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sexta-feira, 27 de abril de 2018

CEM MILHÕES CELEBRADOS POR UMA MARCA NACIONAL

Sou apenas uma nestes cem milhões da Globo! Mas a campanha de celebração dessa conquista da marca falou comigo. Ando meio incomodada com os números, ultimamente. Porque produzo conteúdo, mas os números nem sempre são tão empolgantes. Muitas decisões são baseadas nesses tais números - alcances, relação de investimento e retorno, frequência e periodicidade das mensagens. Mas o empenho para produzir conteúdo precisa ser permanentemente redobrado, isso eu não tenho dúvida!


Então, a campanha da Globo sobre os cem milhões de telespectadores começou a me sensibilizar. Primeiro, porque assisto parte da programação - os jornais, novela, às vezes as minisséries. Então eu me identifiquei. Depois, porque os filmes da campanha são lindos e o jingle é chicletinho. Então fica lá, ecoando na cachola, mesmo que eu não queira. É claro que só esses elementos aumentaram ainda mais o meu incômodo com os números. Já viu, né? São vários filmes, com a mesma pegada, mas a expressão é regionalizada.



Acho que, todas essas peças da campanha dos 100 milhões fizeram a minha angústia com Comunicação - suas decisões, escolhas, processos e resultados - explodir e me lembrar de mais um número. 53 anos. Esse número a campanha dos cem milhões não mostra. 

Desde 1965, ano em que eu nasci, a TV Globo está no ar.  A marca é mais antiga ainda.  Começou com a gráfica, os jornais, a rádio. Só depois vieram os canais de tv, a presença digital - portais, apps, redes sociais. Multicanais, plataformas de comunicação, pesquisa, produção intensa de conteúdo, busca permanente pelo tom uníssono desses cem milhões. É a tal da Comunicação 360° em escala titânicaClique aqui para saber mais sobre esses números, estrutura e alcance da Globo. Mas nem dá para imaginar tudo o que foi investido para construir esse patrimônio institucional, simbólico, cultural. Quanto trabalho, quanta energia! "Uns dizem gostar da gente, uns dizem que não".

Tente outra vez... e sempre!

Para quem é empreendedor ou profissional liberal - como eu e mais a torcida de vários times de futebol - a coisa é um pouco diferente. O Jornal de Negócios do SEBRAE, na edição de fevereiro, divulgou uma pesquisa sobre as decisões de Comunicação das pequenas e médias empresas no Brasil.

Os resultados da pesquisa SEBRAE mostram que o principal canal de divulgação é o boca a boca: 31% utilizam. Só 14,4% têm site. Mas 21% usam redes sociais.


Entendo que produzir e manter esses canais de divulgação exige recursos financeiros e, principalmente, humanos. Eu mesma nem sempre consigo acompanhar tudo o que eu gostaria ou produzir tudo o que eu preciso.

Ainda que Comunicação não seja a principal decisão de gestores e empreendedores, ela precisa ser entendida como instrumento estratégico para potencializar e alavancar resultados. A Comunicação pode ser uma escolha muitas vezes baseadas em evidências e fatos, às vezes baseadas em números, expectativa de alcance e resultados. Seja lá qual for a razão, a Comunicação, para mim, é uma vivência, uma angústia, uma felicidade, uma realização, sempre impulsionada pela paixão e pela " estranha mania de ter fé na vida".

sexta-feira, 5 de maio de 2017

O FUTURO VEM DO FUTURO

O título deste post tem autoria do professor Sílvio Meira. E eu adotei como um tipo mantra. 

O futuro é um conceito, uma perspectiva. Mas quem lida com as possibilidades e potenciais de suas  narrativas, utopias e também conhece suas distopias tem a responsabilidade de materializar e entregar um futuro de qualidade compartilhável.

O futuro não acontece exclusivamente por meio saltos, ainda que sua história possa sugerir assim. O futuro é também incremental. Acontece todos os dias, aos poucos, mesmo que nossa atenção não reconheça ou legitime esse processo. Aí, é óbvia a sensação de salto - mas muitas vezes trata-se apenas um lapso de percepção.



Há muito tempo, sempre questiono quem eu posso sobre a questão da destinação de dinheiro digital para proteção do futuro. Trocando em miúdos: com a infraestrutura e a legislação correta, a gente pode usar bitcoins, pontuação de cartão de crédito, milhagem, crédito de NF para uma poupança previdenciária?

Esse é o meu exercício de querer trazer o futuro para o presente. Este é o meu questionamento, que tem por base uma Educação Previdenciária como prática de sustentabilidade e consumo consciente de modo orgânico, articulado e integrado.

Hoje - nas redes sociais -  achei a primeira resposta convincente para essas minhas dúvidas. Ela vem nada mais nada menos do que Gustavo Cerbasi.



O arcaico é resistente, mas o futuro é fato

Mírian Leitão escreve sobre as resistências do arcaico. O arcaico é o maior obstáculo às fabulações sobre o futuro. Mas o futuro é fato! Se parte das instituições brasileiras preservam e cultuam arcaísmos, também há aquelas que, por exemplo, oferecem infraestrutura tecnológica para simular novos ambientes de negócio.

Pela perspectiva da Comunicação e da Educação Previdenciária,  essa convergência com a Tecnologia da Informação é estratégica e irreversível. Trata-se somente de uma questão de tempo, obsessão por resultados e da própria eficiência financeira.

A minha fabulação de futuro fala de decisões facilitadas e naturalizadas - como o uso do cinto de segurança. Não como modinha ou porque estou sujeita à multa... Mas como um dos recursos de pode dar mais proteção à minha vida em ambiente de risco! Estou falando de consciência e lógica! Consciência e lucidez são grandes estimulantes para quem quer viajar até o futuro sem sair do presente.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

DESCULPE, ANE CASAGRANDE!

No último sabadão, calorão, eu e minhas sandálias de borracha de boas na toca. SQN! Minha amiga Ane Casagrande - lá da Funcorsan, do Rio Grande do Sul - me marca no Facebook! Era para eu assistir a um vídeo de um educador financeiro best seller, que fazia a maior publicidade sobre as vantagens do Tesouro Direto,comparado ao que ele chamava genericamente de Previdência Complementar, juntando no mesmo guarda-chuva, no mesmo balaio os produtos bancários - com fins lucrativos - e os fundos de pensão - sem fins lucrativos.


Ane Casagrande, corretamente indignada, queria treta. Eu e minhas sandálias de borracha estávavamos lendo um livro sobre perdão e reparação... estávamos de boas... Daí, respondemos e contemporizamos, mesmo sabendo que o caso era de juntar argumentos, partir para a briga, usar as redes sociais, chamar os amigos atuários, universitários, advogados e correr o risco.... Mas era sabadão, sabe como é! Calorão, leseira... Eu e minhas sandálias de borracha saímos pela direita, coisa que não se deve fazer quando o assunto é amizade e protagonismo! Mas eu fiz. Vergonha de mim! Desculpe Ane Casagrande!

Revanche!

A história continua sempre que você responde "sim" à sua imaginação! Hoje eu estava aqui no meio de um turbilhão. Ah! Carnaval! Tempos de, claro!!!!!, produzir Relatório Anual de Informações - siiiiiiiiiiiimmmm - o famoso RAI! E eu aqui no meio de um mar de informações e dados, revisando e rezando para não misturar informação, faço um break pro café! Olho as redes sociais. E lá está! Matéria da Revista Exame: COMO INVESTIR NO TESOURO DIRETO E SE APOSENTAR COM TRINTA ANOS!. Não resisti. Fui ler, lembrando de minha amiga Ane Casagrande (consciência dói)! O texto não é longo, mas faz apologia ao título público. Achei curioso, afinal os educadores financeiros responsáveis, como Gustavo Cerbasi, estão começando a mudar as abordagens, considerando queda da taxa de juros, mercado em possível recuperação, etc.

Por pura sorte e Deus sempre comigo, resolvi ler os comentários. E lá estava! Primeiro, manifestações suspeitando dessa publicidade em prol da captação de recursos para o Governo. Depois, o show, espetáculo de quem, diferente de mim, entrou na raia e encarou a treta: Cristiano Verardo, da Odeprev de São Paulo, corrigindo, senhoras e senhores, a revista Exame! Vou reproduzir o texto, porque já li algumas vezes, para aprender.
"Editor da Exame, uma vergonha esse título sensacionalista! Separe as coisas. Quer chamar a atenção para as desvantagens da previdência privada vendida por bancos comerciais, faça a coisa certa, direcione sua matéria e o seu título para lá. Não coloque as Entidades Fechadas (as previdências de empresas, tipo a que vocês têm aí à disposição de vocês, por meio da Abril Prev) no mesmo "saco". Vocês prestam um belíssimo desserviço além de deixarem claro a parcialidade e a falta de técnica e rigor na matéria. Não está bom receber contrapartida (dinheiro da Abril) de 30% a 150% aí na Abril Prev? Tem melhor investimento do que esse? Seja mais rigoroso. Milhares (ou milhões) de pessoas que têm à sua disposição um plano de previdência de empresa vão, certamente, ficar em dúvida se estão fazendo a coisa certa. Tesouro Direto é ótimo, mas deveria ser a segunda opção para a essas pessoas que podem participar de um plano de previdência de empresa para apoiá-los em seu plano financeiro rumo a aposentadoria. Chame o pessoal do Fundo de Pensão de vocês para educar os jornalistas. O Brasil agradece! Mas não mais compare opções diferentes como se a mesma coisa fosse!"
Diante do nocaute, tive que disputar então espaço nos comentários sobre o comentário do Cristiano Verardo à matéria da Exame. Turn down for what? E para não correr o risco de perder as minhas fontes, estou reproduzindo o que eu vi aqui!




De verdade, estou feliz com essa lição da vida sobre perda e aproveitamento de oportunidade! Estou feliz com esse momento da história, que as pessoas - conhecidas e desconhecidas - protagonizam e fazem a rede mais inteligente. Estou feliz porque as PESSOAS sabem um pouco mais o que é Previdência. A verdade basta! Estou feliz!!!!! 

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

DE CURITIBA A LUANDA: NOVIDADES O QUE FAZEM O MUNDO GIRAR MELHOR

Para mim, a amizade em rede e a Comunicação em rede é melhor do que Prozac! Explico: esses últimos dias - por falta de notícias boas - escrevi pouco aqui no blogue. O desânimo não é bom para ninguém. 

Mas hoje tudo mudou! Logo cedo recebi um e-mail do querido professor Marcos Adlich, que também atua na área de planejamento estratégico da FIBRA.

Na mensagem, informações sobre um evento que acontecerá em Curitiba, no próximo dia 29 de novembro, para mostrar a experiência de  empresas que implantaram o sistema BPM (Business Process Management). A FIBRA é uma delas! Daí, eu quis saber:  o que o BPM faz? E o professor Marcos Adlich explicou: 

"É um caminho bem interessante, pela proposta de mover a empresa para, de fato, ser uma empresa do século 21. O BPM é um modelo que fornece um conjunto de soluções para aumento de performance, visibilidade gerencial, inovação organizacional, etc. Tudo alinhado ao direcionamento estratégico construído. Como um 'guarda-chuva' dos modelos de gestão existentes. Fortalece as perspectivas de gestão e de governança. Alcança todos os processos corporativos (a cadeia de valor do negócio). É uma metodologia facilitadora da implementação da estratégia organizacional que induz à ampliação da visão sistêmica e adiciona valor à relação com o cliente".

A TI e a consciência coletiva

Se o ser humano fosse perfeito, muitos avanços tecnológicos não teriam sentido. Para compensar a imperfeição é que existem sistemas e controles automatizados cada vez mais integrados, sistêmicos e potentes. Eles interagem com a inteligência que está nos bastidores dos processos. Colaboram para a evolução da gestão do conhecimento, do legado institucional. 

Isso é fascinante! Penso que se, por um lado, o Direito, a Filosofia, a Sociologia, a Comunicação, a Educação e outras áreas do conhecimento foram parcialmente efetivas em fornecer uma consciência prática sobre a vida em comum, por outro lado e no limite, a Gestão e a Tecnologia da Informação - por meio de dados, processos transparentes, rastreáveis e alta precisão - podem despertar nas PESSOAS essa consciência de integração, interdependência e coletividade. 

A cadeia de valor do negócio é alavancada porque ganha objetividade e segurança. A inteligência artificial é integrada à estratégia organizacional para criar uma estrutura cada vez mais orgânica. Parece futuro, mas é agora! Fico pensando no potencial desse método para gerar dados,  pistas e respostas que facilitem e promovam a Comunicação e a Educação Previdenciária (tags, rastreamento de áreas de interesse, previsão de demandas). Mas essas respostas só quem estiver em Curitiba e prestigiar o BPM Day vai descobrir. 

Brasil, Portugal & Angola

Depois do e-mail de Curitiba, recebi uma ligação de Belo Horizonte. O professor Ivan Sant'Ana Ernandes do outro lado da linha, me avisando que também dia 29 de novembro estará em Angola, no evento A PROTEÇÃO SOCIAL COMPLEMENTAR: PRESSUPOSTOS, EXIGÊNCIAS, BENEFÍCIOS E RISCOS, que será realizado na Escola Nacional de Administração (vinculada ao Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social).

Pela programação é composta por um painel dedicado a abordar o tema pela perspectiva local. Os especialistas angolanos falarão sobre o Regime Jurídico, Financiamento e das Associações Mutualistas. Já no painel internacional, será montada uma mesa redonda da qual participam representantes de três países: João Neto (Angola), Tereza Fernandes (Portugal) e Ivan Sant'Ana Ernandes (Brasil). Eles deverão apresentar as experiências, soluções e os desafios mais marcantes que cada país enfrenta na gestão previdenciária.

Fico pensando em como a bandeira da proteção previdenciária precisa ser estendida e fortalecida para além de fronteiras, dentro de corações e mentes das PESSOAS. E no potencial dessa rede de Comunicação que revela nossa interdependência e o valor de cada contribuição para o fortalecimento desse ideal que nos conecta e humaniza. Desejo sucesso e luz a todos que dia 29 de novembro estarão fazendo o mundo girar melhor!


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

SOMOS MAIS QUE TESTEMUNHAS DO TEMPO

Se - assim como eu - você ficou surpreso com a transformação do personagem Wolverine em 16 anos então, mesmo que inconscientemente, uma sensação semelhante à minha deve ter provocado suas ideias. E aqui eu vou traduzir a sensação que eu tive.

O mais intrigante nesta experiência de acompanhar o surgimento e a evolução da personagem é que junto de Wolverine, deixamos de nos reduzir um dado estatístico para assumir nossos papéis de testemunhas e personagens da ação do tempo: percebemos o tempo seja no Wolverine, seja em nós mesmos, seja no mundo! Esta é uma metáfora poderosa do nosso protagonismo aqui e agora! E o que ela nos diz? "Não temos tempo a perder!". 

Veja! A série teve início em 2000 e, num piscar de olhos, se estendeu por 16 anos! O veterano Johnny Cash participa da trilha sonora de Logan, o Wolverine de 2016. E seus versos desafiam: 

If I could start again (se eu pudesse começar de novo)
A million miles away (a milhares de quilômetros daqui)
I would keep myself (eu me pouparia)
I would find a way (eu encontraria um jeito).

Pois é! Mudanças nos mitos: de forever young para forever alive! Com o plus: I would keep myself (eu me pouparia = eu seria previdente). Fascinante!! Será que o radicalismo do mundo está ganhando consciência? Será que o tempo está mostrando uma face não só envelhecida mas madura da humanidade?


Legado: mais do que aventura, troca intergeracional!

O futuro é uma obra aberta! Talvez a mais aberta de todas as obras. Por isso, acho que cabe pensar também se o legado que se transmitirá às novas gerações - além da proposta de aventura - integra um conhecimento sobre sustentabilidade da vida em todas as suas manifestações, especialmente as manifestações de caráter coletivo!

No livro Trópicos Utópicos, Eduardo Giannetti, deixa alertas belíssimos como legado de responsabilidade para a sociedade: "O desejo de saltar para aquém do cárcere do pensar se pode compreender - e até cultivar em certa medida, mas o lado de fora não há. A consciência é irreparável; dela, como do tempo, ninguém torna atrás ou se desfaz. Desmorder a maçã não existe como opção". [p.36]

Portanto, se estamos presos à consciência e ao tempo, temos que buscar um caminho, um caminho que poupe, proteja a todos das próprias escolhas! Talvez, as luzes tenham que ser garimpadas naqueles que, como Eduardo Giannetti, se renderam à consciência, à responsabilidade e à realidade. É dele a sentença: "A igualdade de resultados oprime, a igualdade de oportunidades emancipa". [p.100]. Deveria ser argumento para vários filmes! 

Mas ilumina muito as ações daqueles comprometidos com o futuro. O futuro é uma obra aberta e muita gente bacana dedica muita energia para que ele seja uma versão melhor do presente. Para que o futuro seja uma experiência verdadeira de mais qualidade de vida, mais significado, mais herança do que recebemos das gerações que nos antecederam. Para que nós mesmos, nossos filhos e netos possamos trilhar caminhos mais promissores em territórios civilizados e menos hostis.


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O VALOR ALÉM DA AUTORIA

Chegou a sexta-feira, e eu concluí a leitura do livro de Kevin Ashton (MIT): A história secreta da criatividade - descubra como nascem as ideias que podem mudar o mundo. No post anterior eu me referi a ele, falando que o autor desconstrói o mito do gênio e coloca a criatividade como resultado de trabalho, trabalho e trabalho. Simples! SQN.
Hoje, vou falar de outro conceito que ele desenvolve. Não tem um nome específico, mas para simplificar, vou chamar de interdependência ou cadeia criativa. Significa que você nunca está sozinho quando está produzindo. No mínimo, tem que considerar os milênios de civilização e cultura que  precederam, influenciam e - quase sempre - determinam os resultados do processo. É verdade!
Eu já havia visto essa abordagem em outro livro - A angústia da influência, de Harold Bloom. A diferença é que Bloom não desconstrói o mito do gênio. Por uma simples razão: seu foco é a sensação dos gênios sobre o processo de criação. O foco de Ashton é o processo de criação, comum a todos, inclusive aqueles que recebem o reconhecimento e criam uma reputação diferenciada.
Mas o que me faz escrever um post não são as diferenças de abordagem (as duas fantásticas). Ashton tem um olhar muito realista para a questão da criatividade. A criatividade, como eu acredito, não é acaso. Ela é muito mais obstinação. Ela ajuda a superar, por exemplo, as rejeições, os fracassos, os bloqueios, os preconceitos, os condicionamentos que são comuns a todos nós. É simplesmente uma força que nos faz fazer mais e melhor. Em outras palavras, a criatividade nos faz sair da zona de conforto para enfrentar o desconhecido.
"Os tomadores de decisão e as figuras de autoridade nas empresas, na ciência e no governo dizem que valorizam a criação mas, quando são testados, eles não valorizam os criadores. Por quê? Porque as pessoas mais criativas tendem a ser mais divertidas, pouco convencionais, imprevisíveis, e tudo isso as torna mais difíceis de controlar. Embora a maioria de nós afirma que valoriza a criação, na verdade damos mais valor ao controle. E assim tememos a mudança e favorecemos a familiaridade. Rejeitar é um reflexo". [p. 94] 
A criatividade também depende de antecessores. É um processo de aprimoramento contínuo, incremental. Já escrevi sobre processo incrementais, relacionados a inovação. Mais do que explicar, Ashton demonstra essa cadeia nos agradecimentos de seu próprio livro, correlacionando cada argumento de capítulo a todos aqueles que indicaram fontes, sugeriram ideias, contribuíram com críticas e novos caminhos.
Quando estamos envolvidos com a criação, seja de um post, de um avião, de um submarino, de vacinas, a gente perde um pouco essa dimensão da cadeia, da interdependência, porque mergulhamos fundo para achar as soluções. Mas a propulsão para ir mais e mais fundo, normalmente é externa.
Você já parou para imaginar quanto conhecimento, processo, robôs e pessoas estão envolvidos na produção de uma lata de Coca-Cola? Quanto tempo de criação está envolvido numa lata de Coca-Cola?
"Houve um tempo em que nos ajoelhávamos à beira de um riacho para pegar água com as mãos. Agora, puxamos um anel numa lata de alumínio e bebemos ingredientes cujos nomes não sabemos, vindos de lugares que desconhecemos, misturados de modos que não entendemos.
[...]À medida que a mineralização e a carbonatação se tornaram comuns, as propriedades curativas associadas à água de fonte recuaram em favor de remédios e tônicos que continham ingredientes exóticos, como o fruto do baobá africano e raízes supostamente extraídas de pântanos. Muitos desses 'medicamentos patenteados' continham cocaína e ópio, o que os tornavam eficazes no tratamento da dor (ainda que nada mais do que isso) e também viciantes.
Um desses remédios, inventados por John Pemberton na Geórgia em 1865, era feito de ingredientes que incluíam noz-de-cola e fola de coca, além de álcool. Vinte anos depois, quando algumas partes da Geórgia proibiram o consumo de álcool, Pemberton fez uma versão não alcoólica, que chamou de 'Coca-Cola'. Em 1887, ele vendeu a fórmula para um farmacêutico chamado Asa Candler".
 O que esta versão da história não conta é que a fórmula custou U$ 500. Acho que é porque há controvérsias. Mas Pemberton estava falido. E Candler era, então, um farmacêutico pobre. Mas seu mérito foi uma decisão incremental que salvou a fórmula e criou um império: acrescentar água gaseificada à receita.

Daria para ficar esta sexta-feira inteira recontando as histórias fascinantes do livro de Ashton que tratam de Wood Allen, South Park, aviões, bactérias, radição, tecnologia da informação, Vila Sésamo e tantos outros segmentos criativos nem sempre óbvios que cercam a nossa vida. Mas vou encerrar aqui, agradecendo a Ashton por mais uma viagem via queda pela toca do Coelho de Alice. Para uma sexta-feira cinzenta e fria em São Paulo, foi rock and roll demais. Amei! E uma coisa é certa, vou seguir Kevin Ashton para sempre!




terça-feira, 27 de setembro de 2016

INVENTAR É MISSÃO DE TODO DIA

Quem assistiu à palestra de Ricardo Guimarães durante o 37º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, deve ter notado o chamado que ele fez para as novas narrativas. Confesso que só consegui acompanhar os primeiros 20 minutos da apresentação. Precisei reassumir meu posto junto à TV ABRAPP. Mas a questão das novas narrativas, para mim, bateu forte, mais uma vez. 

Em nosso segmento, a Previdência Complementar, ela tem outros formatos: a linguagem não é simples; é técnica demais. A mensagem não chega ao jovem. O comportamento da sociedade não é de poupança de longo prazo. Fatos! Mas - até onde eu consigo acompanhar - são complexos até mesmo os conteúdos produzidos pelos jornais da tv aberta para, por exemplo, explicar a Reforma Previdenciária, que deve voltar à pauta após as eleições municipais.

Previdência, Previdência Complementar em país ainda jovem dificilmente é assunto trivial. Talvez em países com uma demografia diferente, onde a experiência de uso dos benefícios previdenciários é mais cotidiana. Aqui, ainda tem um tempo para a população vivenciar isso. Mas esse tempo é cada vez menor!

As novas narrativas

Onde eu transito, graças a Deus, consigo perceber uma atenção e uma predisposição a tentar novos formatos de expressão! Talvez seja sutil, mas há uma flexibilidade na aceitação de propostas novas. Deus criou o mundo durante seis dias. Por isso, ele é Deus. Nós temos que criar todos os dias. E não apenas mensagens. Temos que criar as justificativas para que elas se materializem com uma nova estética, apelos repaginados, argumentos reestruturados. 

Uma das minhas experiências com a construção dessas novas narrativas foi na campanha de divulgação do Congresso, que deixou de ser colaborativa - com a mensagem mais espontânea - para se transformar em institucional, com uma mensagem mais dirigida, combinação de imagens estáticas, locução e trilha sonora. Dos nove temas propostos, quatro foram realizados e divulgados pelas redes sociais da Associação Brasileira dos Fundos de Pensão (ABRAPP). No post anterior, também publiquei os vídeos (clique aqui).

Outra mudança foi com relação à realização de entrevistas para falar do planejamento e da montagem do Congresso. Até então, eram produzidas pautas para tratar dos principais movimentos realizados no pré-congresso. Tudo virou uma mensagem mais rápida, dinâmica e muito mais apoiada em imagem do que em explicações.



Claro! Exige muito mais planejamento, imaginação para criar contrastes. A natureza em Forianópolis, por exemplo, está pronta e é exuberante. A concorrência não é justa mas, para fazer o Congresso ser melhor a cada ano, todo mundo encara o desafio! Com a linguagem, não pode ser diferente.

Sem saltos

Ando às voltas com uma leitura bastante envolvente: A história secreta da criatividade - descubra como nascem as ideias que podem mudar o mundo, de Kevin Ashton (MIT). E o interessante da abordagem é que ele se posiciona radicalmente contra o mito do gênio criativo para assumir um estado de atenção focado no processo de criação, traduzido em trabalho, trabalho, trabalho.

"Criar é dar passos, e não saltos: encontrar um problema, resolvê-lo e repetir. A continuação dos passos vence. Os melhores artistas, cientistas, engenheiros, inventores, empreendedores e outros criadores são os que continuam avançando ao deparar com novos problemas, novas soluções, e novos problemas mais uma vez. A raiz da inovação é exatamente a mesma de quando a nossa espécie nasceu: olhar para alguma coisa e pensar "Posso melhorar isso". [p. 51]
E o livro é cheio de exemplos e histórias reais, aquelas que em geral são omitidas para reforçar o mito de que a criação é feita por eleitos. Nada disso! A criação é feita por nós que, todos os dias, buscamos novas expressões e soluções em ideias, palavras, sintaxe e semântica. Que buscamos recursos: imagens, sons, metáforas, analogias para democratizar nosso produto: a Previdência Complementar. 

Somos nós que recuperamos a reputação. Somos nós que cuidamos das avarias na imagem. Somos nós que incansavelmente militamos com a bandeira da Educação Previdenciária nas mãos. Não, não há saltos. Estamos trabalhando ao-rés-do-chão, no alicerce do conceito deste produto, para que a Previdência Complementar supere e se fortaleça nesse cenário de muitas crises e enormes incertezas.



terça-feira, 6 de setembro de 2016

VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE


Generalizações são redutoras. Induzem a uma percepção distorcida da verdade. Ontem mesmo, publiquei um post baseado em pesquisas sobre o medo dos brasileiros jovens ao tema futuro financeiro na terceira idade. Os números das pesquisas são relevantes e levam a crer nessa distância abismal entre o jovem e planos de longo prazo. Uma dessas pesquisa foi iniciativa da FenaPrevi.

As pesquisas não estão erradas. Mas a realidade vai além delas. A própria FenaPrevi tem outros dados para apresentar. Em 2016 a captação líquida dos fundos de previdência já registra saldo positivo de mais de R$ 24,6 bilhões (clique aqui)

Ao que tudo indica, uma série de fatores estão na base desses resultados. A Reforma da Previdência Social que, no mínimo, tem o mérito de ter se transformado em pauta para diferentes canais de Comunicação e chamado a atenção da sociedade sobre a redução dos benefícios.

A Educação Financeira e Previdenciária, iniciada em 2007/2008, ainda que tímida, tem mostrado que há vida além da caderneta de poupança. Basta lembrar que nos últimos dois anos foram registradas fugas recordes de recursos financeiros da caderneta de poupança. Parte dessa fuga deve-se ao desemprego e ao endividamento das famílias. Parte deve-se à conscientização dos poupadores sobre investimentos com rentabilidades mais vantajosas e incentivos tributários.

A evolução das novas gerações

Diferente da minha geração - que ouviu muito sobre o trauma e o fracasso dos montepios - as futuras gerações terão melhores instrumentos em mãos para superar o medo e criar outras soluções para o financiamento do futuro financeiro qualquer que seja a idade. 

É evidente que a insegurança econômica continua, as relações de trabalho se modificam, a justiça social e a distribuição de renda também precisam ser permanentemente renegociadas. Entretanto, ao menos em uma questão há diferença. Na informação! Nos recursos com que a informação é trabalhada para ser compartilhada. Hoje, os meios de Comunicação se dedicam a fazer com que a mensagem seja mais didática. Isso facilita e muito a troca de sentidos, a revisão e ampliação - como estas que estou fazendo agora - de interpretação. Fica mais fácil tomar decisões baseada em fatos e evidências.

Acredito que o conceito de longo prazo é o próximo passo nesse processo. Primeiro a gente aprende a incorporar a instabilidade de um ambiente politicoeconômico sujeito a influências locais e globais. Depois a gente aprende o equilíbrio financeiro, a resistir ao consumo, aos impulsos e imediatismos. Finalmente, a gente aprende sobre sustentabilidade. A gente incorpora o futuro nos planos. A gente amadurece e encara a tal da longevidade com responsabilidade. Não, não é só medo! A gente precisa aprender que encarar de frente o monstro de baixo da cama pode ser uma experiência libertadora para toda a vida.



sábado, 2 de julho de 2016

MEDO, RAIVA, FELICIDADE, INTELIGÊNCIA: O QUE MOTIVA AS SUAS ESCOLHAS?

Tempos de incertezas. Tempos de violência. Dois posts publicados pelo professor Samy Dana (FGV/SP) me fizeram refletir sobre duas questões que são reações imediatas às incertezas e à violência: o medo e a raiva.

Faces da mesma moeda, o medo e a raiva são complementares e impulsos para o ataque. Impulsos são diferentes de razões. E de forma diferentes, impulsos e razões desencadeiam ações. Ações movidas por impulsos têm grandes probabilidades de se transformarem em arrependimentos. Ações movidas por razões têm probabilidades de se transformarem em satisfação.


Samy Dana escreveu sobre raiva no post Anúncio do Reclame Aqui mostra que queremos vingança, doa a quem doer. A raiva cega e cria um estado de alerta para o ataque. Uga, guerra! Ao vencedor, o isolamento.



O que me chama a atenção são os estudos que mostram como o ser humano ainda é refém de suas emoções básicas. Nossos instrumentos para decisões ainda estão no reduto do arqueocórtex e do paleocórtex e ainda vão demorar a se valerem daquilo que o neocórtex pode nos oferecer. Em outras palavras, uma sociedade que resiste a amadurecer e evoluir sofre por seu posicionamento juvenil inconsequente.

O outro post é Não use a crise e o desemprego para amedrontar seus funcionários.  A insegurança extermina com as motivações mais criativas. Coloca todo o ser em estado de defesa e fuga. Uga, guerra! Ao vencedor, o isolamento.



Raiva e medo: é interessante pensar como essas duas emoções nos distanciam daquilo que mais desejamos: a felicidade, curiosamente outra emoção que ressignifica permanentemente, justifica e legitima senão todas, a maior parte de nossas ações.


Tenho visto, aqui e ali, alguns sinais que sugerem a felicidade como uma grande força motivacional no século 21. Quem é feliz produz mais. Quem é feliz trata melhor a si e ao mundo. E existem respostas que vão além do Prozac! Porque a felicidade é relacional. Baby! "É impossível ser feliz sozinho".

A Psicologia Positiva pode ser uma chave para os mistérios sobre aumentar a felicidade das pessoas.A Filosofia pode complementar esse repertório sobre felicidade, porque o conceito de felicidade, como tudo, muda. Não é sem motivo que os professores Leandro Karnal e Clóvis de Barros Filho lançaram este ano o livro Felicidade ou Morte. Deste livro, destacamos o trecho a seguir:

"E parece que nós escrevemos e pensamos sobre ética e neste momento no Brasil, e também sobre felicidade, exatamente porque há uma falta ou uma percepção de falta generalizada. Obviamente, a felicidade e sua ausência foram definidas em cada época de uma forma, mas o mais curioso é que nem todas as épocas colocaram a felicidade a ser atingida. Uma vida eficaz, razoavelmente equilibrada, sem grandes saltos positivos ou negativos, voltada à reflexão, por exemplo, era uma pretensão romântica, acima de tudo. O ato de sorrir, durante o chamado período do primeiro Romantismo, seria algo considerado de mau gosto. Ser blasé era elegante, algo que distiguia os nobres das pessoas simples. Quando Frans Hals pinta no Barroco holandês pessoas sorrindo e bebendo cerveja, conta de uma felicidade burguesa que a aristocracia vê com certa desconfiança - "coisa de burgueses". Diríamos hoje, talvez, leitura mais "popular" da felicidade. Para os aristocratas, a burguesia fazia "churrasco na laje".

Qual é a sua escolha?

Acho importante conhecer e refletir sobre essas emoções. Porque quem trabalha com Comunicação e Educação Previdenciária produz conteúdo para influenciar PESSOAS. Neste processo, existem escolhas que desencadeiam emoções. 

Durante muito tempo e ainda hoje, fizemos mensagens sustentadas pelo medo e pela raiva (pelo risco de invalidez,  morte, longevidade, desemprego, desamparo, dependência).

A gente sabe que a escolha e o sentimento pode ser outro quando se acredita nos resultados de uma inteligência coletiva e colaborativa. Estamos vivendo uma realidade nova todos os dias. Vamos trocar o tacape pelos resultados em escala (que só acontecem em razão de uma decisão coletiva). Vamos trocar o medo e a raiva pela inteligência da proteção aos riscos previsíveis. Porque a vida é cheia de riscos. E porque também podemos ser felizes, melhores e mais fortes encarando e vivendo os riscos imprevisíveis.


segunda-feira, 9 de maio de 2016

MUDAR O MUNDO: SÓ PARA OS FORTES!

Minha maneira louca de mudar o mudar o mundo é escrevendo. Escrevendo post, roteiros de perguntas, relatórios, descritivos, comentários. Eu vivo escrevendo, desenvolvendo, criando conteúdos. 

Também faço coleção de conteúdos para inspirar meu processo interno de produção. E eu curti muito essa peça de Comunicação que a Social Good Brasil criou para promover um evento institucional. Bem bacana.

Também achei há poucos dias uma dica sobre o poder dos apelos emocionais das mensagens institucionais. Essa dica apontava para a Comunicação Institucional.

E aí, Cara Pálida, tenho certeza que você vai me dizer que isso é teoria e, na prática, nenhuma novidade. Eu também pensei isso quando li a dica. Mas as duas coisas - dica e marca - por algum motivo ficaram na minha cabeça. Talvez eu tenha mesmo gostado da imagem usada no compartilhamento. Gostei tanto, que fui buscar agora e estou escrevendo sobre isso.

Comigo acontece muito isso. Minhas sinapses não são imediatas. Mas vão acontecendo em sequência sem um tempo muito definido. Mas, vamos lá! A tal imagem ficou na minha memória afetiva. De certo eu senti - mas estou pensando só agora - a generosidade de quem estava lendo. Trata-se de Adriana Almeida - consultora em Neuromarketing - que eu não conheço mas sigo pelas redes sociais. É evidente agora que uma das maneiras loucas dela mudar o mundo é por meio de dicas teóricas.



Viu lá, na última linha do destaque a L'ORÉAL? Não fosse isso, no último dia 4 de maio, em que o mundo parou para comemorar Star Wars, eu tivesse passado batido pela próxima imagem. Porque eu gosto mas não sou aficcionada pelo filme e seus personagens. Aliás, o primeiro episódio foi lançando quando eu ainda era criança. Foi atravessando o tempo e conquistando gerações. Os fãs - além dos personagens - são capturados pelo poder da mensagem sobre força, ética, honra: valores eternos que eternizaram o filme.



Por que é que eu estou escrevendo sobre isso? As marcas estão empenhadas em criar apelos emocionais que realmente façam sentido para as novas gerações. Alguma dúvida sobre quem a L'ORÉAL quis atingir com essa imagem e marca? Não tem texto. Alguma dúvida sobre o que a L'ORÉAL está comemorando? Os atributos técnicos de seus produtos? Os efeitos que os produtos provocam?

Outras marcas também trabalharam com o mesmo apelo de Star Wars para muito criativamente sensibilizarem e engajarem seus públicos. E não foram apenas marcas consagradas e internacionais como Volkswagen e Snikers (clique aqui).

Se você tem dúvida sobre a idade e repertório de quem está produzindo essas mensagens, eu não. E, como veterana, sei também que as empresas serão pressionadas a "apertar a tecla SAP" para ganhar corações e mentes da sociedade do século 21.

Sem dúvida, senso de oportunidade, humor, entretenimento estão na base dessa fórmula. As novas gerações têm essa demanda. E vão utilizar esses tipos de associações positivas para consumir os produtos e serviços disponíveis no mercado. 


Que a força e a capacidade de criar mensagens afetivas e memoráveis estejam com todos os Comunicadores do século 21 e no século 21. Porque eu sou do século 20, mas estou também nessa nave que ruma para o futuro!



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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O NOVO MAPA DA COMUNICAÇÃO


Não leu o post que eu escrevi hoje? Repense! E também invista seus próximos 10 minutos e assista ao vídeo eu terminei de encontrar no Facebook. Ele exemplifica e conceitua um pouco do movimento em Comunicação que está acontecendo muito forte aqui no Brasil e também no resto do mundo. 

Juro que eu queria terminar esse post relâmpago com um definitivo: "E não se fala mais nisso!". Mas a verdade é que "isso" é só o começo.


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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O QUE VOCÊ VAI SER, QUANDO VOCÊ CRESCER?


A leitura de dois livros estão - no momento - causando um efeito novo na minha forma de ver o mundo. O primeiro é Comunicação não Violenta - Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais, de Marshall Rosemberg. O segundo é Comunicar para liderar, de Leny Kyrillos e Mílton Jung. Juntos, tratam de contribuições da Psicologia, da Fonoaudiologia e da Comunicação para alavancar resultados em situações institucionais ou pessoais.

Como o futuro é líquido e as respostas não estão prontas, ando em busca de orientações especializadas que possam sinalizar respostas para a pergunta: como fazer o amanhã melhor? 

Em uma conversa informal com Viktor Blazek, grande profissional, professor  e interlocutor na área de Comunicação, fui surpreendida: "Meu filho me disse que quer ser Youtuber". Nem ele - e acho que nem ninguém - está exatamente preparado para essa declaração. Mas ela faz total sentido! 

Protagonistas e seus seguidores

As empresas - atentas aos movimentos, oportunidade de visibilidade, oportunidade de venda - estão se valendo do sucesso desses protagonistas junto a seus seguidores. A Vivo está com três propagandas no ar. Cellbit é a estrela de uma delas. Ele tem 3,5 milhões de seguidores na Internet. Japa, com 3,6 milhões de seguidores e Jout Jout, com 1,2 milhão, fecham a constelação.



Acho que vale à pena usar esses números e essas referências para refletir no papel de cada um como protagonista. Na oportunidade que se tem para interagir com o seguidores e, principalmente, formar multiplicadores.

Tem diferença entre multiplicador e seguidor? Tem! O multiplicador é um co-criador. Ele está preparado para reproduzir a mensagem com credibilidade, com qualidade, com critério e precisão. O seguidor, que também tem um papel importante, pode interagir e compartilhar a mensagem.

Fiquei muito feliz quando tive a chance de - pela TV ABRAPP - entrevistar Milton Jung sobre como o líder - apoiado em técnicas e recursos de Comunicação - criar expressão. O mundo está mudando muito rapidamente. E as relações - pessoais e institucionais - também serão transformadas. Como Comunicação e Educação são essencialmente relacionais, acompanhar essas transformações é estratégico para um reposicionamento contínuo da mensagem, dos canais, da expressão.


Quem trabalha com Previdência Complementar precisa entender as mudanças de mercado de trabalho. Como é que se atinge esse segmento que vai atuar no mundo, independentemente de estruturas e relações institucionais convencionais? Os postos no mercado de trabalho e os salários estão diminuindo. Os empreendedores estão aumentando. A economia será colaborativa? O dinheiro vai ganhar outro uso e outro significado? A dinâmica e a mobilidade são muito maiores. Dá para criar caminhos até essa gente que vai viver mais e precisar de proteção e sustentabilidade financeira?

São perguntas incômodas do século 21 que se juntam à clássica pergunta: "O que você vai ser, quando você crescer?". 

Não sei as respostas. Aliás, ando literalmente em busca delas, se é que elas existem. Mas uma coisa eu tenho certeza. Neste admirável mundo novo do século 21, tem mais chance quem inventar uma forma autoral, autêntica, verdadeira de interagir com corações e mentes. Tem mais chance quem souber se comunicar.

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