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terça-feira, 3 de maio de 2016

AS MUITAS EXPRESSÕES DO RAI


Quem me conhece sabe o quanto eu gosto de Relatórios Anuais de Informações (RAI). Em uma só peça, as principais decisões estratégicas, os resultados de gestão, o cenário macroeconômico, os riscos sistêmicos, os riscos contingenciais. É muita informação que segue além: as adesões aos planos, as captações de contribuições, os empréstimos concedidos, os benefícios pagos, os perfis demográficos e as escolhas de investimentos.


Como tão bem pontua o mote do arrojado Relatório Anual CBS: Entregamos Valores! Escolhi três exemplos porque tive acesso a eles por ação de e-mail marketing e por post nas redes sociais. Para o RAI da EMBRAER PREV, pelo quarto ano consecutivo, eu tive a satisfação de contribuir com parte do conteúdo.

Os três - OABPrev-MG, CBS Previdência e EMBRAER PREVestão divulgados em versão digital, cumprindo com as orientações legais, mas principalmente, materializando o valor da Transparência, porque esses Relatórios apresentam balanços contábeis, avaliações atuariais, avaliações de auditorias, controles internos, governança. Cada uma dessas informações se refere a projetos de longo prazo. A CBS Previdência tem 55 anos de história. A OABPrev-MG e a EMBRAER PREV estão consolidando passos arrojados rumo ao futuro.

Recursos de expressão

Pelas perspectivas da Comunicação e da Educação Previdenciária, acho fascinante as escolhas de recursos que traduzem a abordagem técnica em atributos tangíveis e intangíveis da gestão. E aqui não se trata de comparar, mas do exercício de aproximação e conhecimento do outro para adquirir aprendizado.


Cada um tem voz e recursos individuais e personalizados de expressão. Ainda que tenham mensagens semelhantes, cada um dos Relatórios tem uma solução de Comunicação singularmente criativa e persuasiva. Cada um deixa a própria pegada na imaginação do interlocutor.

E todos - inclusive os que eu deixei de referenciar aqui - falam da excelência do Sistema de Previdência Complementar Fechado que precisa crescer para democratizar a proteção e a cultura previdenciária no Brasil.

Talvez um dia, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) faça uma galeria online de todos os RAI anualmente produzidos e encaminhados para prestar contas sobre a gestão institucional, sobre como cada Entidade coloca em prática cada determinação oficial e vai além, em seus programas de relacionamento, engajamento e fidelização do Participante e de Patrocinadoras. Vai além em seus Programas de Educação Previdenciária que extrapola e chega às famílias de Participantes e Assistidos. Nada mais do que um gesto de reciprocidade! Afinal a PREVIC é o principal destinatário e catalisador de todas essas mensagens. 


Mas - como todo bom texto - um RAI tem alcance próprio. Prova disso sou eu mesma, que leio aquele que me vem às mãos. Tenho o maior respeito pelo repertório que cada um deles carrega. É muito trabalho reunido!

Sempre ouvi que os planos de previdência complementar deveriam ser "consumidos" dentro da categoria objeto do desejo. Para mim, o RAI é a peça de Comunicação que melhor permite a "venda" desse conceito, por ser portador de uma história construída ano a ano. Por apresentar projetos de sonhos e sonhos realizados. Por mostrar valores previdenciários transmitidos de geração a geração. Por mostrar profissionais liberais construindo seu próprio futuro.
O RAI, portanto, é uma coleção de fatos que dá testemunho próprio sobre a trajetória da Previdência Complementar no Brasil.

Ainda que exija um fôlego maior de leitura - como muitos críticos insistem em apontar - os RAI têm evoluído e mostrado cada vez mais a relação entre decisões, números, resultados e sustentabilidade da vida. São referência e legado de passado, presente e futuro para crédulos e céticos, para quem tiver olhos de ver!

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

PARTICIPAÇÃO E INCLUSÃO SÃO MARCAS DO SÉCULO 21

Os acontecimentos globais dos últimos dias são complexos e expõem simultaneamente tanto a diversidade, quanto a importância da tolerância às diferenças. É impossível ser incluído nesse caldeirão social, econômico, político, religioso e se imaginar isolado! É complexo, é paradoxal, é junto e misturado, ao mesmo tempo. 

Eu não sei se as instituições terão fôlego e estrutura para reposicionar a sociedade globalmente. O que me parece mais lógico é que elas colaborem com a produção de instrumentos. E que a sociedade retribua com um processo de autodidatismo, participação, protagonismo e inclusão.

Sou boa em otimismo. Sou boa em utopia. Mas aqui estou sendo apenas realista. Como espécie, não temos outra saída! Por isso, este post é dedicado a um instrumento: o Relatório Como governar em nome da sustentabilidade - edição brasileira em versão digital para download (clique aqui) - lançado pelo Worldwatch Institute (WWI).

Esse documento homenageia Lester Brown, visionário que trabalha com PESSOAS capazes de encontrar no mundo sinais que identificar mudanças. Seus colaboradores sintetizam e compartilham informações para antecipar soluções e aproveitar oportunidades. Lester Brown nasceu em 1934 e não pretende se aposentar.

O relatório do WWI, fundado por Lester Brown, é - simultaneamente - aterrorizante e empolgante. Associa os conceitos de sustentabilidade, produção e riqueza. À primeira vista, pode parecer senso comum e uma certa incoerência para combinar essas três grandezas. Mas há um percurso - tenso - para reestruturar toda a sociedade. Este movimento é global e individual.

Compartilhamento de riqueza faz sentido, dependendo da destinação que se dá à riqueza. Por experiência, sabemos que - isolados ou juntos - mercado e governo nem sempre atuam a favor da sociedade e da sustentabilidade da espécie. Também sabemos que mercado, governo e sociedade têm perspectiva imediatista, daí o esgotamento, o comprometimento das reservas naturais do Planeta. Esse cenário está muito bem caracterizado e fundamentado tanto por meio de teoria acadêmica no Relatório WWI.

O que me anima é que, entre uma análise e outra, o Relatório também mostra novos comportamentos. As redes tecnológicas criando conexões que possibilitam uma organização social para a busca de soluções comuns, interdependentes, acessíveis, eficientes e menos burocráticas. Isso só se consegue com autonomia, participação e protagonismo. E aqui eu também destaco a troca intergeracional. Pode não ser evidente, mas há o envelhecimento da espécie humana (longevidade) nesta história toda.

O Relatório WWI - assim como todos os cidadãos do Planeta - aponta para a corrupção e da ignorância como grandes desencadeadores do caos atual. E afirma que a evolução humana depende dessa correção de caráter social. 
"Governos eficazes, em suas várias formas, precisarão contar com uma cidadania alerta, bem informada, educada ambientalmente, ponderada e solidária. Se e em que medida isso será democrático, isso não sabemos. A forma da democracia como ela é praticada em sociedades consumistas e dominadas pela mentalidade corporativa são bem conhecidas". 
Como as mudanças, as inovações, as respostas só são dadas quando PERGUNTAS são formuladas, o Relatório WWI dispara:
"É possível, mesmo assim, um renascimento da democracia? É possível criar formas novas e mais eficazes de cidadania do século XXI? É possível usar a televisão e a internet para organizar uma sociedade ativa e fortemente democrática, dos bairros às políticas globais? É possível que organizações não governamentais e redes diversificadas e transculturais de cidadãos alcancem aquilo que as atuais formas de política e governo não conseguem alcançar?".
Para todas essa indagação angustiante, antecipa e constata:

"O tempo dirá. O que sabemos com certeza é que cidadãos, redes, empresas, associações regionais, organizações não governamentais e governos centrais serão chamados a executar suas funções. O século XXI e o período posteiror a ele são uma espécie de alerta máximo para a raça humana. Não temos tempo para mais procrastinação, evasivas e erros políticos. Devemos agora mobilizar a sociedade para uma transição rápida rumo a um futuro com baixas emissões de carbono. Quanto mais esperarmos para tratarmos da crise climática e tudo o que ela traz em seu bojo, necessariamente maior será a futura intrusão governamental na economia e na sociedade e mais problemático seu resultado final".
Convergências e complementaridade

Para quem trabalha com Previdência Complementar, essas reflexões não são exatamente uma surpresa. Reforçam diferentes conceitos abordados por autores brilhantes como Eduardo Giannetti, Paulo Rabello de Castro, Gustavo Cerbasi, Sílvio Meira, entre outros.

Como nem todo mundo encara um mergulho mais profundo nesse tipo de reflexão, vou sugerir aqui uma surfada rápida em Maurício de Sousa. O gibi Cidadania (clique aqui) é uma "molhadinha no pé" sobre "o que está pegando no mundo". Vale dar uma espiada! E vale compartilhar!

Porque, se você ainda não sabe qual será o seu papel neste tsunami, saiba que cada batida de asa de borboleta se junta nesse movimento que faremos juntos, independentemente da nossa vontade individual. Como - por princípio - ignorância e consciência são excludentes, que tal começar seu protagonismo compartilhando. 

Penso que, quando superarmos todos esses desafios evolutivos e de reorganização social, descobriremos que a grande riqueza a ser compartilhada pela nossa espécie é a vida, despojada de tudo e com potencial para ser!

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

COMPETÊNCIAS PARA VIVER


A 2ª Semana Nacional de Educação Financeira vai acontecer entre os dias 9 e 15 de março de 2015 e, a exemplo do que aconteceu em 2014, deverá promover ações nas principais capitais do Brasil (clique aqui). Muito mais do que dominar números e calcular valores, Educação Financeira é uma competência para conciliar possibilidades combinatórias lícitas no presente e no futuro.

Por essa restrição, essa competência termina envolvendo os campos da lógica, ética, filosofia, sociologia, economia, política. São cenários estabelecidos com base em premissas. Qualquer alteração recombina todas as informações e determina um novo cenário.

24 de janeiro: Dia do Aposentado

Trabalhar com Educação Financeira E Educação Previdenciária é um desafio para obstinados. Investi boas horas hoje para pesquisar o que há de mensagens sobre Dia o Aposentado e me descobrir totalmente frustrada. As mensagens e as imagens ainda refletem cenários próprios do início das primeiras décadas do século 20. Estamos a praticamente um século de distância deste cenário. Mas demos apenas os primeiros passos na atualização do conceito de Aposentadoria. O que será a aposentadoria para os cidadãos do século 21? Posso garantir que será tudo, menos aposento, quarto, retiro, rede e dominó. 


Para comemorar 50 anos de estrada, a banda inglesa Rolling Stones fez turnê com show de quatro horas de duração. A geração que está chegando aos 70 anos de idade deu uma banana para a imagem de fragilidade e assumiu um novo posicionamento diante do tempo.

É por isso que a Educação Financeira e Previdenciária, sem dúvida, começa nos números - porque objetivamente ainda precisamos de parâmetros referenciais e legais - mas se amplia para parâmetros existenciais, comportamentais, emocionais. 

O segredo do protagonismo

Protagonismo não tem segredo. Tem que dar a cara para bater. Essa é o desafio. Essa é a aventura. E, diferentemente do que eu imaginava, o tempo deixa a gente com esse tipo de disposição. Pelo menos, quanto mais eu experimento o tempo, mais eu tomo gosto por essa coisa de ir lá e ver o que acontece. Ainda não sei bem se é coragem ou inconsequência o nome disso. Não importa o nome! Sei apenas que tem preço e eu sempre tenho que pagar depois: normalmente um adicional de desgaste - emocional ou físico.

Vale a aventura? Sem dúvida! Como é que a gente descobre potencial sem protagonizar desafio? E quem é mais velho dá exemplo, abre caminho, desenvolve paciência e insistência para avançar. É a evolução e a gente, com recursos diferentes em relação às novas gerações, também está lutando sob a mesma bandeira.


Vou encerrar este post com um vídeo. Porque eu não sei se sei ressignificar em palavras o conceito de aposentadoria no século 21. Mas eu tento todo dia! Faço isso porque, no futuro, eu terei sido um dos pioneiros que brigaram para mostrar o impacto do tempo na interpretação, no sentido e no significado da vida. E isso, cara pálida, é muito radical.


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sábado, 11 de outubro de 2014

BRINCAR DE VIVER: NEM CRIANÇA ENTRA NESSA!

Há poucos dias, eu assisti a uma palestra na qual Eduardo Giannetti falava sobre a capacidade da Alemanha se refazer como potência econômica no pós-guerra e no pós-globalização, quando houve unificação entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental. O professor explicou uma habilidade, talvez uma inteligência social de maximizar a capacidade humana e, principalmente, a potencializar capacidade das coisas.Na prática, isso significa muita consciência da realidade.

Consciência e futilidade são naturalmente excludentes. Fazer mais com menos é o que hoje o mercado chama tecnicamente de INOVAÇÃO. A gente ama teorizar, porque a teoria permite aquela zona de conforto. O mundo da abstração pode ser total descompromisso e, o pior, alienação! 

As lições sobre como otimizar a vida estão aí, mas há muito desprezo em relação a elas porque há uma cultura ao descarte, ao desperdício, ao consumo e à ostentação. Isso está tão naturalizado que perde-se a autocrítica. Esta semana, o programa Mais Você da TV Globo apresentou uma matéria sobre como "fazer render" produtos do dia-a-dia. 

As dicas da produção eu aprendi com as minhas avós, com as vizinhas do bairro onde cresci, numa época em que as feiras livres ainda não tinham sido engolidas pelos supermercados e que eram lugares onde as PESSOAS paravam para trocar experiências de economia intuitiva. As PESSOAS se ensinavam a sobreviver em tempos em que desperdício era "pecado".

O que me chamou a atenção no programa  foi o embate entre a apresentadora e seu debochado mascote que, inclusive, criou dificuldade e estresse inconvenientes durante a exposição da matéria (clique aqui).




30 dias de test-drive e R$ 25 mil no look

Não sou a favor da relação com dinheiro associada a avareza. Sei que capitalismo e consumo são dois lados da mesma moeda. E sei também que há sinais novos no horizonte, aos quais é preciso prestar atenção. Eu ainda não sei interpretar, mas consigo identificar.

A Chevrolet, esta semana, lançou uma campanha promocional em toda América Latina. Test-drive de 30 dias e devolução do valor de depósito, caso a compra não seja efetivada pelo cliente. O interesse é na venda ou no dinheiro de entrada pelo veículo? É venda ou fluxo de caixa que estão em jogo? 

O look de Fernanda Lima na reestreia de seu programa na TV Globo foi avaliado em R$ 25 mil. Praticamente o valor de um carro popular, para uso durante algumas horas de gravação. Que inversão de preços está em questão? Nem cabe questionar aqui o mérito da inversão dos valores.

Os pátios das montadoras estão lotados. Isso significa - como já significou na década de 1980 - desemprego e muito competição e muito mais gente exposta ao risco de exclusão social, para ficar só nos reflexos imediatos.

A Alemanha é o país mais competitivo da União Europeia. Eles conseguem mais eficiência em tudo que se dispõem a fazer... inclusive jogar futebol. Na Educação - especialmente dos jovens - há uma preocupação com a formação voltada para a solução de problemas. Os alemães estão preocupados com a sustentabilidade do país, em cenários de deflação. É um posicionamento focado no século 21 e no futuro. 

A história da humanidade, desde sempre, desde do fogo, desde a roda, sempre foi de superação, adaptação, evolução. Ao invés do descarte gratuito, os alemães preferem se apropriar da realidade e capacidade das coisas e de si próprios para se impor ao desafios do tempo. Essas evidências serão suficientes para nos mostrar novas inteligências sobre o valor de comportamentos conscientes?

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sexta-feira, 11 de julho de 2014

PESSOAS E NÚMEROS SÃO IMPERFEITOS


Grandes números! Números espantosos. O da imagem foi publicado num post sobre as medições feitas durante algumas partidas da Copa das Copas (clique aqui). Insisti no tema sobre o qual também escrevi ontem porque acredito que, a partir desses números uma série de tendências de consumo serão definidas para a indústria, a política, os esportes, a moda, o show business,os produtos de higiene pessoal, os serviços de telefonia, hotelaria e, quem sabe, o mercado de seguros.  Vou incluir nesses cálculos os números registrados em uma constatação dos pesquisadores Jean Kilbourne e Jackson Katz, citados por Brené Brown, no livro A arte da imperfeição:
"Propaganda é uma indústria de US$ 200 bilhões por ano. Cada um de nós é exposto a mais de três mil anúncios por dia. Ainda assim, surpreendentemente, a maioria acredita que não é influenciada pela propaganda. (...) Os anúncios vendem muito mais do que os produtos. Eles vendem valores, imagens, conceitos de sucesso e merecimento, amor e sexualidade, popularidade e normalidade. Eles nos vendem quem somos e quem deveríamos ser. Às vezes, eles vendem vícios".
A complexidade sugere menos ingenuidade

A boa notícia é que o exercício vertical da Comunicação Corporativa está se esgotando. A consultora Vânia Bueno faz uma análise realista sobre o desconforto provocada pela quantidade da informação em contraposição à qualidade. Verdade, transparência, coerência, confiança, respeito estão na base de um modelo mais evoluído de Comunicação



Fiz questão de incluir uma leitura humanizada de processos, métodos e abordagens de Comunicação, para lembrar que a realidade - por mais que possa ser controlada - tem sempre um aspecto que escapa às nossas pretensões de manipulação. E é nessa brecha que pode surgir o que Vânia Bueno chama de desenvolvimento organizacional e desenvolvimento das competências humanas - que são processos interdependentes.

Comunicação mais humana reconhece a complexidade. Transparência e precisão são importantes e são também relativas. Os números que sustentaram as decisões técnicas na Copa das Copas não foram coerentes para justificar resultados. Daí a reação legítima da sociedade global. 

Comunicação responsável nos reaproxima e nos reposiciona em relação à realidade. É um rito de passagem da ilusão à verdade na forma como os atores sociais se relacionam.  A partir desse processo de reeducação, de busca pela qualidade das relações e para a manutenção do sucesso corporativo, como diferencial competitivo.

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terça-feira, 3 de junho de 2014

NEM TUDO É POR DINHEIRO


No post anterior, eu escrevi um pouco sobre profissionais que buscam atribuir relevância à Comunicação que produz. São diferentes iniciativas e soluções que dão base àquela coleção pessoal que a gente estabelece para as melhores práticas. É aquele ranking de trabalhos de valor, com potencial para transformar comportamentos e criar modos mais evoluídos de ser.

Pois é... mas em Comunicação, como na vida, vale tudo. Ninguém é inocente e todos sabemos que - especialmente na disputa da atenção - não há regras. É por isso, que hoje, este post se dedica a refletir sobre uma cervejaria que está pagando pelo "curtir" do seguidor no Twitter.  



Fiquei incomodada com a estratégia provavelmente porque trabalho em um segmento no qual as entidades responsáveis pela gestão dos patrimônios previdenciários não têm finalidade lucrativa. Além disso, faz parte da concepção do negócio, a Educação Previdenciária que, por gênese, é muito consciente sobre esse conceito de "gratificação gratuita". Em Previdência Complementar a especulação é uma prática antiética.


Os profissionais que atuam com Educação Previdenciária são dedicados a criar estratégias, mensagens, conceitos que tratam de equilíbrio, poupança com horizonte de longo prazo, sustentabilidade inclusive do consumo especialmente durante a aposentadoria. Experiências simbólicas memoráveis! 

Para isso, criam uma infinidade de recursos: portais educativos, quiz, jogo da memória, app, mascote, concursos culturais, gincanas, revistas, jornais. Fazem o que o mercado chama de Marketing de Conteúdo ou seja lá em que categoria técnica essa produção se enquadre.

Resultados relevantes

Martha Gabriel, uma referência no estudo das mídias sociais, explica que estratégias de negócios que exploram "à força" adesão digital não se sustentam. Por mais que se deboche, ignore, suprima, Ética é mais do que uma palavra nas relações sociais que estão na base das mensagens e tecnologias. No livo SEM e SEO: maketing de busca, Martha Gabriel explica:
Os mecanismos de busca são "alimentados" pelos códigos das páginas e dos documentos da web, que por sua vez são construídos por pessoas e empresas. Atuar com é tica durante a elaboração dessas páginas e desses documentos de modo a fornecer o "alimento" correto aos mecanismos é uma das condições essenciais ao refinamento da base indexada e do universo disponível às buscas. Essa postura ética está muitas vezes fora do alcance do policiamento dos mecanismos de busca (apesar de eles tentarem detectar abusos), e por isso tem sido fomentada por órgãos relacionados a marketing nos mecanismos de busca. No entanto, cada vez mais, os buscadores estão considerando o fator social na fórmula da relevância, e isso tende a dificultar ações antiéticas. Quando a relevância era baseada apenas nos links entre páginas, atuações antiéticas conseguiam manipular os dados obtendo links de páginas de pessoas conhecidas para aumentar a relevância. No ambientes social atual, a manipulação de pessoas torna-se muito difícil, e o próprio ambiente se regula eticamente. Para conseguir links essenciais para aumentar a relevância, torna-se cada vez mais necessário ser relevante, de forma ética, verdadeira e transparente.
A experiência demonstra que as técnicas éticas são o melhor caminho para a otimização de sites para busca no médio e longo prazo, pois elas trazem os melhores resultados possíveis tanto para o site quanto para os usuários de busca, entregando a eles os resultados mais relevantes. 
Como Educomunicadora, a técnica da gratificação imediata é um recurso real mas que me lembra muito o condicionamento de Ivan Pavlov, prefiro continuar desenvolvendo recursos que estimulem a retenção da informação, do conceito, da mensagem. A "experiência memorável" que tem potencial para criar novas e melhores realidades. É por isso que vou encerrar esse post com um trabalho de Patrícia Motta Fagundes, profissional de Comunicação e Relacionamento, que conduziu uma oficina sobre Atendimento em Previdência Complementar cujos resultados serão compartilhados em breve.



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