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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O QUE VOCÊ VAI SER, QUANDO ENVELHECER?


Já faz tempo que eu busco respostas para essa pergunta: o que você vai ser, quando envelhecer? Porque essa pergunta é muito, muito moderna. E não, eu não estou sozinha nesta reflexão. Ontem, o programa TERRADOIS, da TV Cultura, trouxe o tema "Envelhescência" à discussão. Vale à pena investir 40 minutos nesta viagem!

 A velhice é individual! Acho que é por esse motivo que esta foto me comove tanto. No século 21, mais do que finitude, velhice se transformou em possibilidade. Isso é bom e ruim. Velhice é privilégio. Nem todos conquistam essa experiência. E velhice não é democrática! As condições financeiras são determinantes para que a experiência da velhice esteja garantida em nosso currículo de vida.

As estatísticas comprovam o que eu terminei de escrever. O Mapa da Desigualdade, divulgado em outubro, mostra que a diferença de tempo de vida a favor de quem é rico - em São Paulo - chega a quase 25 anos (clique aqui). O idoso é um sobrevivendente! Mas a questão não se limita ao aumento da longevidade. Nem mesmo se refere ao aumento do tempo de serviço, tempo de contribuição à Previdência Social. Trata-se de uma questão econômica. Trata-se de uma questão de oportunidades. Trata-se de maior ou menor exposição à violência. Maior ou menor acesso à infraestrutura, à saúde.


Tempo com dinheiro

Penso que a Reforma da Previdência não é resposta para todos os problemas econômicos e sociais do  Brasil. Penso que a Reforma Tributária não é resposta para todos os problemas econômicos e sociais do  Brasil. Penso que a Lava-Jato não é resposta para todos os problemas políticos e éticos do Brasil.

Mas são iniciativas de caráter mais genérico que, uma vez implantadas, podem ser aprimoradas para chegar a situações específicas - como os privilégios, como a tributação de heranças e grandes patrimônios, como o REFIS, como as transações internacionais do Banco Safra, desde a gestão Paulo Maluf - só para manter a questão aqui em São Paulo. Mas pode se pensar em Samarco e tantos outros crimes que só fazem aumentar essa diferença de tempo de vida entre São Paulo e outras localidades deste país continental.

Há questões de justiça, sim! Mas aprendi que a eficiência financeira e o lastro econômico precedem a justiça. Sem trabalho, não há dinheiro, saúde, educação, habitação, segurança, vida. Penso que nada disso é resposta absoluta, mas há respostas absolutas no século 21? Nem mesmo a morte é mais resposta absoluta!

Aprender a aprender


"O que você quer fazer aos 96 anos"? Para mim, esta pergunta que surge aos 35 minutos do episódio “Envelhecêscia”, de TERRADOIS, é a principal reflexão que o aumento da longevidade desencadeia. A arcaica associação entre ser e fazer. O fazer que justifica o ser.

A automação preconiza o fim deste grande paradigma do século 20. A automação é o fim, primeiro do emprego. Depois, do trabalho. E ainda das contribuições à Previdência Social. Por último, do significado de nós mesmos. 

“Nós precisamos de uma escola de ocupação da nossa longevidade”, explica o psiquiatra Jorge Forbes. E aí é que está o pulo do gato! Quem se habilita a ensinar essa lição? Com soluções, mais do que reclamações? Com transformações, mais do que restrições (além daquelas que naturalmente existem)? 

Hoje, eu não tenho respostas. Só mais ecos para a pergunta: o que você vai ser, quando envelhecer?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

QUANDO A OPORTUNIDADE EXIGE CONEXÃO


No último dia 31 de janeiro, assisti à cerimônia de posse das novas diretorias da ABRAPP, SINDAPP e ICSS. Algumas demandas presentes foram compartilhadas nos discursos dos dirigentes: adesão automática, modalidade de tributação [progressiva ou regressiva] na concessão do benefício de aposentadoria, tributação diferenciada e alíquota zero para quem conquista o benefício de aposentadoria, aumento da atratividade dos planos especialmente para os jovens e profissionais liberais. Pode parecer ficção, mas todos esses os temas serão vetores de ações institucionais nos próximos anos.

Sou testemunha de um tempo em que outros temas foram objeto de ceticismo, de descrença e discórdia. Vou citar dois: a UniAbrapp e a certificação, hoje consolidados entre os estimados 15 mil profissionais que integram o Sistema Fechado de Previdência Complementar. Desses, 5.400 estão certificados. O dado foi reiteradamente citado durante a cerimônia de posse. Uma conquista estratégica, pelo potencial para mais excelência técnica e aprimoramento das melhores práticas que garantem a gestão de benefícios previdenciários para 7 milhões de brasileiros.

É bom ver os números! E isso me faz pensar nos números que pesquisei sobre Educação Previdenciária, apresentados em meu post anterior. Se calculei corretamente, o aumento da presença do tema junto à sociedade - nos últimos oito anos - aumentou 300%.  

Para mim, hoje, esse percentual significa um monte de perguntas:

  • Quem são essas pessoas que estão buscando informações sobre Educação Previdenciária? Qual a idade? A escolaridade? 
  • Onde trabalham?
  • Onde moram?
  • Elas têm acesso a produtos de natureza previdenciária?
  • Qual a possibilidade de elas terem acesso mas não aderirem a um plano previdenciário oferecido por um fundo de pensão?
Hoje, quando faço uma pesquisa no Google sobre, por exemplo - livro X, imediatamente anúncios sobre o produto pesquisado começam a invadir todos os espaços onde navego. Nem sempre compro. Mas tenho acesso a ofertas e apelos à compra. Robôs e instrumentos de geolocalização são cada vez mais precisos e eficientes nessa identificação e direcionamento da Comunicação.

O público que a Previdência Complementar Fechada quer atingir está prioritariamente em rede. Essa é uma janela de oportunidade que precisa ser analisada e bem aproveitada. Penso que uma integração institucional [ABRAPP, UniAbrapp, SPPC), poderia viabilizar ações de SEO (Search Engine Optimization) e SEM (Search Engine Marketing). O desafio precisa chegar aos profissionais de TI, a resposta certamente está ao alcance da rede.

Até onde posso afirmar, o aumento de 300% foi orgânico, espontâneo e impulsionado pela discussão sobre a Reforma Previdenciária que está em pauta no Brasil. Portanto, caso essa janela de oportunidade não seja aproveitada, a tendência - quando o tema sair de pauta, é uma diminuição do interesse pelo assunto. E aí, surgem mais perguntas: e se esse interesse fosse estimulado? E se esse interesse fosse objeto de um plano de marketing digital? Qual seria o resultado?

Penso que, não adianta apenas desencadear o fluxo. É preciso criar uma solução integrada de captação e retenção. Então, nos bastidores dessa abordagem digital, é necessário - no mínimo - um aplicativo que permita desde o acesso à informação até mesmo a adesão do interessado. É a integração de um processo inteiro de Tecnologia, Marketing, Direito Previdenciário, Atuária, Finanças! E depois, para a fidelização do novo participante, Comunicação e Relacionamento.

Pode parecer ficção tudo isso! Mas tem muito potencial para virar realidade. Afinal, quem poderia prever que uma geladeira tem potencial para fazer a compra de supermercado? Sociedade do conhecimento não é apenas uma expressão. É uma adaptação para a evolução no século 21. Então, por que eu sinto sempre essa sensação de que estamos perdendo tempo?

"Viveremos a voragem dos tempos revolucionários nas próximas décadas. Até agora eu vi a mais profunda transformação pela qual a imprensa já passou, e sei que estamos apenas no umbral de novas transformações [...] No momento em que você lê esta página, os números já mudaram. O tempo atual é o de um tsunami de mudanças. Por isso, mais importante do que falar da próxima coisa nova é entender que a mente deve estar preparada para compreender e se adaptar ao novo. Não é fácil. O novo é inquieto e contagiante. Atinge áreas que não se esperava fossem tocadas, produz efeitos não previstos". Mirian Leitão em História do Futuro - o horizonte do Brasil no século XXI

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

DEMOGRAFIA: QUAL É O VALOR DESSES DADOS PARA OS RESULTADOS?

que eu queria mesmo saber: qual foi a idade média dos eleitores em 2016? Minha desconfiança era que os Millennials (18 a 35 anos) tinham sido decisivos para os resultados nas urnas. No site do TSE tem uma planilha para download que não totaliza, mas dá para ter uma estimativa. Pelas minhas contas, 53.740.000. Para minha surpresa, há um grupo maior, as mulheres, que são 53% dos eleitores em todo o Brasil: mais de 76 milhões

Só para constar, desde a Copa no Brasil, em 2014, suspeito que a política não está considerando as mudanças demográficas do eleitorado. Pode ser ingenuidade e mesmo limitação minhas em relação  a um território tão polêmico e disputado. Mas, p
ara mim, o equívoco começou com a redução do eleitorado a time de futebol: coxinhas e mortadelas. Para mim, esse simplismo anacrônico é míope para evidências.

Os Millennials, desde 2012, passaram por muitas experiências relevantes de mobilização social: Tarifa Zero, disputa presidencial, impeachment, Lava Jato, desemprego, recessão econômica, governo de transição. E ainda vem bala por aí: Reforma Fiscal, Reforma Trabalhista, Reforma Previdenciária. Tudo junto, misturado e ao mesmo tempo. 
Tem mais: os Millennials cresceram em um modelo diferente de Estado: o democrático. Tiveram outro modelo de escola e família. Para os que estão no mercado de trabalho formal com ambiente extremamente competitivo: exigência de perfil e desempenho profissional baseado em resultados e efetividade diferentes daqueles exigidos das gerações anteriores.


Os Millennials têm preferências incomuns, entre elas Clóvis de Barros Filhos (filósofo), Mário Sérgio Cortella (filósofo) e Leandro Karnal (historiador). Olé! Mas há legiões que seguem também Youtubers e celebridades.

Os Millennials fazem meme para tudo! Inclusive para o que eles mesmos curtem. É claro que as explicações comportamentais, sociológicas e demográficas devem ser muito mais profundas do que as minhas especulações neste post. Entretanto, acho que há uma explicação mais profunda para o resultado das eleições municipais no Brasil (inclusive para avaliar o resultado do Eduardo Suplicy como vereador mais votado em todo o país). Parece incoerência. Mas acho que é mais uma evidência de que a coerência é apartidária.

Além dos Millennials, eu deveria apresentar aqui alguma reflexão sobre as mulheres, mais do que a evidência quantitativa. Só que ainda não sei superar em argumento o 
aumento do protagonismo das mulheres - que nem precisa de pesquisa especializada. É só observar o movimento e as notícias locais e internacionais nas redes sociais. Mas as mulheres ainda não são maioria no mercado formal de trabalho. Também ganham menos... Sei que têm grande poder de decisão no orçamento familiar, por isso, têm mais acesso a créditos imobiliários, por exemplo. Talvez, entre as mulheres, haja uma percepção diferenciada sobre o que seja compromisso de longo prazo.

Por isso tudo, acho que é hora de colocar mais lupa nesses grupos. Trabalhar melhor com BI, geolocalização, estatística e demografia para entender melhor a participação e as decisões de cada um na política, na economia, na cidadania. Interpretar melhor as mudanças deve dar alguma vantagem na transformação da linguagem, do discurso, do relacionamento nos rumos e na história do futuro do Brasil.


terça-feira, 27 de setembro de 2016

INVENTAR É MISSÃO DE TODO DIA

Quem assistiu à palestra de Ricardo Guimarães durante o 37º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, deve ter notado o chamado que ele fez para as novas narrativas. Confesso que só consegui acompanhar os primeiros 20 minutos da apresentação. Precisei reassumir meu posto junto à TV ABRAPP. Mas a questão das novas narrativas, para mim, bateu forte, mais uma vez. 

Em nosso segmento, a Previdência Complementar, ela tem outros formatos: a linguagem não é simples; é técnica demais. A mensagem não chega ao jovem. O comportamento da sociedade não é de poupança de longo prazo. Fatos! Mas - até onde eu consigo acompanhar - são complexos até mesmo os conteúdos produzidos pelos jornais da tv aberta para, por exemplo, explicar a Reforma Previdenciária, que deve voltar à pauta após as eleições municipais.

Previdência, Previdência Complementar em país ainda jovem dificilmente é assunto trivial. Talvez em países com uma demografia diferente, onde a experiência de uso dos benefícios previdenciários é mais cotidiana. Aqui, ainda tem um tempo para a população vivenciar isso. Mas esse tempo é cada vez menor!

As novas narrativas

Onde eu transito, graças a Deus, consigo perceber uma atenção e uma predisposição a tentar novos formatos de expressão! Talvez seja sutil, mas há uma flexibilidade na aceitação de propostas novas. Deus criou o mundo durante seis dias. Por isso, ele é Deus. Nós temos que criar todos os dias. E não apenas mensagens. Temos que criar as justificativas para que elas se materializem com uma nova estética, apelos repaginados, argumentos reestruturados. 

Uma das minhas experiências com a construção dessas novas narrativas foi na campanha de divulgação do Congresso, que deixou de ser colaborativa - com a mensagem mais espontânea - para se transformar em institucional, com uma mensagem mais dirigida, combinação de imagens estáticas, locução e trilha sonora. Dos nove temas propostos, quatro foram realizados e divulgados pelas redes sociais da Associação Brasileira dos Fundos de Pensão (ABRAPP). No post anterior, também publiquei os vídeos (clique aqui).

Outra mudança foi com relação à realização de entrevistas para falar do planejamento e da montagem do Congresso. Até então, eram produzidas pautas para tratar dos principais movimentos realizados no pré-congresso. Tudo virou uma mensagem mais rápida, dinâmica e muito mais apoiada em imagem do que em explicações.



Claro! Exige muito mais planejamento, imaginação para criar contrastes. A natureza em Forianópolis, por exemplo, está pronta e é exuberante. A concorrência não é justa mas, para fazer o Congresso ser melhor a cada ano, todo mundo encara o desafio! Com a linguagem, não pode ser diferente.

Sem saltos

Ando às voltas com uma leitura bastante envolvente: A história secreta da criatividade - descubra como nascem as ideias que podem mudar o mundo, de Kevin Ashton (MIT). E o interessante da abordagem é que ele se posiciona radicalmente contra o mito do gênio criativo para assumir um estado de atenção focado no processo de criação, traduzido em trabalho, trabalho, trabalho.

"Criar é dar passos, e não saltos: encontrar um problema, resolvê-lo e repetir. A continuação dos passos vence. Os melhores artistas, cientistas, engenheiros, inventores, empreendedores e outros criadores são os que continuam avançando ao deparar com novos problemas, novas soluções, e novos problemas mais uma vez. A raiz da inovação é exatamente a mesma de quando a nossa espécie nasceu: olhar para alguma coisa e pensar "Posso melhorar isso". [p. 51]
E o livro é cheio de exemplos e histórias reais, aquelas que em geral são omitidas para reforçar o mito de que a criação é feita por eleitos. Nada disso! A criação é feita por nós que, todos os dias, buscamos novas expressões e soluções em ideias, palavras, sintaxe e semântica. Que buscamos recursos: imagens, sons, metáforas, analogias para democratizar nosso produto: a Previdência Complementar. 

Somos nós que recuperamos a reputação. Somos nós que cuidamos das avarias na imagem. Somos nós que incansavelmente militamos com a bandeira da Educação Previdenciária nas mãos. Não, não há saltos. Estamos trabalhando ao-rés-do-chão, no alicerce do conceito deste produto, para que a Previdência Complementar supere e se fortaleça nesse cenário de muitas crises e enormes incertezas.



terça-feira, 6 de setembro de 2016

VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE


Generalizações são redutoras. Induzem a uma percepção distorcida da verdade. Ontem mesmo, publiquei um post baseado em pesquisas sobre o medo dos brasileiros jovens ao tema futuro financeiro na terceira idade. Os números das pesquisas são relevantes e levam a crer nessa distância abismal entre o jovem e planos de longo prazo. Uma dessas pesquisa foi iniciativa da FenaPrevi.

As pesquisas não estão erradas. Mas a realidade vai além delas. A própria FenaPrevi tem outros dados para apresentar. Em 2016 a captação líquida dos fundos de previdência já registra saldo positivo de mais de R$ 24,6 bilhões (clique aqui)

Ao que tudo indica, uma série de fatores estão na base desses resultados. A Reforma da Previdência Social que, no mínimo, tem o mérito de ter se transformado em pauta para diferentes canais de Comunicação e chamado a atenção da sociedade sobre a redução dos benefícios.

A Educação Financeira e Previdenciária, iniciada em 2007/2008, ainda que tímida, tem mostrado que há vida além da caderneta de poupança. Basta lembrar que nos últimos dois anos foram registradas fugas recordes de recursos financeiros da caderneta de poupança. Parte dessa fuga deve-se ao desemprego e ao endividamento das famílias. Parte deve-se à conscientização dos poupadores sobre investimentos com rentabilidades mais vantajosas e incentivos tributários.

A evolução das novas gerações

Diferente da minha geração - que ouviu muito sobre o trauma e o fracasso dos montepios - as futuras gerações terão melhores instrumentos em mãos para superar o medo e criar outras soluções para o financiamento do futuro financeiro qualquer que seja a idade. 

É evidente que a insegurança econômica continua, as relações de trabalho se modificam, a justiça social e a distribuição de renda também precisam ser permanentemente renegociadas. Entretanto, ao menos em uma questão há diferença. Na informação! Nos recursos com que a informação é trabalhada para ser compartilhada. Hoje, os meios de Comunicação se dedicam a fazer com que a mensagem seja mais didática. Isso facilita e muito a troca de sentidos, a revisão e ampliação - como estas que estou fazendo agora - de interpretação. Fica mais fácil tomar decisões baseada em fatos e evidências.

Acredito que o conceito de longo prazo é o próximo passo nesse processo. Primeiro a gente aprende a incorporar a instabilidade de um ambiente politicoeconômico sujeito a influências locais e globais. Depois a gente aprende o equilíbrio financeiro, a resistir ao consumo, aos impulsos e imediatismos. Finalmente, a gente aprende sobre sustentabilidade. A gente incorpora o futuro nos planos. A gente amadurece e encara a tal da longevidade com responsabilidade. Não, não é só medo! A gente precisa aprender que encarar de frente o monstro de baixo da cama pode ser uma experiência libertadora para toda a vida.



segunda-feira, 5 de setembro de 2016

ENFIM, ATENÇÃO E INFORMAÇÃO!

Se a Reforma da Previdência em curso resolverá parte do déficit público e será um sistema que proteja os idosos sem punir os mais jovens, isso ainda não dá para saber. Mas uma coisa é certa! A pauta está ganhando várias abordagens interessantes e isso, pela perspectiva da Comunicação e Educação Previdenciária, além de inédito, pode ajudar a diminuir a distância, desconhecimento, resistência e indiferença da sociedade em relação ao planejamento do futuro.

No Brasil, jovem tem medo do futuro

Publicada pelo OESP, a matéria A geração que sabe o que vai mudar na Previdência, mas não quer pensar nisso mostra algumas pesquisas, realizadas por diferentes instituições, que apontam para falha de Comunicação com as gerações mais jovens. Apesar disso, segundo a FenaPrevi e o Instituto Ipsos, "62% dos jovens entre 23 e 34 anos já ouviram falar a respeito de mudanças que o atual governo pretende fazer nas regras da Previdência, número superior à média geral (54%) e de grupos mais próximos de se aposentar, como a faixa de 50 a 59 anos (46%)".

Mesmo sabendo, o jovem ainda não quer parar para pensar em respostas ao planejamento de longo prazo. Mas não é sem motivo. No Brasil, historicamente, não há um ambiente estável o suficiente e incentivo para que o comportamento seja diferente do consumo e do imediatismo. Não há cultura de poupança de longo prazo. Em razão da crise econômica, em 2015 e 2016 o Banco Central registrou as maiores evasões de recursos financeiros das cadernetas de poupança em toda sua história. 

Em países como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Japão e Holanda, dos jovens nascidos a partir de 1980 até a virada do século, 77% querem saber como será sua aposentadoria. No Brasil, esse número é de 48%. Por não saber lidar com a verdade, por medo do futuro, o jovem brasileiro prefere não saber como será o futuro financeiro na terceira idade.


Gráfico publicado na matéria Previdência: Governo vai propor alterar regras para trabalhador na ativa

Sim, quando queremos, nós fazemos acontecer!

A segunda matéria que quero destacar aqui foi As quatro lições das Olimpíadas para a previdência brasileira, publicada pela Mercer Gama. A análise mostra que é possível mudar uma realidade, quando os interesses convergem. É possível fazer uma Comunicação de qualidade, de respeito que mobilize o interesse coletivo. É possível encontrar soluções locais, dialogando com modelos globais.
A Reforma da Previdência Social será uma janela de oportunidade? Ainda não sabemos. Mas sabemos que podemos fazer história! Essa é uma oportunidade real para o protagonismo. Isso é fato!
Portanto, quanto mais as análises, os comparativos, os pareceres, as interpretações produzirem eco, melhor será o ambiente para que os jovens - já sensibilizados pela mudança em curso - vençam o medo do futuro, da terceira idade, do  desamparo social, da exclusão, do preconceito.  Tudo isso não é fantasma! É realidade que pode ser transformada com coragem, responsabilidade, consciência, envolvimento, com protagonismo.
No passado, nós não tínhamos o nível de orientação que hoje a Educação Financeira e Previdenciária nos oferece. Hoje, temos o trabalho muito competente de profissionais como Gustavo Cerbasi, Mara Luquet, Samy Dana, Conrado Navarro, André Massaro, Denise Campos de Toledo e tantos outros nomes envolvidos com a superação desse desconhecimento pela sociedade, porque interagem diariamente com o público pelo rádio, pela televisão, pelas redes sociais, em palestras, em salas de aula.
O que eles fazem ainda não é suficiente. Mas é muito mais expressão, envolvimento, movimento do que eu conhecia quando entrei no mercado de trabalho.

FGTS para subsidiar a Previdência Complementar

Por enquanto, a notícia publicada pela Época Negócios - Governo Temer quer mudar regras do FGTS -  me parece ser uma das poucas a tratar de uma política pública de incentivo à poupança de longo prazo. Há controvérsias sobre a utilização do FGTS. Mas, ao menos, o texto aponta para uma conexão entre reforma e poupança de longo prazo. 
Ainda que as soluções para a poupança de longo prazo não estejam claramente delineadas, ao menos elas estão em discussão e a mídia está registrando os movimentos.
Aqui, acho melhor recorrer à literatura, para sustentar essa mudança. O livro O mito do governo grátis, de Paulo Rabello de Castro, trata do tema:
"O fato é que uma parcela significativa da poupança do trabalhador é arrecadada pelo INSS e pelo FGTS. São recolhimentos compulsórios. Mais de 20% da renda mensal do trabalhador brasileiro é desviada para a formação de uma 'poupança' compulsória, - poupança entre aspas, porque a arrecadação previdenciária é convertida em consumo pelos aposentados atuais, em função do regime em vigor, de participação simples da receita do INSS. No caso do FGTS, o fundo até existe, porém sem a participação decisória dos trabalhadores na direção da aplicação dos recursos.[...] No futuro processo de acumulação de capital pela população, o governo deixará de carregar passivos previdenciários que não tenham lastro em ativos. Esta é a proposta em síntese. Só um governo grátis deixa de formar reservas para honrar seus futuros compromissos. É, infelizmente, o caso do Brasil atual (2014). O governo terá que renegociar sua presença ineficiente como gestor nos recursos de seguridade social da população. Em seguida, o governo terá que lastrear passo a passo, os direitos previdenciários preexistentes, com ações e direitos reais, hoje em poder do Estado, a serem incorporados à riqueza coletiva da sociedade [...]. O governo diminuirá, então, sua exposição futura a novas obrigações sem lastro, usando ativos existentes em seu balanço patrimonial para reduzir o passivo previdenciário a descoberto no futuro". [p.440 e 441]
Previdência está longe de ser um tema trivial. Mas - devidamente gerido - é um instrumento de geração de alto impacto social (para o bem e para o mal). Por isso, exige empenho de todos. De quem tem medo. De quem sabe. De quem trabalha com no Sistema. De quem quer um futuro melhor. Tudo pode somar para que esse seja realmente um processo de evolução daquilo que conhecemos. Daquilo que sabemos que não pode mais ser como é.
O futuro: ninguém sabe como será, mas nós temos planos, muitos planos para que ele seja melhor! Para encerrar, Paulo Rabello de Castro à TV ABRAPP. O vídeo é de 2014.




sexta-feira, 22 de julho de 2016

UM BICHO QUE SÓ TEM PESCOÇO

Notei, hoje, que a história de reforma da Previdência Social está acelerando o envelhecimento em mim. Então, para passar o tempo de um jeito mais divertido, vou escrever aqui sobre um assunto que eu gosto, mas sem fanatismo: telenovela. 

Afinal, o que se pode pensar sobre novas regras para aposentadoria pelo INSS é apenas aproximação e especulação daquilo que poderá ser aprovado no futuro que, imagina-se, deva estar próximo.

Quem gosta de novela como eu deve estar também impressionado como eu com o notável trabalho da atriz Selma Egrei atuando como a personagem CENTENÁRIA Encarnação

Se, antes dela, houve outro personagem de novela que tenha ultrapassado a barreira dos três dígitos de idade, eu não sei... o Google, pelo jeito, também não. Eu pesquisei sem sucesso resposta para minha dúvida. O que eu sei é que esses personagens serão cada vez mais comuns na ficção e na realidade. Não é achismo. É Estatística. É Demografia.

Tem outro indicador das evidências estatísticas e demográficas. As empresas estão incluindo os idosos como protagonistas na venda de serviços. Para mim, a campanha mais recente e bacana que está no ar é, sem dúvida, do Itaú. Lembra da Palmirinha encenando suas limitações com tecnologia? Pois a abordagem evoluiu e agora ganhou outra dimensão com as personagens Lilia e Neusa. Elas são "muito antenadas", se divertem e tiram proveito da tecnologia. Elas tiram proveito da troca intergeracional. Na segunda fase da campanha elas passam a atuar com influenciadores como Pathy dos Reis.



Para mim, a campanha que está no ar é a materialização de alguns dados sobre otimismo entre idosos, apurados pela pesquisa global O Futuro da Aposentadoria, realizada pelo HSBC. Trata-se de um estudo realizado em diferentes países, a cada dois anos. Há pelo menos quatro anos, essa investigação apontava para as redes sociais, a inclusão digital como fator de otimismo em relação à passagem do tempo. A tecnologia, pelo menos para quem tem acesso, ajuda a aliviar a passagem do tempo. 

No caso do Itaú, a tecnologia ajuda na socialização. A amizade une as personagens. A tecnologia expande as relações (em um dos episódios, elas convidam por Whatsapp as amigas para um chá enquanto baixam e "vendem" o app do banco). No episódio que eu selecionei, elas estão aprendendo a usar o Snapchat. Sem sofrer!



Umberto Eco ficou famoso pela recepção popular da ficção O nome da Rosa. Neste livro, há um embate entre a austeridade e o riso. Mas eu gosto de outro livro de Eco, um mais teórico na área da Comunicação e das Relações Sociais. Trata-se de Apocalípticos e Integrados, no qual o mestre - no século 20, bem antes das redes sociais existirem - dedica-se a estudar a recepção e o uso das tecnologias pela sociedade.

Pois para mim, as ideias dos livros, a personagem de novela e as personagens da campanha publicitária são autorreferenciais! Encarnação é austera, analógica e apocalíptica, mas está no comando do seu tempo. Aliás, na caracterização do espaço e da história da saga da família, uma enorme Ouroboros sempre é mostrada predizendo e apontando para a eternidade. A cobra que morde a própria cauda. Encarnação tem o tempo de meses para mostrar a história de gerações.

Lilia e Neusa são divertidas, digitais e integradas. Estão também no comando de seus tempos. Se elas não têm medo do tempo, aprenderam a lidar com ele também.  Lilia e Neusa estão às voltas com aplicativos, smartphones e seus 30 segundos de tempo para vender um serviço bancário.

Outro aspecto interessante de se notar: as personagens são mulheres. As mulheres são mais longevas! De novo, as Estatísticas e a Demografia atestam.Óbvio que há muitos exemplos de homens que ultrapassam as barreiras do tempo com muita atividade, humor, decisão. Sílvio Santos é um deles (só prá ficar no Brasil)!

Não dá para generalizar!

Infelizmente, ainda não dá para generalizar. O tempo é uma experiência individual. Cada um tem a sua. O que dá para fazer é atualizar a imagem do ideal. E aí, há estudiosos de todas as áreas contribuindo para que o futuro e o idoso tenham um apelo melhor do que já tiveram no passado: mais longevo, mais saudável, mais sustentável, mais feliz.

Eu vou encerrar este post com dois vídeos do escritor moçambicano Mia Couto. No primeiro, muito curto, ele fala da própria experiência com o tempo.




Neste segundo, ele amplia o olhar e passa a ver o tempo em uma perspectiva relacional passado/futuro, as relações com os que já se foram, as relações com os que estão aqui.




Mais do que o medo do futuro, mais do que o regramento das leis e seus adiamentos, penso que é essa reflexão sobre a vida que definitivamente influencia muitas decisões, inclusive as decisões de aposentadoria.

São as relações que se conhece que estabelecem as decisões sobre o desconhecido (tempo, futuro, leis, cálculos). O melhor é quando há equilíbrio. Mas quando a vida não pode contar com luxos racionais, tecnológicos, ela acontece pela inspiração da emoção.




sábado, 14 de maio de 2016

WWW.ELIANEMIRAGLIA.COM.BR NO AR!

Toma um café comigo? Eu quero te contar uma história bem rápida, enquanto o café ajuda a aquecer este sábado e eu vou descobrindo como construir essa prosa de um jeito bem simples.


Já vai para sete anos que eu estou trabalhando como consultora independente. Tem gente que planeja empreender. No meu caso, foi diferente. Eu resisti muito à ideia. Mas - com o tempo - ela foi ganhando forma e terminou se materializando de um jeito meio rebelde e totalmente espontâneo.

Aí, eu aprendi a gostar daquilo que, até então, era desconhecido para mim. Confesso que ser empreendedor tem overdose diária de adrenalina e dopamina que muda totalmente a sua vibração. Você fica mais atento a tudo o que é informação, dica, prática, novidade. O envolvimento é total.

Bom, até agora, eu usei o Conversação para falar daquilo que vejo, leio, gosto, converso, descubro sobre Comunicação e Educação Previdenciária. Aqui eu construí um repertório que eu gosto muito. Diversificado, festivo, opinativo e autoral. Vou continuar com o Conversação, porque ele ajuda a organizar as reflexões sobre a prática do meu trabalho e a minha relação com o mercado.  

Mas já estava na hora de fazer uma outra experiência combinada, um outro voo simultâneo. Com base em uma orientação do SEBRAE-SP - estruturei um site para divulgar os serviços que faço como profissional independente. Já está no ar: www.elianemiraglia.com.br. 


Como muita gente, meus recursos são limitados para fazer a divulgação do meu próprio trabalho. Por isso, utilizarei uma estratégia colaborativa e contínua, para compensar as restrições. 

Costumo trabalhar por indicação. Assim, nos próximos dias, vou combinar posts, e-mails, telefonemas para avisar às PESSOAS sobre o site. Vou ativar a rede de contatos, porque sei que as PESSOAS são fator decisivo de sucesso nos processos de Comunicação.

São as PESSOAS que potencializam todos os esforços de fazer mais com menos! Simplificar soluções. Otimizar os recursos. Ressignificar mensagens. Reafirmar a identidade e o propósito daquilo se oferece ao mercado. As PESSOAS legitimam tudo isso.

E as PESSOAS também têm outro papel fundamental nesse processo: elas não te deixam sozinho. O mundo do "eu-preendedor" pode ser muito isolado quando não se estrutura uma rede de valor dinâmica, baseada em interações e socializações.

Estou entusiasmada com as possibilidades de aprendizagem que o site cria. Assim como o Conversação que, além do Brasil, hoje é lido até em outros países, eu tenho certeza do potencial de alcance orgânico do site www.elianemiraglia.com.br. Por isso, desta vez, eu encerro este post com um convite e um agradecimento: visite www.elianemiraglia.com.br! Muito obrigada por estar comigo nestas prosas, cafés e em voos que, se Deus quiser, serão cada vez maiores!

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

INOVAÇÃO NA LINGUAGEM É SIMPLES, EFETIVA E GENIAL!

A inovação só não é fácil. Depende de um salto meio que quântico. Uma síntese ousada. Uma ideia que rompe com o lugar comum, para dar expressão a uma mensagem que não é nova. Um humor inteligente, leve que provoca a imaginação. Eu AMEI a campanha de adesão que a Fundação de Previdência do Espírito Santo - PREVES está fazendo via redes sociais. 


E o salto de linguagem que está acontecendo na Previdência Complementar invalida as abordagens convencionais? De forma alguma! Tudo depende da receptividade do interlocutor, do posicionamento e dos valores que a imagem institucional deve refletir. Para mim, definitivamente, mudamos de nível. E todos os níveis são convergentes e pré-requisitos para chegarmos até aqui.

Além dos super-heróis misturados com Previdência Complementar, também tem o mote da hora das redes sociais. Há poucas semanas "Bela, recatada e do lar" foi o título de uma matéria na Revista Veja, que virou febre nas redes sociais, foi parar na televisão e outros meios de comunicação. Naquele momento, dominava o imaginário coletivo. A apropriação do que virou jargão teve muito senso de oportunidade.


Lembra daquele tempo????

Quem - como eu - é veterano nesse trabalho de Comunicação e Educação Previdenciária lembra bem e reconhece o artifício do medo usado como protagonista das mensagens de Previdência Complementar. Tem até aquele simulador Merril Edge (clique aqui)  que escaneia a sua foto atual para criar um avatar sinistro que - evidentemente - projeta o seu futuro. O medo, como todos sabem, nos os contos de fada, na religião, na política, o medo tem uma função pedagógica. E dá resultado! 

Pelo menos deu para as gerações passadas. Nações inteiras - até a virada do século 19 para o século 20 - foram conduzidas assim. No século 21, pode ser diferente. E acho que todo mundo - de coração - quer que seja!

Se você olhar bem para essa proposta da PREVES, os protagonistas são o bom humor, as escolhas inteligentes. Os novos tempos. O medo é um elemento coadjuvante da mensagem. Entra como elemento de cautela, de prevenção, de Previdência. O medo - bem dosado - ajuda a proteger a vida. Para mim, esse é o salto!

Uma coisa é certa: se os trabalhadores do século 21 realmente forem o alvo da Previdência Complementar, cada vez mais as estratégias institucionais de Comunicação deverão incentivar uma abordagem com esse tipo de expressividade.

As perguntas que precisam ser respondidas são: funciona? O público se identifica? Como as imagens são de um álbum no Facebook mas apontam para o Twitter, imagino que exista uma campanha poderosa de adesão e aculturamento dos interlocutores. As respostas - sem dúvida - serão dadas e confirmarão resultados daqui a algum tempo.

O mais importante, neste momento, é criar trilhas informacionais e educacionais de qualidade e expressão sustentável. E vamos para o futuro! Porque lá haverá muita Comunicação e Educação Previdenciária a serem feitas. 

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segunda-feira, 2 de maio de 2016

SEM TEMPO A PERDER!


Quem trabalha com Previdência Complementar conhece muito bem o gráfico publicado no excelente caderno A melhor idade? O envelhecimento da população brasileira provocará mudanças profundas na nossa vida, publicado pelo UOL TAB (clique aqui). As estatísticas mostram que os brasileiros estão nascendo menos e vivendo mais. 

Mas o que muda no mercado de trabalho, na arquitetura, na cidadania, nos serviços públicos? São esses temas que a matéria discute. O que me deixa mais feliz é a visibilidade que a Longevidade está conquistando na mídia. Há pouco tempo, a pauta era praticamente impensável, especialmente considerando a equipe mobilizada para a reportagem e edição gráfica do conteúdo.

Outro aspecto que me chama a atenção diz respeito aos estudos especializados desenvolvidos pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Sim! A melhor idade avançou as fronteiras do Serviço Social para se posicionar como tema econômico, sociológico, político. Encarar de frente as restrições e oportunidades que a longevidade provoca é essencial para racionalizar e destinar recursos. Os superidosos, como o UOL TAB chama, são realidade. Hoje, ainda minoria. Mas em poucos anos, a base da mudança radical na estrutura da sociedade - abrangendo maior permanência no mercado de trabalho, manutenção da carreira, adiamento da aposentadoria, capacitação contínua especialmente na área da Tecnologia.

Tudo isso para compensar a redução da mão de obra mais jovem. O fim do bônus demográfico já começou! E o Brasil - não sem aviso - perdeu este trem da história. Porque a ideia avançar a inclusão dos jovens no mercado de trabalho e ampliar a cobertura, a proteção previdenciária para todos. 

Novos significados para a vida

Mês passado, a Exame publicou a matéria Geração IPad esnoba diamantes e minas sofrem com preços (clique aqui). Começa com um caso curioso de roubo de diamantes que não deu certo. Os ladrões tinham idade entre 60 e 70 anos. Aliás, eu só li essa matéria porque gosto do tema diamantes, o que necessariamente aponta para minha idade. Na finalização da reportagem sobre mudança de comportamento geracional, há um apelo para o investimento em campanhas publicitárias que façam os mais jovens a se encantarem pelas pedras preciosas.

Acho que com esse caso, a analogia está pronta. A longevidade vai exigir que as relações de consumo, vínculos emocionais, família, estudos, viagens tudo seja revisto, replanejado e ressignificado. As novas gerações terão um tempo que as antecedentes não tiveram: conviver, incluir, socializar, aproveitar a experiência dos mais velhos. Tudo isso é novo e absolutamente m-o-d-e-r-n-o!

Penso que, como tudo na vida, esses significados serão conquistados. Não dá para esperar de braços cruzados o reconhecimento espontâneo dos jovens. Também não dá para exigir atenção a qualquer preço. O que dá é para interagir. Da melhor forma.

"Volto perto do meio-dia. Beijos, vó".

Para encerrar esse post, vou fazer o link com um viral das redes sociais. A história de um skatista que tatuou o último bilhete da avó (clique aqui). 

Foi apenas o apelo emocional que determinou a reação do público? Penso que - além do apelo emocional que é fato - tem aí um outro componente. Aquele em que os idosos abandonam o isolamento para interagir, para influenciar, para somar, para protagonizar. Mas isso já é tema para outro post.

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