Mostrando postagens com marcador PESSOAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PESSOAS. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O QUE FAZER COM A VIDA QUASE ETERNA QUE JÁ ALCANÇAMOS?

Já passou da hora dessa crise política acabar, para que a sociedade civil possa retomar os projetos de vida, os projetos de futuro. Para que a sociedade civil possa entender melhor mudanças as trazidas pela longevidade.
Entre as muitas notícias horríveis de todos os dias, uma delas mostra que as mudanças podem ser pequenas, mas elas são reais. Juro que fiquei muito feliz quando li nas redes sociais a notícia sobre espaço no mercado de trabalho para aposentados (clique aqui).



Vida mais longa melhor tem que ter oportunidade de aprender ressignificar o que se sabe e aprender o que não se sabe. Confesso que ando muito influenciada pelo que aprendi trabalhando nestes últimos tempos. Acho cada vez mais que a sociedade precisa de outras vozes, vozes do bem, sugerindo caminhos novos, estimulando a descoberta de potencialidades, apostando em soluções pioneiras e de impacto para a transformação do comportamento, do repertório, do posicionamento diante da vida.


Qualquer que seja o cenário, a longevidade em curso não tem volta. Não pode ser detida. É, como ensina a antropóloga Mírian Goldenberg, democrática, para todos! Quando mais consciência for despertada sobre as oportunidades de protagonismo, mais a longevidade mais ganhará expressões novas, inéditas, poderosas. Se a vida é mais longa, ela tem que ganhar em liberdade, em realização, em felicidade. 

Se no século 21 todos seremos velhos e mais velhos que os nossos antepassados, que ao menos possamos, primeiro, acrescentar uma essência positiva a essa experiência maior de vida. Segundo, resistir às instabilidades econômicas, políticas, tudo que nos é alheio, mas que interfere à revelia em nós. Terceiro, criar novos sonhos, porque o da vida quase eterna a gente já alcançou!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

OLÁ, 2017!

Imagem do festival russo Alfa Future People 
 Já parou para pensar como será 2017? O que muda em relação ao passado feito até agora? O que, no Brasil, vai acompanhar a vanguarda do mundo? Será igual? Todo mundo quer que seja melhor, é claro! O futuro que você imagina tem horizonte de quanto tempo? É mais tecnológico? Tem interface tecnológica? Inclui a diversidade produzida pelas alterações genéticas?

Estou em busca destas respostas. Não é possível, evidentemente, reduzir o horizonte do futuro a 2017. Mas há evidências de que 2016-2017 são datas emblemáticas para a história local... Talvez também para a global, com a eleição de Donald Trump. O tempo dirá.

Acho importante registrar uma mudança pessoal. Sempre fiz planos! Alguns eu consegui realizar, como planejei. Outros nem passaram perto. Os planos estruturais - educação, casa, profissão - mais ou menos aconteceram como eu imaginei. Tive que aproveitar as oportunidades e procurei não desperdiçar tempo. Desde 2015, notei uma mudança: meus planos para o futuro não são claros! Não consigo traçar com clareza algum alvo para perseguir. 

Talvez seja reflexo de muita informação sobre a instabilidade do cenário. Talvez seja uma questão de choque de realidade que vem com a idade. Talvez seja a obsolescência do mapa mental do século 20 que eu adotei e persegui - por influência das instituições com as quais convivi: a família, a escola, as empresas, a sociedade. Só que aquele mapa mentalperdeu validade no século 21. Nesta virada de ano, estou me sentindo à deriva, num tempo-espaço sem gravidade. Preciso de novas referências! É assim com você também, Cara Pálida?

Para me achar, li um pouco sobre futurismo (clique aqui). Está na moda! Tem gente dedicada a pesquisar padrões matemáticos que indicam tendências em relação ao futuro. É sério! Pela perspectiva da inovação, as previsões já para 2020 incluem TV holográfica, aumento da temperatura global, implantes cerebrais, impressão 3D para roupas e carros compartilhados. Essas anunciações podem nem ter surpreendido você. Mas - exceto pela temperatura - ainda não estão na sua rotina.Então, para ficar mais emocionante a história, vamos avançar para... 2030? Na linha do tempo do futuro, estão previstos: o colapso da União Européia, popularização da internet 65.000 vezes mais rápida do que o modelo atual 4G, veículos não tripulados e a volta de pessoas à vida em formato holográfico. Está bom? Em 2040, a telepatia virtual vai dominar as formas de comunicação. Os acidentes aéreos e o preconceito homossexual deixam de existir. Em 2060, os tratamentos de longevidade devem interromper o envelhecimento. Quer mais? Em 2070, o primeiro elevador espacial será lançado. Em 2080 haverá uma moeda global. Gostei do overwiew cujo propósito é melhorar as condições de preparo para experimentar as criações desses novos tempos. Mas, para desenhar os meus novos mapas mentais, preciso de outro tipo de história.


"Quando a crise é aguda, nada se vê no horizonte. Em uma viagem a trabalho à Argentina, em 2003, fui filmar um panelaço que saiu às ruas. Em determinando momento, perguntei a uma mulher por que ela estava na manifestação e ela respondeu em tom de aflição: 'No hay futuro, no hay futuro'. Entendi então que é isso que derrota uma pessoa, um país.Em épocas de transição, com abruptas mudanças de cenário, previsões categóricas envelhecem". Mírian Leitão em História do Futuro - o horizonte do Brasil no século 21

Agora sim! Acho que o meu futuro é mais humano. Sou um serumaninho do século passado. O mundo tinha outro ritmo, outras exigências. E, lendo Mírian Leitão, fica mais fácil reconhecer uma suspeita: "o arcaico é tinhoso!". Nessas poucas palavras, é mostra um traço muito local, muito brasileiro! A gente muda, mas a resistência do passado dificulta muito o processo. 

Uma das perguntas que sempre me faço: escolhas de longo prazo fazem sentido neste cenário de mudanças cada vez maiores e mais rápidas? Nesta leitura de Mírian Leitão aprendo o quanto a minha angústia é imediatista. O futuro real não é nada perfeito, não é fácil, mas tem oportunidades sim! 


"A minha convicção é que o Brasil tem projeto, ao contrário do que tantos pensam, e o vem construindo por etapas. E que se tivermos clareza dos desafios, das chances e dos riscos que já estão contratados será mais fácil nos prepararmos para eles. Cada avanço exigiu um esforço enorme de construção de alianças modernizantes. Temos vivido uma história de superação. A linha do tempo das últimas décadas mostra que o país passou bem por uma lista impressionante de desafios: venceu a ditadura, a hiperinflação, passou a avaliar a qualidade da educação, rompeu a paralisia diante da exclusão de pobres e negros, reduziu a pobreza. Enfrenta a corrupção de forma surpreendente". Mírian Leitão em História do Futuro - o horizonte do Brasil no século 21
Mas há que se resgatar e fortalecer valores para se fazer essa travessia da transição, até que o horizonte volte a ter definição e se estabeleça com mais clareza os pontos de referência que parametrizarão as relações com o futuro. Alguém sabem como serão as relações trabalhistas daqui para frente? Alguém sabe se mesmo os trabalhadores formais terão direitos respeitados? Alguém sabe se os trabalhadores informais aceitarão concorrências desleais, condições desumanas para sobreviver no mercado? Alguém sabe como será competir com a produtividade de robôs em funções não operacionais?
 "Aprendi que, mesmo em um tempo nervoso, quando a terra treme, a utilidade de uma conversa sobre o longo prazo permanece. [...] Vivemos o tempo do imprevisível e nunca foi tão importante pensar no futuro". Mírian Leitão em História do Futuro - o horizonte do Brasil no século 21
Os valores de cada um e de todos nós revelarão nossas escolhas e o futuro que viveremos. Por isso, vou encerrar este post com um depoimento que registrei em novembro para a TV ABRAPP. Tive a satisfação e a responsabilidade de interagir com o filósofo Luiz Felipe Pondé sobre governança e compliance. E, num relâmpago, ele refez a linha histórica dos valores de Aristóteles até a Lava-Jato para mostrar que sim! Nós estamos fazendo essa ponte para o futuro. Sim! Para que o futuro seja o melhor, produtivo, cheio de evolução e facilidades tecnológicas, dependemos muito e antes do serumaninho que está em nós. E sim! O alicerce da transição do tempo é intangível. É sustentado por valores.


Com este vídeo eu encerro este post. E aviso: além de Mírian Leitão, que me ajuda a entender a matéria, estou lendo os cinco volumes que integram a série Análise da Inteligência de Cristo, de Augusto Cury, para aprofundar o mergulho nos valores que resistiram aos maiores testes de estresse e ao tempo. Feliz 2017+. Feliz futuro para todos nós!

sábado, 14 de maio de 2016

WWW.ELIANEMIRAGLIA.COM.BR NO AR!

Toma um café comigo? Eu quero te contar uma história bem rápida, enquanto o café ajuda a aquecer este sábado e eu vou descobrindo como construir essa prosa de um jeito bem simples.


Já vai para sete anos que eu estou trabalhando como consultora independente. Tem gente que planeja empreender. No meu caso, foi diferente. Eu resisti muito à ideia. Mas - com o tempo - ela foi ganhando forma e terminou se materializando de um jeito meio rebelde e totalmente espontâneo.

Aí, eu aprendi a gostar daquilo que, até então, era desconhecido para mim. Confesso que ser empreendedor tem overdose diária de adrenalina e dopamina que muda totalmente a sua vibração. Você fica mais atento a tudo o que é informação, dica, prática, novidade. O envolvimento é total.

Bom, até agora, eu usei o Conversação para falar daquilo que vejo, leio, gosto, converso, descubro sobre Comunicação e Educação Previdenciária. Aqui eu construí um repertório que eu gosto muito. Diversificado, festivo, opinativo e autoral. Vou continuar com o Conversação, porque ele ajuda a organizar as reflexões sobre a prática do meu trabalho e a minha relação com o mercado.  

Mas já estava na hora de fazer uma outra experiência combinada, um outro voo simultâneo. Com base em uma orientação do SEBRAE-SP - estruturei um site para divulgar os serviços que faço como profissional independente. Já está no ar: www.elianemiraglia.com.br. 


Como muita gente, meus recursos são limitados para fazer a divulgação do meu próprio trabalho. Por isso, utilizarei uma estratégia colaborativa e contínua, para compensar as restrições. 

Costumo trabalhar por indicação. Assim, nos próximos dias, vou combinar posts, e-mails, telefonemas para avisar às PESSOAS sobre o site. Vou ativar a rede de contatos, porque sei que as PESSOAS são fator decisivo de sucesso nos processos de Comunicação.

São as PESSOAS que potencializam todos os esforços de fazer mais com menos! Simplificar soluções. Otimizar os recursos. Ressignificar mensagens. Reafirmar a identidade e o propósito daquilo se oferece ao mercado. As PESSOAS legitimam tudo isso.

E as PESSOAS também têm outro papel fundamental nesse processo: elas não te deixam sozinho. O mundo do "eu-preendedor" pode ser muito isolado quando não se estrutura uma rede de valor dinâmica, baseada em interações e socializações.

Estou entusiasmada com as possibilidades de aprendizagem que o site cria. Assim como o Conversação que, além do Brasil, hoje é lido até em outros países, eu tenho certeza do potencial de alcance orgânico do site www.elianemiraglia.com.br. Por isso, desta vez, eu encerro este post com um convite e um agradecimento: visite www.elianemiraglia.com.br! Muito obrigada por estar comigo nestas prosas, cafés e em voos que, se Deus quiser, serão cada vez maiores!

Curtiu? Então compartilhe. Seu clique faz a rede crescer!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

SEM TEMPO A PERDER!


Quem trabalha com Previdência Complementar conhece muito bem o gráfico publicado no excelente caderno A melhor idade? O envelhecimento da população brasileira provocará mudanças profundas na nossa vida, publicado pelo UOL TAB (clique aqui). As estatísticas mostram que os brasileiros estão nascendo menos e vivendo mais. 

Mas o que muda no mercado de trabalho, na arquitetura, na cidadania, nos serviços públicos? São esses temas que a matéria discute. O que me deixa mais feliz é a visibilidade que a Longevidade está conquistando na mídia. Há pouco tempo, a pauta era praticamente impensável, especialmente considerando a equipe mobilizada para a reportagem e edição gráfica do conteúdo.

Outro aspecto que me chama a atenção diz respeito aos estudos especializados desenvolvidos pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Sim! A melhor idade avançou as fronteiras do Serviço Social para se posicionar como tema econômico, sociológico, político. Encarar de frente as restrições e oportunidades que a longevidade provoca é essencial para racionalizar e destinar recursos. Os superidosos, como o UOL TAB chama, são realidade. Hoje, ainda minoria. Mas em poucos anos, a base da mudança radical na estrutura da sociedade - abrangendo maior permanência no mercado de trabalho, manutenção da carreira, adiamento da aposentadoria, capacitação contínua especialmente na área da Tecnologia.

Tudo isso para compensar a redução da mão de obra mais jovem. O fim do bônus demográfico já começou! E o Brasil - não sem aviso - perdeu este trem da história. Porque a ideia avançar a inclusão dos jovens no mercado de trabalho e ampliar a cobertura, a proteção previdenciária para todos. 

Novos significados para a vida

Mês passado, a Exame publicou a matéria Geração IPad esnoba diamantes e minas sofrem com preços (clique aqui). Começa com um caso curioso de roubo de diamantes que não deu certo. Os ladrões tinham idade entre 60 e 70 anos. Aliás, eu só li essa matéria porque gosto do tema diamantes, o que necessariamente aponta para minha idade. Na finalização da reportagem sobre mudança de comportamento geracional, há um apelo para o investimento em campanhas publicitárias que façam os mais jovens a se encantarem pelas pedras preciosas.

Acho que com esse caso, a analogia está pronta. A longevidade vai exigir que as relações de consumo, vínculos emocionais, família, estudos, viagens tudo seja revisto, replanejado e ressignificado. As novas gerações terão um tempo que as antecedentes não tiveram: conviver, incluir, socializar, aproveitar a experiência dos mais velhos. Tudo isso é novo e absolutamente m-o-d-e-r-n-o!

Penso que, como tudo na vida, esses significados serão conquistados. Não dá para esperar de braços cruzados o reconhecimento espontâneo dos jovens. Também não dá para exigir atenção a qualquer preço. O que dá é para interagir. Da melhor forma.

"Volto perto do meio-dia. Beijos, vó".

Para encerrar esse post, vou fazer o link com um viral das redes sociais. A história de um skatista que tatuou o último bilhete da avó (clique aqui). 

Foi apenas o apelo emocional que determinou a reação do público? Penso que - além do apelo emocional que é fato - tem aí um outro componente. Aquele em que os idosos abandonam o isolamento para interagir, para influenciar, para somar, para protagonizar. Mas isso já é tema para outro post.

Curtiu? Então compartilhe. Seu clique faz a rede crescer.



sábado, 21 de novembro de 2015

EM TEMPOS DE CRISE, QUAL É O TEU HORIZONTE?


Ontem eu assisti a um vídeo sobre inteligência espiritual, inteligência invisível, pelo YouTube. O palestrante - João Carlos Cavalcanti - fazia as seguintes provocações: qual é o teu plano para os próximos dez anos? Ele está escrito? Porque escrever é corrente eletromagnética. Portanto, tem poder de atração, poder de convergência.

Houve uma época em que eu realmente fazia esse exercício de escrever o plano. Aprendi o método em sessões de terapia, imersão e livros de diversas naturezas. Mas, para mim, falta a disciplina necessária para reafirmar diariamente o plano até que ele aconteça. Por isso, as provocações me incomodaram naquele momento. 

Acordei hoje e, todo mudo sabe, rezei. Nem todo mundo sabe, parte da minha reza é escrita. E como estava com aquela inquietação sobre os planos para os próximos dez anos, terminei constatando de que trabalhar com longevidade me fez aumentar o horizonte. E meus planos hoje têm em pauta a eternidade. Sei que é metafísico o que terminei de escrever, por isso, melhor voltar para o mundo mais imediato.

Bom, eu não consegui assistir à participação do professor Gil Giardelli no TEDX São Paulo. Estou torcendo para que algum vídeo seja compartilhado pelas redes para ter a oportunidade e a satisfação de rever as palavras, ideias, conhecimento iluminados que singularizam o trabalho que ele desenvolve com tanto talento. Também estou torcendo para que ele publique aquele novo best-seller, prometido em alguma entrevista, post, hangout... eu já não sei mais a fonte.

De qualquer forma, o registro gráfico da participação do professor Gil Giardelli no TEDX São Paulo, que estava nas redes sem as setas, me deu a ideia de escrever este post. Porque ele sintetiza alguns temas sobre os quais tenho escrito aqui, por meio até de outros autores e professores. Então, destaquei com setas na imagem e vou agora só pontuar:

Vida aos 200 anos, DNA perfeito: resultado principalmente da evolução de tecnologias médicas, sanitárias, genética. O tempo tem uma tendência a ser menos linear para ser multidirecional, quando o eterno é o horizonte. O passado e o futuro não importam. O que importa é a capacidade de fazer as melhores escolhas no presente. 

O conhecimento está em todos os lugares, não só na escola: a FONTE do conhecimento é pública, é comum, é de todos, está em todos. A institucionalização do conhecimento é que fez com que - por algum tempo - acreditássemos diferente. Mas a verdade é dada.

Sociedade em rede: para o bem e para o mal, as Tecnologias da Comunicação e da Informação estão permitindo uma conexão muito poderosa entre as PESSOAS. É uma transformação sem precedentes, acelerada, multidirecional, que foge às estruturas convencionais de controle e segurança. Mas cria oportunidade para encontrarmos outras soluções inéditas para nos organizarmos como sociedade do futuro.

Progresso tecnológico, sem progresso moral, não é nada: Albert Einstein já dizia que, materializada, a Terceira Guerra Mundial utilizaria pedras e paus. Estamos diante de um único desafio: sermos melhores! Não como uma prática individualista que aprendemos até o início do século 21, mas como uma prática coletiva de sobrevivência e evolução da espécie humana.

Economia compartilhada: resultado de novos mapas mentais, se propõe a basear as soluções em inovação e criatividade, otimizar recursos, identificar oportunidades na crise. Transformar por meio de tecnologia e essa possibilidade de conexão entre as PESSOAS. A informação qualificada é alicerce para novos negócios. Uber, Airbnb, Nubank (clique aqui).

Milionários serão os que impactam positivamente muitas PESSOAS: está ficando claro como colocar o horizonte na eternidade não é um processo solitário e aleatório, mas uma construção baseada nas muitas influências que recebo? Só há um caminho. Ele pode ser mais ou menos rápido, dependendo das escolhas aqui e agora. Impactar positivamente as PESSOAS em qualquer escala, repete uma fórmula maravilhosa: E=mc², de Albert Einstein. Há de chegar o momento em que a energia da matéria é que fará sentido, ao invés da matéria em si.

Será a Era da Abundância: tem um raciocínio matemático nos bastidores desta predição. O efeito dos juros compostos e do ganho em escala. Se conseguirmos dar um passo nesse processo evolutivo - que troca a ganância individual pelo sobrevivência coletiva para transformar corações e mentes - as demais etapas se desencadearão naturalmente. Não é fácil, não é simples, mas já está acontecendo. Ninguém mais tem tempo para perder (clique aqui).

Experiências: eu não tenho certeza sobre o que o professor Gil Giardelli quis apontar com essa reflexão mas, no mínimo, a provocação deve apontar para a capacidade de correr riscos com o a inovação, a criação, a cocriação. Como eu adoro o mistério, deixo para a imaginação de cada um que me acompanhou até aqui finalizar o raciocínio. De minha parte, só quero retomar a reza, que tem um poder eletromagnético fantástico! 

Aprendi que em um de seus milagres de cura, Jesus Cristo ordenou: Efatá! - do aramaico, que significa Abre-te!. Acho que a crise é um momento para abrir os corações, as mentes, os horizontes. Só assim as novas estruturas do processo evolutivo se revelarão. E continuaremos a caminhada em direção à eternidade.

Curtiu? Então compartilhe. Seu clique faz a rede crescer.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

NADA É MAIS MODERNO DO QUE ENVELHECER

Nada é mais moderno que envelhecer. Verso da canção de Arnaldo Antunes (clique aqui).

Por mais que eu queira separar, para mim, a ideia de longevidade nunca figura isolada nas minhas reflexões. Ela sempre vem associada a protagonismo, cidadania, autonomia. São bandeiras do futuro! Porque a longevidade é um fenômeno democrático do século 21.

Há quem esteja preocupado com a representação simbólica dessa longevidade. O bonequinho alquebrado sobre a bengala não representa mais quem ultrapassa os 60. Ontem, no estacionamento do supermercado (quem me conhece, sabe que eu detesto fazer compras) eu observei os septuagenários - que têm vagas para reservadas - preferirem disputar as vagas com quem ainda não conquistou essa prioridade.  Pode parecer prosaico mas é bom lembrar que, no médio prazo, a maioria será prioridade!



E eu fico pensando: quem é que vai dar o recado para a sociedade? Quem está pensando em continuar baixando os degraus dos ônibus que fazem o transporte público? Quem é que vai brigar por calçadas melhores, para evitar acidentes? Quem é que vai protagonizar uma mudança de qualidade na forma como as PESSOAS se preparam para viver essa longevidade?


Relações familiares

Ontem, a Folha de S. Paulo publicou estatísticas sobre o aumento da violência contra idosos no país. São apenas casos denunciados que integram os dados. Mas o que me chama a atenção é que quase 40% dos registros se referem a abuso financeiro e econômico ou violência patrimonial (clique aqui).

Quem se interessa por Educação Financeira e Previdenciária sabe que - além de golpes e assédio fraudulento a que idosos estão expostos - a maior incidência desse tipo de violência acontece entre familiares do idoso, em geral, quando recebem em confiança a responsabilidade de fazer a gestão financeira do patrimônio do idoso. Também são frequentes os caso em que os familiares - por meio de chantagem emocional - levam o idoso a tomar crédito além de sua capacidade de pagar a dívida. Eu já escrevi sobre essa questão aqui, mas é sempre bom lembrar disso.

É bom lembrar ainda que o capítulo sobre o Brasil nas pesquisas globais como O futuro da aposentadoria, feita pelo HSBC, e A Nova Cara da Aposentadoria, da Mongeral Aegon, mostram simultaneamente um otimismo e um absurdo despreparo dos entrevistados em relação ao futuro e a essa longevidade que eles experimentarão. Aqui, cabe um chamado para quem faz Educação Financeira e Previdenciária: intensifique a discussão  da pauta longevidade junto a seus públicos de interesse! Estimule o protagonismo. Problematize e favoreça a CONVERSAÇÃO sobre longevidade. 

Conquista e risco

A longevidade é uma conquista do século 21 para a maioria dos cidadãos do planeta. A longevidade, sem planejamento financeiro, sem preparo, é mais que um risco. E isso precisa ser abordado de forma realista - não terrorista - com a sociedade, especialmente entre os jovens. 
Imagem do Livro Vermelho do Facebook

Parte do otimismo com que longevidade é percebida pela sociedade deve-se aos sucessos, avanços e superações da Medicina. Há ainda um outro fator: o acesso e as conexões sociais estabelecidas pelas PESSOAS por meio das novas tecnologias da Comunicação e Informação.  

Mas nada é perfeito e a longevidade, sem preparo financeiro, com expectativas irreais de consumo pode voltar a se transformar em um problema de saúde pública, considerando o crescimento em escala da população idosa global.

Eu - por razões óbvias - acredito que é possível criar essa voz coletiva a favor de uma consciência maior sobre a sustentabilidade da vida. É por isso que estou escrevendo esse post. Mas eu não estou sozinha. Nunca estou sozinha. Tenho comigo autores inspirados e vocacionados que estão escrevendo coisas fantásticas, como é o caso do livro Previdência Social na Sociedade de Risco: o desafio da solidariedade com sustentabilidade, de Sílvio Renato Rangel Silveira (clique aqui) e Adeus aposentadoria - como garantir seu futuro sem depender dos outros, de Gustavo Cerbasi (clique aqui).

Em tempos de rede social, é impossível ser negligente. Em tempos de rede social, é fundamental criar correntes de informação com qualidade. Somos do século 21, podemos mudar o jeito que as PESSOAS falam, podemos mudar o mundo, como prega Mark Zuckerberg, o homem do Facebook.

Curtiu? Então compartilhe. Seu clique faz a rede crescer!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

NÃO SABE BRINCAR, NÃO DESCE PARA O PLAY!



Todo mundo acha que tem habilidade para contar história. Todo mundo acha que é fácil decidir baseado em pesquisas e dados técnicos. Todo mundo acha que dá para orientar comportamentos, baseados em imagens bem criadas. Ah! A unanimidade... já dizia o escritor Nelson Rodrigues - que certamente a unanimidade desconhece.

Bom, o que eu quero escrever aqui é sobre três matérias que li nestes últimos dias. O primeiro é sobre a derrocada dos números de audiência registrados pelo Ibope, para a novela Babilônia, da Rede Globo. Por decisão institucional, baseada em pesquisas junto ao público, a trama original foi desarticulada, desconfigurada. E o que acontece agora? Desandou a maionese! Ninguém mais consegue recuperar a coerência e a história foi perdida (clique aqui).

Olhando de longe, a decisão institucional estava tecnicamente sustentada - seja pelas pesquisas, seja time de roteiristas e produtores. O que parece ter entrado em conflito foi um posicionamento institucional em relação a valores. Não deu para bancar uma pegada mais arrojada e isso se refletiu em resultados insólitos.

A segunda matéria diz respeito a uma máquina que escreve textos, baseada em parametrizações técnicas (clique aqui). É a evolução da Inteligência Artificial que, apesar de temporariamente limitada, dá sinais sobre muita potencialidade para substituir os escribas do planeta por algoritmos e funções digitais. Incrédulos, saibam que a máquina já escreve matérias esportivas e econômicas, com base em ideias gerais e dados estatísticos.

Há um entusiasmo geral e uma predição dos cientistas responsáveis por esses softwares responsáveis por geração de conteúdo, estimando que em cinco anos as máquinas já ganharão Prêmios Pulitzer e, em 2030, substituirão os jornalistas, redatores, roteiristas e demais profissionais da palavra. No médio prazo, os cientistas apostam em complexas análises comparativas feitas com base em diretrizes ainda e temporariamente humanas. 

Para falar no curto prazo, vou utilizar uma matéria sobre conteúdo proprietário, outra tendência para quem reconhece como legítima a convergência entre Comunicação e Tecnologia (clique aqui). Aqui, as pesquisas voltam a influenciar a produção de conteúdo. Entretanto, o roteiro agora é um pouco diferente das novelas. 

Há, sim, uma alternância na produção de conteúdo, mais ou menos focado na satisfação dos interlocutores [clientes, consumidores]. Mas existe um salto estratégico, com a produção de conteúdos proprietários, segmentados e distribuídos por uma estrutura eficiente de plataforma tecnológica de Comunicação Integrada e Dirigida. Trocando em miúdos: Comunicação é complexidade para obstinados, como eu reitero sempre aqui.

Curtiu? Então compartilhe! Seu clique faz a rede crescer.

domingo, 24 de maio de 2015

PREPARA! O FUTURO É IMPREVISÍVEL

Post de domingo. Domingo é dia solar. É dia de família. Hoje eu vou celebrar, porque encontrei novas evidências para o que eu andei escrevendo nos meus posts mais recentes.
Annegret Runigk: mãe aos 65 anos

Engenharia genética - eu escrevi sobre a novela Sete Vidas durante a semana passada e neste último sábado foi divulgada a matéria sobre a alemã Annegret Runigk, de 65 anos, que deu à luz a quadrigêmeos. Annegret tem 17 filhos agora (clique aqui).

Família comercial de margarina? Casal sem filhos? Que nada! O futuro é totalmente imprevisível. Que tudo! Sem dúvida Annegret é um desafio aos cálculos matemáticos, financeiros e atuariais. Longeva, quase aposentada, mas fértil, com vontade de ser mãe e, graças à engenharia genética, realizada.


“Uma velhice que seja vibrante, não só brilhante, não só radiante, não tem idade e nenhum tipo de barreira. O limite você constrói". Mário Sérgio Cortella - filósofo



A gente acha que a maior transformação do século 21 é a tecnologia. Mas a gente pode estar errado. Quem ensina isso é
Gil Giardelli (ESPM-SP). Também escrevi sobre esse posicionamento dele, nesses últimos dias. Ele diz que a tecnologia é periférica. No futuro, o ser humano estará no centro de tudo. A tecnologia estará a serviço deste novo Renascimento.


Se o ser humano longevo também será alvo dessa convergência histórica, então quem quer trabalhar com PESSOAS que atinge a longevidade terá que entender do seu perfil psicográfico, das transformações em seus estilos de vida, suas escolhas, suas expectativas.


“A maior transformação do século 21 vai ser como a gente se prepara para essa longevidade para a qual nós não estávamos preparados”. 
Alexandre Kalache - médico.

E o que as empresas vão fazer? As que sobreviverem e as que surgirem terão que trabalhar para fazer o mundo melhor. A resposta não é minha. Vem do Marketing 3.0. Quem ensina Lígia Fascioni (clique aqui).


Por hoje é só. Mas tem coisa demais aí para pensar em um domingo claro e de sol.

Curtiu? Então compartilhe! Seu clique faz a rede crescer.

sábado, 23 de maio de 2015

COMUNICAÇÃO: AS EVIDÊNCIAS DAS MUDANÇAS

Assistir ao Encontro Nacional de Comunicação e Relacionamento dos Fundos de Pensão é ficar pilhado por muito tempo. Eu nunca me esqueci da primeira vez que vi Gil Giardelli em uma das edições do evento. Alguns anos depois, vi de novo. E fui parar em sua sala de aula, na ESPM-SP. Em 2015, vi novamente e agora estou eufórica porque no segundo semestre, ele lançará outro best-seller. Como eu sei? Ele me disse na semana passada. Além disso, pelas redes sociais, eu sigo os movimentos que o professor compartilha. "Você é o que você compartilha", diz o mantra de Gil Giardelli e título de seu primeiro best-seller.

O fato é: não dá para reproduzir, reduzir, explicar em post o que acontece nesse tipo de evento. Porque é muita informação, muita reflexão condensada, muito caminho para selecionar e decidir qual seguir. Para quem quiser ter uma ideia do que aconteceu lá, sugiro dar uma espiada nas apresentações disponibilizadas pela ABRAPP (clique aqui). Sei que sou suspeita para escrever em razão da minha vaidade profissional, mas outra fonte muito relevante é a TV ABRAPP. Os vídeos com os palestrantes, autoridades e organizadores do evento estão no ar (clique aqui).

Análise de perfil psicográfico

Fazer um post é transformar um mundo de ideias em hai-cai, porque a história tem que ser curta. Um dos temas que me chamou a atenção foi a utilização da análise do perfil psicográfico, que os especialistas desenham, com base em pesquisa de estilo de vida. É uma ferramenta de marketing que as agências de publicidade estão usando para produzir campanhas com mais elementos que provoquem identificação entre o consumidor e o produto. Portanto, a assertividade da mensagem é maior. Portanto, a efetividade financeira do investimento em Comunicação é maior. Quem discutiu o assunto foi a dra. Iara Silva da Silva (ESPM-Sul). 

O que o mundo tem de novo? A longevidade. Isso é fato! O público que está experimentando essa realidade é estratégico para os negócios simplesmente porque esse público tem poder de compra. E os arranjos familiares vão determinar estilos de vida e movimentos de consumo.

Em 2013, quando o HSBC lançou uma das edições de sua pesquisa global O futuro da aposentadoria, os dados apontavam para um otimismo dos indivíduos que estavam se aproximando dos 60 anos de idade. A interpretação dos dados atribuiu o comportamento ao impacto das novas tecnologias de Informação e Comunicação. A rede integrando e tornando as PESSOAS mais interativas. Agora, em 2015, estamos comprovando a materialização do dado antecipado pela pesquisa (clique aqui). 


O que me deixa feliz em relação a esses dados é que eles registram uma mudança de eixo de interesse. A longevidade, os idosos, a Terceira Idade e seus hábitos, seus interesses, suas atitudes estão pautando a atenção de grandes instituições. Só por uma mudança nas regras da natureza? Claro que não! 

Eu interpreto essas informações de duas formas. Uma objetiva e já estudada pela Economia. Os idosos conquistaram autonomia financeira e têm poder de consumo. Hoje, eles são quase 10% da população. E é um segmento em expansão no médio prazo. A segunda, eu ainda não vi estudos sobre isso, mas em breve, eles devem surgir por aí: os idosos ativos são formadores de opinião e influenciam comportamentos. Eles sabem o que querem. Eles pesquisam para consumir. Eles são informados. Eles são exemplo, isso é inquestionável.

Para quem trabalha com Previdência Complementar, sim, a geração WHY (should I) - representada pelos mais jovens que estão entrando no mercado de trabalho - é um desafio permanente. Mas esse grupo, no longo prazo, tende a encolher. 

Para encerrar o post (não as reflexões sobre o 6º Encontro de Comunicação e Relacionamento dos Fundos de Pensão), vou publicar o um vídeo sobre outro tema: a construção de marca. Eu adoro pensar sobre isso! Se para muita gente games são desafio, para mim, a maior viagem é conhecer o que agrega para a construção de marca, reputação institucional e continuidade do negócio.  No momento, eu acho que a fórmula que melhor responde é um somatório de tecnologia, big data, pesquisa de comportamento e estilo de vida e gestão de risco de imagem. Tem o relacionamento e a experiência de uso também, mas isso é papo para outro post.


Curtiu? Então compartilhe. Seu clique faz a rede crescer.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

ECONOMIA DA ABUNDÂNCIA: O TEMA CAIU NA REDE!


Eu já escrevi sobre a Abundância aqui no CONVERSAÇÃO. Faz algum tempo. Na época, eu estava muito influenciada pela leitura de Peter Diamandis, em Abundância - o futuro é melhor do que você imagina (clique aqui). O livro foi lançado em 2012. Agora, para minha surpresa, alguns dos estudiosos que eu mais gosto de acompanhar passaram a incluir o tema em suas produções presenciais ou em rede.

Exemplo? Essa perspectiva da Economia, baseada em tecnologia, estava presente na palestra que vi de Gil Giardelli, na semana passada. A ordem é: primeiro analfabetismo digital e desemprego digital. Os robôs estarão à frente de muitas, muitas, muitas atividades que hoje são desempenhadas por seres humanos. 

Em alguns lugares, por enquanto, a mudança ainda está na retórica. As empresas e os governos dizem que a sociedade precisa adotar novos hábitos. Mas até mesmo o Jotalhão, personagem do Maurício de Sousa, voltou a vender extrato de tomate na televisão. O Jotalhão já era mascote na minha infância e eu estou à beira dos 50 anos de idade! A indústria oferece ainda extrato de tomate e a gente consome.

Mas, a parte boa da história é que as máquinas serão mais inteligentes e podem reconfigurar questões que hoje são a bola da vez: crise hídrica, crise energética. Só essas duas, já reposicionam o eixo terrestre, certo? Porque toda a matriz produtiva terá de mudar. Einstein já dizia que era loucura querer mudar, fazendo os mesmos processos.

Os processos fundamentais é que vão mudar. Quando eles mudarem, os processos satélites também mudam. E o fluxo do capital é que vai determinar a velocidade dessa mudança. É isso que mostra o artigo de André Massaro: Os desafios de uma economia de abundância (clique aqui). Graças a Deus, agora o tema está também nas redes sociais! Este aqui, na timeline do autor. E é bom mesmo que a Abundância saia dos livros e navegue nas redes. Porque a democratização das ideias é a base da democratização do poder. Eu não tenho dúvida disso!

A tecnologia que está na vitrine desse processo é só a ponta do iceberg da mudança. O que mais deverá mobilizar a sociedade global deverá ser a democratização do acesso à infraestrutura, bens e serviços proporcionados pelas máquinas. Teremos quer ter mais consciência política e prática cidadã do que nunca. A exemplo do que se cogitava quando a grande mudança era a Globalização do Capital, a inclusão e a exclusão social vêm meio que a reboque desses processos organizadores do mundo. 

Programação e Comunicação

Pela perspectiva da Comunicação, o recado desses estudiosos das macrotendências é claro: a informação já é um bem gratuito. Sem conexões relevantes, é um bem inútil. Portanto, há que se estabelecer Comunicação por meio dessas conexões de valor.

O ser humano, evidentemente, é o umbigo que concentra e para o qual convergem todas essas ondas evolutivas. Ganha vantagem comunicacional quem souber dialogar com a máquina, via programação. Ganha vantagem comunicacional quem souber se apropriar dos dados e criar interpretações novas, significados novos para o universo ao redor. Geolocalização, algoritmos que definem perfis demográfico, perfis de consumo, perfis comportamentais serão novos mapas para a eficiência mínima da Comunicação.


Sobre esse tema, já andei dando dicas aqui das leituras da Martha Gabriel (clique aqui). Mas, para quem quiser um jogo mais rápido, sugiro uma espiada no artigo Seu cartão sabe tudo. Segundo os autores - Bruno Garattoni e Mariana Delfini - você pode não saber a data do seu divórcio, mas seu cartão de crédito sabe e com dois anos de antecedência. E mais:
"E ele sabe muito sobre você: que a sua comida preferida é a japonesa e, mais que isso, que você costuma frequentar mais as temakerias de determinado bairro. Que a sua família provavelmente acaba de comprar um animal de estimação - por causa das visitas frequentes a pet shops. Que sua irmã, prima, amiga ou até você mesma vai se casar - pelos gastos crescentes em floricultura, igreja, bufês, loja de vestidos. Que você está usando óculos, por causa das contas em oftalmologistas e óticas. É um grande estudo psicológico ou sociológico sobre a população - baseado apenas em dados". (clique aqui).
Para finalizar, quero reafirmar minha admiração incontida, desmedida pelos visionários! Ousados, eles antecipam o mundo para nós e pagam o risco de imagem. Porque a maioria rotula de louco aquilo que insiste em ignorar.

Curtiu? Então compartilhe! Seu clique faz a rede crescer.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

SEMIAPOSENTADORIA: COISA DE JOVEM

Curioso ler mais uma edição da pesquisa global do HSBC - O futuro da aposentadoria - Escolhas para o Amanhã. É bom lembrar que as informações foram levantadas em 15 países, junto a 16 mil respondentes. Quem quiser ler o relatório completo, clique aqui.

Na edição anterior, o relatório apontava uma percepção positiva dos entrevistados em relação ao futuro. Nas faixas etárias maiores, o otimismo foi associado a um efeito do entusiasmo provocado pelas redes sociais e as oportunidades - ou sensação de proximidade - de relacionamento interpessoal. 

A novidade agora surge nas faixas etárias intermediárias. Das pessoas em idade economicamente ativa, 25 a 44 anos, 62% acreditam em desaceleração da carreira. Se dinheiro não é tudo, os mais jovens estão apostando na felicidade? Acho que é uma história para pensar.


Nas estruturas convencionais de emprego, trabalhar menos significa necessariamente ganhar menos. As oportunidades de ganhar mais trabalhando menos são em geral criadas por empreendedores. Ainda assim são exceções. 

Empreendedores trabalham muito para que seus negócios sejam autossustentáveis. Em média, há um investimento mínimo de cinco anos de trabalho para que os resultados sejam estáveis. Na pesquisa, a semiaposentadoria não significa rejeição ao trabalho. A maioria gosta de trabalhar e pretende manter o corpo e a mente ativos. Mas os planos são bastante diferentes: tem gente que sonha estudar no exterior, ou simplesmente viajar muito. Tem gente que pretende ficar mais junto da família ou cuidar da casa. Tudo isso a pesquisa mostra. 

Mas a questão aqui é: qual o impacto a diminuição do tempo ou dos rendimentos representa para a já tão sacrificada poupança para a aposentadoria? Porque a pesquisa HSBC também mostra que 73% dos aposentados não conseguiram realizar uma ou mais expectativas e aspirações ao se aposentar. A experiência de uso foi frustrante!

Aposentadoria subsidiada por herança

A pesquisa mostra que - ainda que os entrevistados mais velhos não pretendam deixar herança - 61% dos mais jovens pretendem financiar a semiaposentadoria e a aposentadoria por meio de herança.
A informação faz sentido, especialmente se for considerado que a transição entre o século 20 e 21 é marcada por uma inédita estabilidade econômica no Brasil. A experiência significou um padrão de vida mais perdulário nas famílias brasileiras. 

No Brasil, a crise politicoeconômica 2015-2016 ainda não substituiu as referências de pais que estão se aposentando e filhos que estão entrando no mercado de trabalho agora. 

Mas isso deve ser tema do próximo relatório, umas vez que os dados da pesquisa são um retrato do que aconteceu nos anos anteriores. Para o futuro, o relatório ainda aponta uma tendência descrita por sociólogos como Zygmunt Bauman: não serão somente as relações de trabalho que mudarão. As migrações - motivadas por custos menores, condições climáticas, infraestrutura e políticas melhores - também determinarão os fluxos das PESSOAS e do dinheiro.

A pesquisa é encerrada com quatro etapas úteis para uma aposentadoria melhor: 1. Seja realista sobre suas aspirações para a aposentadoria. 2. Analise seus planos de carreira de longo prazo. Considere seus compromissos financeiros de longo prazo. 4. Faça um bom plano para a aposentadoria. Tudo muda mas, no longo prazo, a receita para enfrentar as mudanças não é surpresa para ninguém.

Curtiu? Então compartilhe. Seu clique faz a rede crescer.