender a falar

A quem interessa a redução da verba para a Educação, para o desenvolvimento da pesquisa acadêmica? A quem interessa que os cientistas brasileiros abandonem o país em busca de financiamento para suas pesquisas? Quem paga pela aquisição de soluções e inovações desenvolvidas pelos cientistas brasileiros empregados no exterior?

As perguntas são incômodas e não são minhas. Trata-se de uma paráfrase de um trecho da palestra que mais me destruiu no TEDx USP. Ela foi apresentada por Natália Pasternark - bióloga, fundadora do Café na Bancada, blogue de divulgação científica, e diretora no Brasil do Pint of Science, festival internacional de divulgação científica.

Ela cobrou muito essa coisa que a gente chama de protagonismo. Protagonismo daquele já minguado percentual da população que alcançava a formação universitária. E eu fiquei com vergonha, naquela hora. E pensei: "é falar sozinho!". Será? O Conversação está com 125 mil visualizações. Quando eu comecei, tive dúvidas se vingava. Mas tentei e insisti. E sei que já fiz mais... Este ano reduzi, porque não estava muito segura sobre minhas ideias diante de tanto ruído.

Só que sei de profissionais que estão fazendo um trabalho lindo para que as PESSOAS - independentemente dos políticos, dos ruídos da imprensa, da contrainformação - tenham um futuro melhor de verdade. Para que as PESSOAS sejam autônomas, independentes dos governos que, inevitavelmente, passarão e serão passado arcaico. A todos esses profissionais comprometidos com um futuro de qualidade eu rendo minhas homenagens aqui, hoje. Com eles, eu não falo sozinha.





terça-feira, 5 de setembro de 2017

QUEM TEM SOLUÇÕES PARA O TRABALHO SEM CLT?

Presta atenção! Em novembro as novas regras trazidas pela Reforma Trabalhista entram em vigor. Na prática, essas regras devem significar - para o bem e para o mal - muitas possibilidades de relações do mercado de trabalho. Terceirização, pejotização, inserção do segmento 50+, trabalho sob demanda.

As perguntas que me inquietam agora são: as políticas de gestão de pessoas estão preparadas para atrair e reter mão de obra qualificada nas empresas? Nós, da Previdência Complementar Fechada, temos produtos para dar proteção previdenciária a trabalhadores com esse perfil?

Explico! Desde 2009, sou profissional liberal. Minha passagem pela Fundação CESP, entre 1991 e 2009. Sem a contrapartida do patrocinador, meus rendimentos só permitiram que eu eu mantivesse o plano via o instituto de Benefício Proporcional Diferido (BPD). Isso significa que, até eu cumprir todas as carências e adquirir o direito à complementação de aposentadoria, esse patrimônio fica imobilizado. Mas eu tenho maturidade e cultura previdenciária suficiente para entender a regra do jogo e sustentar a MINHA decisão.


Penso que - até para facilitar a Comunicação com a sociedade, que vai precisar de acesso a produtos de natureza previdenciária, é importante que os motes da Reforma Trabalhista e da Reforma Previdenciária sejam convertidos em diálogo.

O Santander - com muita habilidade - está fazendo esse movimento no mercado. A campanha a tecnologia financeira para facilitar a vida do empreendedor é matadora! Mostra a nova realidade do trabalhador - sem a proteção social da CLT - e apresenta uma ferramenta adaptada para esse mundo de novos negócios de todos os tamanhos.




O 38º Congresso da Previdência Complementar Fechada vem aí. Em outubro, esse debate ganha o mundo presencial, com o mote Previdência Complementar para Todos. Quem encara? Quem propõe soluções? Quem tem ferramentas? Quem tem sugestões? Estou muito ansiosa para descobrir as respostas.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

50+ TONS DA COMUNICAÇÃO EM PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

Trabalho com Comunicação com foco em Previdência Complementar desde 1991. Faz tempo! E vejo esse tempo como uma vantagem extraordinária. Porque permitiu que eu acompanhasse muitos movimentos que a Previdência Complementar fez para se adaptar a estatizações - e portanto aos modelos de plano CD e adesão facultativa. Planos Instituídos. Planos com Perfis de Investimento. 
Estava lendo a entrevista - O abandono da ótica do Medo - de Renato Meirelles à Revista da Previdência Complementar. Para quem não sabe, Renato Meirelles é uma autoridade. Um trecho da matéria explica:


"[...]presidente do Instituto Locomotiva, que apresentou o estudo Brasil Maduro no último Encontro Nacional de Comunicação e Relacionamento com o Participante realizado pela ABRAPP. Fundador e presidente do Data Favela e do Data Popular, onde conduziu diversos estudos sobre o comportamento do consumidor emergente brasileiro, Renato fez parte da comissão que estudou a Nova Classe Média Brasileira, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República". 
Eu não vou repetir a entrevista aqui, mas quero comentar um aspecto. Renato Meirelles chama a atenção para a geração 50+, que ele chama de Gray Power, e a inabilidade dos comunicadores para lidar com ela. 50+ significa: pessoas acima de 50 anos, escolarizadas, e que deverá movimentar R$ 1,5 trilhão na economia.


Mais do que o uso inadequado de estereótipos, a crítica de Renato Meirelles evidencia o uso do medo como estratégia de abordagem das PESSOAS, para que ela faça a adesão a um plano previdenciário.

A técnica foi realmente muito comum. E ainda é usada, mostrando a relação risco/desamparo, causa/consequência do adiamento da decisão. Lembrou aí, Cara Pálida, dessa prática? Bom, mas não é só isso. A geração de comunicadores pós 2008 - muito em razão dos programas de Educação Previdenciára -  substituiu a ameaça e passou a encontrar formas atraentes para oferecer um futuro mais sorridente a participantes potenciais. 
Mas concordo com a crítica! Em geral, a Comunicação Previdenciária tem um salto, um hiato de representação entre 30+ e 60+, curiosamente a faixa etária que me representa e também a muitos profissionais da minha geração e que estão na ativa, trabalhando para fazer mais e melhor.
"Estamos falando de um Brasil onde nascem cada vez menos pessoas e as pessoas vivem mais e que, portanto, registra mudança da faixa da parcela da população brasileira de 60 anos. Ela vai dobrar em uma geração. E isso coloca para o país um conjunto de desafios: que país os jovens de hoje querem viver no futuro? Estamos conseguindo ou não construir um país que seja aberto à população mais envelhecida e que vai viver mais tempo?" Renato Meirelles
A resposta parcial que eu tenho para esse questionamento tão objetivo é: ainda não. Porque os desafios sobre os quais eu penso são maiores até do que a Previdência Complementar. Incluem políticas públicas de respeito e assistência à saúde, inclusão social, acesso ao mercado de trabalho, acesso a cultura e educação, transporte público e trânsito mais humano [na cidade e nas estradas]. Porque, Cara Pálida, a "melhor idade" já é! E uma experiência em massa. Oi? É.

"Olha, eu acho que muitas vezes a comunicação é muito técnica e baseada no pavor, no medo. O que você vai fazer quando envelhecer? O que você vai fazer se não tiver mais trabalho? E talvez fosse mais adequada uma abordagem com viés mais positivo, algo como 'se preocupe em viver' [...]Mostrar o quanto ter segurança financeira abre portas, em vez do princípio lógico do medo, pode ser um caminho interessante de abordagem". Renato Meirelles

Sobre essa perspectiva, vou um pouco mais longe. Acho que parte desse medo também revela rejeição à idade. Tem gente que rejeita a idade, como se pudesse ficar imune ao envelhecimento. Bom, acho que isso é mais uma forma de preconceito que tem nome - etarismo. E como todo o preconceito, precisa ser superado. Depois, é uma forma de rejeitar o trabalho que as soluções exigem. E tem muito trabalho pela frente!

E se tem alguma coisa nova no horizonte é esse olhar atento do mercado para criar expressões além da fragilidade (velho desamparado) e do forever young (velho com piercing e tatuagem). A gente pode fazer melhor, porque diversidade é uma busca permanente de expressões que representem com propriedade a multiplicidade de possibilidades das PESSOAS. 

E comunicador encara esses desafios por modinha?
Claro que não! Comunicador encara esses desafios porque está em seu DNA estabelecer conexões significativas em escala. Comunicador está comprometido com os resultados institucionais estratégicos. Comunicador tem sempre um caso de amor com Educação e aí está o salto qualitativo dessa história: a transformação de comportamento.

50+ variações da mensagem meta tímida para quem pensa em muuuuuuitas PESSOAS. E por quais motivos ainda não nos expressamos assim? Porque ainda precisamos conquistar posicionamento e alinhamento. As soluções de Comunicação precisam ser reconhecidas, legitimadas, aprovadas e depois divulgadas com essa visão comum, compartilhada, endossada.

Falta alguma coisa para fechar esse post? Acho que falar sobre novas atitudes. Elas são determinantes para que tudo mude. As palavras, as cores, os comportamentos.  As atitudes mudam os protocolos. Tornam as relações mais objetivas, sustentadas por fatos. 

Eu tenho certeza que a gente vai ganhar esse jogo, ainda que  o horizonte não seja muito claro aqui e agora. Nesses momentos críticos, é sempre bom lembrar que, há muito tempo, a gente deu essa largada e partiu na aventura de criar o futuro todos os dias.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O PRÓXIMO PASSO É O PROPÓSITO AGORA!


Esta imagem é de uma campanha feita pela Johnnie Walker, em 2011. Lembrei dela porque nestes dois últimos dias, reencontrei um amigo de Curitiba: o advogado Alexandre Barbur, da Fundação Copel, que me cobrou a atualização do Conversação. Fiquei muito feliz com o encontro e com a atitude dele. Fizeram com que eu refletisse sobre as informações que nos incomodam. Porque nestes andei fazendo muita coisa, mas quase tudo em silêncio.

Para mim, só o silêncio me localiza no caos. O silêncio me dá oportunidade para reorganizar o pensamento e buscar a minha própria expressão. Meu silêncio é muito ativo. Empenho meu silêncio em pesquisa. Quero saber o que os outros estão fazendo e pensando para lidar com o caos do mundo. As soluções, os conflitos, as novas histórias. Acho que é mais ou menos assim:mergulho, me reorganizo e volto para a superfície. Aí sim, dá para fazer barulho novamente!

Desde junho, fui para Curitiba conhecer o trabalho incrível de gestão estratégica e indicadores, feito pelo genial Marcos Adlich, da Fundação Fibra, assisti em São Paulo ao curso de governança por indicadores, de Márcio Medeiros, da Funpresp-Jud. Li bastante. Pela TV ABRAPP, trabalhei no excelente 12º ENAPCDe alguma forma, todas essas fontes e referências estarão reunidas, organizadas, linearizadas em um curso que preparei para apresentar na Fundação Real Grandeza






Comunicação é como preparar um bolo: você junta muitos ingredientes, num jeito de fazer só seu, e depois compartilha com as PESSOAS. Comunicação é como deixar a casa arrumada e confortável para aqueles que vivem nela. Comunicação é fazer sentido para si e o mundo, porque Comunicação é relacional. Comunicação exige responsabilidade e compromisso. É por isso que estou aqui escrevendo agora. O reencontro com o Alexandre Barbur me alertou para isso!

Mesmo que o caos do mundo pareça intransponível, você só tem que continuar com seus passos, seus posts, seus vídeos, suas aulas, suas conversas. É assim que você vai se ocupando, lapidando a própria expressão, enquanto atravessa o caos para escrever sua própria história. Gigantes da indústria da bebida como Jonhnie Walker, Veuve Cliquot, Coca-Cola (que já foi elixir e levava álcool na composição) passaram por guerras e sobreviveram a ambientes de muita escassez. 


A história institucional que escreveram transformou a vida em cadeia: os consumidores, os trabalhadores, os parceiros, os concorrentes em todo o mundo. Essas empresas se reinventam, conquistam novas PESSOAS. Estão além do tempo e do caos, fiéis a propósitos e sonhos que as inspiram. Difícil acreditar que, na prática, tudo começou com um gole, uma garrafa, alguns grãos, um xarope, algumas uvas e uma fórmula de obstinação na conquista de paladares, bolsos, corações, mentes, mercados e mundo.

Por isso, para encerrar essa prosa, acho que vale rever o filme e buscar o impulso para o próximo passo. Obrigada Alexandre Balbur! Neste momento, eu superei meu silêncio.


sábado, 24 de junho de 2017

O FUTURO TEM QUE SER MELHOR PARA TODOS


As PESSOAS no olho do furacão da mudança do mundo. Sou influenciável pelo entusiasmo alheio. Mas achei que essa ideia de PESSOAS fosse força de expressão, alinhamento temático e teórico dos profissionais com quem andei conversando ultimamente e que contradizia algumas tendências que preferem colocar o algoritmo no lugar das PESSOAS.

Mas hoje é sabadão. E eu estava até agora surfando na rede, quando encontrei uma nota sobre futuras mudanças no Facebook. A rede social que agrega quase dois bilhões de usuários no planeta quer estimular o vínculo relevante, as reais afinidades entre grupos para que a experiência relacional seja cada vez mais útil e inteligente (clique aqui).

Então, a questão não se restringe a PESSOAS ou algoritmos. A questão é PESSOAS E ALGORITMOS. Ainda não sei bem... Mas para os Comunicadores, acho que isso é uma inquietação que se reflete diretamente nos desafios da linguagem. E ela encontra muitas formas de se expressar. Isso me fez lembrar do mote do 38° Congresso Brasileiro da Previdência Complementar Fechada: PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR PARA TODOS.

A identidade visual este ano coloca o elemento humano em evidência. A marca do evento literalmente abraça a PESSOA. Sugere a ideia de proteção aqui, agora e sempre. Sugere confiança no presente e no futuro. Que bom! 

A Shell está com uma campanha publicitária direcionada pelo conceito HUMANOLOGIA. Coincidência ou tendência? Coincidências não existem. Então acho que o recado é aproveitar as oportunidades para manifestar a melhor humanidade que há no ser humano.



E qual a vantagem de manifestar humanidade em um mundo tão adverso? Eu não sei a resposta para essa pergunta. Mas posso arriscar alguns palpites:

1. A humanidade pode nos redimir de nós mesmos e nossas falhas de comportamento mais primitivas.
2. A humanidade perdoa.
3. A humanidade se adapta e encontra soluções e respostas para as adversidades.
4. A humanidade é o vínculo relevante que nos une como espécie.
5. A humanidade pode ser uma resposta para a superação da escassez pela abundância.

Êpa! Viajei demais? Não! É só entender o que a plataforma Watson da IBM está fazendo pela medicina e perceber que existe uma convergência conceitual, uma complementaridade com a proposta de Mark Zuckerberg

Para finalizar este post, vou compartilhar aqui um vídeo que mostra na prática como na Pós Modernidade a leveza dos dinossauros se combina à estabilidade das borboletas, tema do meu post anterior (clique aqui). 

Troca intergeracional: Warren Buffett (86) e Bill Gates (61), amigos desde 1991. PESSOAS!! O primeiro, da área de finanças. O segundo da área de tecnologia da informação. Resultados: dois souberam como construir fortunas. Aprender a aprender: os dois souberam como operar novos mapas mentais em um mundo em mudança. Competência: os dois souberam como tratar estrategicamente informação. Interdependência: os dois souberam como e liderar e inspirar PESSOAS. Eles mudaram comportamentos globais. Influenciaram culturas. E assumem sem deslumbre nem ostentação a própria humanidade. 

Sei que o mundo é maior e pleno de inconsistências e desigualdades. Mas a fórmula do futuro que pode ser melhor para todos vai necessariamente combinar PESSOAS E ALGORITMOS.  Vou reler o livro HumanKind, de Tom Bernardin & Mark Tutssel, da Leo Burnett.


terça-feira, 20 de junho de 2017

PAIXÃO PELAS PESSOAS É ESTRATÉGIA PARA SER PRODUTIVO E FELIZ

As oportunidades que tive para conhecer sociólogos sempre foram muito transformadoras. Eles fazem a gente enxergar além!!! Minha orientadora, Maria Cristina Castilho Costa, é socióloga. Há algum tempo, na banca de defesa do meu mestrado, o único Octávio Ianni estava lá para propor uma reflexão e uma ampliação da minha pesquisa sobre a influência dos dados quantitativos na Comunicação, analisados pela perspectiva sistêmica. Um luxo! Aventuras assim são atemporais, eternas, singulares.

Então, é sempre bom estar preparado para conhecer sociólogos! Recomendo o estado de alerta, mas não sei se é exatamente possível praticar. Explico! Em maio/2017, a serviço da TV ABRAPP, precisei entrevistar o sociólogo Artur Roman. Eu estava pautada para a abordagem: ele falaria sobre os temas arte da palavra e argumentação. E foi assim, munida desses elementos e meu repertório pessoal sobre Comunicação que eu fiz o convite para a gravação do conteúdo do vídeo.

De verdade? Ele deu o primeiro pocket show sobre Comunicação na Pós-Modernidade. Eu fiquei atordoada! Entendi que tratava-se de over dose de informação qualificada concentrada. Mais tarde, comecei a pensar sobre o conteúdo como um convite para a mudança de comportamento. Ouvir mais! Diferenças como oportunidades para ser um ser humano melhor. Usar a objetividade e a efetividade na Comunicação para ser mais afetivo, ter mais tempo e transcender. Apaixonante!


Agora em junho/2017, novamente a serviço da TV ABRAPP, reencontrei o professor. Desta vez, além avisada, consegui assistir à palestra que ele preparou para tratar  dos Recursos Humanos na Pós Modernidade. 

Aprendi que na Pós Modernidade, a capacidade de adaptação é decisiva para a preservação ou extinção de espécies. Os 120 milhões de anos não foram suficientes para evitar que os dinossauros fossem superados como espécie. Aprendi também que Borboletas e Mariposas são o símbolo da Pós Modernidade. A diversidade e a fluidez são características que criam proximidade.  
Slide da palestra Um olhar dos Recursos Humanos na Pós Modernidade, de Artur Roman
O desafio mundo do trabalho hoje exige ambientar dinossauros e borboletas. Porque a Pós Modernidade é troca intergeracional significativa, é diversidade, criatividade, inovação, é utilização de competências múltiplas, é articulação de inteligência coletiva, é exploração não mais do trabalho, mas da alma! Não é uma tarefa simples. Mas dela depende a continuidade do ser humano como espécie.

Pode parecer paradoxal, porque a máquina hoje está muito em evidência. Pessoas, apaixonadamente, preferem olhar para seus smartphones mesmo quando o avião sobrevoa todas as paisagens iluminadas do Rio de Janeiro. Pessoas com fones de ouvidos deixam escapar um pássaro cantando ou outra pessoa se expressando. Pessoas com seus tablets e notebooks buscam sozinhas soluções para problemas quando poderiam compartilhar em prosa [e verso] respostas, questionamentos, inquietações.

Penso que recriar a surpresa da vida está nos bastidores dessa coisa toda do exercício da Pós Modernidade. Ver nas PESSOAS o apelo maior para todas as nossas atenções, esse é para mim salto de transcendência do eu para o nós, da consciência que exige o pós.
Slide da palestra Um olhar dos Recursos Humanos na Pós Modernidade, de Artur Roman
Penso que o vídeo que gravamos reflete essa orientação com mais propriedade. É com ele que encerro este post e uma provocação do sociólogo Michel Maffesoli: "Tento dizer, então, de maneira um tanto provocativa, que nas diversas manifestações da vida social não há simplesmente a racionalidade, e sim as emoções, as paixões".