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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

AUTOPERCEPÇÃO: UMA CONQUISTA PODEROSA

Pelo terceiro ano consecutivo, eu leio o Livro Técnico (clique aqui) que a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP) edita em razão do Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão (CBFP), este ano, em sua 34ª edição.

Todo mundo sabe: eu gosto de ler. Também não é segredo: eu gosto de conhecer o trabalho das PESSOAS que fazem a Previdência Complementar no Brasil acontecer. E, este ano, os autores estão mostrando muito serviço tanto nas práticas das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) e nos estudos das Comissões Técnicas da ABRAPP, quanto nas instituições parceiras, como o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e ainda nas esferas oficiais, com destaque para a Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC). 

Modelo tipo exportação

O tema do Congresso este ano é Preservar e Avançar: da estratégia ao resultado. Propõe esse balanço sobre o que foi conquistado e praticado nesses quase 40 anos de história do Sistema. E o saldo é bastante interessante: avanço na legislação, na Comunicação e no Relacionamento, estudo de novos modelos mais flexíveis para atender ao perfil dos novos participantes, movimentos estratégicos para redução de despesas administrativas. Por parte do governo, a expansão do modelo, via FUNPRESP e PREV Federação, além de um esforço para que os Servidores Públicos se familiarizem com o novo formato de formação de poupança para a aposentadoria.

Acho que esta coleção de textos do Livro Técnico revela uma conquista poderosa do Sistema de Previdência Complementar Brasileiro: autoconsciência. E uma convergência de ações, que amplia a extensão e o resultado deste trabalho que é tão importante para toda a sociedade brasileira, porque contribui para a consciência sobre novas atitudes cidadãs, para uma maior estabilidade econômica e social.

Os operadores da Previdência Complementar estão cada vez mais lúcidos sobre a dinâmica, a volatilidade, a instabilidade, a imprevisibilidade e atuando para tornar a gestão flexível, ágil, precisa, gentil, responsável nos âmbitos social, econômico e ambiental. É padrão exportação! Não resta dúvida. Mas há muito a expandir essa conquista para todos os brasileiros.
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segunda-feira, 22 de abril de 2013

APOSENTADORIA: UMA IDEIA QUE CAUSA ESPANTO

A longevidade é um fenômeno relativamente recente, desencadeado principalmente pelos avanços da Medicina. Talvez seja pela novidade, as PESSOAS ainda ignorem ou mesmo resistam às demandas que viver mais acarreta. Hoje o Diário dos Fundos de Pensão (clique aqui) publicou matéria sobre mais uma edição da pesquisa global O Futuro da Aposentadoria - Investindo na Aposentadoria - considerada o maior estudo internacional sobre o envelhecimento - realizada pelo HSBC (clique aqui).

Li a matéria e síntese da pesquisa no hotsite. Algumas constatações não são exatamente novidade. Mas o otimismo registrado pela pesquisa é, no mínimo, curioso. Segundo Stephen Green, chairman do Grupo HSBC, que assina o prefácio da pesquisa:

"As pessoas em todo o mundo não estão apenas vivendo mais, mas também estão esprando mais de seus anos na velhice. Esse é um fenômeno percebido em todo o mundo, potencializado pelos avanços da medicina, por uma comunidade global cada vez mais conectada e por uma redução mundial dos níveis de pobreza".
Pela perspectiva da Comunicação, o que me chama a atenção é essa influência das novas tecnologias da informação sobre o comportamento das pessoas. Talvez seja por esse motivo que a pesquisa aponte que a família seja identificada como um dos pilares de apoio e sustentação durante a aposentadoria. O meu estranhamento deve-se a outro dado - mas das pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): o Brasil, especialmente nas grandes cidades, as famílias são cada vez menores!

Interpreto estes fatos de duas formas: 1. há uma distorção da percepção das PESSOAS que supervalorizam a solução doméstica para a gestão financeira no longo prazo; 2. a distorção pode ser resultado de uma sensação de família virtual - o que pode ser muito temeroso, em se tratando de gestão financeira. Mas confesso que são interpretações que devem só dar início a uma discussão ampliada, com foco na Educação Previdenciária.

Outra discussão interessante registrada por Clive Bannister, um dos diretores do HSBC, é sobre os diferentes significados e expressões para visão de futuro:
"[...] planejar o futuro significa coisas diferentes para pessoas diferentes. Nossa atitude sobre aposentadoria mudou tanto em relação ao tempo de trabalho quanto a como pensamos em gerenciar nossas economias. Nossa visão de poupança, pensões, seguros, investimentos e planejamento de herança é diferente daquela das gerações que nos precederam".
Essa constatação desconstrói expectativas de quem realiza Programas de Educação Previdenciária focados em abordagens clássicas e restritas, buscando resultados imediatos e uniformes. É evidente que, por terem começado recentemente, os modelos de Educação Previdenciária no Brasil ainda estão em desenvolvimento. Entretanto, há que se ter consciência sobre seus efeitos limitados, caso não sejam associados a um movimento mais amplo de mobilização.

Políticas públicas

Existe um papel estratégico que deve ser desempenhado com critério para conciliar a realidade de um esgotamento do sistema de financiamento oficial das aposentadorias com a expectativa das PESSOAS que, até então, foram 'educadas' a entender o Governo como principal provedor daquele benefício.
"Mundialmente, a pesquisa mostrou que apenas a minoria das pessoas é a favor de reduzir o valor dos benefícios e pensões do sistema público como forma principal de sustentar uma população cada vez mais idosa e, em nenhum lugar, esta é a opção preferida. Na realidade, apenas 7% dos respondentes acreditam que os governos deveriam reduzir o valor dos benefícios e pensões do sistema público como forma de financiar o número crescente de aposentados. Para cerca de 10%, os impostos devem ser aumentados e para cerca de 20% a idade de aposentadoria deve ser aumentada. Entre 20% dos trabalhadores e 28% dos aposentados não têm certeza de qual dessas iniciativas os governos devem adotar como sua primeira prioridade".
A confusão em relação ao posicionamento individual é generalizada. Isso mostra que não é apenas o brasileiro que superestima ou desconhece o impacto do papel oficial na esfera individual. 

Por isso, as políticas públicas de Educação exigem uma transformação radical. A Previdência Oficial e Complementar precisam ser disciplinas integradas aos currículos escolares, especialmente os acadêmicos. No Brasil, há que ser ter um capítulo sobre a FUNPRESP, implantada em 2012. Penso que muitos jovens universitários se dedicam a prestar concursos públicos. E essa seria uma forma de divulgar o modelo brasileiro, em suas diferentes formas, desde 1977.

Preparar as PESSOAS para entender os processos e facilitar decisões é a melhor - senão a única - maneira de protegê-las em relação à vulnerabilidade da estrutura e também em relação à vulnerabilidade de influências nefastas difundidas por detratores e agentes de má-fé, que atuam em causa própria às custas do despreparo e da ingenuidade das PESSOAS.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

INFLUÊNCIA: VOCÊ EXERCE ESSE PODER?

Todos têm e exercem esse poder - consciente ou inconscientemente! A diferença está aí: na intenção. E na dose também. Porque o excesso para mais pode significar o que José Saramago define como "tentativa de colonização do outro". Em uma só palavra: manipulação.

Hitler - a serviço da guerra e domínio do mundo - e muitos comunicadores funcionalistas - a serviço do mercado - até hoje são adeptos da manipulação como técnica de reconhecido sucesso na produção de mensagem. Claro! Adotam outros nomes, mas os propósitos são explícitos: resultado no curto prazo; decisão inconsequente; impulso. O curioso é que alguns desses profissionais criticam esse imediatismo e essa alienação das PESSOAS ("influenciáveis"), quando a atitude delas favorece interesses que não os próprios.


Seria ingenuidade limitar essa reflexão à crítica, porque os resultados de uma campanha de comunicação são mensurados pelo número de PESSOAS que adotam um comportamento proposto por uma mensagem. Quanto mais, melhor sempre! A pergunta é: a qualquer preço? 

Como eu avisei há alguns dias, comecei uma nova leitura: Estratégias em mídias sociais - como romper o paradoxo das redes sociais e tornar a concorrência irrelevante, de Fábio Cipriani. 

O livro foi patrocinado pela Deloitte. Aliás, Fábio é gerente de Estratégia e Mercado naquela empresa. Mas tem uma proposta interessante para esse trabalho: ao invés de analisar tecnologias, dedica-se a estudar PESSOAS.

Daquilo que já li, entendo que Fábio Cipriani tem uma proposta mais sustentada de relacionamento e estratégias de comunicação, sem perder o enfoque de escala.

Fábio Cipriani fala do poder da capacidade de influência social - espontânea ou não -  normalmente apoiada por boas ou más experiências de uso de produtos e serviços. Essa influência é exercida por consumidores em ação nas redes sociais. 

As empresas mais visionárias estão administrando estrategicamente essas informações. Muitas, entretanto, mantêm-se na retaguarda desse processo evolutivo inquestionável.

"[...] a declaração de outro usuário on-line pode perfeitamente moldar a opinião de um potencial cliente, motivando-o para a compra, e essa declaração pode estar acessível com uma mera busca no Google, com perguntas em fóruns de discussão ou no Twitter, ou opiniões passivas, nas próprias lojas on-line". (Fábio Cipriani, Estratégias em mídias sociais, p. 53)


Quando as escolhas são um dilema 

Fábio Cipriani afirma que as escolhas podem ser um dilema para quem está diante de muitas opções. Não foi sem motivo que, recentemente, a Natura optou estrategicamente por enxugar o catálogo de produtos. Essa informação é relevante em um momento em que se estuda - por exemplo - oferecer planos de saúde ou poupança para educação, ao invés de insistir na cultura previdenciária em cenários de evidente aumento da longevidade e redução de ganhos com juros.

A saúde e a educação seriam - certamente - apelos significativos para a poupança e a captação de recursos. Mas estariam desassociadas da ideia imediata de aposentadoria e qualidade de vida na fase em que se deixa o mercado de trabalho.

Talvez - e essa é uma hipótese declaradamente precipitada e sem o compromisso de acerto, ou seja: exercício de especulação - a estratégia mais funcional, para o fomento do Sistema e a disseminação da cultura previdenciária, fosse investir em processos para despertar a consciência da necessidade de consumo (não participantes) simultaneamente à consolidação da satisfação do consumo (participantes e assistidos) de produtos previdenciários (com foco na aposentadoria)! 

Ah, muito bem, Colombo, colocou o ovo em pé! Agora explica: como? 

Por meio de comunicação dirigida, que transforme o segundo nicho (participantes e assistidos) em formadores de opinião e referência para o primeiro nicho (não participantes).

A técnica pode ter também outro foco: patrocinadores e não patrocinadores, instituidores e não instituidores. Agora, com a FUNPRESP: órgãos públicos aderentes e não aderentes à proposta da Previdência Complementar dos Servidores Públicos da União.

Falar parece fácil!

Por enquanto, é só reflexão que estou fazendo aqui. Mas, quem garante que essa semente não possa se transformar em curso de comunicação para embaixadores on-line de marca? Afinal, este é o "meu" espaço de exercício de influência que, com algum nível de consciência, eu pratico sem querer parar!

sábado, 10 de novembro de 2012

RESULTADOS TEM QUEM FAZ

No último dia 7, tive a oportunidade de conversar com Patrícia Mota Fagundes (CELESC) sobre como as redes sociais são poderosas na difusão da informação. Uma conversa relâmpago, mas deliciosa! Porque é muito gostoso aproveitar mesmo as mais breves oportunidades para interagir com quem sabe e faz boa comunicação. 

Hoje, antes de ligar o computador para saber o que havia de novo no mundo,li o paper Série de Estudos Número 2 - Divulgação das Melhores Práticas em Educação Financeira e Previdenciária das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, elaborado e divulgado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC (clique aqui). Traz um histórico evolutivo da Educação Previdenciária no Brasil de 2008 a 2012.

A leitura funcionou como uma espécie de esquenta para a minha experiência de uso do Facebook. Bom, sou seguidora declarada de algumas fan pages de Educação Previdenciária, por afinidade e também porque gosto de saber como esses profissionais de comunicação se superam em suas atividades. Afinal o tema - por enquanto - ainda não é dos mais populares no país  

Aí, encontro divulgada uma sequência de fotos do premiado Programa A Escolha Certa (clique aqui), que integra uma série desses profissionais de valor, inclusive a Patrícia Mota Fagundes! As fotos registram o trabalho conjunto das Entidades Fechadas de Previdência Complementar do Estado de Santa Catarina, para disseminar a cultura previdenciária entre as PESSOAS.

O que eu gosto de ver nessas fotos? O envolvimento de quem faz acontecer! Porque o paper da PREVIC, quando mostra em números que 47% do universo de participantes da Previdência Complementar no Brasil têm acesso à Educação Previdenciária, isso é porque as soluções positivas e criativas foram encontradas por profissionais engajados como a Patrícia Mota Fagundes! Foram endossadas por líderes visionários, como os empregadores, dirigentes e conselheiros que apoiam e promovem esses bons Programas de formação e transformação social. 

3% têm que crescer!

Somente 3% da população brasileira têm Previdência Complementar Fechada. Esse número deverá aumentar em razão, principalmente, dos novos participantes da Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos da União (FUNPRESP). Mas isso não basta! 

A longevidade é fato. As pessoas vivem mais e precisam de uma proteção que vá além do benefício que a Previdência Social é capaz de oferecer. As relações trabalhistas são cada vez mais instáveis. As PESSOAS precisam aprender a planejar formas de garantir a qualidade e a sustentabilidade do consumo e da vida, em todas as suas fases.

O trabalhador - mais do que ninguém - tem que entender o valor de bons hábitos previdenciários. O empregador - mais do que ninguém - precisa estimular e proteger a saúde financeira de seu quadro funcional, como preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Essas são as melhores práticas para manter a população preparada para superar crises, como as instabilidades econômicas globais, e aproveitar oportunidades, como viver com saúde e cidadania o tempo de vida que se conquistou a mais. E os profissionais que estão colocando em prática a Educação Previdenciária são os indutores do comportamento social próprio do século 21 no Brasil. 


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

OTIMISMO RACIONAL FAZ O CORAÇÃO DISPARAR



É uma delícia quando podemos olhar algum panorama por uma perspectiva positiva. Porque muita interpretação e compreensão de realidade depende de informação articulada, história. Isso só conta que sabe.

Você já experimentou entrar em uma exposição de esculturas antigas sem um guia? Se não tiver informação, a experiência vai ser reduzida a uma volta no meio de um monte de pedras. Se tiver qualificada, será uma aventura no tempo, nos costumes, nos ritos, nos hábitos, enfim, na cultura do ser humano.




Essa analogia pode ser utilizada para aprender com três grandes expoentes da Economia e da Previdência Complementar Brasileira: o professor Eduardo Gianetti, reconhecido por sua abordagem humana das lições de Economia. Edevaldo Fernandes da Silva e o secretário José Maria Rabelo (PREVIC).


Falar com intimidade dos movimentos econômicos não é tão simples quanto parece. Mais do que analisar e explicar o fenômeno, como humanista, Eduardo Gianetti desenvolve uma interpretação fisolosofico-concreta, apontando para as mudanças que devem ser comemoradas, porque a Economia Nacional está, finalmente, amadurecendo.


Já, a rotina da gestão das Entidades de Previdência Complementar - cada vez mais complexa - depende de conhecimento e sistematização de ações e informações. É esse processo de gestão estratégica da informação que Edevaldo Fernandes da Silva se dedica a examinar e detalhar com propósito assumidamente pedagógico. Afinal, quando mais gestor se dispuser às "melhores práticas", melhores resultados e melhor qualidade todo o Sistema de Previdência Complementar vai adquirir.



E, para arrematar esse trio, José Maria Rabelo, numa lição - por si só raríssima - mas raríssima também entre os especialistas em decorrência do otimismo declarado e da confiança, sustentados por orquestra de fatos da economia global, destacando a Previdência Brasileira como grande promessa entre os principais "players" do mercado, até para atração de investimentos. Show de categoria, que inspira os mais desavisados, injeção de ânimo na veia para os mais crédulos como eu, Graças a Deus!

Lava a alma ver cada um com o próprio recado mas aqui - em trio - ensinando como olhar o mundo com os bons olhos de ver!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Projeção em escala significa multiplicação

Em Previdência Complementar, tudo acontece em escala... para o bem e para o mal. Se você trabalha na área sabe, por exemplo, o que significa uma "inconsistência no banco de dados" ou, o que é pior, na contabilidade. Porque "sanar o erro" significa procurar agulha no palheiro. E, depois de identificar, reparar todos os estragos: do próprio sistema tecnológico até a imagem institucional. Isso é escala.

Mas tem a escala positiva, e é sobre ela que eu quero escrever hoje. Na verdade, esse não é tema novo aqui, mas a aprovação da FUNPRESP ontem inspira revisitar a ideia. Porque a FUNPRESP significa mais dinheiro gerando poupança interna. 



E qual a relação entre você e o aumento de poupança interna? 


E qual a relação entre você e o aumento da produção de riqueza?


Cara pálida, as relações são em escala! Primeiro porque mais poupança interna - na história do Japão, só para dar uma noção dessa escala - significou:

antes: um pedacinho de terra destruído pelas invasões estrangeiras e, principalmente, pela bomba atômica em 1945
depois: um pedacinho de terra assume o posto de país desenvolvido, rico, primeiro no ranking em volume de recursos financeiros investidos em fundo de pensão. Sabe de quanto estamos falando? US$ $1,432,122 mi! (fonte: http://www.pionline.com/article/20110905/chart01/110829945&crit=ranking)


É muito dinheiro mesmo! E não é novidade mais a longevidade entre os japoneses, não é mesmo? Então dá para fazer as contas de como esse dinheiro se relaciona com o pagamento de aposentadorias e pensão? Dá para fazer as contas de quanto esse dinheiro, antes de ser pago como aposentadoria e pensão é investido em infraestrutura e desenvolvimento social? Você se lembra do tsunami em 2011?


FUNPRESP: você sabe que, no Brasil, as coisas são diferentes


Sabe, cara pálida, você tem razão! A história que temos como nação, em relação ao Japão, é bem mais recente. Além disso, ganhamos disparados em escala geográfica: temos muita terra! Não foi sem motivo que, antes das Guerras Mundiais, os japoneses migraram para cá. Nós tínhamos em abundância o que, para eles, era escasso! Regras da economia. Nossa história também é, desde os índios, marcada pelo desrespeito, espólio, apropriação ilícita, pagamento extorsivo de juros... Pagamos alto demais por um tamanho e uma riqueza pouco reconhecida por nós mesmos.

Para mim, o preço mais alto que pagamos é cultural. Aprendemos a admirar o estrangeiro e a não nos observarmos como pessoas, a não nos vermos como cidadãos que somos. Aprendemos e consagramos, no passado, um imaginário povoado por Iracema e o Guarani, Jeca Tatu, o malandro, a Lei de Gerson, Carnaval e futebol. Mas, se fomos, nós não somos só isso há muito tempo! Os estrangeiros sabem disso melhor do que nós...  Então, lá fora, embargam, dificultam, inibem... E, quando a crise os atinge, eles historicamente se refugiam aqui. Japoneses, italianos, alemães, franceses, espanhóis, norte-americanos. Ligue a TV e veja como o Brasil está refugiando legiões estrangeiras, que reconhecem nosso potencial e são acolhidas pela nossa generosa hospitalidade! Ah, mas eles ocupam postos de trabalho... toda ingenuidade tem um preço!


Então, presta atenção! Agora é hora de entender uma escala importante. A FUNPRESP vai significar 400 mil pessoas integradas à Previdência Complementar e a disseminação da cultura previdenciária e financeira em escala, além de desenvolvimento econômico e social.


Hoje o volume de recursos de toda Previdência Complementar significa 17% do PIB. Em alguns anos - assim que o tempo passar a atuar como variante positiva na conta dos juros compostos e invertemos a escala do déficit da Previdência dos Servidores da União - esse número pode chegar a 40% do PIB. 


Então, a escala em Previdência Complementar precisa ser vista em perspectiva: tempo, dinheiro, proteção para o trabalhador e a família, a confiança no gesto de poupar transformando o futuro. Cada um de nós é um agente de transformação social, basta entender o significado de si mesmo em relação à própria história e à sociedade.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

2 DE MAIO DE 2012:
FUNPRESP É APROVADA



Está implantada a Fundação de Previdência Complementar dos Funcionários Públicos da União - FUNPRESP. Para assistir, clique aqui.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

TV BM&FBOVESPA


Uma boa dica para quem quer saber sobre educação financeira e previdenciária. A BM&F Bovespa tem um canal de TV corporativa, em parceria com a TV Cultura. O conteúdo é bem produzido, didático e tem informação sobre muitos assuntos relevantes, principalmente o incentivo à adoção de bons hábitos financeiros. Tem também educação financeira infantil com os personagens O Porco e o Magro. Clique na imagem e confira!

PARA TURBINAR O NEURÔNIO

Encontro Regional ABRAPP

Recife, 3 de maio / Porto Alegre, dia 8 de maio / Brasília, dia 10 de maio
A ABRAPP vai até seus associados. Em foco: cenário favorável para a Previdência Complementar. FUNPRESP. Queda de juros e o desafio para a remuneração do patrimônio. Programe-se e prestigie! Clique aqui.


Políticas de investimentos e gestão de riscos - Rio de Janeiro
Dias 8 e 9 de maio - no Rio de Janeiro
Programa de Educação da ABRAPP traz o módulo ministrado por Alessandra Cardoso (Towers) e Everaldo França (PPS). Clique aqui e invista em você!

Dia 9 de maio - Previdência 360º - São Paulo
Seminário Mercer sobre o momento econômico, FUNPRESP, aspirações dos participantes e desafios na gestão de talentos. Previdência como instrumento de apoio aos negócios e conscientização das pessoas. Clique aqui e saiba mais!

Especialização em Previdência Complementar - São Paulo
Dias 9, 10 e 11 de maio - em São Paulo
A SUPORTE Consultoria e Treinamento vai dedicar três dias para apresentar, de forma prática, as ferramentas para profissionais que já atuem ou pretendam atuar neste mercado em expansão. O curso será ministrado pelo atuário José Roberto Carreta, Mauro Guadagnoli de Souza (Brasilprev) e Nivaldo Cândido de Oliveira Jr. Clique aqui e participe!



Livros de cabeceira dos previdentes

A Editora Saraiva tem uma coleção de obras com uma abordagem didática e divertida sobre Previdência Complementar. 

Vale dar uma conferida especialmente nos títulos assinados pela dupla Mara Luquet e Andrea Assaf, para quem quem tem interesse em saber sobre o mercado financeiro e planejamento de vida.

Para quem tem interesse nas questões jurídicas e legais, a dica é da mesma editora, mas o autor é Roberto Eiras Messina. 

Na BIBLIOTECA deste blog CONVERSAÇÃO tem um artigo que eu escrevi sobre o livro. É só buscar pelo título Conhecimento com uma fina estampa.


quarta-feira, 25 de abril de 2012

VISÃO DE FUTURO: EXERCÍCIO PERMANENTE DE PROJEÇÃO




Albert Einstein - além de ter uma visão privilegiada sobre a realidade - ainda conseguia calcular muito precisamente o porvir. Só que - para manter sua percepção sensível  assertiva -  Einstein precisou se isolar de ruídos menos. Muitos homens especiais, antes dele, também se isolaram para manter a lucidez. Talvez nem todos tivessem o mesma popularidade que Einstein conquistou para o bem e para o mal, considerando que Hitler ofereceu um prêmio pela vida do cientista. Foi um dos motivos pelos quais Einstein se exilou nos Estados Unidos.


Matéria da revista Veja publicada em março de 2012: 

Albert Einstein estava certo sobre a expansão do Universo

No Brasil, até há pouco tempo, os previdentes também não eram bem entendidos pela sociedade e, durante algum tempo, ficaram meio que à margem da sociedade. A história da Previdência Complementar começou diferente aqui, em relação outros lugares do mundo. No meio de um Regime Militar, na década de 1970, era preciso criar mecanismos para que as Bolsas de Valores do Rio de Janeiro e São Paulo se estruturassem. Resposta para essa necessidade: formação de fundos de pensão para os funcionários de empresas, então, estatais.

A base foi essa, mas a história mudou, especialmente a partir da década de 1990. Em razão da globalização da economia, muitas empresas estatais foram privatizadas no Brasil. Os fundos de pensão precisaram também encontrar soluções de financiamento para que se mantivessem atraentes e viáveis aos novos patrocinadores e ainda continuarem a valorizar patrimônios previdenciários e Políticas de Recursos Humanos.

A administração das Entidades Fechadas de Previdência Complementar teve um tratamento de choque. O Governo passou a exigir cada vez mais resultados e profissionalização de líderes e liderados. Hoje o Brasil tem o oitavo lugar no ranking dos maiores fundos de pensão no mundo. O primeiro lugar é dos Estados Unidos.

Para quem sabe fazer cálculo, atenção às oportunidades de carreira. Queda na taxa de juros no Brasil (quem diria!) está abrindo espaço profissional para atuários no país. Clique aqui e leia mais.

O principal significado de fundo de pensão ainda é dinheiro acumulado. Para quem consegue ver mais longe, o significado muda e assume uma face mais humana. Para quem consegue ver mais longe, fundo de pensão significa expansão da consciência e opção por uma vida mais feliz.
CENÁRIO É OTIMISTA PARA PROFISSIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR


Ontem trabalhei no Encontro Regional Sudoeste, promovido pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar.

O tema central, claro, FUNPRESP - a Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos da União - que será em breve implementada. Foram dadas explicações técnicas - o modelo do plano e suas bases atuariais. Foram feitas as projeções sobre reversão do déficit no médio e longo prazos. Foram mostradas as estruturas de um trabalho que deverá, acima de tudo, colocar definitivamente em condições de igualdade profissionais das áreas públicas e privadas, pelo menos no que se refere a formação de reservas complementares para a aposentadoria.

Hoje, qualquer trabalhador do mercado sem essa reserva, se aposenta e recebe - no máximo - o teto do INSS como aposentadoria. Já o servidor aposentado mantém seus rendimentos similares ao servidor ativo, sem ter feito uma reserva financeira para justificar esse valor que, em geral, ultrapassa o teto do INSS.

De grão de areia a estrela

Mais do que uma questão de ajustes de cálculos e justiça social, o que mais me atrai nessa mudança que a FUNPRESP vai desencadear é a potencial inversão de valores no mercado financeiro e, consequentemente, junto à sociedade. 


Há mais de 20 anos, trabalho com Previdência Complementar. Sempre achei ambígua essa relação. Por um lado, o assédio do mercado financeiro afinal, no Brasil, o patrimônio dos participantes do Sistema representa 17% do Produto Interno Bruto. Esse dinheiro movimenta a economia, gera empregos e, principalmente, está pagando a aposentadoria complementar para mais de 2 milhões de brasileiros que - durante suas carreiras - entenderam a importância e construíram o futuro que estão vivendo agora.

Apesar de todo esse cenário, sempre senti que o "ente" mercado - talvez pela origem, ou até mesmo alguns problemas enfrentados na consolidação do segmento - sempre tratou fundos de pensão como uma história à parte. Existiam reservas, talvez pontuais, mas nada que justificasse a generalização para a imagem de "patinho feio".

É engraçado! Há algum tempo, a Nike enfrentou um sério risco de imagem. Para ser competitiva, a empresa mantinha mão-de-obra infantil por meio seus prestadores de serviços. A história correu o mundo. E a Nike precisou e mudou.  Enquanto a Nike não mudava, o mundo não deixou de consumir tênis! Não houve generalização. Os consumidores migraram para outras marcas, mas o tênis continua a integrar o guarda-roupas da maior parte das pessoas, independente de idade, orientação sexual, estilo. A Nike é um caso clássico de comprometimento e recuperação de imagem e reputação. Mas existem outros na literatura sobre comunicação corporativa.

Fiz essa digressão porque acho que já é hora de o mercado reconhecer esse débito de imagem com o Sistema de Previdência Complementar, em função da profissionalização de lideranças e equipes técnicas que administram o patrimônio dos participantes do sistema; em função do crescimento do patrimônio e da economia, que será alavancado ainda mais pela FUNPRESP; ou ainda pelo cenário de queda de juros, que está determinando uma busca mais dinâmica e estratégica por resultados.

Quem acompanhou e viveu esta história sabe o quanto o profissional de previdência complementar se especializou. Sabe também que - diferentemente de outros segmentos do mercado -  esse profissional, por um componente genético, tem que ser bom para combinar tática e estratégia, isto é, gerar resultados competitivos e seguros. Ele está assumindo novas frentes de trabalho, que vão além de sua capacidade para administrar finanças. Hoje ele atua junto às pessoas como consultor previdenciário. O profissional de Previdência Complementar é e vai legitimar seu papel de agente de transformação social. Essa legitimação de um papel coerente, consequente e responsável vai mudar o quadro de profissionais no mercado nacional. Vai provocar novas demandas para a formação acadêmica especializada. Isso vai criar novas demandas sociais por relacionamentos simultaneamente humanos e técnicos.

A interpretação das informações apresentadas no evento do Encontro Regional ABRAPP é totalmente autoral. É a minha visão de futuro do papel que eu desempenho e da transformação da atuação profissional de muitos amigos que eu fiz e faço todos os dias. Trabalhadores comprometidos que me ensinam as possibilidades dessa essência de ser previdente.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Mudanças: o incômodo depende do interesse



O Estado de São Paulo antecedeu a União na implantação do Fundo de Pensão para Servidores Públicos. Sem alardes, o governador Geraldo Alckmin fez o que precisava ser feito. Sei o quanto o tema Previdência Social é impopular. Na Itália, Sílvio Berlusconi, e na França, Nicolas Sarkozy, criaram grande agitação por terem de aumentar o tempo de serviço dos trabalhadores, para evitar maiores descompassos entre a arrecadação de impostos e o pagamento de benefícios de aposentadorias.


A imprensa está divulgando a possibilidade de uma paralisação dos servidores públicos dia 25 de abril, para intimidar o processo de aprovação da Funpresp - Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos da União - medida que, no médio prazo, traz a oportunidade de estancar o déficit da Previdência Social e, no longo prazo, equilibrar as contas públicas e redirecionar recursos dos cofres públicos gastos com a cobertura de aposentadorias dos servidores - sem formação de reservas - para a saúde e a educação.


A Funpresp, além da formação de reservas individuais, pode contribuir com o aumento da cultura previdenciária junto à população. É uma medida que, de imediato, traz mais clareza em relação à histórica desigualdade social no país. Por afetar somente os novos funcionários públicos - isto é, quem já é concursado não será atingido - é de se questionar: a quem realmente interessa essa resistência à mudança? Por que, em São Paulo, o novo modelo foi implantado sem grandes agitações? Como a Previdência Social pode mudar, sem que novas soluções sejam implementadas?