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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

NEM TODO MUNDO É MICK JAGGER!

Prestou atenção na capa desta edição da Revista EXAME? "Mick Jagger, 71 anos é símbolo de uma nova era no trabalho". Fato! O mito do forever young, como eu insisto em dizer e é evidente, foi substituído pelo mito do forever alive

A pergunta que me vem à mente, olhando para essa capa é a seguinte: "Nova era no mercado de trabalho será glamour para todos?". A resposta é também óbvia! Uma coisa é viver mais com cidadania e outra é viver mais sem cidadania. Uma coisa é trabalhar para sempre onde há demanda de trabalho para os 60+, 70+, 80+. 

Outra coisa é viver mais sem cidadania e sem oportunidade de trabalho para jovens, adultos e idosos. Uma coisa é ser remunerado e poder poupar para projetos e sonhos de vida de longo prazo. Outra coisa é ser sub-remunerado e excluído do mercado formal de trabalho a qualquer tempo, por qualquer razão... entre elas a idade.

"Forasteiro, orra meu"!

A motivação real para este post veio dos veteranos do rock nacional. Rita Lee e Serguei. Em rede social, Serguei comentou: 
"Uma coisa é ser o Mick Jagger, que canta nos Stones e transa muito. Outra é carregar saco de cimento até depois dos 70 anos. Ótimo pra quem, baby?" 
Veja! Considero as duas reflexões importantes. Dois lados da mesma moeda. Uma faz referência às oportunidades da longevidade. Outra faz referência à diferença das condições a que se atinge essa mesma longevidade. É interessante, porque a primeira fala de conquista. A segunda reclama por políticas cidadãs para viabilizar a conquista.

Só para deixar a coisa mais leve nesta sexta-feira 13, devo dizer que aqui no Brasil o Instituto de Longevidade da Mongeral Aegon defende a bandeira do fortalecimento do mercado de trabalho para os longevos.

A questão é: isso é possível? A resposta que eu tenho é provisória. Sim! Mas ainda sem escala. O mercado corporativo prefere e favorece os mais jovens. Desesperar? Jamais! No mundo da arte, a gente tem muitos exemplos e gente que trabalha sem parar: o Papa Francisco, Sílvio Santos, Laura Cardoso, Fernanda Montenegro, Tarcísio Meira. Temos que fazer isso virar tendência e se ampliar para segmentos com menos visibilidade e popularidade. Exemplos são mais difíceis, mas existem! É por isso que encerro este post com uns exemplos de longevidade profissional em atividades comuns. Temos que tornar isso realidade para todos. Vamos aprender. Vamos mudar sempre! Mick Jagger é só uma em infinitas possibilidades de futuro!



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

EU ESCOLHO UM FUTURO MELHOR!

Quais foram as palavras mais procuradas no Google em 2016? A Consumidor Moderno publicou a lista (clique aqui). 

Por que é que eu tinha esperança que PREVIDÊNCIA e APOSENTADORIA estivessem no ranking? Porque em 2016 essas pautas foram bastante divulgadas pelos meios de comunicação - rádio, televisão, jornais, redes sociais. Muita gente falou insistentemente sobre as mudanças que o Governo está cada vez mais próximo de implantar.

Diferente do que eu esperava, nada igual ou próximo dessas expressões consta da lista.
Se alguma palavra próxima estivesse lá, poderia induzir uma ação prática e imediata: usar a palavra em posts, matérias, títulos, descrições de vídeos, palavras chave. É uma estratégia para dar continuidade às pesquisas feitas pelo público e aprofundar os conteúdos. Também pode alavancar conversões e acessos aos canais de comunicação. As palavras que estão na lista - de imediato - sequer sugerem associações improváveis... Apontam subjetivamente para um futuro inclassificável. 

Planejar o futuro é determinante para a qualidade e a sustentabilidade da vida. A efetividade deste planejamento depende de decisões conscientes e permanentemente direcionadas para o longo prazo. É preciso ter visão, perseverança, disciplina, responsabilidade especialmente aqui no Brasil, com cenários políticos e econômicos cada vez mais incertos e instáveis. 

A Reforma Previdenciária deverá entrar em vigor até o primeiro semestre de 2017. Vai impactar - e muito - a vida do trabalhador: 49 anos de contribuição ou 65 anos de idade são as exigências em discussão.

E se não há interesse do público?

Sem interesse, a realização dos planos de futuro fica mais difícil. Por isso, a gente deve insistir nessa Educação Previdenciária de que o país tanto precisa. O tamanho da carência se revela na lista de palavras mais procuradas no Google em 2016. 

Enquanto o desinteresse, a ignorância, a indiferença prevalecerem, continuaremos expostos, cúmplices e convivendo com fatos e escândalos sobre corrupção, fraude, desvios, gestão temerária, incompetência administrativa, ingerência, administração criminosa de recursos financeiros. 

A cocriação é para o bem e para o mal. A Educação Financeira e Previdenciária dá resultados. Por isso a esperança e a perseverança são essenciais para a expansão dessa prática: mais ambiciosa, amadurecida, equilibrada tanto como decisão individual como política pública de desenvolvimento econômico e social. Tudo tem link! 

Hoje, as orientações de valor estão ao alcance de todos e dependem de um clique. Por isso, encerro este post destacando o canal Drops de Inteligência Financeira, de Gustavo Cerbasi! A coleção tem 22 vídeos gratuitos, bem produzidos em linguagem acessível e podem motivar muita gente a repensar as decisões de presente e futuro (clique aqui).

Quem - como eu -  acompanha o trabalho desses educadores financeiros e faz Educação Financeira e Previdenciária sonha com o dia em que o nome deles esteja no ranking de influenciadores e os assuntos que eles discutem entrem para as listas de maior interesse nas pesquisas e postagem de todos os buscadores e redes sociais. Quando isso acontecer, estaremos vivendo um presente melhor e um futuro para todos!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

DE CURITIBA A LUANDA: NOVIDADES O QUE FAZEM O MUNDO GIRAR MELHOR

Para mim, a amizade em rede e a Comunicação em rede é melhor do que Prozac! Explico: esses últimos dias - por falta de notícias boas - escrevi pouco aqui no blogue. O desânimo não é bom para ninguém. 

Mas hoje tudo mudou! Logo cedo recebi um e-mail do querido professor Marcos Adlich, que também atua na área de planejamento estratégico da FIBRA.

Na mensagem, informações sobre um evento que acontecerá em Curitiba, no próximo dia 29 de novembro, para mostrar a experiência de  empresas que implantaram o sistema BPM (Business Process Management). A FIBRA é uma delas! Daí, eu quis saber:  o que o BPM faz? E o professor Marcos Adlich explicou: 

"É um caminho bem interessante, pela proposta de mover a empresa para, de fato, ser uma empresa do século 21. O BPM é um modelo que fornece um conjunto de soluções para aumento de performance, visibilidade gerencial, inovação organizacional, etc. Tudo alinhado ao direcionamento estratégico construído. Como um 'guarda-chuva' dos modelos de gestão existentes. Fortalece as perspectivas de gestão e de governança. Alcança todos os processos corporativos (a cadeia de valor do negócio). É uma metodologia facilitadora da implementação da estratégia organizacional que induz à ampliação da visão sistêmica e adiciona valor à relação com o cliente".

A TI e a consciência coletiva

Se o ser humano fosse perfeito, muitos avanços tecnológicos não teriam sentido. Para compensar a imperfeição é que existem sistemas e controles automatizados cada vez mais integrados, sistêmicos e potentes. Eles interagem com a inteligência que está nos bastidores dos processos. Colaboram para a evolução da gestão do conhecimento, do legado institucional. 

Isso é fascinante! Penso que se, por um lado, o Direito, a Filosofia, a Sociologia, a Comunicação, a Educação e outras áreas do conhecimento foram parcialmente efetivas em fornecer uma consciência prática sobre a vida em comum, por outro lado e no limite, a Gestão e a Tecnologia da Informação - por meio de dados, processos transparentes, rastreáveis e alta precisão - podem despertar nas PESSOAS essa consciência de integração, interdependência e coletividade. 

A cadeia de valor do negócio é alavancada porque ganha objetividade e segurança. A inteligência artificial é integrada à estratégia organizacional para criar uma estrutura cada vez mais orgânica. Parece futuro, mas é agora! Fico pensando no potencial desse método para gerar dados,  pistas e respostas que facilitem e promovam a Comunicação e a Educação Previdenciária (tags, rastreamento de áreas de interesse, previsão de demandas). Mas essas respostas só quem estiver em Curitiba e prestigiar o BPM Day vai descobrir. 

Brasil, Portugal & Angola

Depois do e-mail de Curitiba, recebi uma ligação de Belo Horizonte. O professor Ivan Sant'Ana Ernandes do outro lado da linha, me avisando que também dia 29 de novembro estará em Angola, no evento A PROTEÇÃO SOCIAL COMPLEMENTAR: PRESSUPOSTOS, EXIGÊNCIAS, BENEFÍCIOS E RISCOS, que será realizado na Escola Nacional de Administração (vinculada ao Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social).

Pela programação é composta por um painel dedicado a abordar o tema pela perspectiva local. Os especialistas angolanos falarão sobre o Regime Jurídico, Financiamento e das Associações Mutualistas. Já no painel internacional, será montada uma mesa redonda da qual participam representantes de três países: João Neto (Angola), Tereza Fernandes (Portugal) e Ivan Sant'Ana Ernandes (Brasil). Eles deverão apresentar as experiências, soluções e os desafios mais marcantes que cada país enfrenta na gestão previdenciária.

Fico pensando em como a bandeira da proteção previdenciária precisa ser estendida e fortalecida para além de fronteiras, dentro de corações e mentes das PESSOAS. E no potencial dessa rede de Comunicação que revela nossa interdependência e o valor de cada contribuição para o fortalecimento desse ideal que nos conecta e humaniza. Desejo sucesso e luz a todos que dia 29 de novembro estarão fazendo o mundo girar melhor!


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O FUTURO RESPONDE À FORÇA E À OUSADIA DO NOSSO QUERER


Esta é uma das fotos que ilustra a matéria Um mergulho nas águas termais de Piratuba, publicada em outubro pela Vice Brasil.  O que me chama a atenção nesta imagem é a faixa etária da público que visita esta cidade de Santa Catarina. É Brasil, minha gente! 

E o que o envelhecimento aqui no Brasil deverá ser diferente dos demais lugares no mundo? Bom, o exercício de prever o futuro não é muito simples. Mas há tendências. Segundo Paulo Tafner, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o ritmo acelerado com que a longevidade vai se instalar no Brasil deverá aumentar custos de uma forma generalizada (clique aqui). Na América Latina, nos próximos anos, a mudança etária na força de trabalho deverá reduzir produtividade (clique aqui).  
Velha Guarda da Portela

Talvez, o Brasil possa - como sugere o economista Eduardo Giannetti no livro Trópicos Utópicos - criar uma solução totalmente diferente para a economia clássica, assim como criou para a cultura. Uma resposta mais realista e diferente do status quo hegemônico, o American Way of Life - social, ambiental e financeiramente insustentável no médio e longo prazos.

Reforma da Previdência 

Desde 1988 até hoje - às vésperas de uma Reforma da Previdência Social em curso - são 28 anos sem que a sociedade tivesse uma oportunidade tão ampla para refletir sobre a questão do envelhecimento (cada vez maior) e do tamanho da proteção social (cada vez menor).

Sim! Todos os povos naturalmente envelhecem. Sim! Nós precisamos encontrar uma resposta local para um fenômeno global, ainda que as nossas condições sejam historicamente desfavoráveis, como este período de turbulências políticas e econômicas.

Somos estrutural e culturalmente diferentes! Se queremos fazer funcionar aqui os melhores modelos previdenciários do mundo, temos que criar oportunidades para o seu fomento, a começar por fatores críticos, como trabalho (com remuneração e condições dignas) e Educação. Um rumo positivo, de crescimento e emancipação para todos (clique aqui), ainda que a ideia desagrade à tradição de poder local.

Nas últimas décadas, os brasileiros foram cobrados e agora também querem resultados. Não tem mais ingenuidade! As estatísticas, métricas, diagnósticos e prognósticos já integram o cotidiano dos brasileiros, assim como o funk, o samba, o axé, o futebol e o Carnaval. Somos isso e mais! Por essas razões, é bastante razoável pensar que a resposta para a longevidade será intergeracional, interdependente, antropofágica. Vai combinar algorítimo com batucada, como no século passado Jackson do Pandeiro misturou chiclete com banana e nós estamos aqui, fazendo história, como os demais povos, mas do nosso jeito!
Velha Guarda da Mangueira
"Na prática, é claro, nada que é humano será perfeito, a começar pelo próprio pensamento utópico. Duas verdades medem forças. De um lado, está o princípio de realidade: se o sonho ignorar os limites do possível, ele se torna quixotesco (ou pior): um ideal de vida pessoal ou coletivo, seja qual for o seu conteúdo, precisa estar lastreado numa avaliação realista das circunstâncias e restrições existentes. Ocorre, porém, que a realidade objetiva não é toda a realidade. A vida dos povos, não menos que a dos indivíduos, é vivida em larga medida na imaginação. A capacidade de sonho e o desejo de mudança fertilizam o real, expandem fronteiras do possível e reembaralham as cartas do provável. Quando a vontade de mudança e a criação do novo estão em jogo, resignar-se a um covarde e defensivo realismo - 'uma aceitação maior de tudo' - é condenar-se ao passado e à repetição medíocre (ou pior). Se o sonho descuidado do real é vazio, o real desprovido de sonho é deserto. No universo das relações humanas, o futuro responde à força e à ousadia do nosso querer. O desejo nos move". Eduardo Giannetti, in Trópicos Utópicos [p.137-138].

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

DIA DAS CRIANÇAS: PRONTO PARA APRENDER COM ELAS?

Tempo de comemorar o Dia da Crianças. Esse convite pode ter muitas formas óbvias. Mas eu prefiro aproveitar a oportunidade para refletir sobre como o tempo e o conhecimento transformam atitudes. E colaboram para naturalizar - ainda que lentamente - comportamentos que podem redesenhar o futuro.

Para crianças, o futuro não tem muito apelo. Aquela indagação gratuita "o que você vai ser quando você crescer?" admite todo tipo da resposta quase sempre aleatória, sem compromisso com uma realização efetiva. Para a criança o ato de construir admite muitas possibilidades e direções - uma casinha, um dinossauro, uma ponte, um prédio, uma pipa, uma bolha de sabão, um campo para um disputa de bola de gude. 


Evidente que essa descrição de infância é a mais clássica e espontânea, sem mediação tecnológica. Mas que dá à criança referências bastante concretas, sementes de qualidade para um conhecimento que - além de permanente - tem força para ensinar, principalmente os adultos.

Ah! Estamos então caminhando para o terreno da inversão de valores, da alternância de papéis, da subversão de estruturas, da liberdade que ajuda tanto a pensar diferente e acreditar que o futuro pode ser uma experiência diferente para todos nós.

Aprender a olhar para o futuro

Há poucos dias, pelas redes sociais, encontrei uma reportagem da TV Câmara sobre um projeto de fortalecimento financeiro para comunidade que começa com a criança: dos 3 aos 6 anos. Sonhar, Planejar e Alcançar -  é o nome do projeto realizado por uma parceria bastante interessante: DSOP, MetLife Foundation, Vila Sésamo, escolas públicas e famílias 



Conhecimento transversal, interdisciplinar, relacional na prática! Mas do que isso: uma transformação que mostra seu valor estratégico e proteção em momentos de crise. Em 2006/2007 - quando da Educação Financeira surgiu no Brasil, chegar a 180 escolas públicas era praticamente uma fantasia, uma historinha de ninar.

No passado, na minha infância, os projetos que chegavam às escolas públicas de periferia eram focados em higiene e saúde. Escovação dos dentes, lavagem das mãos, vacinação. Práticas que mudavam a qualidade de vida. Por isso, fico feliz feito criança quando vejo que houve mudança. Agora falamos de saúde financeira.

Fico feliz porque entendo a Educação Financeira como alicerce para Educação Previdenciária. Aos resultados obtidos no presente, aplicam-se os conceitos e dimensões de futuro, de formação de patrimônio de longo prazo. De sustentabilidade da vida, em todas as suas etapas. 


Comparado com outros países, o desafio de disseminar a Educação Financeira e Previdenciária seja mais complexo no Brasil. Mas esse é um talento que precisamos, senão desenvolver como nos demais países, ao menos compensar para que o futuro seja promissor também para nosso povo. Educação Financeira e Previdenciária é base para mais exercício de cidadania.




segunda-feira, 5 de setembro de 2016

ENFIM, ATENÇÃO E INFORMAÇÃO!

Se a Reforma da Previdência em curso resolverá parte do déficit público e será um sistema que proteja os idosos sem punir os mais jovens, isso ainda não dá para saber. Mas uma coisa é certa! A pauta está ganhando várias abordagens interessantes e isso, pela perspectiva da Comunicação e Educação Previdenciária, além de inédito, pode ajudar a diminuir a distância, desconhecimento, resistência e indiferença da sociedade em relação ao planejamento do futuro.

No Brasil, jovem tem medo do futuro

Publicada pelo OESP, a matéria A geração que sabe o que vai mudar na Previdência, mas não quer pensar nisso mostra algumas pesquisas, realizadas por diferentes instituições, que apontam para falha de Comunicação com as gerações mais jovens. Apesar disso, segundo a FenaPrevi e o Instituto Ipsos, "62% dos jovens entre 23 e 34 anos já ouviram falar a respeito de mudanças que o atual governo pretende fazer nas regras da Previdência, número superior à média geral (54%) e de grupos mais próximos de se aposentar, como a faixa de 50 a 59 anos (46%)".

Mesmo sabendo, o jovem ainda não quer parar para pensar em respostas ao planejamento de longo prazo. Mas não é sem motivo. No Brasil, historicamente, não há um ambiente estável o suficiente e incentivo para que o comportamento seja diferente do consumo e do imediatismo. Não há cultura de poupança de longo prazo. Em razão da crise econômica, em 2015 e 2016 o Banco Central registrou as maiores evasões de recursos financeiros das cadernetas de poupança em toda sua história. 

Em países como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Japão e Holanda, dos jovens nascidos a partir de 1980 até a virada do século, 77% querem saber como será sua aposentadoria. No Brasil, esse número é de 48%. Por não saber lidar com a verdade, por medo do futuro, o jovem brasileiro prefere não saber como será o futuro financeiro na terceira idade.


Gráfico publicado na matéria Previdência: Governo vai propor alterar regras para trabalhador na ativa

Sim, quando queremos, nós fazemos acontecer!

A segunda matéria que quero destacar aqui foi As quatro lições das Olimpíadas para a previdência brasileira, publicada pela Mercer Gama. A análise mostra que é possível mudar uma realidade, quando os interesses convergem. É possível fazer uma Comunicação de qualidade, de respeito que mobilize o interesse coletivo. É possível encontrar soluções locais, dialogando com modelos globais.
A Reforma da Previdência Social será uma janela de oportunidade? Ainda não sabemos. Mas sabemos que podemos fazer história! Essa é uma oportunidade real para o protagonismo. Isso é fato!
Portanto, quanto mais as análises, os comparativos, os pareceres, as interpretações produzirem eco, melhor será o ambiente para que os jovens - já sensibilizados pela mudança em curso - vençam o medo do futuro, da terceira idade, do  desamparo social, da exclusão, do preconceito.  Tudo isso não é fantasma! É realidade que pode ser transformada com coragem, responsabilidade, consciência, envolvimento, com protagonismo.
No passado, nós não tínhamos o nível de orientação que hoje a Educação Financeira e Previdenciária nos oferece. Hoje, temos o trabalho muito competente de profissionais como Gustavo Cerbasi, Mara Luquet, Samy Dana, Conrado Navarro, André Massaro, Denise Campos de Toledo e tantos outros nomes envolvidos com a superação desse desconhecimento pela sociedade, porque interagem diariamente com o público pelo rádio, pela televisão, pelas redes sociais, em palestras, em salas de aula.
O que eles fazem ainda não é suficiente. Mas é muito mais expressão, envolvimento, movimento do que eu conhecia quando entrei no mercado de trabalho.

FGTS para subsidiar a Previdência Complementar

Por enquanto, a notícia publicada pela Época Negócios - Governo Temer quer mudar regras do FGTS -  me parece ser uma das poucas a tratar de uma política pública de incentivo à poupança de longo prazo. Há controvérsias sobre a utilização do FGTS. Mas, ao menos, o texto aponta para uma conexão entre reforma e poupança de longo prazo. 
Ainda que as soluções para a poupança de longo prazo não estejam claramente delineadas, ao menos elas estão em discussão e a mídia está registrando os movimentos.
Aqui, acho melhor recorrer à literatura, para sustentar essa mudança. O livro O mito do governo grátis, de Paulo Rabello de Castro, trata do tema:
"O fato é que uma parcela significativa da poupança do trabalhador é arrecadada pelo INSS e pelo FGTS. São recolhimentos compulsórios. Mais de 20% da renda mensal do trabalhador brasileiro é desviada para a formação de uma 'poupança' compulsória, - poupança entre aspas, porque a arrecadação previdenciária é convertida em consumo pelos aposentados atuais, em função do regime em vigor, de participação simples da receita do INSS. No caso do FGTS, o fundo até existe, porém sem a participação decisória dos trabalhadores na direção da aplicação dos recursos.[...] No futuro processo de acumulação de capital pela população, o governo deixará de carregar passivos previdenciários que não tenham lastro em ativos. Esta é a proposta em síntese. Só um governo grátis deixa de formar reservas para honrar seus futuros compromissos. É, infelizmente, o caso do Brasil atual (2014). O governo terá que renegociar sua presença ineficiente como gestor nos recursos de seguridade social da população. Em seguida, o governo terá que lastrear passo a passo, os direitos previdenciários preexistentes, com ações e direitos reais, hoje em poder do Estado, a serem incorporados à riqueza coletiva da sociedade [...]. O governo diminuirá, então, sua exposição futura a novas obrigações sem lastro, usando ativos existentes em seu balanço patrimonial para reduzir o passivo previdenciário a descoberto no futuro". [p.440 e 441]
Previdência está longe de ser um tema trivial. Mas - devidamente gerido - é um instrumento de geração de alto impacto social (para o bem e para o mal). Por isso, exige empenho de todos. De quem tem medo. De quem sabe. De quem trabalha com no Sistema. De quem quer um futuro melhor. Tudo pode somar para que esse seja realmente um processo de evolução daquilo que conhecemos. Daquilo que sabemos que não pode mais ser como é.
O futuro: ninguém sabe como será, mas nós temos planos, muitos planos para que ele seja melhor! Para encerrar, Paulo Rabello de Castro à TV ABRAPP. O vídeo é de 2014.




segunda-feira, 23 de maio de 2016

65 ANOS: AS MUDANÇAS ALÉM DAS REGRAS



Presta atenção nesta foto! Essas mulheres trabalharam no time do receptivo do evento de lançamento do Instituto Longevidade e do Movimento Real.Idade. Essas duas iniciativas da Mongeral-Aegon buscam um Brasil mais justo para as PESSOAS com 50+.  

No século 20, estas mesmas mulheres poderiam ser modelos para qualquer campanha sobre aposentadoria. No século 21, o contexto é outro e elas estão ativas, mostrando o potencial de trabalho de quem atravessou a barreira dos 50 anos de idade. 

Ah, estamos mudando! O aumento da longevidade é uma realidade demográfica no mundo inteiro. No Brasil, as estatísticas mostram que o grupo dos 60+ aumenta a uma taxa média de 4% ao ano. É um crescimento substancial e relevante. Em breve, seremos maioria.

Enquanto as regras de transição da Previdência Oficial estão em discussão pelo Estado, acho que é importante analisar seus impactos sobre o comportamento do cidadão que passará a ter que atingir a idade mínima de 65 anos antes de requerer a aposentadoria. 

Quem será afetado pelas novas regras - teoricamente - deve ter entrado para o mercado de trabalho com mais idade do que as gerações precedentes. Além de viver por mais tempo, "geração canguru" também permanece por mais tempo na casa dos pais, antes de conquistar independência e autonomia financeira. 

Mas nem tudo são flores. Por viver por mais tempo, o trabalhador do século 21 deverá contribuir também por mais tempo para a Previdência, antes de ter direito aos benefícios de aposentadoria. As regras são assim em países economicamente mais desenvolvidos. Trata-se de uma necessidade! As contas públicas precisam equilibrar e fechar, especialmente quando o mercado de trabalho diminui e a expectativa de vida aumenta.

Previdência Complementar: modelo independente

Mas o que deve acontecer com a Previdência Complementar? As novas regras impactam quem tem planos para se aposentar antes do 65 anos? Há muitas questões a serem consideradas em um novo contexto. 

Para ajudar a esclarecer algumas dessas dúvidas e antecipar uma perspectiva do cenário previdenciário, o professor Ivan Sant'ana Ernandes (UniAbrapp) muito gentilmente concordou em colaborar com a produção deste post. Vamos entender os motivos que fazem dos 65 anos uma mudança comportamental que extrapola as regras previdenciárias?


A elegibilidade na Previdência Complementar é independente da Previdência Oficial?
Ivan Sant'ana Ernandes, professor na UniAbrapp
Sim. Do ponto de vista jurídico, inexiste vínculo entre uma e outra. A prática aponta para uma convergência.

A idade mínima aos 65 anos deverá alterar as regras de elegibilidade da Previdência Complementar?

Eu aposto que sim! Apesar da ausência de vinculação direta,acredito que o Sistema, através de seus principais atores (participantes, patrocinadores e entidades) convergirá para o (ou mais de um) novo limite.

A Previdência Complementar permite antecipar a entrada em aposentadoria. Vale à pena? Qual o risco?
Sim. A maioria dos planos atuais, ao desconsiderar idade mínima, permite aposentadorias em idades inferiores à mencionada como possível limite. Quando falamos de planos BD, alguns já permitem a aposentadoria especial, acompanhando a previdência oficial.
Outros permitem a antecipação com a redução do valor mensal da aposentadoria. Essa antecipação deve considerar o equilíbrio atuarial: ao receber por mais tempo, nosso participante deve abrir mão do valor integral, de modo a manter o mesmo valor atual do compromisso do plano.
Num plano CV, essa antecipação não provocaria qualquer problema de equilíbrio, vez que o valor da renda de aposentadoria decorre do montante acumulado e da expectativa de vida no momento da concessão. Os planos CD têm os compromissos limitados aos saldos das contas individuais dos participantes. Significa que não estão presentes os riscos de longevidade.

O trabalhador do século 21 deverá fazer algum seguro para evitar riscos e prolongar o recebimento de benefícios de aposentadoria?
Sim, para esses novos trabalhadores. Sim, para todos os participantes de planos CD. E não, ao menos preliminarmente, nos planos que garantem renda vitalícia. Mas diante dos crescentes índices de longevidade, os administradores deverão repensar a retenção, pelo plano, do risco de manutenção da renda vitalícia. O que nos remete ao início da resposta.


O planejamento previdenciário deverá ser mais intenso para quem se aposenta com idade mínima aos 65 anos?

Para nós, brasileiros, o planejamento financeiro deve ser mais intenso em qualquer condição. Até hoje, somos poucos os que se planejam. A discussão sobre implantar ou não uma idade mínima deve servir como alavanca para nós, Arquimedes modernos, mover o mundo previdenciário em nosso país.

Os empregadores e o Estado deverão intensificar as políticas de promoção e fomento da Educação Financeira e Previdenciária?
Sem dúvidas! O estado já deu o primeiro passo e o mercado já reagiu a ele. Mas ainda timidamente. Precisamos oferecer a educação financeira desde as primeiras séries do ensino fundamental. É preciso ensinar o  equilíbrio entre poupança e consumo aos nossos jovens. Devemos olhar exemplos como o dos americanos, que poupam cerca de 10% da renda. Ou atingir o dos japoneses, que chegam aos 25%

A reforma da Previdência Oficial pode ser uma boa oportunidade de estabelecer novos diálogos com os públicos das EFPC e com a sociedade. É uma oportunidade para que as Instituições, Comunicadores e Educadores Financeiros e Previdenciários se aproximem de Empresas, Sindicatos e Associações e disseminem essa mudança cultural que incentiva o trabalhador a ter mais informação e co-responsabilidade e menos dependência assistencialista em relação à proteção previdenciária. Mais consciência autonomia e emancipação em relação ao futuro. Vamos criar uma nova cultura para viver esse novo tempo.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

FUNDOS SETORIAIS: PROTEÇÃO PREVIDENCIÁRIA PARA O EMPREENDEDOR?

Uma notícia  de mudança é sempre bem-vinda nesses tempos de poucas perspectivas. Há alguns dias, assisti à apresentação de José Roberto Ferreira, diretor superintendente da PREVIC, durante o Encontro Regional Sudoeste, realizado pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP).

Com a proposta de debater ações concretas para o fomento da Previdência Complementar Fechada no Brasil, a PREVIC lançou dia 18 de abril uma consulta pública sobre a implementação do modelo de plano previdenciário para dirigentes, trabalhadores e seus familiares independentemente da figura do patrocinador (clique aqui).



Pelas perspectivas da Comunicação e da Educação Previdenciária, penso que, uma vez implementados, os Fundos Setoriais desencadearão uma demanda gigantesca por conteúdos e informações qualificadas sobre proteção previdenciária, governança, longevidade, planejamento e decisões de longo prazo.

Em 2009, interpretei as primeiras orientações normativas sobre a implementação dos Programas de Educação Previdenciária no Brasil usando uma analogia do Efeito Borboleta, previsto pela Teoria do Caos (clique aqui). 

Naquela época, eram muitos os impermeáveis e os resistentes ao conceito e à proposta da Educação Previdenciária. Eram muitos os céticos e incrédulos sobre os resultados. Naquela época, a estrada precisava ser pavimentada ainda para mostrar os resultados concretos que foram se consolidando e naturalmente ganhando credibilidade e respeito junto àqueles que estão comprometidos a democratização da Previdência Complementar no Brasil - projeto imensamente mais ambicioso do que a transformação que a Educação Previdenciária realiza.

Por INTUIÇÃO baseada na experiência, para mim, essa proposta dos fundos setoriais é uma resposta à economia do século 21. Por ter mais independência em relação à figura do patrocinador e surgir simultaneamente à proposta de autorregulação da Previdência Complementar, idealmente poderá desenvolver novas formas de expressão e relacionamento com a sociedade. Longe de ser uma resposta simples, vai exigir uma contrapartida extraordinária de criatividade, inovação, expressividade e resultados efetivos para ganhar adesão e fidelização do público aos planos de previdência.

Como este momento eu - como brasileira - estou precisando acreditar em alguma coisa, então eu - como profissional - prefiro acreditar no potencial transformador desse trabalho de implementação dos fundos setoriais! Sabe aquela máxima: "põe fé que já é"? Então! Por que não? Como estou desde 1991 nesta estrada, sei que há desvios... Mas é para frente que eu vou. Sempre!

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sábado, 9 de abril de 2016

EXPERIÊNCIA DIGITAL EXIGE QUE VOCÊ SEJA SMART

Nós, brasileiros, estamos no olho de um furacão histórico, político, econômico, midiático. Isso influencia e dificulta transformar qualquer outro tipo de reflexão em post... Pelo menos para mim, com a pegada que gosto de escrever aqui no CONVERSAÇÃO
Esta semana tive a oportunidade de assistir a uma apresentação sobre u-learning (clique aqui). Apesar da relação, u-learning ainda não é o tema deste post. Neste momento, eu estou mesmo interessada em algumas notícias interessantes que consegui garimpar esta semana.

Lançamento da segunda edição do relatório Radar Itaú de Tecnologia

Há bastante informação sobre esse documento na internet, mas não consegui achar o relatório em si. Achei uma matéria que mostra alguns dados bacanas do relatório (clique aqui). Evidente que vou recortar algumas informações para ajudar nesta reflexão aqui. Há pelo menos uma década o Itaú investe pesado em infraestrutura tecnológica, gerando um impacto considerável em automação de processos e, consequentemente, redução de recursos humanos.
A imagem é autoexplicativa. Ganho em tempo, economia em papel, redução de etapas, processos 100% digitais. Experiência PJ igual à experiência PF. Como entusiasta da Tecnologia, considero indiscutível e definitivo o argumento ganho de eficiência. Como humanista, tenho uma perspectiva bastante realista desse assunto.

Até o ano de 2020, cerca de 55% dos empregos existentes hoje no mundo serão extintos


Esta anunciação não é minha. Está na entrevista "A inteligência artificial nos fará dar salto que nunca imaginamos", realizada com o professor Gil Giardelli e publicada pela revista Nordeste (clique aqui). A discussão é trabalho tecnológico e desemprego. O futuro exige menos braço e mais cérebro. Afinal, esse não é um sonho antigo? "O bom disso, é que vamos ter trabalhos com mais pensamentos estratégicos, o ruim é que a maioria da POPULAÇÃO DO MUNDO, AINDA MAIS NO BRASIL, não está preparada para isso", nas palavras de Gil Giardelli. Entendeu, Cara Pálida, o link disso com u-learning?

Ainda que o Brasil apanhe de 7X1 em revolução tecnológica, mesmo tendo o Itaú no time, há que se reconhecer, na questão do ENEM, há uma luz no fim do túnel [resta saber se é horizonte ou trem]. O Ministério da Educação anunciou o lançamento de um portal carinhosamente batizado de "MECflix". Já entendeu, né? U-learning para quem quer fazer a prova. Dá para acessar os conteúdos, fazer simulados, testar desempenho até por smartphone (clique aqui).

Preparado para fazer u-content?

Em 2015, assisti a uma palestra brilhante ministrada pelo jornalista Milton Jung e ele sintetizou em uma frase muito simples: informação vicia! Elementar: as redes sociais são prova cabal dessa máxima. Só que eu acho agora que as redes sociais são apenas alicerce dessa demanda por conteúdos e presença digital. Quem não estiver preparado para encarar o tsunami - na melhor das hipóteses - perde vantagem competitiva. 

E não estamos mais falando em ruído. Estamos falando em assertividade e muita precisão. Conteúdo de qualidade. Conteúdo responsável. Conteúdo relevante. Em 2011, o Fantástico publicou uma matéria sobre o Watson da IBM. Mais do que tecnologia, a proposta é tratar de experiência cognitiva.




Você pode estar questionando se o Watson não é o irmão desconhecido do Google, não é mesmo? Veja agora como o Watson evoluiu. 


Para encerrar esse post, acho que vou arriscar uma analogia. O smartphone começou como um tijolo e foi ganhando inovações incrementais sucessivas, por meio de colaborações, interações, mudanças que clientes sugeriam, investimento que as empresas faziam para concorrer e sobreviver à demanda.
Será que a versão smart do ser humano também vai conseguir se apoiar nessa rede positiva de conexões? Será que a versão smart do ser humano está disposta a interagir com informações e dados? Porque a máquina, o Watson foi capacitado para se relacionar com informações complexas. E nós amamos emoticons e 140 caracteres.

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

MUDANÇAS ALÉM DOS CALENDÁRIOS

Ainda não decidi se escreverei uma retrospectiva este ano. A retrospectiva tem um caráter de memória importante para criar perspectivas.

Entretanto - depois de um período considerável de sensação de estabilidade econômica, vivemos um 2015 marcado por muita complexidade e perplexidade.

O ano ainda não acabou e já estamos diante de um impasse: as coisas podem ser diferentes, mas precisam ser transformadas radicalmente. Pelo menos, há evidências de que a reforma das regras da Previdência Social já é pauta para 2016, ainda que não tenha qualquer apelo para a simpatia popular.

Ao que tudo indica, aumentar o tempo de contribuição e estabelecer uma idade mínima para a aposentadoria serão estratégias para inclusive reequilibrar os resultados da Economia (clique aqui).

A tal da Educação Previdenciária

É evidente que a reforma da Previdência Social seria um tema menos polêmico no Brasil e no mundo se o mito do "forever young" tão rentável para o mercado tivesse perdido a força, frente ao inquestionável aumento da longevidade, especialmente após os 60 anos de idade. Não perdeu! 

A sociedade ainda é sistematicamente condicionada a usar o mapa mental com referências culturais dos séculos 19 e 20 para transitar no século 21. O GPS precisa ser atualizado, certo? Mas esse download não é definitivamente incômodo.

Alguns números ajudam a entender melhor a demanda para o futuro, sobretudo com relação a Educação Previdenciária. Uma pesquisa feita pela Academia Nacional de Competência para os Serviços Financeiros (NSAFS)  em parceria com a AXA Investment Managers mostrou que, no Reino Unido, 73% dos empregadores acreditam que é fundamental fornecer Educação Previdenciária para seus trabalhadores. Porém, 76% do universo pesquisado acreditam que a responsabilidade global para educar a população sobre o assunto não é das empresas (clique aqui).

Tá! Então é responsabilidade das políticas públicas? É responsabilidade de toda a sociedade? E as empresas são formadas por cidadãos e operam em sociedade, certo? Então, claro, a Educação Previdenciária é TAMBÉM responsabilidade das empresas, dos condomínios, dos grêmios, das escolas, das universidades, das igrejas, dos hospitais. O mundo, cara pálida, está envelhecendo! Isso muda as regras do jogo inteiro!

A resistência das empresas, claro, é reflexo e insistência na manutenção do mito do
"forever young". É mais fácil manter a zona de conforto e não precisar mudar. Revela também uma miopia. Mas as estatísticas  e os novos hábitos de consumo vão corrigir essa distorção, de qualquer forma. Ainda que - por enquanto - sejam impopulares, as novas regras nas esferas pública e privada terão que considerar o "forever alive"  como escolha voluntária ou imposta. Trata-se de responsabilidade individual e coletiva, uma nova consciência social a favor da sustentabilidade para todos os ciclos de vida que formos capazes de criar e viver.

A perspectiva para 2016 é que as mudanças sejam definitivamente acompanhadas de muita informação qualificada feita por todos os importantes formadores de opinião que trabalham com seriedade para orientar corações e mentes. De imediato, sem uma estrutura para viabilizar a expansão da Educação Previdenciária, ao menos há que se neutralizar a vitimização delinquente e oportunista dos detratores de plantão.

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