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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

DESCULPE, ANE CASAGRANDE!

No último sabadão, calorão, eu e minhas sandálias de borracha de boas na toca. SQN! Minha amiga Ane Casagrande - lá da Funcorsan, do Rio Grande do Sul - me marca no Facebook! Era para eu assistir a um vídeo de um educador financeiro best seller, que fazia a maior publicidade sobre as vantagens do Tesouro Direto,comparado ao que ele chamava genericamente de Previdência Complementar, juntando no mesmo guarda-chuva, no mesmo balaio os produtos bancários - com fins lucrativos - e os fundos de pensão - sem fins lucrativos.


Ane Casagrande, corretamente indignada, queria treta. Eu e minhas sandálias de borracha estávavamos lendo um livro sobre perdão e reparação... estávamos de boas... Daí, respondemos e contemporizamos, mesmo sabendo que o caso era de juntar argumentos, partir para a briga, usar as redes sociais, chamar os amigos atuários, universitários, advogados e correr o risco.... Mas era sabadão, sabe como é! Calorão, leseira... Eu e minhas sandálias de borracha saímos pela direita, coisa que não se deve fazer quando o assunto é amizade e protagonismo! Mas eu fiz. Vergonha de mim! Desculpe Ane Casagrande!

Revanche!

A história continua sempre que você responde "sim" à sua imaginação! Hoje eu estava aqui no meio de um turbilhão. Ah! Carnaval! Tempos de, claro!!!!!, produzir Relatório Anual de Informações - siiiiiiiiiiiimmmm - o famoso RAI! E eu aqui no meio de um mar de informações e dados, revisando e rezando para não misturar informação, faço um break pro café! Olho as redes sociais. E lá está! Matéria da Revista Exame: COMO INVESTIR NO TESOURO DIRETO E SE APOSENTAR COM TRINTA ANOS!. Não resisti. Fui ler, lembrando de minha amiga Ane Casagrande (consciência dói)! O texto não é longo, mas faz apologia ao título público. Achei curioso, afinal os educadores financeiros responsáveis, como Gustavo Cerbasi, estão começando a mudar as abordagens, considerando queda da taxa de juros, mercado em possível recuperação, etc.

Por pura sorte e Deus sempre comigo, resolvi ler os comentários. E lá estava! Primeiro, manifestações suspeitando dessa publicidade em prol da captação de recursos para o Governo. Depois, o show, espetáculo de quem, diferente de mim, entrou na raia e encarou a treta: Cristiano Verardo, da Odeprev de São Paulo, corrigindo, senhoras e senhores, a revista Exame! Vou reproduzir o texto, porque já li algumas vezes, para aprender.
"Editor da Exame, uma vergonha esse título sensacionalista! Separe as coisas. Quer chamar a atenção para as desvantagens da previdência privada vendida por bancos comerciais, faça a coisa certa, direcione sua matéria e o seu título para lá. Não coloque as Entidades Fechadas (as previdências de empresas, tipo a que vocês têm aí à disposição de vocês, por meio da Abril Prev) no mesmo "saco". Vocês prestam um belíssimo desserviço além de deixarem claro a parcialidade e a falta de técnica e rigor na matéria. Não está bom receber contrapartida (dinheiro da Abril) de 30% a 150% aí na Abril Prev? Tem melhor investimento do que esse? Seja mais rigoroso. Milhares (ou milhões) de pessoas que têm à sua disposição um plano de previdência de empresa vão, certamente, ficar em dúvida se estão fazendo a coisa certa. Tesouro Direto é ótimo, mas deveria ser a segunda opção para a essas pessoas que podem participar de um plano de previdência de empresa para apoiá-los em seu plano financeiro rumo a aposentadoria. Chame o pessoal do Fundo de Pensão de vocês para educar os jornalistas. O Brasil agradece! Mas não mais compare opções diferentes como se a mesma coisa fosse!"
Diante do nocaute, tive que disputar então espaço nos comentários sobre o comentário do Cristiano Verardo à matéria da Exame. Turn down for what? E para não correr o risco de perder as minhas fontes, estou reproduzindo o que eu vi aqui!




De verdade, estou feliz com essa lição da vida sobre perda e aproveitamento de oportunidade! Estou feliz com esse momento da história, que as pessoas - conhecidas e desconhecidas - protagonizam e fazem a rede mais inteligente. Estou feliz porque as PESSOAS sabem um pouco mais o que é Previdência. A verdade basta! Estou feliz!!!!! 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

DIGITAL INFLUENCER: PREPARADO PARA DESEMPENHAR O PAPEL?

Quem leu meu post anterior, sabe que estou com uma inquietação profunda, em razão de uma prosa com Viktor Blazek (DPZ&T) há alguns dias. Quem foi que disse que trabalhar com Comunicação é fácil? 


A bola da vez são Youtubers - produtores de conteúdo para o Youtube. Como sempre - o que está em questão é a audiência, os compartilhamentos, as curtidas, as interações. Além da produção e edição bem acabadas dos conteúdos, o que está em jogo é a capacidade de síntese e expressão desses comunicadores.

Tudo isso está em jogo quando uma marca como a VIVO, por exemplo, escolhe os Youtubers para criar suas campanhas de venda. Cellbit e Japa com mais de 3 milhões de seguidores cada , Jout Jout, com 1,6 milhão e Ivete Sangalo com 33 milhões. Os Youtubers - com seus conteúdos e estratégias e técnicas de Comunicação do século 21- não são páreo nem para a TV aberta (para saber mais, clique aqui). 

Parou para pensar no tamanho do imbróglio de quem se propõe a fazer Comunicação e Educação Previdenciária? Eu também! Além de capacidade de síntese, é preciso buscar formas mais interativas e lúdicas de criar conteúdo. Estimular a interação, sabe?

É preciso um posicionamento mais arrojado, que se proponha a criar e expor vínculos com públicos de todas as idades. E isso, cara pálida, ainda precisa ser feito, não tem nada pronto e acabado, produto de prateleira. Mais do que as áreas de Atendimento e Relacionamento, também tem que ter parceria de bastidor com os técnicos que entendem de SEO (Search Engine Optimization). Ah, Tecnologia da Informação na veia. 

Pega bem

Pela perspectiva da Comunicação, o que estão em jogo são as capacidades de expressão e influência. Então, continuam valendo as técnicas clássicas abordadas por exemplo por Leny Kyrillos e Milton Jung no livro Comunicar para Liderar, sempre somadas a tudo o que não se encontra nos livros. Aí, cara pálida, vai a capacidade de investigação e conversação de cada profissional interessado em continuar trilhando os caminhos cada vez mais complexos da rede. Ninguém disse que seria fácil, não é mesmo?

Mas e aí? Na área de Educação Financeira e Previdenciária tem alguém que já faça isso e possa servir de referência? Sim! Para para mim, a resposta é: Gustavo Cerbasi. Ele conseguiu uma linguagem bastante atraente para tratar de assuntos complexos. E ele descobriu uma fórmula para simplificar a mensagem, sem comprometer a qualidade do conteúdo. Além da proeza de ser best seller no Brasil ele também está lançando no cinema o terceiro filme da série 
Até que a sorte nos separe.



Lidera o processo, evidentemente, quem conseguir equilibrar senso de oportunidade com competência expressiva. Quem fizer a fórmula dar resultados primeiro, sem dúvida, será um grande influenciador da Comunicação e da Educação Previdenciária que serão produzidas no século 21.

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domingo, 4 de janeiro de 2015

BOLSA DE VALORES DE ANGOLA: UMA INTERPRETAÇÃO BRASILEIRA


Este post merecia um trabalho de geolocalização! Aconteceu a distância. Começa em Luanda, vai para Belo Horizonte, volta para Luanda, tem sequência em São Paulo com o objetivo de chegar a muitos outros lugares. Tudo começou há exatamente um mês, dia  5 de dezembro de 2014, quando encontrei nas redes sociais um post festivo do professor Ivan Sant’Ana Ernandes (PUC/MG), comemorando a criação da Bolsa de Valores de Angola (clique aqui).

A iniciativa efusiva desencadeou um comentário contundente por parte de Arlindo Pereira, aluno do curso de Pós Graduação em Previdência, realizado por uma parceria entre a Universidade Agostinho Neto, de Angola, e a ATEST Consultoria Atuarial, do Brasil. Esse curso me levou, em 2013, a Luanda, onde tive a honra de ser a tutora do módulo de Comunicação e Educação Previdenciária.  Arlindo Pereira, portanto, foi meu aluno. Daí seu comentário ter me sensibilizado sobremaneira:

“De facto, chegou o dia tão esperado pelo povo Angolano. Contudo, parece-me que devia-se publicitar-se mais este importante acontecimento e esclarecer a sua importância para a economia nacional, através de debates e conferências. Não quero dizer que não se fez publicidade nenhum, apenas quis dizer, tratando-se de um acontecimento novo, tínhamos a obrigação de fazermos muitos mais, de formas a se esclarecer os vários estratos da nossa população”.

Fiquei pensando: como dar mais dimensão à criação da Bolsa de Valores de Angola? Afinal, eu entendo tão pouco de Economia e precisaria de ajuda para explicar com propriedade um assunto de tamanha complexidade, sem causar ruído. Foi aí que me ocorreu arriscar usar o portal de relacionamento e CONVERSAÇÃO que há pouquíssimo tempo me foi ofertado pelo Educador Financeiro mais celebrado no Brasil: Gustavo Cerbasi. 

Elaborei, então, as perguntas a seguir, e pedi para que ele me ajudasse a interpretar um fato político e econômico que está acontecendo do outro lado do Oceano Atlântico. Deu certo! As respostas chegaram nesta virada de 4 para 5 de janeiro. E eu não poderia esperar nem um minuto a mais para compartilhar. Os destaques nas respostas são meus. Acho que são reflexões preciosas, que esclarecem com muita objetividade aquilo que nem sempre é obvio para todos.

1.       O que significa para o cidadão comum a decisão oficial de criar uma Bolsa de Valores?
Gustavo Cerbasi: A criação de uma bolsa de valores traz a oportunidade para que pessoas comuns tenham acesso a investimentos em títulos em empresas a um valor justo, regulado pelo equilíbrio entre compradores e vendedores – que em economia se diz equilíbrio entre oferta e demanda. Quando se dá acesso a um grande número de pessoas para que negociem entre si títulos de dívidas e ações de empresas, essas negociações só acontecerão se houver acordo de preços entre compradores e vendedores. Em outras palavras, quando negócios forem fechados, será porque vendedores ofereceram seus papéis a preços que compradores estiveram dispostos a pagar, preços esses que são chamados de regulados pelo mercado. Quanto mais investidores participarem dos negócios da bolsa, mais próximos dos valores reais estarão os preços dos ativos nela negociados. Isso dá aos títulos do país maior credibilidade e transparência. Para o cidadão comum, significa poder comprar títulos e se tornar credor do governo ou de grandes empresas, ou então comprar ações e participar do sucesso de grandes empresas, na forma de recebedor de lucros e dividendos.

2.       A Bolsa de Valores indica uma intenção oficial de reter capital local e competir por investimentos estrangeiros?
Gustavo Cerbasi: Sem dúvida. Quando as oportunidades de um país são limitadas a um grupo pequeno de investidores privilegiados, qualquer pessoa que tenha reservas financeiras e que não esteja entre esses privilegiados irá formar suas reservas em bens depreciáveis (como imóveis), ou fora do país. Uma opção comum é a compra de moeda estrangeira, como o dólar americano. Porém, quando os mercados locais passam a ser organizados na forma de bolsas e controlados e fiscalizados por órgãos isentos, naturalmente aumenta o interesse de investidores locais e estrangeiros pelas oportunidades que passam a ser publicadas rotineiramente por essas bolsas. Uma bolsa serve não só para estabelecer preços justos para os ativos, mas também para facilitar o acesso a esses ativos e divulgar suas cotações, o que facilita a identificação de oportunidades. A criação de bolsas de títulos públicos e ações e também para negociação de commodities como ouro, energia, grãos e petróleo é o caminho mais eficiente para se fortalecer o mercado de capitais de um país e reter nele recursos locais, além de atrair a atenção e o capital de investidores estrangeiros.

3.       Angola convive com crescimento econômico, inflação e dolarização.  A Bolsa de Valores pode contribuir para equilibrar melhor essas diferentes grandezas?
Gustavo Cerbasi: A Bolsa de Valores distribui a todos as oportunidades de lucros criadas pelo desenvolvimento econômico. Essa é a maior vantagem: a de proporcionar a qualquer pessoa a condição de enriquecer junto com seu país. Inflação é consequência do crescimento que acontece mais rápido do que o planejamento, enquanto que a dolarização é uma maneira de se defender da inflação – com preços mudando constantemente, é natural que as comparações e negociações passem a ser feitas em moeda forte. A existência de uma bolsa de valores, ao atrair mais capital para o país, tende a fortalecer a moeda local, diminuindo a pressão pela inflação. Com menos inflação, os negócios locais passam a depender menos de uma moeda estrangeira. Mas, para esse raciocínio realmente se tornar prática, são necessárias outras ações governamentais para conter a inflação, como o controle de preços públicos e redução de gastos do próprio governo. Eu diria que a criação da Bolsa de Valores em Angola sinaliza que o governo está disposto a trabalhar em diversas frentes (incluindo a econômica) para estabilizar e fortalecer o país. Angola vive, portanto, uma grande oportunidade histórica.

4.       A necessária bancarização da população – que vem a reboque do desenvolvimento econômico – deve exigir políticas públicas de Educação Financeira?
Gustavo Cerbasi: Políticas públicas de Educação Financeira raramente são priorizadas quando um país passa por grandes mudanças, uma vez que são consideradas (equivocadamente) um tema secundário na educação geral. É compreensível que o governo queira expandir o acesso a crédito e a investimentos (tanto em bancos quanto em bolsas) para uma parcela maior da população, para que a desigualdade econômica seja reduzida e o país enriqueça de maneira uniforme. Mas, também é desejável que, uma vez oferecidas as oportunidades, essas sejam bem aproveitadas por todos. Não é o que acontece quando se estimula a bancarização sem o estímulo simultâneo da educação financeira. O Brasil oferece um ótimo exemplo. Nos últimos anos, muitas pessoas tiveram seu primeiro acesso a bancos e ao crédito, passando a financiar casas e equipamentos para pequenos negócios, que multiplicaram o bem estar e a riqueza. Mas, como o acesso a oportunidades chegou antes da educação, muitos brasileiros se endividaram mais do que deviam, e o bem-estar inicial se transformou em alto nível de endividamento, má qualidade das dívidas e sofrimento para famílias que deveriam estar desfrutando de um momento melhor em suas vidas. A Educação Financeira deve ser intensamente estimulada simultaneamente às transformações econômicas e sociais que permitem o acesso a bancos, a bolsas e às práticas cidadãs, para que toda a população enriqueça na mesma proporção do país e com desigualdade decrescente. Sem educação, os ricos ficam mais ricos ainda, e os pobres continuam pobres e cada vez mais endividados.

5.       Mesmo sendo lusófona, em razão diversidade étnica, a unidade linguística em Angola é diferente do Brasil. Isso compromete a adoção de políticas públicas que democratizem a Educação Financeira?
Gustavo Cerbasi: De forma alguma. A Educação Financeira envolve orientações para escolhas equilibradas, que funcionam universalmente. Mesmo que escolas e bancos sejam específicos para comunidades e etnias, as orientações podem ser universais, desde que devidamente traduzidas para as necessidades locais. Meu entendimento é de que em um país culturalmente rico como Angola o governo não deve guiar a educação financeira para uma etnia predominante ou para regiões mais prósperas, mas sim cuidar da formação de profissionais multiplicadores que estejam preparados para orientar as comunidades locais de acordo com as necessidades específicas dessas comunidades. No Brasil, mesmo com a unidade linguística, eu preciso adaptar as orientações às necessidades de regiões mais prósperas e de outras menos ricas, pois as realidades são diferentes. Em Angola, eu partiria de diretrizes gerais de equilíbrio financeiro e ouviria as diferentes comunidades para enfatizar em cada uma os aspectos mais necessários à transformação para melhor da realidade atual.

6.       As tão bem acolhidas orientações sobre Educação Financeira e Previdenciária que você está disseminando no Brasil são válidas também para Angola?
Gustavo Cerbasi: Em todo meu trabalho, sempre parto de reflexões universais, que servem para qualquer cultura, qualquer país, qualquer nível de renda e que sejam necessárias para construir riquezas. A partir de um modelo universal, adoto exemplos locais para que meu público compreenda minhas orientações e sinta que aquela educação foi pensada para eles. Quando lancei meus livros em Portugal, por exemplo, minhas palestras seguiram o mesmo raciocínio das palestras que faço há mais de 12 anos no Brasil, com a diferença que estive mais atento para ouvir os questionamentos e ajustar as reflexões à realidade portuguesa. A Educação Financeira é um tema universal, como qualidade de vida, prática de exercícios e cidadania. Para aplicar o conteúdo em Angola, a ciência é a mesma, mas com exemplos um pouco diferentes. Na verdade, vejo em Angola a vantagem de contar com o processo de crescimento econômico muito mais intenso e recente, o que deve fazer com que a Educação Financeira mostre no país resultados muito mais rápidos e intensos do que em países que já contam com estabilidade econômica há mais tempo. Quem der atenção a esse tema agora certamente terá uma grande transformação em sua vida nos próximos anos.

Não tem nada mais que eu possa acrescentar a essa verdadeira aula de Economia, de Educação Financeira, de Compartilhamento de Conhecimento. Gustavo Cerbasi é sempre um espetáculo de desenvoltura e empatia, porque ele realmente se envolve com o que é colocado em pauta.

O que eu verdadeiramente espero agora? Bom, que os meus alunos - especialmente em Luanda -  e os operadores de Previdência Complementar façam este post ganhar asas. Todo mundo tem um amigo jornalista, radialista, produtor de televisão. Cada uma das respostas de Gustavo Cerbasi é pauta para uma matéria inteira. Eu acho que daqui do Brasil há um movimento importante de dar luz e democratizar respostas que podem esclarecer a cidadãos de todos os lugares sobre as estratégias que estão na base de nações em desenvolvimento. 

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A GENEROSIDADE COMO BASE DAS TRANSFORMAÇÕES HUMANAS

Nem preciso declarar que AMEI i a experiência de participar, ontem, do trabalho de Gustavo Cerbasi pelas redes sociais. Desta vez pelo Twitter.

Eu tenho perfil lá. Mas não sou uma usuária tão fluente quanto no Facebook. Houve um tempo em que eu até acompanhava umas aulas tuitadas da Casa das Rosas. Mas ontem a proposta envolvia vídeo e eu quis conhecer o funcionamento da infraestrutura e, óbvio, rever os ensinamentos de Gustavo Cerbasi.

Quanto mais melhor!

Nem preciso declarar que a minha cabeça ferveu muito durante a Twitcam! Primeiro, a proximidade que o meio permite. Gustavo Cerbasi - enquanto lidava com as barreiras e falhas tecnológicas - teve muita presença de espírito para compartilhar, com toda desenvoltura, humor e carisma, drops da esfera pessoal. Aproveitou a "falha tecnológica" para humanizar o trabalho, criar relacionamento. Sensacional!

Depois, usou toda sua experiência e solidariedade para responder às inúmeras perguntas de 140 caracteres que pipocavam na tela e todo mundo acompanhava. O fôlego de Gustavo Cerbasi é realmente impressionante. Vou arriscar uma percepção pessoal. Acho que supera aquele sorrisão largo e admirável que o tempo todo ele consegue sustentar.

E, claro, claro, claro! Mesmo sendo muito técnico, muito profissional, ele é um lorde! Assim que ele viu a minha primeira pergunta - evidente que eu fiz muitas - mencionou o autógrafo do MEU livro e também sua participação no 35º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, realizado pela ABRAPP em novembro!

No Brasil e em Angola

No Facebook, eu participo ativamente de dois grupos de ex-alunos: um em Curitiba, MBA da PREVIPAR. Outro em Angola, Pós-Graduação da Universidade Agostinho Neto (UAN). Em geral, compartilho tudo o que considero relevante para o aprofundamento das reflexões sobre Comunicação e Educação Previdenciária com eles.

Ontem, durante a Twitcam do Gustavo Cerbasi, registrei alguns pensamentos mas compartilhei só pela minha timeline pessoal. Confesso que sou muito lerda com esses aparatos tecnológicos. Por isso, hoje, quando acordei e li pelo celular o comentário a um dos posts, fiquei muito, muito, muito feliz.

De Angola, um comentário analítico e comparativo de Arlindo Pereira, meu ex-aluno da UAN sobre uma das reflexões de Gustavo Cerbasi que eu procurei reproduzir o mais fielmente possível. Vou colar aqui, na ordem de publicação.
"Eu estou muito feliz com a evolução da Educação Financeira no Brasil. Mas ainda há muito a fazer, especialmente com a parcela da sociedade que teve acesso à bancarização a partir de 2002. As escolhas podem ser mais inteligentes".  Gustavo Cerbasi (Oficial), agora!
"O Brasil em matéria de Educação Financeira, salvo opinião contrária, tem dado passos notórios, tal qual reconhece o autor. Não obstante a isso, reconhece que muito ainda há por se fazer. Aqui podemos fazer uma comparação com o nosso país, Angola, onde ainda notamos certas debilidades no comportamento das pessoas, falta de hábitos de poupança,
Eu, Júlia Gomes e Arlindo Pereira, dentro do carro, em Luanda - 2013
muitos inclusive não [têm] conta bancária. Na verdade, a situação actual requer uma reflexão profunda, tomadas de medidas por parte do nosso Executivo (Governo) no sentido de se inverter o cenário, introduzindo programas de Educação Financeria a ser divulgado pelos mídias. Cada vez mais, a população necessita tomar boas decisões financeiras e para isso necessitam de conhecer o mercado financeiro, seus riscos, e por falta de orientação, Educação Financeira, muitos cidadãos endinheirados não sabem o que fazer com o dinheiro. Defendo que a Educação Financeira no nosso país deve ocupar um lugar de destaque nas prioridades das autoridades". Arlindo Pereira
Dá para escrever uma dissertação de mestrado com base nessas duas declarações! São estágios diferentes de um mesmo processo e de uma mesma aspiração: a construção de riqueza. E, para quem lê Gustavo Cerbasi, sabe que riqueza significa liberdade!

Eu só vou me restringir a alguns aspectos da Comunicação que estão presentes nesses dois posts. 

  • Primeiro! A generosidade de Gustavo Cerbasi para compartilhar on line, sem custos para os interessados, seu repertório pessoal. 
  • Segundo! A minha motivação e entusiasmo para participar da proposta e compartilhar a mensagem. 
  • Terceiro! A abertura à interação e ao diálogo de Arlindo Pereira. 
  • Quarto! A tecnologia que - mesmo com falhas - permitiu tudo isso!

Foi assim que a Twitcam chegou - ainda que com as diferenças de fuso horário - em Angola! É assim que a Educação Financeira E Previdenciária se expande e se mostra viável em diferentes cenários, além de qualquer fronteira. Eu quero fazer aqui um destaque, no meio de tantos destaques: Gustavo Cerbasi é um ousado! Na transformação da linguagem (que ele torna acessível e apaixonante), na exposição de suas propostas, de sua verdade e de si, no uso da tecnologia, na formação de redes de relacionamento inacreditáveis e, principalmente, na paixão por transformar o comportamento das PESSOAS. Ontem, eu testemunhei os testemunhos online misturados à "chuva de perguntas" que ele encarou.

Para encerrar esse post, recuperando a compostura depois dessas declarações rasgadas de amor ao conhecimento, ao pensamento, à declaração, só posso dizer que essa Twitcam foi uma experiência prática daquilo que Pierre Lévy teoriza sobre o humanismo do século 21, que nasce da inteligência coletiva. “A inteligência coletiva humana é baseada na linguagem e na tecnologia e temos que agir sobre estes para aumentá-la”. É isso aí!

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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

E AÍ EU RECEBO UM E-EMAIL DO GUSTAVO CERBASI

Este post começa com um esquecimento. Na mala que preparei para trabalhar na imersão do 35º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão esqueci de colocar meu exemplar do livro Adeus Aposentadoria  como garantir seu futuro sem depender dos outros, de Gustavo Cerbasi. 

Hoje, não vou tratar sobre o conteúdo do livro, como já fiz anteriormente. O CONVERSAÇÃO se propõe a analisar Comunicação. Então é sobre esse assunto que eu quero escrever agora, porque - para mim - a experiência que esta história me proporcionou é tema para um case sobre encantamento, relacionamento e engajamento.

Jéssica Pascarelli, da equipe Mais Dinheiro, havia me contatado por e-mail para confirmar a entrevista de Gustavo Cerbasi à TV ABRAPP. Ele chegou à gravação sozinho. E imediatamente passou a ser preparado para a captação de imagens. Ao começar a gravação, Jéssica entrou na sala. Eu estava monitorando o trabalho e pedi para conversarmos no corredor, para não comprometer a qualidade de áudio dos registros.

Só então, quando descobri com quem estava falando, pude manifestar a minha satisfação por estarmos trabalhando juntos e lamentar pelo esquecimento do livro. Eu queria o autógrafo. E aí a minha primeira surpresa! Com toda desenvoltura do mundo, Jéssica me avisa que, se eu mandasse o livro, ela providenciaria o autógrafo.

Mas - muito espontaneamente e sem querer - eu criei uma dificuldade: o MEU livro era único. Porque estava todo grifado, anotado, marcado e eu não desapego de livros... blá-blá-blá [eu falo muito sempre! É um problema incorrigível]... porque eu uso o livro como base de sustentação para as minhas reflexões no CONVERSAÇÃO. Segunda surpresa: Jéssica pede para eu mandar o endereço do blogue para eles conhecerem. Fiquei lisonjeada. Mas confesso que achei que fosse uma delicadeza dela.

Óbvio que - assim que o Congresso acabou - mandei o e-mail solicitando o endereço para envio do livro para autógrafo e descrevendo alguns dados e a URL do CONVERSAÇÃO. O post que estava no ar era antigo mas, coincidentemente, falava sobre o Gustavo Cerbasi. 

O tempo passou e - nesta terça-feira - quando terminei de gravar em São José dos Campos, tinha recado e e-mail da Jéssica, pedindo para eu retornar. Liguei hoje cedo. Falamos sobre o envio do livro e ela perguntou do blogue. Retransmiti as informações. Durante a tarde, preparei uma embalagem bem protegida para remeter meu livro na manhã desta quinta-feria.

E... Meu coração não aguenta! 

Tinha terminado o Jornal Nacional agora à noite. E eu estava com o computador desligado quando recebi uma mensagem que passei a ler na tela do celular ao enquanto a taquicardia e uma sensação de deslocamento no tempo e no espaço foram me imobilizando.


A mensagem, do próprio Gustavo Cerbasi, falava sobre o CONVERSAÇÃO. Ele leu o que andei escrevendo. E, por esse motivo, deixou aberta as portas para uma interlocução com o propósito de me apoiar no aprofundamento das reflexões que compartilho aqui.

E agora? Durmo como? Faço o quê? Escrever acalma minha euforia, mas hoje não será suficiente. Estou tão atordoada com essa mensagem, com todo o processo de encantamento e relacionamento que costura esta história, com todo o engajamento que eu já tinha e agora aumentou feito fermento na massa de pão. Pão é alimento do corpo. Palavra alimenta a alma, como ensinava o professor Rubem Alves.

Como é que Jéssica e Gustavo - com todos os eventos que estão fazendo pelo Brasil mobilizando legiões - puderam dedicar tanta atenção a um só autógrafo. E ainda analisar o meu trabalho, com tanto carinho para criar uma proposta de CONVERSAÇÃO mais duradoura, por mais longo prazo, tal como tudo que envolve Previdência Complementar?

Não passa uma ideia consistente pela minha cabeça. Por isso, nem imagino como vou fazer para interagir com o Gustavo Cerbasi e  continuar esta história. Mas que eu vou inventar, isso eu vou!  É assim que ser formam novas redes. Só que, por enquanto, estou desmanchando de felicidade. Estou arrebentando de alegria. E vou ficar desse jeito: meio fora de mim, porque isso, minha gente, isso é bom demais!

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