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sexta-feira, 17 de março de 2017

100.000+ E CONTANDO!!!!!

No Brasil, a coisa anda complicada! A minha timeline hoje parece vitrine de açougue. Além de fotos e textos horríveis, os fatos não poderiam ser mais podres. Então, para eu pensar em outras histórias - a imaginação nos salva de tudo - melhor eu me dedicar a um número muito especial: o conteúdo do Conversação superou as 100.000 visualizações.
Penso que o maior desafio de manter um blogue no ar é a disposição para buscar informação - especialmente quando o mundo parece que está patinando em si mesmo... Faz uns dois anos que ando com essa sensação. Não é só o Brasil! É o mundo.

Para mim, a origem das melhores notícias não está mais nas grandes instituições. Está nas decisões e lições muitas vezes anônimas que - essas sim! - surpreendem, transformam, fazem a vida melhor. No livro História do Futuro - o horizonte do Brasil no século XXI - Mírian Leitão avisa:

"Países, como pessoas, vivem períodos em que nenhum fato relevante acontece. Como se o tempo parasse. Depois a história se acelera". 

Para quem trabalha com conceito de futuro, tempos de estagnação significam um garimpo árduo, uma colheita minguada. Mas a gente insiste porque acredita que pode contribuir para reforçar, inovar, recriar, ressignificar esse conceito de futuro e alavancar a construção de uma vida melhor. A gente acredita que pode tocar as PESSOAS e influenciar boas decisões. 

Então, insiste em aprender mais e sempre. Então, vai em busca de quem já avançou no processo. E não desanima! A gente vê os números, que representam uma grande responsabilidade e talvez mais expectativa de que a gente siga produzindo, pensando, criando conteúdo... Não sei bem. Eu também não sabia quando comecei com o blogue. Mas continuo aqui, emocionada diante da semente germinando. E agradecida pelos milagres que nos cercam todos os dias.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

OLÁ, 2017!

Imagem do festival russo Alfa Future People 
 Já parou para pensar como será 2017? O que muda em relação ao passado feito até agora? O que, no Brasil, vai acompanhar a vanguarda do mundo? Será igual? Todo mundo quer que seja melhor, é claro! O futuro que você imagina tem horizonte de quanto tempo? É mais tecnológico? Tem interface tecnológica? Inclui a diversidade produzida pelas alterações genéticas?

Estou em busca destas respostas. Não é possível, evidentemente, reduzir o horizonte do futuro a 2017. Mas há evidências de que 2016-2017 são datas emblemáticas para a história local... Talvez também para a global, com a eleição de Donald Trump. O tempo dirá.

Acho importante registrar uma mudança pessoal. Sempre fiz planos! Alguns eu consegui realizar, como planejei. Outros nem passaram perto. Os planos estruturais - educação, casa, profissão - mais ou menos aconteceram como eu imaginei. Tive que aproveitar as oportunidades e procurei não desperdiçar tempo. Desde 2015, notei uma mudança: meus planos para o futuro não são claros! Não consigo traçar com clareza algum alvo para perseguir. 

Talvez seja reflexo de muita informação sobre a instabilidade do cenário. Talvez seja uma questão de choque de realidade que vem com a idade. Talvez seja a obsolescência do mapa mental do século 20 que eu adotei e persegui - por influência das instituições com as quais convivi: a família, a escola, as empresas, a sociedade. Só que aquele mapa mentalperdeu validade no século 21. Nesta virada de ano, estou me sentindo à deriva, num tempo-espaço sem gravidade. Preciso de novas referências! É assim com você também, Cara Pálida?

Para me achar, li um pouco sobre futurismo (clique aqui). Está na moda! Tem gente dedicada a pesquisar padrões matemáticos que indicam tendências em relação ao futuro. É sério! Pela perspectiva da inovação, as previsões já para 2020 incluem TV holográfica, aumento da temperatura global, implantes cerebrais, impressão 3D para roupas e carros compartilhados. Essas anunciações podem nem ter surpreendido você. Mas - exceto pela temperatura - ainda não estão na sua rotina.Então, para ficar mais emocionante a história, vamos avançar para... 2030? Na linha do tempo do futuro, estão previstos: o colapso da União Européia, popularização da internet 65.000 vezes mais rápida do que o modelo atual 4G, veículos não tripulados e a volta de pessoas à vida em formato holográfico. Está bom? Em 2040, a telepatia virtual vai dominar as formas de comunicação. Os acidentes aéreos e o preconceito homossexual deixam de existir. Em 2060, os tratamentos de longevidade devem interromper o envelhecimento. Quer mais? Em 2070, o primeiro elevador espacial será lançado. Em 2080 haverá uma moeda global. Gostei do overwiew cujo propósito é melhorar as condições de preparo para experimentar as criações desses novos tempos. Mas, para desenhar os meus novos mapas mentais, preciso de outro tipo de história.


"Quando a crise é aguda, nada se vê no horizonte. Em uma viagem a trabalho à Argentina, em 2003, fui filmar um panelaço que saiu às ruas. Em determinando momento, perguntei a uma mulher por que ela estava na manifestação e ela respondeu em tom de aflição: 'No hay futuro, no hay futuro'. Entendi então que é isso que derrota uma pessoa, um país.Em épocas de transição, com abruptas mudanças de cenário, previsões categóricas envelhecem". Mírian Leitão em História do Futuro - o horizonte do Brasil no século 21

Agora sim! Acho que o meu futuro é mais humano. Sou um serumaninho do século passado. O mundo tinha outro ritmo, outras exigências. E, lendo Mírian Leitão, fica mais fácil reconhecer uma suspeita: "o arcaico é tinhoso!". Nessas poucas palavras, é mostra um traço muito local, muito brasileiro! A gente muda, mas a resistência do passado dificulta muito o processo. 

Uma das perguntas que sempre me faço: escolhas de longo prazo fazem sentido neste cenário de mudanças cada vez maiores e mais rápidas? Nesta leitura de Mírian Leitão aprendo o quanto a minha angústia é imediatista. O futuro real não é nada perfeito, não é fácil, mas tem oportunidades sim! 


"A minha convicção é que o Brasil tem projeto, ao contrário do que tantos pensam, e o vem construindo por etapas. E que se tivermos clareza dos desafios, das chances e dos riscos que já estão contratados será mais fácil nos prepararmos para eles. Cada avanço exigiu um esforço enorme de construção de alianças modernizantes. Temos vivido uma história de superação. A linha do tempo das últimas décadas mostra que o país passou bem por uma lista impressionante de desafios: venceu a ditadura, a hiperinflação, passou a avaliar a qualidade da educação, rompeu a paralisia diante da exclusão de pobres e negros, reduziu a pobreza. Enfrenta a corrupção de forma surpreendente". Mírian Leitão em História do Futuro - o horizonte do Brasil no século 21
Mas há que se resgatar e fortalecer valores para se fazer essa travessia da transição, até que o horizonte volte a ter definição e se estabeleça com mais clareza os pontos de referência que parametrizarão as relações com o futuro. Alguém sabem como serão as relações trabalhistas daqui para frente? Alguém sabe se mesmo os trabalhadores formais terão direitos respeitados? Alguém sabe se os trabalhadores informais aceitarão concorrências desleais, condições desumanas para sobreviver no mercado? Alguém sabe como será competir com a produtividade de robôs em funções não operacionais?
 "Aprendi que, mesmo em um tempo nervoso, quando a terra treme, a utilidade de uma conversa sobre o longo prazo permanece. [...] Vivemos o tempo do imprevisível e nunca foi tão importante pensar no futuro". Mírian Leitão em História do Futuro - o horizonte do Brasil no século 21
Os valores de cada um e de todos nós revelarão nossas escolhas e o futuro que viveremos. Por isso, vou encerrar este post com um depoimento que registrei em novembro para a TV ABRAPP. Tive a satisfação e a responsabilidade de interagir com o filósofo Luiz Felipe Pondé sobre governança e compliance. E, num relâmpago, ele refez a linha histórica dos valores de Aristóteles até a Lava-Jato para mostrar que sim! Nós estamos fazendo essa ponte para o futuro. Sim! Para que o futuro seja o melhor, produtivo, cheio de evolução e facilidades tecnológicas, dependemos muito e antes do serumaninho que está em nós. E sim! O alicerce da transição do tempo é intangível. É sustentado por valores.


Com este vídeo eu encerro este post. E aviso: além de Mírian Leitão, que me ajuda a entender a matéria, estou lendo os cinco volumes que integram a série Análise da Inteligência de Cristo, de Augusto Cury, para aprofundar o mergulho nos valores que resistiram aos maiores testes de estresse e ao tempo. Feliz 2017+. Feliz futuro para todos nós!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

DEMOGRAFIA: QUAL É O VALOR DESSES DADOS PARA OS RESULTADOS?

O que eu queria mesmo saber: qual foi a idade média dos eleitores em 2016? Minha desconfiança era que os Millennials (18 a 35 anos) tinham sido decisivos para os resultados nas urnas. No site do TSE tem uma planilha para download que não totaliza, mas dá para ter uma estimativa. Pelas minhas contas, 53.740.000. Para minha surpresa, há um grupo maior, as mulheres, que são 53% dos eleitores em todo o Brasil: mais de 76 milhões. 

Só para constar, desde a Copa no Brasil, em 2014, suspeito que a política não está considerando as mudanças demográficas do eleitorado. Pode ser ingenuidade e mesmo limitação minhas em relação  a um território tão polêmico e disputado. Mas, p
ara mim, o equívoco começou com a redução do eleitorado a time de futebol: coxinhas e mortadelas. Para mim, esse simplismo anacrônico é míope para evidências.

Os Millennials, desde 2012, passaram por muitas experiências relevantes de mobilização social: Tarifa Zero, disputa presidencial, impeachment, Lava Jato, desemprego, recessão econômica, governo de transição. E ainda vem bala por aí: Reforma Fiscal, Reforma Trabalhista, Reforma Previdenciária. Tudo junto, misturado e ao mesmo tempo. 
Tem mais: os Millennials cresceram em um modelo diferente de Estado: o democrático. Tiveram outro modelo de escola e família. Para os que estão no mercado de trabalho formal com ambiente extremamente competitivo: exigência de perfil e desempenho profissional baseado em resultados e efetividade diferentes daqueles exigidos das gerações anteriores.


Os Millennials têm preferências incomuns, entre elas Clóvis de Barros Filhos (filósofo), Mário Sérgio Cortella (filósofo) e Leandro Karnal (historiador). Olé! Mas há legiões que seguem também Youtubers e celebridades.

Os Millennials fazem meme para tudo! Inclusive para o que eles mesmos curtem. É claro que as explicações comportamentais, sociológicas e demográficas devem ser muito mais profundas do que as minhas especulações neste post. Entretanto, acho que há uma explicação mais profunda para o resultado das eleições municipais no Brasil (inclusive para avaliar o resultado do Eduardo Suplicy como vereador mais votado em todo o país). Parece incoerência. Mas acho que é mais uma evidência de que a coerência é apartidária.

Além dos Millennials, eu deveria apresentar aqui alguma reflexão sobre as mulheres, mais do que a evidência quantitativa. Só que ainda não sei superar em argumento o 
aumento do protagonismo das mulheres - que nem precisa de pesquisa especializada. É só observar o movimento e as notícias locais e internacionais nas redes sociais. Mas as mulheres ainda não são maioria no mercado formal de trabalho. Também ganham menos... Sei que têm grande poder de decisão no orçamento familiar, por isso, têm mais acesso a créditos imobiliários, por exemplo. Talvez, entre as mulheres, haja uma percepção diferenciada sobre o que seja compromisso de longo prazo.

Por isso tudo, acho que é hora de colocar mais lupa nesses grupos. Trabalhar melhor com BI, geolocalização, estatística e demografia para entender melhor a participação e as decisões de cada um na política, na economia, na cidadania. Interpretar melhor as mudanças deve dar alguma vantagem na transformação da linguagem, do discurso, do relacionamento nos rumos e na história do futuro do Brasil.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

E SE O DINHEIRO PERDER O VALOR?




Quem trabalha com Previdência Complementar tem uma dúvida recorrente: como é que eu explico que meu produto/serviço é bom para a felicidade futura do meu cliente?

Não é satisfação imediata? Objetivamente, não! Subjetivamente, pode ser - quando o cliente entende que ele está criando condições para um futuro melhor. Isso é superação. Quando o cliente entende que ele está mudando uma cultura atávica. Quando o cliente entende que disciplina é liberdade. Quando o cliente está consciente sobre o valor de sua escolha.

Escolher e sustentar a decisão não é simples, especialmente em um mundo tão condicionado pelos apelos de consumo, de padrão de vida, do ter, da aparência. Escolher e sustentar uma decisão previdenciária é muito mais complexo. Porque, objetivamente, trata-se de algo que ainda não há. No livro Felicidade ou Morte, os professores Clóvis de Barros Filho e Leandro Karnal refletem sobre esse processo.

"[...] sabemos o quanto é difícil fazer escolhas. Elas são um cobertor curto. Sempre. E só não enxerga o cobertor curto quem foi vítima de algum tipo de inculcação dogmática que o convenceu da existência de um único gabarito para a vida. Cobertor curto porque, se tivermos lucidez, perceberemos que toda decisão desatenderá ao mesmo tempo que atende. E quanto maior a lucidez, maior a certeza de que toda decisão implica caminhos que desatendem, que maculam, agridem, que podem ter valor negativo. Toda decisão. Se houvesse a boa e a má decisão por definição, certamente acertaríamos mais. Tudo seria mais fácil, bastaria realmente identificar o certo".

A essa reflexão acrescento: toda decisão é presente. Isso é concreto. O passado é história. O futuro é ficção e servem somente como referências e não como diretrizes para a felicidade. Se no século 20 dinheiro era o principal fator que proporcionava felicidade, no século 21 é o bom humor e risadas. É bem interessante observar no quadro o estudo da Universidade de Bolton.

Evidente que dinheiro continua sendo importante. Mas há uma mudança! No século 20, por exemplo, bastava construir uma carreira e exercê-la até conquistar dinheiro. Hoje, é preciso conciliar REALIZAÇÃO profissional e pessoal na construção da carreira. O objetivo primeiro é aumentar a produtividade, evidentemente. Mas há que se conquistar dinheiro também. E mais do que isso: quem se realiza com o que faz não tem projetos de aposentadoria, interromper a carreira. Os exemplos mais fáceis para ilustrar essa reflexão são atores e músicos: Clint Eastwood, Fernanda Montenegro, Mick Jagger e tantos outros que já ultrapassaram os 70 anos em atividade. Há exemplos menos evidentes de pessoas públicas em outras áreas de atuação:  a rainha Elizabeth, Warren Buffett, o criador de super-heróis Marvel Stan Lee. Todos em ação. Será que prioritariamente pelo dinheiro? 

Hoje, vi com certa surpresa que Bill Gates está investindo recursos financeiros da ordem de US$ 42 milhões em um projeto inovador na área de saneamento básico para países subdesenvolvidos (clique aqui). Excêntrico? Nenhum deles pensa em se aposentar. Mas todos constituíram uma base financeira que permite esse tipo de "excentricidade" que também pode ser um fator muito determinante da tal da "felicidade" que todos nós buscamos.

Hoje eu acordei tão bem, tão bem, tão bem

A felicidade é construída. Não dá para comprar! Ah, que subversão! Dinheiro não compra felicidade. Dinheiro compra coisas. Dinheiro é para usar e ter (status, conhecimento, estrutura). Quanto mais complexa for a vida, mais demandará dinheiro para suprir expectativas. Felicidade é outra história. Felicidade é para ser (bem humorado, livre, independente). O dinheiro entra para suprir necessidades que, para quem é feliz, em geral, são mais simples. 

Vamos fazer ficção para ressignificar o que é construir um futuro melhor e, quem sabe, mais feliz? O professor Sílvio Meira usa uma metáfora maravilhosa para falar sobre essa construção:


Então, na verdade, o futuro vem do futuro. São escadarias abstratas que se desenham de lá pra cá, do futuro para o presente, das muitas coisas que quero –ou acho que quero, ou talvez nem queira- fazer. Aí, a cada degrau, dou um salto arriscado para uma escada que não existe, e na primeira pessoa do (futuro do) presente, “eu salto”. Futuro do presente porque, no caso de certos verbos, como diria Chico Science… “um passo à frente e você já não está no mesmo lugar”.Esta (uma, cada) escada existirá se eu convencer gente em quantidade suficiente a saltar prá lá. Ou se eu, sozinho, tiver energia, tempo, foco, determinação… para criar aquela nova escada sozinho, o que é sempre muito difícil. A verdade é que, a cada momento do presente, temos múltiplas visões e versões de futuros possíveis e assumimos riscos. 
No futuro, o dinheiro pode perder a importância. No futuro, a juventude eterna pode ser uma conquista real. No futuro, o tempo pode ter outro valor. As realizações serão individuais ou coletivas? O que fará mais sentido? Enquanto estamos em transição, encontrar respostas pode ser um exercício de busca da felicidade. Pode ser um exercício de evolução da espécie. Para encerrar esse post, vou colocar um trecho de um filme que - por acaso - vi neste final de semana, mas está disponível no YouTube para quem quiser continuar nessa viagem de correr riscos e saltar no escuro.

 




sexta-feira, 10 de julho de 2015

HOLOCRACIA: VOCÊ ESTÁ PRONTO PARA SER FELIZ?

Aproveitei esse feriado em São Paulo para concluir algumas leituras. Quem quer boas dicas para ampliar a biblioteca, anote:

1. O poder de ser você - transforme sonhos em resultados extraordinários. Alexandre Slivnik.
2. O poder da atitude - como empresas com profissionais extraordinários encantam e transformam clientes em fãs. Alexandre Slivnik.
3. Atitude empreendedora - descubra com Alice seu País das Maravilhas. Mara Sampaio.

Os três livros falam de técnicas de gestão, porém o grande foco dessas análises é uma contribuição para transformar o comportamento próprio ou alheio. Adoro essa proposta de transformação, mesmo sabendo que não é fácil. Antes de voar, a borboleta é lagarta!

Atitude: a chave do tamanho

Tudo começa com a atitude, a determinação que desencadeia o primeiro movimento, a primeira ação de se aventurar pelo desconhecido. Aliás, no século 21, muito é desconhecido. Portanto, todo negócio é uma aventura cheia de riscos, desafios, oportunidades.

Há alguns dias, quando escrevi sobre protagonismo, estava e ainda estou influenciada por essas leituras. E todas as orientações desses autores têm relação com Comunicação e Educação. 

Qual o posicionamento que adotamos quando pretendemos influenciar e agir para transformar PESSOAS?

Sem preparo contínuo, esse propósito se perde. Portanto, antes do próximo, do outro, do distante, comece por si próprio. Se o projeto é influenciar e transformar PESSOAS, seja coerente e se tenha alvo dessa preparação intensiva.

Lembre-se! No século 21, você não convence mais as PESSOAS. Quando se pretende ter um resultado extraordinário, você inspira e encanta as PESSOAS. Quanta responsabilidade. Então, prepare-se!

Alexandre Slivnik, em O poder de ser você, explica o papel da felicidade autêntica e legítima a favor dos melhores resultados. Ele mostra o caso da empresa Zappos, nos Estados Unidos. 
"A grande novidade da organização, que tem tudo a ver com um ambiente ainda mais amigável e feliz, é a extinção dos cargos de chefia. Sim! Desde janeiro de 2014, a Zappos adotou um novo modelo de gestão chamada HOLOCRACIA. Neste modelo, cada profissional é responsável por si e por seus colegas, em um trabalho cooperativo, em que as pessoas se organizam em círculos de trabalho que se aglutinam de acordo com as funções exercidas por cada funcionário. Esses círculos se relacionam com outros círculos, e as decisões acontecem por consenso entre os profissionais. Não há mais uma ordem que vem de cima. O modelo de trabalho é horizontal: todos são responsáveis pela organização e todos têm poder para decidir  os rumos do próprio trabalho. Até o final de 2014, os 1.500 funcionários devem trabalhar nesse novo esquema. A Zappos nunca foi uma organização com estrutura rígida. Pelo contrário, nunca existiram salas fechadas e os colaboradores podiam conversar com os chefes a qualquer momento e sobre qualquer assunto. A holocracia, forma de governança baseada na cooperação, auto-organização e participação cria uma cultura de relacionamento aberto e transparência levada ao extremo. E isso tem tua a ver com uma empresa como a Zappos, que presa tanto pela felicidade".
A Zappos não é a única empresa a adotar a bandeira da felicidade. Não é por acaso que Coca-Cola assina suas mensagens institucionais com: "Abra a felicidade". Sobre a Coca-Cola eu já apresentei muitas histórias aqui. Então, dessa vez, vamos lá mostrar mais da Zappos, pela percepção de Seitii Arata.



Esse caso me faz lembrar da orientação de meu professor Gil Giardelli: no século 21, precisamos de novos mapas mentais, que nos permitam transitar pelas esferas on e off line com desenvoltura; transformando comportamentos. 

Desde que eu aprendi essa orientação sobre mapas mentais, precisei adotar uma imagem que materializasse - do meu jeito - esse conceito. Adotei então como alegoria uma estrutura cinética complexa, multiarticulada, interdependente, possível de ser materializada a partir da impressão 3D.


Acho que nessa história de protagonizar essas propostas de "experiências de uso", a gente tem a chance de fazer as PESSOAS felizes. A percepção pode ser intuitiva, pode ser objetiva. Podemos adotar essa proposta como cultura de relacionamento: individual, institucional. Podemos treinar, aprender mais, assim como a Zappos e a Disney fazem com suas equipes. E, claro, ao tomar essa decisão, é importante saber que isso não é fácil. Mas não é impossível!

Depende de criar um ambiente propício no início, desencadear um fluxo e, com o tempo, as atitudes vão acontecer mais naturalmente, com essa mudança em cadeia. "Felicidade gera bons negócios", diz Alexandre Slivnik. "Você merece ter uma vida 100% feliz. E isso você conquista quando se dá conta de que sua missão é encantar as pessoas. [...] Precisamos manter conexões para ser felizes".

Nas redes sociais está circulando o seguinte caso extraordinário de encantamento:

Um conhecido foi a Disney e seu filho perdeu um brinquedo em um dos parques. Olhem a história que ele publicou abaixo:
"Ainda na @waltdisneyworld:
-Olá, meu filho perdeu um boneco ontem no Animal Kingdom. 
-Qual o boneco e tamanho?
-Um buzz lightyear pequeno.
-Articulado?
-Sim.
-Achei, Senhor.
-Achou?!
-Aham. Está conosco no achados e perdidos do complexo Disney.
-Nossa!
-Para que o Senhor não perca tempo das suas férias, podemos enviá-lo pelo correio até a sua casa.
-Mas eu moro no Brasil.
-Nós entregamos no mundo inteiro.
-Nossa. Qual seria o valor?
-É de graça, Senhor.
-Muito obrigado!
-Nós que agradecemos a sua visita.
Alguém dúvida que eles acreditam em finais felizes?".

Alguém tem dúvida que isso [a atitude] ensina e comunica?

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sábado, 20 de junho de 2015

FAZENDO ARTE NOS BASTIDORES E NOS PALCOS

Muito do trabalho que eu faço, não tem plateia. Porque meus textos, por exemplo, são escritos aqui, no escritório, onde atuo sozinha. Quando produzo conteúdo para tv corporativa é outra história. Apenas algumas etapas de pré e pós produção são solitárias. Já a produção tem processos presenciais em trio (o cinegrafista, o entrevistado e eu) e a distância, quando o  diretor de imagens e eu finalizamos a edição.

Quem me vê atuar em trio, sabe que o cinegrafista que me acompanha nos bastidores de quase todas as entrevistas que faço é o Janderlei Morais, o Beto.

Se, na próxima semana, a TV ABRAPP vai atingir a marca de 950 vídeos e 100.000 visualizações, o trabalho do Beto é responsável por pelo menos 90% das imagens que sustentam esses números. Essa é uma história que conto todo o tempo, porque monitoro esses números sistematicamente. E tenho uma satisfação sem tamanho por integrar essa equipe de valor.

Tem uma outra história que vou contar agora, acho que pela primeira vez. O Beto, em breve, vai compartilhar com todos nós o trabalho que ele faz no palco, como palhaço. É uma boa notícia para este sabadão, pois não?

Sim! Nas "horas vagas", o Beto integra a dupla Pelota & Pelotinha. Ele trabalha com entretenimento e educação para crianças. Os CD já estão lançados. Agora é a vez do DV que está quase pronto.

Pensa em uma Pessoa que batalha. O Beto vai para escolas públicas, festas e onde mais tiver espaço para apresentar seu show. Pensa  em uma Pessoa feliz. Eu acredito muito na energia e na força realizadora do trabalho. O Beto se realiza nos bastidores e no palco. Pensa em uma Pessoa comprometida e determinada. Às vezes, o Beto passa a noite na estrada e chega sempre com esse sorrisão largo para encarar gravação o dia inteiro. E adivinha quem é que me ajuda encontrar o foco, quando eu dou bobeira? O Beto! É uma honra trabalhar com gente assim! 

Bom, estou escrevendo esse post hoje porque esse é o meu jeito de dar uma força na divulgação do trabalho artístico do Beto. Hoje é sábado! Hoje dá para reduzir o ritmo do estresse e só para curtir um pouco e sorrir sem tamanho, como o Beto faz no bastidor e no palco. Sucesso, Beto, sempre e em todas as suas empreitadas!


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segunda-feira, 15 de junho de 2015

NUNCA SE FALOU TANTO SOBRE EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Em nome da Ciência, há estudos sobre tudo! Em nome da Ciência porque, até o Iluminismo, a imposição de ideias era em nome de Deus. A Ciência só virou a bola da vez porque passou a apresentar algumas sistematizações da observação. Nem sempre provas. Nem sempre evidências. Mas alguma reflexão, normalmente sustentada por um quadro teórico de referências.

Bom, é mais ou menos isso que está na base de uma nota que o Valor lançou há poucos dias. 
"Um trio de pesquisadores, um deles o brasileiro Daniel Fernandes, mestre pela UFRGS, colocou em xeque a tese que tem fundamentado políticas públicas por todo o mundo. Eles se debruçaram sobre 201 estudos de campo que avaliaram os efeitos desses programas [de educação financeira] e refizeram o trabalho estatístico. E a conclusão é frustrante para quem defende essa bandeira: intervenções para promover a 'alfabetização' financeira explicam somente 0,1% da mudança de comportamento, ou seja, praticamente não têm resultado. E os efeitos são ainda mais fracos para populações de baixa renda".
Por posicionamento pessoal, sou desfavorável a esse tipo de generalização. Por posicionamento profissional, sei que Educação e Comunicação são processos. Os resultados são observados no longo prazo, porque demandam mudanças comportamentais muitas vezes bastante complexas. A Educação Financeira, no Brasil, só passou a ser pauta em 2007.

Depois disso, apareceram estudos interessantíssimos das Faculdades de Economia e Administração da USP em São Paulo e Ribeirão Preto, só para citar o que eu sei de mais próximo. Mas a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é a instituição global que mais mapeia ações positivas e transformadoras para as comunidades, inclusive as de baixa renda.


Mas, por uma questão de pura reflexão, vou colocar aqui uma ação do Banco Itaú, que lançou o livro infantil que ensina as crianças a pouparem. Cá prá nós: se essa história de Educação Financeira não desse resultado um banco colocaria dinheiro em uma ação para a formação - no longo prazo - de potenciais clientes? Fala sério!



Também tem a história das cidades 100 anos depois. O que acontece com quem investe e quem não investe em Educação. Também é um estudo acadêmico que chega a resultado diferente daquele proposto pelo trio de pesquisadores que diz ter posto em xeque os resultados da Educação Financeira.


E tem também a história do Projeto Pé de Meia, que ajuda a comunidade de Ribeirão Preto a ter uma visão diferente e sustentável de mundo. E devolve para dentro da universidade uma dimensão sobre "ser inspirado e poder inspirar".


Evidente que eu vou defender a transformação promovida pela Educação Financeira e Previdenciária. Até porque meu quadro teórico de referência é formado por autores consagrados, que dedicaram carreiras inteiras a analisar movimentos desse fenômeno e criar soluções transformadoras e legitimadas pela sociedade.

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quinta-feira, 21 de maio de 2015

ENGENHARIA GENÉTICA É RISCO PARA PLANOS PREVIDENCIÁRIOS?


Vamos discutir novela? Sou brasileira e noveleira e não tenho o menor problema com isso. Então, eu queria mais ou menos reproduzir aqui uma CONVERSAÇÃO que, esta semana, eu tive com os professores Nivaldo Cândido Oliveira Júnior e André Massaro. Sei que eles são referência no mercado financeiro e previdenciário e sei também que fui meio abusada de querer falar com eles sobre novela. Mas era minha oportunidade de entender melhor o que está causando para as minhas ideias, no momento.

A novela Sete Vidas, da Rede Globo, tem como tema a engenharia genética que, desde 1970, tem permitido a pais e mães constituírem suas famílias sem recorrerem à adoção. Os pais recorrem a um banco de sêmen e - pelo perfil do doador anônimo- planejam e escolhem as características dos filhos.

Existem protocolos para proteger a identidade do doador. Mas, em tempos de rede e na vida real, os filhos biológicos têm criado recursos para descobrir quem são os irmãos genéticos e o pai doador. Nestes casos, o pai genético - de repente - pode descobrir até 150 filhos. Isso está acontecendo nos Estados Unidos.

Minha pergunta: isso é um risco de que gênero para a Previdência Complementar? Claro que é um extremo. Claro que na documentação vai constar nome de pai e mãe que conceberam as crianças. E os 150 filhos não vão impactar o contrato previdenciário. 

Mas, já que estamos no terreno da divagação, o professor Nivaldo Cândido Oliveira Júnior sugere que talvez devam ser incluídas cláusulas preventivas no contrato de adesão. Uma ideia para advogados e atuários de plantão!

Edição genética

André Massaro avançou na discussão e contou que na China - país da pirataria e da clonagem -  já é possível fazer edição genética em humanos. Isso significa planejar e escolher e mixar características do filho que será gerado.  E aí surge uma outra pergunta: de quantos pais essa criança será filha?

É bom lembrar que a esse quadro mais complexo de novas constelações familiares do século 21 soma-se o fato de aumento da expectativa de vida e da longevidade de todos os humanos.

É por isso que eu acho que precisamos aposentar a palavra APOSENTADORIA. É certo, como aponta a edição 2015 da pesquisa O futuro da aposentadoria, feita pelo HSBC que haverá um período de transição, pelo menos no Brasil. Aqui, os mais jovens querem uma semi-aposentadoria: redução do ritmo de trabalho antes da parada definitiva (clique aqui).

As questões são:  a desaceleração vai impactar nos rendimentos? E no planejamento previdenciário? 

André Massaro diz que são raros os problemas financeiros. Porque os problemas financeiros se resolve com dinheiro. Você paga a dívida e está resolvido o caso. Mas os problemas comportamentais envolvendo dinheiro são incontáveis e só podem ser resolvidos com novas atitudes.

É bom ficar atento! O futuro já é. Atinge todo mundo e vai muito além de robôs, banco de dados e Comunicação em rede.

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terça-feira, 28 de abril de 2015

TUDO ENSINA, QUANDO ESTAMOS DISPOSTOS A APRENDER

Estamos no século 21, mas nem todo mundo se deu conta disso! Mas tem gente realmente disposta a entender que os padrões de comportamento, os padrões sociais - se é que eles existem - mudaram. 
Hoje, nas redes sociais o presidente mais influente do mundo usa pau de selfie e sua primeira dama dança funk.  Informalidade? Entretenimento? Descontração? Também! Mas, antes de tudo, entendo que se trata de interação com as massas. 
Veja, não usei aqui o termo Comunicação. Porque penso que Comunicação tem um recorte específico da mensagem. Neste caso do presidente Obama, por exemplo, é diferente. Existe uma mensagem. Mas há predomínio da interação. Importa o contato. A ideia de conexão entre o próximo e o distante. 


Como Educomunicadora, entendo que a interação entre Comunicação e Educação é evidente e inquestionável. Michelle Obama liderando o funk vai além da interação.  Busca transformar um comportamento disfuncional junto às famílias norteamericanas: a obesidade infantil. Conscientização, sensibilização. Ela tem o propósito de Educar.E, quer saber? Ela foi muito econômica também. O preço de produção da mensagem foi barato, considerando o processo de viralização espontânea que desencadeou junto à sociedade.

Isso faz parte do protocolo da Casa Branca? Os mais conservadores podem achar que não. Mas, de verdade, agora faz! Porque a mensagem certamente passou a integrar o imaginário, o repertório social sobre os presidenciáveis.

O cotidiano, o ordinário, o comum nunca tiveram tanto prestígio junto à sociedade. Acho que a Educação precisa se apropriar dessa verdade, desse fato: ter abertura à interação. A escola, por exemplo, se debruçou sobre o funk mas principalmente como objeto de análise, não de interação e diálogo. A distância ainda prevalece. O terreno da Educação ainda sustenta uma sacralidade eclesiástica.



"Um passo de distância"

Hoje, minha professora da Escola de Comunicações e Artes, Elizabeth Saad - uma fera em jornalismo e tecnologia - compartilhou  um post sobre o poder informativo, de interação e participação das redes sociais (clique aqui). Percebi, mais uma vez que, por diversas razões, a Comunicação se interessa pelo interesse das PESSOAS. 

E por razões comerciais e de continuidade do negócio, a Comunicação cria soluções para, por exemplo, mapear e monitorar dados e informações que possam ser úteis, por exemplo, para o entretenimento, para o consumo, para a interação, para a participação. A naturalização, neste cenário, aparece como moeda de troca. Troca de valor, troca de experiência, moeda de experimentação. 

Penso que a Educação deveria abolir esse protocolar "passo de distância" entre si e a interação. O século 21 que compartilha a experiência do apagamento de fronteiras há que se caracterizar por mais essa libertação. Isso não significa abrir mão do controle. A Comunicação está mostrando que a fórmula do ciclo de valor combina monitoramento qualificado e interação. O controle está na base, mas há proatividade para interagir, abrir oportunidades de participação.

Para os moldes acadêmicos, esse post passa longe de uma reflexão. É um post. No futuro, talvez os posts - mais sintéticos, mais enxutos - conquistem o status de artigos e ensaios. Não importa! O que eu quero é deixar registrada a minha leitura sobre o Dia da Educação. 

O Brasil, com tantas necessidades, se propõe a ser pátria educadora. Mas, paradoxalmente, TODAS suas organizações e instituições, inclusive a escola, mantém a interação à margem, provavelmente na ilusão de preservar, não sei bem, mas acho que o controle. Mas penso que, apesar de ultrapassada, a obediência parece fazer mais sentido nesse contexto.

Ainda que a Comunicação não tenha evoluído totalmente e mantenha a instrumentalidade funcional na base de muitas estratégias, há espaço para a interação, para as manifestações espontâneas, para o que foge à regra. Essa liberdade, ainda que limitada, cria oportunidades muito interessantes nos games, nas storytellings, nos memes, nas mensagens que tanto influenciam e sensibilizam a sociedade. Nesse sentido, a Comunicação parece ter mais efetividade, portanto, futuro junto à sociedade.

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

MUDAR É APRENDER AS POSSIBILIDADES DO MUNDO



O ritmo de produção no Conversação está mais lento. Eu sei! 2015 começou muito agitado no mundo off line. Daí que eu consigo produzir on line só nas horas vagas... E elas andam vagas demais para o meu gosto. 

Comecei 2015 com um projeto de vida ousado. Mudar de espaço e aprender as lições da experiência! Depois de quinze anos morando no mesmo apartamento, achei melhor ir para outro! Não para longe. Mas para outro canto do bairro. E o que a mudança me mostrou?

Este ano completo 50 anos. Apesar de todo o trabalho que uma mudança demanda, eu espero poder mudar com mais frequência! Faz bem para a memória, porque - até que as coisas estejam no lugar - a vida vira um quebra-cabeças gigante, um esconde-esconde de adultos, enigma permanente! Onde estão as coisas mesmo?

Outra descoberta: os 15 anos que eu demorei para montar uma casa me mostraram que foram poucas as competências adquiridas para lidar com manutenção doméstica. A verdade é que tudo foi feito aos poucos e o mundo mudou muito antes d'eu decidir mudar. 15 anos num mesmo lugar, por mais rock and roll que seja o cotidiano, fazem acomodar.

Metamorfose ambulante

Até então, eu sempre me gabei da minha capacidade de mudar de ideias. Mas e mudar de lugar sem deixar de dar resultados profissionais, sem atrasar as entregas técnicas é outra história. Percebi bem rápido: a vida dá as cartas e o novo síndico desconfia dos até então convincentes olhos castanhos que eu ostento na cara.

Mas e o trabalho? O trabalho me salva de tudo. E eu andei gravando muitas mensagens que estão me inspirando para escrever um texto que eu adoro: o Relatório Anual de Informações (RAI) - exercício 2014. Exige fôlego, mergulho, domínio, capacidade de concentração, para encontrar uma boa edição.

Olhar para o futuro, sempre, exige fé. E desenvolver a fé é importante, para a inspiração chegar assim, leve, como uma borboleta, apontando para sinais que precisam ser compartilhados. Por isso, vou colocar aqui um depoimento que - pela TV ABRAPP - eu tive a honra de registrar dia 24 de janeiro de 2015. O que me encanta na mensagem de Carlos Augusto Borges é a perspectiva de longo prazo, que TEM QUE ser maior e mais forte do que as circunstâncias do mundo.



O outro vídeo que eu escolhi para publicar aqui - e eu poderia publicar todos, porque os 24 são demais - é uma história que ilustra como essas CIRCUNSTÂNCIAS DO MUNDO transformam a vida das PESSOAS que - mesmo sem estarem preparadas - enfrentam estatizações, privatizações, globalizações, viram empreendedoras e ainda assim, continuam a se preparar para mais mudanças. José Carlos Penna Drugg: eu nem imagiva que alguém pudesse me contar uma história tão rock and roll assim! Privilégio de quem ouve. Raça de quem vive!



Quero mudar mais

Se mudar significar aprender sobre mim mesma, o lugar e o não lugar das coisas, os movimentos do mundo e das PESSOAS, estou pronta para mais, cara pálida! Porque essa viagem praticamente sem sair do lugar foi o PRESENTE que caiu no meu colo neste início de 2015. 

E eu, que achava que estava sabendo das coisas, descobri esse ritmo tão intenso que se transforma em palavras, em histórias de vida, em história do mundo. Essa boa influência das PESSOAS e da mudança eu vou carregar para outros trabalhos, inclusive o RAI, obviamente, porque já está em andamento. Alô, vida! Com a capacidade que me cabe eu vou continuar te seguindo, mesmo que você avance muito mais rápido do que eu.

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sábado, 27 de dezembro de 2014

600 POSTS! SÓ QUANDO FAZ, A GENTE DESCOBRE O QUE É CAPAZ DE FAZER

A história do CONVERSAÇÃO eu já contei muitas vezes! Foi por insistência do Lucas Silveira - na época, ele trabalhava na Previ Novartis - que queria compartilhar minha influência com mais gente. Demorou um pouco, ele precisou teimar bastante, porque eu não achava que ia conseguir um formato bom para mim e, principalmente, para quem eu nem imaginava que pudesse se interessar pela leitura das minhas histórias. Faz dois anos que ele me influenciou e convenceu!

Agora estou escrevendo o 600º post deste blogue! Eu nunca pensei que pudesse escrever tanto. Melhor! Eu nunca pensei que escrever tanto fosse me dar tanto prazer. E essa é uma constatação fundamental. Porque é a partir dessa satisfação pessoal que eu consigo juntar ideias que nem sempre têm conexões óbvias... Contar não é óbvio! Calcular não é óbvio! Planejar não é óbvio! A gente precisa se predeterminar para criar o tempo todo!
Lucas Silveira, hoje trabalha na MSD Brasil

E, antes de escrever aqui, eu produzi um conteúdo que será divulgado em 2015. Quando terminei, parece que meio que espontaneamente, surgiu uma sensação, uma intuição, uma curiosidade: o que 2015 reserva para mim? E a minha resposta imediata: "surpreenda-me"! 

Eu não achava que era capaz de fazer um blogue, até que fiz. Eu planejo ações o tempo todo. Eu planejo reações o tempo todo. Então, 2015, surpreenda-me! Porque, eu me comprometo a continuar produzindo para mudar realidades, especialmente agora que, para mim, está claro, que estou influenciando uma nova cultura. O vídeo Icatu Seguros do post anterior me deu essa clareza.

Desistir? Nunca!

O que eu sei sobre 2015? Faço 50 anos! Sei que deveria dizer: estou velha. Mas nunca tive essa idade. 50 é novidade para mim! Eu nunca tive essa lucidez. Eu nunca tive essa bagagem. Eu nunca tive esse senso de observação. Eu nunca tive essa coragem. Eu nunca tive essa consciência! 

600 é múltiplo de 1! Tudo começou com 1! 50 é múltiplo de 1. 600 + 50 = vida, a minha vida, o que eu conheci e que eu compartilho e multiplico o tempo todo. Essa é a minha viagem! Então, 2015, s-u-r-p-r-e-e-n-d-a--m-e! Este é meu desafio. Porque o tempo desafia a gente o tempo todo, sem trégua!


O que eu sei, eu planejo, eu escrevo, eu multiplico, eu compartilho. O tempo já me deu muito. Mas tem um monte de coisa que eu ainda não sei. E eu quero saber e ser melhor! Eu quero fazer mais! 600 são só o começo. Enquanto o tempo me der tempo, eu vou - como ensina o educador Mário Sérgio Cortella - esperançar. Porque aprendi a diferença nesta transição 2014/2015. 




Penso que mudar o que eu sou não é fácil. Penso que influenciar o mundo também não é. Penso que transformar a cultura e a sociedade são planos muito mais difíceis. Mas - como ser humano e como Educomunicadora - é como eu pretendo investir o tempo que a vida tem para mim.

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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

HUMOR É O ELIXIR DA VIDA

Arte de Júnior Fritz Jacquet
A mídia começa dar mais atenção e espaço para a questão do envelhecimento. Hoje, O Estado de S. Paulo publicou matérias bastante interessantes.

Em Superjovens, ativar (clique aqui) são analisadas as características de quem coloca o tempo a favor próprio. São as PESSOAS que cultivam o mito do forever alive. Bons hábitos, certamente, são desejáveis para a saúde física e emocional. Mas o destaque fica com o humor que, concluem os estudos, é o elixir da vida, isto é, fazem com que o envelhecimento seja encarado sem dramas.

Os cinzas viraram verdes (clique aqui) compara o padrão de consumo dos idosos ao dos jovens e conclui que a pegada ecológica de um idoso é mais suave do que a do adulto. Idosos consomem menos, viajam menos e impactam menos o meio ambiente. São as PESSOAS que cultivam as boas escolhas e praticam o consumo consciente. 

Para encerrar a série de artigos desta sexta-feira, O drama de envelhecer (clique aqui) trata de gerontofobia. Sabe o que é? É o medo do envelhecimento. São as PESSOAS que alimentam o mito do forever young. Tem gente que fica angustiado com a própria natureza e busca subterfúgios nem sempre seguros para lidar com os efeitos da passagem do tempo.

Sem juízo de valor, mas com um posicionamento muito realista, a gerontofobia é uma doença cara. Primeiro, pelas escolhas que são feitas em nome da manutenção da juventude. Segundo, porque não traz felicidade.

Pior! Consome e drena recursos financeiros que poderiam ser transformados em conforto extraordinário ou qualidade de vida para quem já atingiu já ultrapassou as demais fases etárias da vida. 

No Brasil, o médico geriatra Marcos Cabrera certamente é uma referência inquestionável em estudos sobre envelhecimento. Ele trata do ser humano integral. Tem uma leitura holística, independentemente de padrões e condicionamentos sociais. E incentiva, antes de tudo, a adoção de bons sentimentos para lidar com o impacto do tempo na vida do ser humano. É por isso que vou encerrar com três minutinhos de sabedoria de quem entende desse assunto (clique aqui).

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