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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

CIDADÃO CÓSMICO: ELE ESTÁ POR AÍ, NOS CANTOS DO MUNDO!

Imagem do artista romeno Caras Ionut
Sim, agora todos os depoimentos da TV ABRAPP registrados no Dia do Aposentado estão no ar (clique aqui)! E eu estou, mais uma vez, pensando sobre as palavras preciosas do médico geriatra Marcos Cabrera.

O protagonismo, o bônus, a química e o tempero sobre os quais Marcos Cabrera fala e que podem tornar a nossa sociedade mais interessante vão depender de uma conexão intergeracional interdependente e diferenciada.



"A sociedade que a gente vai criar" é baseada na conexão para revelar o "tesouro que está escondido". Eu não tenho dúvida disso, porque trabalho com PESSOAS de diferentes grupos etários, aproveito todas essas relações, incorporo as muitas provocações e sei que está aí o principal valor dos resultados que ofereço. Essas conexões me obrigam a olhar o mundo por outras perspectivas todos os dias.

Mais do que reconhecer a importância da conquista financeira, da tranquilidade, da qualidade de vida, temos que aprender a legitimar o valor das histórias de vida e do repertório das PESSOAS, independentemente da idade! É um processo educativo da sociedade.

O tempo sempre a seu favor

Em tempos de longevidade, o tempo sempre a seu favor é mais do que um mantra. O professor Nivaldo Cândido de Oliveira Jr., que reconhecidamente acompanha o processo evolutivo do mercado de Previdência e Saúde Complementar, explica como o comportamento, as atitudes refletem esse protagonismo que se começa a observar entre aqueles que estão vivendo plenamente a longevidade. Se, até o século 20, a bandeira era dignidade, no século 21, as bandeiras são atividade, participação e lucidez. 



De uma forma curiosa, fala-se menos em dinheiro. Fala-se nessa inclusão e nessa interação que dão sentido e perspectiva às histórias de vida de cada um e a todo o trabalho que a Previdência Complementar realiza nesse contexto. 

A conexão e interdependência vão nos revelar os novos modelos de aprendizagem, novos mapas mentais, os novos sentidos, as novas articulações, as novas possibilidades de combinação da realidade.

Por isso, vou encerrar este post com o depoimento apaixonante de Antônio Carlos Costa, da FAELBA, que em poucos minutos revela o tal tesouro que começa no indivíduo e se desloca para a família, a comunidade local, global até chegar à comunidade universal. Ele é um exemplo real daquilo que ainda seremos: cidadãos cósmicos!



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domingo, 10 de novembro de 2013

A EXPERIÊNCIA DA VIDA QUE A GENTE QUER!

Nas duas próximas semanas, o trabalho será multifuncional. Já faz algum tempo que o planejamento da Comunicação está em estruturação. É evidente que existe uma equipe especializada cuidando de cada detalhe para que a operacionalização aconteça de acordo com as expectativas do briefing.

Diferentes perspectivas em busca de um só resultado. Talvez seja esse o aspecto mais interessante da Comunicação. Nem sempre explícito, porque subjaz silenciosamente a todo o barulho que se faz para unificar com coerência e estratégia as interpretações, propostas, sugestões, amarrações. Isso é sempre assim. Não muda.

Imagem sobre a teoria dos planetas extrassolares, reconhecidos pela Astronomia moderna (clique aqui).

Pode parecer entediante, mas para um observador atento, esses são os espaços próprios para os big bangs da imaginação! Ela se expressa e se expande. E, em cadeia com infinitas possibilidades, sugere o caminho que pode ser novo e arriscado ou aqueles já dominados e que oferecem uma sensação, uma percepção maior de controle e estabilidade.

Poeira no vento

Os motivos que levam as PESSOAS a se envolverem com esses processos de Comunicação são evidentemente de diferentes ordens. E mudam completamente em cada etapa da jornada.

Primeiro: umas precisam das outras. Das competências específicas. Da remuneração que esse trabalho proporciona.
Segundo: umas confiam nas outras. Pelos resultados anteriores que justificam os reencontros no tempo e no espaço.
Terceiro: umas admiram as outras. Pela singularidade da contribuição. Pela energia que dedica aos resultados, pela qualidade do trabalho.

Foto da poeira estelar - Nebulosa Sh2-155 (clique aqui)
Poderia ser qualquer outro encontro, não é? Parece casual e aleatório, num universo pleno de combinações possíveis, em mutação perpétua, onde somos apenas poeira no vento. Só que não! 

São PESSOAS com o propósito de - independentemente dos limites impostos pelas circunstâncias - fazer mais e melhor. Por isso, esse encontro é único. Com muita interdependência. A Física e a Metafísica explicam logicamente esses "acidentes", essas "coincidências". 

Mas hoje é domingo, o Sol está muito brilhante lá fora e impede reflexões muito extensas sobre o tema. Por isso, para encerrar este post, fica a leitura emocionada do professor Clóvis de Barros Filho (ECA/USP).

"A vida é uma sequência de encontros inéditos com o mundo e portanto ela não se deixa traduzir em fórmula de nenhuma espécie. 

A expectativa de que haja uma fórmula para a vida é a fonte de tantas das nossas decepções. 

Que tal de peito aberto? Aberto para o mundo, encarar o mundo como ele é - no seu ineditismo, na sua virgindade, na sua irrepetibilidade? 

E saber que, sem fórmula nenhuma, estamos aí, diante de um mundo extraordinariamente competente para te entristecer mas que, aqui e ali, também é capaz de te proporcionar grandes alegrias, grandes surpresas, momentos que você gostaria que nunca mais acabassem. 

São esses momentos que a gente persegue e que farão da vida sempre alguma coisa digníssima de ser buscada e fantástica de ser vivida".

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sábado, 14 de setembro de 2013

QUANDO A FALA SE TRANSFORMA EM DEMANDA

Imagem do fotógrafo Luiz A. C. Ferreira
Meu trabalho como Previdência Complementar começou em 1991 junto da Fundação CESP. Então, faz 22 anos que estou diariamente exposta a algum tipo de informação sobre o tema. Pode ser uma conversa, uma leitura, uma reflexão. Não importa. O fato é que todo dia Previdência Complementar está na minha vida. Daí o meu ambicioso propósito pessoal de naturalizar o assunto, coisa que procuro fazer aqui no Conversação e nas prosas que tenho com as PESSOAS que gosto. 

Nenhum constrangimento com o tamanho da ideia. Afinal, todos sabem, eu não aceito limites para meus sonhos porque eles, de alguma forma, sempre acontecem. Então, alguns dias antes de eu ir a Florianópolis, participei de uma reunião cujo tema eram dois trabalhos fantásticos: a segunda edição da Pesquisa Raio X da Previdência Complementar (ABRAPP) e o Estudo para Fomento da Previdência Complementar (PREVIC).

A Pesquisa (clique aqui) foi feita com Entidades Fechadas de Previdência Complementar. O Estudo com Patrocinadores e Empresas não Patrocinadoras do Sistema. O resultado das duas é bastante convergente: uma imensa demanda por Comunicação e Educação Previdenciária.

Isso ficou tão evidente que até mesmo o experiente jornalista Paulo Markun - responsável por apresentar o painel desses trabalhos - comprou a ideia. Por isso, em sua entrevista à TV ABRAPP ele fala com naturalidade e já faz analogias sobre o tema e a vida como ela é.


Um outro depoimento bastante eloquente foi da jornalista da CBN Fabíola Cidral, que mediou um painel sobre longevidade, consumo, volatilidade da Economia e Políticas Públicas para a extensão da Previdência Complementar a todos os trabalhadores. O envolvimento com o tema se transforma em convicção pessoal.

O que esses jornalistas estão falando representa a voz do Sistema de Previdência Complementar. Mais do que isso: representa a voz da sociedade que - mesmo sem consciência - tem necessidade dessa proteção que, com a longevidade, fica cada vez mais evidente.

Eu adoro citar o filósofo Mikhail Bakhtin que teorizou sobre o poder da linguagem para registar antecipadamente das manifestações e transformações sociais. Eu não tenho dúvida de que essa consciência dos jornalistas sobre o papel transformador do próprio trabalho será definitivo para que muitos sonhos e projetos de fomento da Previdência Complementar encontrem caminhos para a materialização. Todo brasileiro com algum senso de cidadania entende essa demanda no DNA. Tudo tem seu tempo. O tempo da Comunicação e da Educação Previdenciária é agora.

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

RECIPROCIDADE: UM MUNDO EM DUAS MÃOS


Deus está no particular (A. Warburg)

Eu sempre tenho umas palavras queridinhas. Comunicação, toda a vida! Interdependência, salto quântico, conexão, rede, Educação. A bola da vez neste momento é reciprocidade. E vou hoje explicar porque esta palavra está me sensibilizando, mobilizando a minha atenção.

Minha percepção me indica, cada vez mais, que nada é aleatório. Existe uma associação intrínseca entre reciprocidade e resultado. Em teoria, nada de novo, é verdade. Mas a gente só consegue confirmar o que diz a teoria quando se dispõe à prática que, neste caso, exige - primeiro - muita disciplina, proatividade e prontidão. Depois, uma capacidade de observação, identificação e interpretação de evidências. Talvez, todas essas características possam ser somadas em uma só: maturidade... Eu não sei bem.

O historiador italiano Carlo Gingsburg descreve deliciosamente essa metodologia investigativa. No livro Mitos, emblemas e sinais, um dos textos - Raízes de um paradigma indiciário - ele recupera a forma como os médicos, desenhistas e policiais colaboraram para criar uma tipologia dos criminosos que, por certos padrões - biológicos, comportamentais, permite a revelação de aparentes mistérios. É a hermenêutica em ação. Interpretação de sinais.
Em O queijo e os vermes, Carlo Gingsburg insiste na busca de evidências da história de um homem comum perseguido pela Inquisição. Esse processo permite uma reflexão profunda sobre a relação entre a humanidade e Deus. As pesquisas foram feitas em um dos arquivos do Vaticano. Uma maravilha!


Aí estão as bases de uma leitura para quem quer saber um pouco mais de método. Sobre reciprocidade, eu realmente não sei a teoria. Tudo que sei é puro pragmatismo pessoal. Para mim, reciprocidade é uma atitude gerada pela generosidade. Neste caso, o resultado costuma ser bom e muito maior do que se espera, porque existe um efeito em cadeia. Mas a atitude pode ter uma gênese baseada no interesse (para o bem ou para o mal). Aí, o resultado tem um risco potencial. Se for interesse para o bem, o resultado é imprevisível. Se for para o mal, o resultado é inevitavelmente uma catástrofe.

De reciprocidade baseada no interesse, eu me recuso deixar registrada qualquer história, especialmente numa tarde ensolarada de sexta-feira. Mas é impossível deixar de admitir que ela existe e é absolutamente natural.

Sobre reciprocidade por gentileza, as histórias são muitas, mas uma está muito presente hoje. Fiz a leitura de O queijo e os vermes, trabalhando com uma das mais respeitadas profissionais de Biblioteconomia no Brasil, a dra. Bárbara Júlia Leitão. E, há uns meses, quis aproximá-la de um novo amigo, para que ela pudesse orientá-lo no processo de concorrência para um curso de Mestrado nesta área técnica.

Em contrapartida à minha atitude espontânea, ganhei uma informação que, curiosamente, eu estava buscando há tempos e que poderia transformar um processo de trabalho que hoje considero estratégico no meu portfólio de prestação de serviços de Comunicação. Eu precisava de parceria técnica de qualidade, a um custo competitivo. Sem essa parceria, eu dependo de orçamentos generosos o que, em Comunicação, é irreal. 

Ah, também precisava de um mecenas. Alguém louco o bastante para colocar um ingrediente precioso à mistura que começava a dar liga: dinheiro! Lógico que o resultado beneficiaria direta e indiretamente a todos. Uma liga de interesse do bem!

O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem. 
Sonhar é correr o risco de viver seus sonhos. (Paulo Coelho)

Mas isso não era o suficiente. A parceria deveria ainda oferecer relacionamento interpessoal como valor agregado. Ou seja, quem topasse a interface técnica, deveria gostar de Comunicação. Mais do que isso: comprar a ideia da Comunicação Previdenciária. Por fim, interagir diretamente comigo o que, eu reconheço, é uma façanha! 


Sei que essa afirmação pode dar a ideia distorcida de falsa modéstia. Quem me conhece de verdade sabe que eu não sou fácil! A minha obstinação, misturada com carcamanice, mais uma paixão desenfreada por inteligência e informação associadas impedem que eu seja diferente.

Eu sonhei com esse encontro desde 2011, quando comecei a fazer TV Corporativa. Nunca desisti do sonho e das pistas. Sabia dos riscos, porque todo investimento - financeiro e humano - que se faz nesse tipo de Comunicação é muito alto, por isso tem que ser detalhadamente calculado. O resultado, em geral, pode atender. Mas a gente sempre quer um resultado surpreendente. 

São necessárias muitas tentativas. Mas acho que, dessa vez, deu certo. A fórmula funcionou! Depois de incontáveis reações convergentes em cadeia, estou muito otimista.

Se alguém quiser saber esta fórmula específica, a minha recomendação é começar tudo pelo Amor. Depois, eu já contei: maturidade. E o resto todo vem, meio que por encanto, porque Deus é elegante e encantador.

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sábado, 3 de agosto de 2013

POST ANTES DO LOGOFF


A chapa esquentou essa semana! Curso, desenho de plano de comunicação, rede social institucional, pré-produção de tv corporativa, roteiros para evento no meio do mês. Ufa! É o poder do fogo em ação! Mas só o começo, a primeira labareda.

Coloquei um monte de coisa no ar. Está tudo on-line.  Agora tem que espalhar e fazer aumentar. Como é que isso acontece? Com o engajamento das PESSOAS. Daí é uma etapa off-line convergente. As ações se complementam. E dependem de muito cuidado: incentivar a interação. Porque as respostas estão na qualidade da conexão! Naquele espaço intangível, as soluções e oportunidades estão prontas para serem manifestadas em ações concretas. São as PESSOAS que materializam tudo!

Para quem acha que eu estou só divagando, tem um artigo maravilhoso publicado pelo Valor Econômico: Marketing digital exige um novo perfil profissional. De lá, destaco a seguinte orientação:
"Não se trata mais de uma conversa de mão única, mas de um diálogo", afirma Doug Schust, presidente da WSI, empresa canadense de marketing digital com franquias em mais de 80 países. O segredo para fazer a conversa fluir - e render frutos para as empresas - é engajar o consumidor nessa interação".

Falar faz fluir

Há poucos dias, estava envolvida na mesma conversa, só que em espaços, tempos e com PESSOAS diferentes. Falávamos sobre como as tecnologias curiosamente fizeram com que as PESSOAS produzissem mais mensagens, mas falassem menos!

O artigo do Valor Econômico evidencia a importância do diálogo para promover a interação. Falar ajuda a desencadear o fluxo dos negócios!

Então, não se trata apenas de dominar os recursos tecnológicos - base para um mundo de oportunidades - mas gerenciar estrategicamente a relevância das informações. Fazer curadoria de conteúdo - que envolve campos como Sociologia, Antropologia, Comunicação Dirigida. Além disso, é necessária uma competência matemática. Os especialistas estão chamando de matemarketing! Bom, isso é uma tijolada para encerrar o sábado. Mas para uma "eu-preendedora", tem tudo a ver com o que foi produzido hoje aqui não na cozinha, como a analogia poética de Rubem Alves define, mas na minha usina, como eu mesma chamo. Na conexão de um trabalho e outro, eu vejo a enorme energia envolvida: minha e de toda a rede de PESSOAS, conectadas pelo mesmo processo de interdependência, atadas pelo mesmo viés de produção.

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sábado, 27 de julho de 2013

ESCOLHAS: AS MELHORES NEM SEMPRE SÃO AS MAIS EVIDENTES


Escolher envolve duas forças imediatas e complementares: razão e emoção. Você escolhe porque é bom. Você escolhe porque gosta. Não cabe juízo de valor, porque nesta ação aparentemente simples estão envolvidos repertórios, experiências, histórias. E aí está a diferença entre as PESSOAS e, obviamente, no resultado do processo. O que vale para uma, nem sempre afeta a outra da mesma forma. Este é o princípio da Comunicação Dirigida que, evidentemente, se opõe mas complementa o da Comunicação de Massa.

O fato é que, para quem trabalha com Estratégias de Comunicação, todas as formas são válidas, desde que se utilizem os melhores recursos de cada uma com o público certo, na situação correta. Desperdício e possivelmente pouco efetivo é disparar tiro de canhão para matar pulga.

Bom, hoje tenho duas notícias novas. A primeira eu li ontem sobre a previsão equivocada que os Comunicadores de plantão fizeram sobre blogues. O artigo A nova chance dos blogs (clique aqui) explica que, contrariando as expectativas, "as empresas mais lucrativas do mundo estão blogando mais em 2013". Curioso é que, justamente esta semana, eu e o professor Nivaldo Cândido de Oliveira Júnior conversávamos sobre como, em pleno século 21, algumas Entidades Fechadas de Previdência Complementar sequer têm presença digital. 

E eu comentei que a falta de orçamento já não é mais justificativa. Sim! Portais exigem grandes investimentos, por causa das funcionalidades que oferecem e pelo sistema de segurança das informações sigilosas como, por exemplo, banco de dados. 

Mas os blogues talvez sejam uma alternativa estratégica barata. Porém trabalhosa. Precisa de alguém experiente para fazer curadoria e desenvolvimento de conteúdo relevante, dirigido para os públicos de interesse, para garantir a efetividade dos resultados do trabalho. O ideal é complementar a estratégia com estímulo e engajamento pelas redes sociais.

A outra notícia muito bacana que eu li foi compartilhada também pelo professor Nivaldo Cândido de Oliveira Júnior. Trata-se da matéria Communication increases pension saving by 20% - LSE study (clique aqui). O estudo é da Escola de Economia e Ciência Política de Londres (LSE). Revela um impacto positivo de até 20% nas escolhas de poupança para a aposentadoria quando os trabalhadores são expostos a um forte processo de comunicação e informação qualificada sobre o tema. Educação continuada!

Até que enfim, uma percepção quantitativa sobre um fenômeno essencialmente qualitativo. O dado mostra Retorno sobre Investimento (ROI). Fico profundamente feliz porque a Previdência Complementar no Brasil está trabalhando para implantar uma mudança no processo de adesão aos planos. Chama-se "inscrição simplificada", que deve facilitar sobremaneira a vida de operadores do Sistema. 

Gosto da ideia, desde que seja combinada a um forte Programa de Educação Previdenciária. Senão o retrocesso sobre cultura previdenciária será inevitável. A pesquisa da LSE explica e confirma a minha intuição! Os trabalhadores sem acesso a informação qualificada podem até aderir à proposta de poupar para a aposentadoria, mas não reconhecem o valor da escolha!

Intuição é a terceira força que determina uma escolha. O alinhamento de razão, emoção e intuição é muito poderoso! A razão busca evidências lógicas. Portanto uma tábua de atributos positivos e negativos de um produto ou serviço é um instrumento útil para a decisão. Existem empresas que utilizam árvore de decisão para auxiliar o processo de escolha. 

A emoção busca elementos do imaginário que despertem sentimentos sobre a experiência a partir da qual se desencadeia a escolha. São úteis os processos de comunicação que trabalhem com a projeção da personalidade, elementos que sugiram um estilo de vida com o qual seja positiva a identidade. As propagandas de automóveis são o melhor exemplo dessa proposta de sedução.

A intuição é um filtro mais sutil que combina essas mensagens ao repertório pessoal. São critérios não lineares, assimétricos, dialógicos, nem sempre sujeitos a uma construção imediatista do tipo ação/reação. Aliás, a maioria de nós sabe pouco sobre intuição, inclusive
eu! 

Mas suspeito que a intuição seja ativada em processos de decisão com base nas referências intangíveis presentes no contexto. Ambientes naturalmente estruturados para promover relações de confiança, ética e respeito são mais favoráveis às boas escolhas. Ambientes onde reinam a crítica austera, o julgamento inclemente no formato crime/castigo certamente provocarão outro tipo de escolha. 

Como eu disse, isso é só uma suspeita. Precisa ser investigada com base em teorias mais sólidas, como Pesquisa de Clima e outros instrumentos já testados. Só que, por intuição, gosto de trabalhar com essa energia que associa futuro a felicidade e boas escolhas. Por intuição, sei que - por mais que o fim do mundo seja anunciado e a morte um fato comum - existe um caminho longo que antecede essas duas experiências finais - que poderão ser positivas - quando acreditamos que é possível escolher bem e ser feliz durante toda a travessia.

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terça-feira, 23 de julho de 2013

REDE: A GENTE NEM SONHA COM O PODER

Devia ser uma compreensão simples, mas depende da substituição do paradigma do um, do indivíduo, do singular pela adoção do paradigma do muitos, do coletivo, do plural. A lição é simples. Foi compartilhada há muito tempo por um Pescador. Mas os alunos ainda estavam na infância.

Existem respostas em cada uma das infinitas conexões da rede: estrutura aparentemente delicada, mas cheia de poder. E, antes que você categorize como metáfora o que estou escrevendo, cara pálida, aviso: é metáfora, é neurociência, é física quântica, é tecnologia da informação. O que importa o nome?

Hoje, os avanços possíveis são todos baseados no conceito de redes - desde as mais evidentes - como as de relacionamento on e off line que levam as PESSOAS às ruas em busca de uma globalização da dignidade, da cidadania. 

Existem redes que você não vê, aquelas dos elementos que fazem emergir a consciência como fenômeno pessoal. Ou as redes de neurônios responsáveis pelos movimentos de seus braços e pernas e que as PESSOAS, como o neurocientista Miguel Nicolelis, mapeiam para entender para ajudar as PESSOAS recuperarem autonomia, emancipação.

Nós: na rede, somos mais eficientes

Ganhamos agilidade. Claro! Substituímos barreiras - geográficas, físicas - por presença virtual. Existem estudos sobre o impacto das redes sociais em grupos de faixas etárias mais avançadas. PESSOAS mais velhas estão mais otimistas. O acesso às ferramentas tecnológicas de informação e comunicação às mantém em interação com suas redes de afeto e atenção mútua. É uma das descobertas da pesquisa global do HSBC, o Futuro da Aposentadoria.

A base é a troca simbólica. O compartilhamento. Uma informação, uma foto, uma notícia, um cumprimento. Tudo tem potencial para ganhar significado. Para singularizar um momento. É uma reeducação dos sentidos para a contemplação e a sinestesia artificiais. Há críticas, eu sei. Mas as redes têm um poder de transformação incalculável. 

Sou entusiasta por opção. Sei que ainda estamos longe da perfeição que queremos alcançar. Mas admiro o caminho evolutivo que fizemos para chegar até aqui! E o brilhantismo de algumas PESSOAS - talvez até mais generosas, mais amorosas do que brilhantes - mostra que ensinar a ver a realidade com olhos de futuro é a base dessa construção. O Pescador acreditava em nós e na rede... Talvez, a maturidade fez com que aceitássemos melhor a lição. Mas, depois de tanto tempo, os olhos passaram a precisar de uma engenhoca tecnológica para ajudar a ver. Um dia, quando soubermos ler com o coração, também nos libertaremos dos artifícios.



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terça-feira, 28 de maio de 2013

TODO DIA, TODA HORA, SEM PARAR


Este post até poderia ser sobre outro assunto, mas é sobre Comunicação - a orgânica - aquela que alguns teóricos chamam de 360º, aquela chamada de Nirvana, que todo profissional busca para otimizar orçamentos, alavancar relacionamentos, criar elementos simbólicos significativos para a formação de imaginário e cultura, contribuir para a transformação de comportamentos.

Comunicadores são ambiciosos! E a cadeia de ações para criar valor é imensa. Só que - pelo menos para mim - ainda acontecem dois movimentos que fogem à racionalidade e ao controle. 

O primeiro deles é durante a criação. Alguns especialistas chamam de intuição, outros de inspiração, outros de salto quântico. Não importa o nome. O que importa é que eu sei quando acontece. E é totalmente espontâneo.

O segundo está no processo de recepção da mensagem. Todas elas são teoricamente construídas para desencadear o mesmo resultado, porque eu uso a mesma estrutura de divulgação para todas. Entretanto, algumas manifestam um potencial de difusão muito mais arrojado do que as demais. E é totalmente espontâneo. 

No campo da Comunicação, a Ciência é pouco simpática aos temas inspiração, intuição e também recepção. Eles são difíceis de mensurar. E o mercado tem interesse principalmente pelo que pode ser interpretado como investimento X benefício. Mas eu já me interessei por recepção mais seriamente quando fui aluna do professor Mauro Wilton de Sousa (ECA/USP), um dos profissionais mais respeitados nessa área de pesquisa chamada Estudos de Recepção.

Um mundo diferente

Há algum tempo, eu via a minha profissão como uma chave para dominar o mundo. Mas o
tempo é um grande elemento que vai reconfigurando a percepção das PESSOAS. Hoje eu entendo que Comunicação é um poderoso aliado para transformar o mundo. O que mudou? Primeiro, a minha arrogância. Depois, na minha construção pessoal e orgânica, passaram a ter mais presença outros elementos: liberdade, respeito, integridade.

Por que isso aconteceu? Contexto histórico. A minha vida microscópica migrou de um ambiente controlado para outro que eu busco controlar, mas muito mais sujeito à imprevisibilidade e que me faz muito mais atenta para descobrir as oportunidades nos movimentos espontâneos.

Ah! O observador interfere no fenômeno observado! Essa é a regra metodológica sobre interdependência e alternância mais popular que eu conheço e que todo mundo sabe. É isso aí! Os professores e os livros avisam, mas a gente - por muitas circunstâncias - é indiferente, às vezes, negligente e até rebelde. É a razão dando pistas singelas de um processo macroscópico.

Mas o tempo corrige essas características também. E organicamente a gente vai reconhecendo agradecida que a Ciência tem uma descrição muito limitada para as manifestações regidas e tão bem costuradas pelas orientações do que é Infinito e Eterno. 

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

UM POUCO DE IMPREVISIBILIDADE PODE FAZER BEM

 

Meu dia começou com uma ligação inesperada que deixou no tempo aquela sensação gostosa de surpresa positiva. Sei que as rotinas servem para que a gente evite acontecimentos desagradáveis. Mas - no processo todo de viver - eles são tão reais e importantes quanto tudo o que nos agrada. 

Há algum tempo li algo sobre o retrovisor ser menor que o parabrisas por uma razão óbvia. O passado serve de referência, mas já aconteceu. O futuro é mais importante que o passado. Além disso, o imprevisível mora evidentemente no futuro. Por isso, pede um estado maior de atenção.

De qualquer forma, tudo o que se tem é o presente! Isso significa que nem adianta ficar projetando para além do que se vê pelo parabrisas. Quanto mais longe, menor a precisão da imagem. 

Previdência como atitude

Certo ou incerto, o fato é que PESSOAS que adotam a Previdência como atitude ficam também mais pragmáticas. Já que os riscos são inerentes à vida, elas passam a economizar tempo, aproveitar oportunidade e otimizar o dinheiro. Isso tem um nome: aumento da competência financeira. Em outras palavras: fazer mais com menos!

Os testemunhos (clique aqui) demonstram o que a teoria prevê: conforme a administração financeira dá resultados, o processo se reconfigura e a realização pessoal assume a dianteira em valor, comparada acúmulo de dinheiro. As PESSOAS passam a buscar - além do dinheiro - sentido nas próprias decisões.


O cenário é o mesmo. O que muda é a atitude. Competência é resultado de autoconhecimento. Ousadia é resultado de competência. Tudo é interdependente. Quem está empenhado em fazer acontecer não tem tempo nem espaço para deixar o medo crescer.

Instrumentos e recursos para facilitar esse tipo de conquista estão cada vez mais à mão: desde palestras gratuitas sobre Educação Financeira a aplicativos de gestão financeira para celulares e tablets. 

Atitude e organização são o princípio da transformação do dinheiro de fonte de problemas para fonte de soluções. Com mais e mais acesso a informação qualificada, as PESSOAS também vão mostrando que são capazes de assumir a meta de fazer o dinheiro render mais para realizar mais sonhos.

Para um país que hoje vê pelo retrovisor experiências traumáticas de hiperinflação, olhar pelo parabrisas pode não mostrar o horizonte perfeito, mas há caminho pela frente para quem superar o medo do risco e resolver aceitar a incerteza como natureza do amanhã.



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terça-feira, 26 de março de 2013

COMPARTILHAR: O GRANDE APRENDIZADO 

Leio, leio, leio. Terminei de ler Abundância - o futuro é melhor do que você imagina, de Peter Diamandis e Steven Kotler. Peguei a dica no Facebook, porque o lançamento é da HSM Editora. Achei que precisava aumentar minhas referências sobre o tema, sempre conceituais e, às vezes, metafísicas demais. 

A proposta desse livro é mostrar como a tecnologia de ponta pode transformar o futuro das PESSOAS. Os fatos são incontáveis na agricultura, na medicina, na geração e distribuição de energia, no tratamento e distribuição da água, na educação. Os dados são usados para evidenciar aquilo que nos negamos a ver: "Os seres humanos estão (fisiologicamente) estruturados para ser otimistas locais e pessimistas globais, e esse é um problema ainda maior para a abundância". [1]
Isso quer dizer que encontramos soluções para desafios individuais, mas não encontramos soluções para a fome do mundo, por exemplo. Temos dificuldade de pensar em escala! 

Pensar em escala significa abrir os olhos e aceitar o que está além de mim. Aceitar meu papel de cidadão na comunidade universal. É uma atitude de conexão. Não importa o outro é igual ou diferente. Importa o que a conexão pode transformar o repertório de ambos. Você está preparado para ser transformado?

Diamandis e Kotler refazem a pirâmide de Maslow com base nas tendências e resultados da tecnologia de ponta. Mas o tempo para a democratização do acesso das PESSOAS aos benefícios tecnológicos vai depender de um aprendizado: o compartilhamento. A conexão explícita (material) faz sentido a partir de uma conexão implícita, que os autores chamam de atitude, posicionamento, otimismo. "Devido ao nosso viés de negatividade, nadar contra a corrente e afirmar que o mundo está ficando melhor faz a pessoa parecer uma sonhadora". [2]

Daí minha dúvida: somos previdentes ao que pode ser bom? Previdência positiva - porque avalia os ônus (riscos) e os bônus (benefícios) de uma situação ao longo do tempo. Mas Previdência é diferente de resistência. A resistência imobiliza. A resistência não acredita, não importam os fatos. A resistência é um facilitador da escassez.

Sei, cara pálida, que você vai dizer: se somos fisicamente constituídos dessa forma, não dá para mudar! Na-na-ni-na-não! Dá para mudar, sim! Basta trocar o negativo pelo positivo. Os budistas ensinam isso há muito tempo! Aliás - na fisiologia - a expressão é essa: diminuir o estímulo do arqueocórtex (amígdala) e aumentar o estímulo ao neocórtex! Bacana, né? E como se faz isso? Com comportamentos mais evoluídos!

Faz pouco tempo, eu postei aqui um texto sobre como as práticas coletivas tornam a vida mais barata! Não é só a questão de ser bom, mas a questão de ser financeiramente mais eficiente que está em jogo! E, se pensar na escala, é a questão de ser feliz que está em jogo.

Prosperidade é simplesmente tempo poupado

Conexão - em todos os sentidos - poupa tempo! E o que você faz com o tempo excedente? Vive e aprende a ser feliz! Porque ser feliz - não se engane - dá trabalho! E está comprovado: ser feliz é muito mais do que ir a shopping ou ficar na beira da praia olhando o horizonte. Ser feliz é um exercício contínuo da lição "Orai e vigiai!". É fazer e manter a conexão com o universo, como primeiro movimento!
Mas a melhor notícia é que ultimamente nos especializamos tanto que agora comercializamos um tipo de mercadoria totalmente diferente. Quando as pessoas afirmam que temos uma economia baseada na informação, o que realmente elas querem afirmar é que descobrimos como trocar informações. As informações são nossa última e mais brilhante mercadoria. "Num mundo de bens tangíveis e trocas tangíveis, o comércio é um jogo de soma zero", diz o inventor Dean Kamen. "Tenho uma pepita de ouro e você tem um relógio. Se negociarmos, eu terei um relógio e você terá uma pepita de ouro. Mas se eu tiver uma ideia e você tiver uma ideia, e nos as trocarmos, ambos teremos duas ideias. A soma não é zero". [3]
Se, na primeira experiência a soma é zero e, na segunda, não, você tem dúvida sobre qual experiência vai prevalecer? Pode demorar tempo para ativarmos totalmente o neocórtex, mas estamos em evolução e a eternidade é nossa! E o progresso é um movimento irreversível. O livro de Diamandis e Kotler é, claro, abundante em exemplos, mas quero destacar um deles sobre o movimento colombiano que derrubou as Farc - grupo dedicado ao tráfico de drogas e armas, sequestros e terrorismos. Teve início com uma atitude individual de um engenheiro de computadores chamado Oscar Morales.
O que Morales fizera para trazer [12] milhões de pessoas às ruas num país onde, por décadas, quem dissesse algo contra as Farc seria sequestrado, morto ou coisa pior? Ele havia criado um grupo no Facebook chamado Um milhão de vozes contra as Farc. Na página digitou, em letras maiúsculas quatro pedidos simples: CHEGA DE SEQUESTROS, CHEGA DE MENTIRAS, CHEGA DE MORTES, CHEGA DE FARC".
"Na época, não me importava se apenas cinco pessoas aderissem", contou Morales. "O que eu realmente queria fazer era reagir e criar um precedente: nós, jovens, não toleramos mais o terrorismo e sequestros".
Morales terminou de criar sua página no Facebook às 3h da madrugada de 4 de janeiro de 2008 e depois foi dormir. Ao acordar, doze horas depois, o grupo tinha 1.500 membros. Um dia depois eram 4 mil. Três dias depois, 8 mil. Aí as coisas realmente se tornaram exponenciais. Ao final da primeira semana a quantidade de membros chegara a 100 mil. Mas ou menos naquele momento Morales e seus amigos decidiram que estava na hora de sair do mundo virtual e ingressar no mundo real.
Apenas um mês depois, com a ajuda de 400 mil voluntários, Um Milhão de Vozes mobilizou cerca de 12 milhões de pessoas em 200 cidades de 40 países, com 1,5 milhão saindo às ruas só em Bogotá. [4]
 Escolhi essa história porque ela mostra que ninguém está sozinho, desde que se perceba assim. A tecnologia é uma aliada. O salto quântico, o ponto de virada, o crescimento exponencial ou qualquer outro nome do fenômeno que se desencadeie a partir do indivíduo não importa. Importa o que ele é capaz de transformar.

Notas [1, 2, 3, e 4]
DIAMANDIS, P. e KOTLER, S. Abundância - o futuro é melhor do que você imagina. HSM Editora. São Paulo, 2012.
Imagens: Wellington Campos https://www.facebook.com/wellcamp

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domingo, 3 de março de 2013

A MUTAÇÃO DA COMUNICAÇÃO

Pensadores visuais. Esta expressão - postada há alguns dias, para registrar alguns recursos utilizados pela Comunicação nos ambientes reais e virtuais - passou me dizer mais neste final de semana.

Quando eu a 'pesquei' em uma de minhas leituras informais estava sintetizando uma explicação sobre a importância das imagens para PESSOAS que não gostam de ler. Elas aprendem, então, por meio de imagens. O poder pedagógico das imagens! No Brasil, em razão de um processo histórico que legitimou o letramento, temos reconhecidas duas formas oficiais de linguagem: a escrita e a oral.

Escrevemos demais! No extremo, essa afirmativa significa que a parcela da população letrada nos moldes acadêmicos adquire uma postura protocolar, burocrática, complexa, prolixa. Falamos demais! No extremo, essa afirmativa significa que a toda a população tem uma tendência ao ruído, à retórica, à falácia. É o "Fala muito! Fala muito!", do técnico de futebol.
A gente precisa ver

Precisamos compensar essa defasagem em relação à aceitação da imagem como expressão. As instituições oficiais, especialmente a academia, são as primeiras a colocarem resistência nesse recurso tão poderoso de transmissão e difusão de informação.

Agora mesmo, estou trabalhando em uma pesquisa acadêmica na área de Nutrição que, entre estatísticas e leituras antropológicas da mudança do comportamento alimentar do brasileiro, trata da propaganda como forma de estímulo de consumo. E não há como a banca avaliadora aceitar o uso de imagem. Só tem valor a overdose descritiva. Minha dúvida: quem lê?
Assim também são os relatórios administrativos e tantos outros documentos que consomem incontáveis horas de trabalho. Quem lê? Eu, definitivamente, sou apaixonada por palavras e informações, mas questiono alguns de seus usos e, principalmente, o que a sociedade legitima ou marginaliza. 

Imagem: preparo para a telepatia

Esta semana, uma experiência entre ratos - um no Brasil, outro nos Estados Unidos - deu mais uma prova do brilhantismo do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis (para saber mais, clique aqui).

A telepatia artificial que Miguel Nicolelis testou com sucesso e confirmou que o aprendizado por meio de imagens é intuitivo. O rato brasileiro transmitiu ao americano uma experiência de uso por uma aparente e fantástica sequência de associação de imagens. 

Diante desse acontecimento científico, lembro de cenas de filmes em que pintores, em silêncio, contemplam e estudam uma paisagem antes de as retratar. Eles sentiam e passavam para a tela, mais do que a imagem, uma experiência sensorial, que pode ser traduzida como valor. A cena em si só ele poderia experimentar. Mas valor daquelas informações ele conseguia perpetuar. Isso é o que precisamos, antes de tudo, reconhecer, para aprender a registrar e a compartilhar, qualquer que seja seu suporte.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

"NÓS SOMOS FAZEDORES DE REDE!"

O título deste post é do professor Gil Giardelli (ESPM). Lóóóóóóóóóóóógico! 
15ª Turma do Curso Redes Sociais e Inovação Digital
Imagem de Wellington Campos

Nos momentos finais do curso Redes Sociais e Inovação Digital, o disparo de energia à queima roupa na tripulação da nave espacial que ele pilota. As palavras estão ecoando na minha cabeça, como um segundo verso do mantra "Você é o que você compartilha -somos fazedores de rede num ativismo quântico". 

É mais que um convite exagerado. Aponta para o efeito em cadeia que se provoca com cada decisão escondida nos bastidores dos nossos cliques de todos os momentos.


Como é que a gente define mesmo a marca de um cara que resolve inspirar PESSOAS a fazerem o melhor de si? Liderança, loucura, carisma, empreendedorismo, inovação? 
15ª Turma do Curso Redes Sociais e Inovação Digital. 
A foto foi feita pelo celular, mas o autor do clique ainda é um mistério.

Podem ser muitas palavras, mas eu vou usar uma que costuma causar desconforto nas instituições, porque foi banida das estruturas formais. Então as PESSOAS, sem se darem conta, evitam quebrar o protocolo e, por isso, trocam o sonho pelo limite. 

A palavra que eu escolho como marca do trabalho de Gil Giardelli é AMOR. Calma! Como professor, ele sabe, atua, estuda, troca, interage, troca, compartilha, produz muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito. 

E daí? No mercado tem quem faça a coisa de um jeito similar e a gente nem sabe o nome. AMOR é uma palavra de resgate! Daí a diferença. 

Gil Giardelli faz as PESSOAS quererem, independentemente de quaisquer circunstâncias. E querer mais que acreditar. Acreditar é um voto de confiança no outro. Querer é um voto de confiança em si. Isso é empoderamento! 

Power to the people!


15ª Turma do Curso Redes Sociais e Inovação Digital, no clique de Letícia Guarnieri
Quem compartilha a sensação de poder é muito seguro de si ou ama demais... Talvez seja um pouco de tudo. Mas eu ainda sinto e insisto que esta fórmula leva mais AMOR. 

Acho que eu sempre soube disso, por causa do livro, por causa dos vídeos e posts que estão na rede, por causa das palestras do professor que eu tinha assistido. Então, eu fiz o curso, sim, para saber da técnica e para confirmar essa minha sensação sobre expressão de AMOR. Disruptura pura!

Minha "pegada Gil Giardelli" é antiga: 32 posts em que cito, de alguma forma, o trabalho do professor (quem tiver curiosidade, é só colocar o nome dele no quadrinho de busca do blog). Até eu fiquei assustada! Nunca tinha parado para contar. Esse é o 33º de uma lista, que não vai parar aqui, agora que eu tive 15 horas de imersão naquela nave espacial que é o auditório que ele pilota.

Misturei Gil Giardelli com tudo o que sei de diferentes áreas do conhecimento: Octávio Ianni, Leonardo Boff, Renato Janine Ribeiro, Flávio Gikovate, Eduardo Giannetti... De verdade? Eu vou continuar escrevendo tecnicamente sobre o cara em muitas das minhas próximas reflexões  transdisciplinares. Porque esse é meu método de malhar neurônio: meu e de quem me lê! 

Mas agora, como uma inovadora feliz e fazedora de rede, sinto que a corrente de energia daquele auditório convergiu nestas palavras singelas deste post de AMOR que eu dedico ao Mestre, com carinho!